24 Outubro 2014

Danos na Igreja das Mercês a caminho do tribunal

A Direção Regional de Cultura do Alentejo enviou para o Ministério Público o processo da Igreja das Mercês, em Évora, que sofreu danos na sua estrutura, devido à construção de um hotel.

A Diretora Regional de Cultura do Alentejo revelou que as partes envolvidas não chegaram a um acordo para a reparação da igreja.

Informação DIANAFM.

15º Encontro Internacional de Arte Jovem

Até ao dia 28 deste mês, o Palácio de D. Manuel acolhe alguns dos 1.136 trabalhos que foram seleccionados para concurso e uma retrospectiva de uma escola de arte que participou em todas as edições da iniciativa.

Uma mostra de obras de Évora está patente ao público nos Paços do Concelho, enquanto a Teoartis Galeria, situada em pleno centro histórico da cidade, está a apresentar trabalhos executados por alunos de outros ateliers.

Já uma sala do Museu de Évora acolhe uma exposição com trabalhos de uma aluna de arte que participou em encontros anteriores e que está a estudar numa faculdade de artes nos Estados Unidos da América.

O Encontro Internacional de Arte Jovem tem como objectivos difundir o gosto pela arte junto dos jovens e promover o intercâmbio cultural entre alunos e professores de diferentes países.

N E G Ó C I O

a vida é um negócio
permanente

o AMOR
- de todos o que mais

exige
a toda a gente

quem disser
que nunca negociou

é ignorante
ou mente

Platero
(h)ortografias

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 25 Outubro 2014, pelas 11:30


Susana Coelho
--
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
http://nestepais.wordpress.com/

23 Outubro 2014

"Documentos para a História da Talha Dourada e Azulejos em Évora"
Arquivo Distrital, 31 de Outubro, pelas 18h30

O Arquivo Distrital de Évora e o Centro de História de Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora, apresentam exposição “Documentos para a História da Talha Dourada e Azulejos em Évora”, organizada por Celso Mangucci, cuja inauguração terá lugar no Arquivo Distrital, no dia 31 de Outubro, pelas 18h30.

Durante a inauguração será proferida uma palestra pelo Dr. Celso Mangucci.

No âmbito da presente exposição estão, também, previstas visitas guiadas a algumas igrejas da cidade de Évora, cujas datas serão oportunamente divulgadas.

Onde é que eu já vi isto, perguntou ele
Estreia dia 30 de Outubro| Teatro Garcia de Resende

PARA CHRISTIANA NÓVOA

(ler/ouvir em " NÓVOA EM FOLHA")

este seu poemar
está dentro
do meu estilo

uma espécie
de (en)cantar

quando o poeta veste
asa-
de-
grilo


Platero
(h)ortografias

Democracia?


II

            Desiludidos pelo peso da cinzenta realidade, poderemos nós, «povo de esquerda», esperar que os partidos vivam por si próprios, sem recorrerem a parasitar o Estado, e representem as várias opções políticas e sociais que pode albergar a Democracia?

            Com excepção do Partido Comunista que, por iniciativa própria e trabalho militante dos seus filiados, procura constantemente encontrar pelos seus próprios meios recursos de subsistência, nenhum partido parece fazer o mínimo esforço para se governar pelos seus próprios meios. Vejamos, por hipótese, o que se passa no tocante às necessidades de rendimentos dos partidos…

            Há constitucionalistas que nos dizem que o «financiamento público dos partidos é a única garantia de um mínimo de igualdade de oportunidades na luta política» (Prof. Vital Moreira, in Público de 12/10/2014). Será verdade?

            Em meu entender, a questão está mal colocada. De facto, não há, não pode haver igualdade de oportunidades na luta política. Recorde-se que até a verba dos subsídios do Estado é desigual, pois os partidos recebem segundo a percentagem de votos obtidos em cada acto eleitoral que, como sabemos, é sempre desigual.

            Nesta ordem de ideias pergunto: 1) Porque razão os partido não podem subsistir apenas com as receitas das quotizações dos seus militantes?; 2) Porque razão não  lhes chega a venda da propaganda escrita (jornais, folhetos, livros)?; 3) Porque não organizam modalidades (transparentes) de angariação de fundos ?

            Dir-me-ão que toda esta panóplia é insuficiente para a sua vida corrente… Não creio. Não vejo por que razão os partidos hão-de subsistir acima das suas posses, recorrendo, através de leis arbitrárias (que só os próprios partidos aprovam) às finanças públicas. Dir-me-ão que têm poucos militantes, pelo que a verba das quotas é irrisória. Certo. Mas que tenho eu, tu, ele; nós, vós, eles que ver com isso?! Dir-me-ão que os partidos não podem apresentar ao eleitorado uma imagem exterior miserabilista, esfarrapada, com uma frota automóvel a cair de podre… Com os seus “quadros dirigentes” profissionalizados, a vaguear pelos salões sem dinheiro para comprar uma gravata de seda! Não podem, não… Mas nós, povo dos votos, nós podemos ser pobres, e não ter dinheiro para gravatas de seda! Nós podemos?!

            Se os partidos não têm fundos para grandes comícios, múltiplas actividades de propaganda política e respectivo pagamento mensal a batalhões de mercenários, perdão, de funcionários políticos profissionalizados, a “tempo inteiro”, façam então a sua vida de acordo com os seus rendimentos… De outro modo, temos de considerar que o regime democrático restaurado em Abril de 1974, deslizou para um regime autoritário de “meia dúzias” de partidos, que a “batota” se institucionalizou no >jogo eleitoral, e que os chefes dos partidos jogam connosco à Democracia de má fé, com “cartas escondidas na manga”.

22 Outubro 2014

Nunca julgues as pessoas pela sua aparência

UP-TO-DATE

PORTAS já frequenta FEIRA da ONU em N. YORK

aí ciganos e tendeiros são mais manhosos

- mercadoria continua a ser contrafacção

Platero
(h)ortografias

Democracia?

«A subvenção para os partidos
Políticos no valor de 14,85 milhões de euros.
Determinada pelos resultados eleitorais de 2011,
mantém-se igual à do ano passado

- jornal Público,16 de Outubro de 2014

I

            O regime democrático português, sobretudo quando o observamos na sua prática quotidiana, não passa de um cortejo de legiões políticas subdivididas em coortes, e estas em tribos e clãs familiares, despertando no seio da sociedade contemporânea apenas paixões favoráveis ou hostis, que sendo verbalmente violentas só não são sangrentas e mortíferas porque as circunstâncias não o permitem, as leis não autorizam e, por enquanto, uma predisposição geral para o bocejo e a preguiça mental, sobrepõe-se a qualquer radicalismo de esquerda, do centro e da direita.

            Primeiro que tudo é preciso compreender que, em Portugal, o restabelecimento da Democracia não trouxe consigo um espaço de diálogo aprazível e cooperante dos trabalhadores (ou produtores) consubstanciado na fórmula, digamos assim: todos por um e um por todos. Pelo contrário, institucionalizou em definitivo a antiguíssima prática da chulice embrulhada no estreito corporativismo e no individualismo, emprestando-lhe um conteúdo constitucional, portanto, “respeitável”, como jamais a chulice havia tido, mesmo considerando o tempo do rei D. Carlos, um “campeão” nesta prática…

            Enfim, a tradicional chulice lusitana, uma vez restabelecida a Democracia, institucionalizou-se imediatamente, e ao mais alto nível, com o empenhado militantismo dos recém-laureados partidos políticos!

            Conservados em hibernação durante a ditadura (mais de 45 anos!), ilegalizados, perseguidos, aprisionados e martirizados quando se atreviam a subsistir na clandestinidade, assim que puderam sair para a atmosfera da liberdade, após Abril de 1974, todos os partidos deslizaram inelutavelmente para uma atitude de vindicta.

            De facto, logo que, em Assembleia própria, se tratou de redigir a Constituição, uma das mais pertinentes disposições (aceite por todos, da esquerda à direita) foi decidir tornar obrigatório para o Estado o financiamento dos partidos políticos. Isto é, os partidos passaram a ficar inscritos no «Orçamento de Estado» com verbas cativas a seu favor, quero dizer sustentados e alimentados pelo erário público! Enfim, por todos nós!

            Aqui temos, pois, a escusada vindicta. - Como se durante o tempo que durou a ditadura, a sociedade portuguesa, os cidadãos em geral, fossem culpados da ausência de pluralismo e das perseguições policiais que sofreram alguns (poucos) dos partidos!

            Eis aqui o “ajuste de contas” dos partidos com o País!

            Dito em pouco palavras: - Obrigatória e simultaneamente todos pagamos, através do Estado, a nossa “quota-parte” a uma “mão cheia” de partidos políticos, mesmo que não apreciemos as ideias de tal ou tal legião … Reparem, digo ideias e digo bem, porque me recuso chamar ideologia a meia dúzia de opiniões desdentadas, frases-feitas repetidas de comício em comício, verdades universais, de almanaque, que até o próprio “borda de água” tem vergonha de usar

            Devo concluir que, sem mais nem menos, aconteceu-nos o maior paradoxo da História actual: - De forma autoritária e num regime democrático, temos a chulice travestida em imaculado e institucional subsídio. Convenhamos, que para imberbe regime democrático, é obra!

            A institucionalização do financiamento dos partidos pelo Estado, proporciona-lhes excelentes garantias de sobrevivência económica (seja qual for a situação em que se encontrem as finanças públicas), e transforma os membros permanentes dessas legiões, coortes e tribos (quer aceitem ou não o nome que lhes estou a dar), em autênticas hordas de mercenários da política, economicamente independentes dos cidadãos, livres, por conseguinte, face ao eleitorado, mas obrigados, de forma a continuarem no emprego e a receberem o vencimento, naturalmente se aprovarem, votarem, disserem que sim aos acordos ou rupturas que os comandantes de cada legião entender estabelecer com A ou B.

            Enfim, chulice dos partidos políticos com o consentimento tácito do Estado é praticada, dizem-nos, para evitar que estas legiões entrem em “jogos” financeiros com interesses económicos. Será verdade que chular o Estado, evita a dependência de grupos económicos?


Burra, primitiva caixa-forte de agência do Banco de Portugal,1891.

            Parece que não, pois o Tribunal Constitucional tem de fiscalizar periodicamente as finanças dos partidos, além de que legislação específica tece uma malha de controlo sobre as incompatibilidades dos deputados, que nem sempre exercem a sua missão em regime de exclusividade, desrespeitando por conseguinte as mínimas regras de honestidade política que lhe são exigidas. Enfim, tudo isto indica que a chulice dos partidos sobre o Estado não evita os financiamentos ilícitos destes, nem o duplo emprego por parte dos deputados e, portanto, este tipo de cancro, incurável como todos, alastra assustadoramente.

Não estou a pôr em questão o princípio de fiscalidade sobre partidos e políticos mercenários, perdão, profissionais. Estou apenas a dizer que é preciso falar uma linguagem que possa ser compreendida: - O princípio da desconfiança permanente é que ditou estas regras e procedimentos, o que quer dizer que legiões, coortes, tribos e clãs políticos não são de confiança, pois apesar de beneficiarem da institucionalizada chulice, sempre querem mais dinheiro e, para o conseguirem, sempre resvalam para onde não deviam!

21 Outubro 2014

Curiosidades dos Estatutos da Universidade de Évora de outros tempos

Alguns curiosos excertos dos Estatutos da Universidade de Évora (fund. 1559), criada pelo Cardeal Infante D. Henrique.

Liuro primeiro
Capitulo dezanoue Do Porteiro, E guarda das escolas

4. Não deixará entrar molher, nem pessoa outra, de qual quer calidade que seia, embuçada da porta pera dentro, nem com armas saluo se for pessoa de calidade, e que so mente as traga, pera sua decencia, e quem o contrario fizer perderá as ditas armas, a metade pera o meirinho da Uniuersidade, e a metade pera quem as acusar, e não consentirá que os moços, ou outras pessoas ioguem, iogos, nem andem desinquietos, pelo Pateo, classes, ou Uarandas, das Escolas, e quando lhe não obedecerem, auisará ao Prefeito dos Estudos pera que os castigue e atalhe as ditas desordeñs, com remedio conueniente.

7. Não deixará entrar a cavalo alguã pessoa da porta pera dentro, e assi fará que as caualgaduras fiquem de fora, e apartadas da porta, pera que não impidão os que entrão, e saem.


Liuro segundo
Capitulo segundo Dos boõs costumes dos Estudantes E alguãs obrigaçoẽs suas

1. Por meu intento, quando fundei este collegio, e Uniuersidade foi que os Estudantes, que nella ouuessem de estudar iunta mente com letras aprendessem boõs costumes, e eu dezeio que isto aia effeito, guardarão o que se segue

7. Nenhum Estudante de qual quer faculdade que seia, irá a farças, comedias, ou representaçoẽs, ou seião de furasteiros, ou dos naturaẽs da terra, em que entrarem molheres, ou se tratarem materias pouco honestas, e decentes sõ pena de serem castigados como parecer ao Reitor da Uniuersidade, o qual castigo se executará per meyo do cancellario ou Prefeito dos estudos, a quem os ditos delinquentes pertencerem, e muito menos entrará nas ditas farças, comedias, ou representaçoẽs estudante algum sõ pena de ser castigado mais seuera mente, como o crime merece.

11. Nenhuã pessoa seia admetida, a ouuir na Uniuersidade se for sabida mente reuoltosa, deshonesta per qual quer uia escandalosa, ou infame em seus costumes, pera que não seia preiudicial, aos que nesta Uniuersidade estudão, e se achar que alguem foi admitido aos ditos Estudos, tendo alguã das ditas faltas, e dellas não estiuer sabidamente emendado, será logo excluido dos Estudos, e o mesmo se fará com qual quer outro Estudante, que nelles continuar se se achar que tem os mesmos costumes, mas será primeiro que se despida castigado com castigo exemplar pera proueito seu, e bem dos outros, que de seus costumes tiuerem noticia.


Capitulo trez Da honestidade e uestidos dos Estudantes

1. Os Estudantes não alugarão casas, per aposentadoria, nem as aceitarão, de pessoa alguã, ainda que lhas dê de graça em ruas escusas, ou trauessas em que morarem molheres de mao uiuer sõ pena de pelo mesmo caso serem lançados das mesmas casas, e castigados seuera mente como parecer ao Reitor da Uniuersidade.

2. Os Estudantes não terão em sua casa molher suspeita sõ pena de mil reis, a metade pera o meirinho que os prender, e a metade pera quem os acusar, e oito dias dias de cadea ou mais se ao Reitor assi parecer, e a tal molher será preza, e pagará da cadea outros mil reis repartidos pela dita maneira, e o mesmo se guardará contra os Estudantes, que se prouar terem mancebas, e com as molheres que forem suas mancebas, posto que as tenhão fora as suas casas. (...)

18. Nenhum Estudante poderá ter besta de sella, saluo o que sendo nobre ou Eclesiastico tiuer cem mil reis de renda, ou dahi pera cima. E quem o contrario fizer, perderá a tal besta de sella pera o Meirinho da Uniuersidade, ou guarda das escolas, qual primeiro o acusar.

20. Não poderão os ditos Estudantes dar banquetes, ou conuites, a pessoas alguãs; E não agasalharão, per muitos, nem per poucos dias hospedes alguñs, senão forem parentes chegados dentro no primeiro, ou segundo grao, saluo em algum caso particular com licença do Reitor. E quem o contrario fizer, pagará per cada ues quinhentos reis, a metade pera o Meirinho da Uniuersidade e a outra a metade pera a Arca della.

21. Nenhum Estudante terá caẽs, nem aues de caça, em sua casa, ou em casa de outrem, sõ pena de hum cruzado cada ues que nisso for comprehendido, a metade pera o Meirinho e a outra a metade pera quem o acusar, e das mais penas, ou castigos escholasticos que ao Reitor parecer.

Teresa Maria Rodrigues da Fonseca Rosa
Pós-doutoramento no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com o tema: O Ensino Jesuíta em Portugal no Antigo Regime: Documentos, Figuras e Instituições (Séc. XVI a XVIII).

http://www.ie.ul.pt/pls/portal/docs/1/424462.PDF
http://www.ie.ul.pt/pls/portal/docs/1/424474.PDF

(Recebido por e-mail)

COMPLICADAS DE ENTENDER

O desabafo de safo
by Christiana Nóvoa

....
pois em verdade eu te digo
digas tu o que disseres
as palavras, meu amigo
são mulheres


MINHA RESPOSTA a CHRISTIANA
:
complicadas de entender
e já eu as estudei tanto

ainda não as sei ler
- suspeito sejam

esperanto

Platero
(h)ortografias

Obras regressam às arcadas

Pinturas decorativas encontradas nas arcadas da Rua João de Deus, junto à Praça do Giraldo, começam esta semana a ser restauradas.

A Câmara de Évora iniciou em Abril uma intervenção global de limpeza e requalificação do espaço público, a que chamou “Évora merece! Recuperar, manter, limpar.”

Neste contexto, e quando se preparavam as superfícies a tratar, foram descobertas pinturas de interesse histórico de dois tipos. Por um lado, as pinturas decorativas a fresco, que se suspeita serem do séc. XVIII, nos arcos e abóbada do n.º 6 da rua João de Deus; por outro, pinturas publicitárias noutras abóbadas da mesma rua, cujo valor histórico está a ser avaliado.

Tendo começado pela sala de visitas da cidade, a Praça do Giraldo, os trabalhos de limpeza e manutenção foram entretanto interrompidos devido à necessidade colocada pela Direcção Regional de Cultura de concertar aspetos de ordem técnica, nomeadamente relativas aos materiais a usar.

Depois das avaliações dos especialistas em restauro, e das equipas operacionais da Câmara preparadas para estes trabalhos se terem concentrado na feira de S. João e em intervenções nalgumas escolas no âmbito do arranque escolar, voltam todos, desde esta segunda feira (20 de Outubro) a concentrar-se no arranjo das arcadas.

As arcadas do coração da cidade, e particularmente as da Rua João de Deus, deverão ficar no final desta intervenção ainda mais valorizadas com o acréscimo de interesse artístico na zona central da cidade, já bastante reconhecida e apreciada por residentes e visitantes.

(informação CME)

Bonecos & Campaniça
Uma produção É Neste País

20 Outubro 2014

Em reparação ponte na Ecopista, junto à estrada do Senhor dos Aflitos (Louredo)

Intervenção dos serviços municipais arranja uma das pontes da ecopista que teve de ser interditada dada a perigosidade da sua utilização.

Encontrada a melhor solução técnica para o local, que passou pelo reforço da estrutura metálica, através da colocação de perfis em ferro, e a instalação de um pavimento em material plástico, cem por cento reciclado. Esta intervenção procura minorar o impacto junto dos utilizadores, sendo expectável que a obra esteja terminada até ao final da semana.

FIKE 2014 arranca amanhã, terça-feira, 21 de Outubro

Sessão de Abertura do FIKE 2014 - 12.º Festival Internacional de Curtas-Metragens terá lugar amanhã, às 21h30, no Auditório da Universidade de Évora.

Confirmaram a sua presença as seguintes autoridades; Presidente da Câmara Municipal de Évora, Dr. Carlos Pinto de Sá, Vereador da Cultura da C.M. de Évora, Dr. Eduardo Luciano, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Dr. António Ceia da Silva, Reitora da Universidade de Évora, Profª. Ana Costa Freita, Directora Regional de Cultura do Alentejo, Dr.ª Ana Paula Amendoeiras, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Dr. Dr. António José Dieb e o Director do FIKE, João Paulo Macedo.

Também amanhã, em Évora e Beja, arrancam sessões competitivas, mostras paralelas, masterclasses, workshops, exposições e concertos musicais.

39 filmes oriundos de vários países e selecionados das 1004 curtas-metragens enviadas ao festival, originárias de 44 países, nas categorias de ficção, animação e documentário, estarão em competição no festival, que decorrerá simultaneamente, a partir de amanhã e até ao próximo dia 25 de Outubro, nas cidades de Évora (Auditório da Universidade) e em Beja (Teatro Pax Julia, entre os dias 22 e 25). Este ano, iremos ver filmes provenientes da Polónia, Israel, Irão, Iraque, Roménia, Itália, Letónia, Estónia, Suíça, Bélgica, Holanda, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Espanha e ainda de Portugal, que conta este ano com nove curtas a disputar os troféus do festival. No FIKE, pela primeira vez, será atribuído o Prémio Comendador Rui Nabeiro à melhor curta-metragem portuguesa, prémio pecuniário no valor de 750 Euros.

O FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens 2014, é promovido pela Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, pelo Cine Clube da Universidade de Évora em parceria com a Estação Imagem e Associação Lendias d’Encantar e conta com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e da Direção Regional de Cultura do Alentejo / Governo de Portugal, dos Municípios de Beja e Évora e  da Universidade de Évora. O festival é cofinanciado pelo QREN da União Europeia, no âmbito do Programa Operacional INALENTEJO.

Mais informação AQUI.

EUROPA


a Europa faz xixis
e cocós
por todo o lado

- a toda a hora -

a Europa está rota

a Europa
é Continente

incontinente

Platero
(h)ortografias

Em 2015 os portugueses pagarão mais €2.006 milhões de impostos e as empresas menos €892 milhões

Está neste momento em curso uma gigantesca operação de manipulação e mentira levada a cabo pelo governo com o objetivo de convencer a opinião pública que se verificará em 2015 uma redução da carga fiscal. Infelizmente vários órgãos de comunicação social e mesmo jornalistas têm colaborado nessa campanha de engano dos portugueses. O que vai acontecer em 2015 é outro enorme aumento de impostos sobre os trabalhadores, pensionistas e outras classes que não auferem rendimentos de capital, e uma redução muito importante dos impostos sobre as empresas que beneficiará fundamentalmente as grandes empresas, com lucros elevados, que verão os seus lucros aumentar ainda mais, porque pagarão muito menos impostos ao Estado, podendo-se dizer mesmo que esta quebra é financiada pelas famílias portuguesas. É isto que mostraremos utilizando os próprios dados oficiais constante do Relatório do governo que acompanha o Orçamento do Estado. (Ler mais AQUI.)

por Eugénio Rosa

19 Outubro 2014

Tal como em Évora
Negócios ruinosos da água celebrados por vários municípios



Neste episódio do "Sexta às 9", investigaram-se os negócios ruinosos da água celebrados por vários municípios. Só Barcelos, já tem uma dívida de quase 172 milhões de euros ao concessionário.

E em Évora não é muito diferente. Todos os anos, entre aquilo que os eborenses pagam na facturação e aquilo que a AdCA exige da CME, há um prejuízo de 5 milhões de euros. Até a água da chuva que chega às ETAR's é facturada como se de esgoto se tratasse.

DECO (R) TE

teu decote
na blusa
no vestido

mostra o recorte
do rego
dos teus seios

em Y
invertido

Platero
(h)ortografias

Plenário CDU Évora

18 Outubro 2014

O E

mais do que
de erotismo
este governo sofre
de priapismo ORÇAMENTAL

Platero
(h)ortografias

17 Outubro 2014

“Pelos Caminhos do Concelho – Ao encontro das populações”

Amanhã, 18 de Outubro, Presidente da Câmara Municipal e Vereadores visitam a União das Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras.

União das Freguesias de Bacelo e Senhora da Saúde convida população a participar no Plano de Actividades de 2015

Hilariante...


(clique sobre a imagem para ampliar)
Troca de email entre 2 socialistas foi parar por engano à delegada regional de educação...
Ela responde com conhecimento para todos os funcionários. Hilariante.

por zefio zefio

15.ª edição do Encontro Internacional de Arte Jovem

Até ao final de Outubro decorre em Évora o 15º Encontro Internacional de Arte Jovem, organizado pela TEOARTIS Galeria em parceria com a Câmara Municipal de Évora e com apoio da Fundação Eugénio de Almeida.

O festival iniciou-se esta semana, com destaque para a receção dos participantes (escolas) e entrega de diplomas aos vencedores nos Paços do Concelho. Além de ficarem em Évora durante uma semana, os participantes visitam locais à volta e desenham na cidade. A exposição dos trabalhos permanece até dia 28 de Outubro no Palácio D. Manuel, Museu de Évora, Paços do Concelho e TEOARTIS.

Participaram 45 escolas com 1459 trabalhos, tendo sido selecionados 1136. China, Rússia e Polónia classificaram-se este ano como os melhores em termos de grande prémio e coleções. Foram atribuídos prémios Mérito Ouro (45); Mérito Prata (47) e Menções Honrosas (178) a jovens da Bielorrússia, Bulgária, China, Egipto, Alemanha, Índia, Macedónia, Polónia, Roménia, Rússia, Servia, Eslováquia, Eslovénia e Ucrânia.
Vieram também professores da Bulgária; China, Eslovénia, Montenegro; Rússia, Egipto, Servia e Ucrânia.

Esta 15.ª edição do Encontro Internacional de Arte Jovem foi acolhida com o maior entusiasmo por parte da autarquia eborense, enquanto exemplo de fomento da prática artística e de diálogo transcultural, pelo que a Câmara Municipal espera que a cidade se associe ativamente à iniciativa e que esteja atenta ao pulsar da criatividade que vai andar pelas suas ruas.

(Informação CME)

REITERADO RECADO A HENRIQUE

extensivo a todos os Henriques e Henriquetas deste MUNDO

Mais vale ser HENRIQUE

do que ENRIQUEser


Platero
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Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 18 Outubro 2014, pelas 11:30


Gertrudes Pastor & Rui Melgão
--
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
http://nestepais.wordpress.com/

16 Outubro 2014

Câmara alarga discussão do Orçamento aos funcionários municipais

No âmbito da criação de espaços de participação na construção do Plano e Orçamento da edilidade para 2015, a Câmara Municipal de Évora tem vindo a realizar uma série de reuniões setoriais com os diversos serviços municipais com o intuito de alargar esta discussão e recolher o maior número de contributos.

A este propósito teve lugar, no Palácio D. Manuel, esta quarta-feira, dia 15 de outubro, mais uma reunião, que contou com a presença de cerca de duas centenas de funcionários, durante a qual houve a oportunidade de todos expressarem a sua opinião sobre as obras e iniciativas que consideram fundamentais para a construção de um concelho ainda melhor.

Neste encontro, o segundo de um conjunto de reuniões, a Câmara Municipal de Évora esteve representada ao mais alto nível através do Presidente, Carlos Pinto de Sá, e do vereador João Rodrigues, dando corpo ao compromisso de envolver os trabalhadores ao nível da participação nas decisões da câmara.

Com estas reuniões, a Câmara Municipal de Évora procura potenciar os valores da democracia e incentivar toda a comunidade na participação na gestão pública local.

(informação CME)

SEMPRE TIVE A MANIA
DA CONTAMINAÇÃO ETIMOLÓGIA ENTRE OS POVOS

pouco provável
mas não deixa de me parecer aceitável
que o FARNETO (próximo de reguila e desocupado, na minha Aldeia)

descenda do italiano/universal FAR NIENTE

Platero
(h)ortografias

Em S. Pedro da Cova
Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D'Aguiar apresenta "Noite de Comédias"

Sábado dia 18 de Outubro O Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D’Aguiar, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, apresenta ”Noite de Comédias” em S. Pedo da Cova, no âmbito de um festival de teatro, organizado pela Junta de Freguesia daquela localidade, do norte do país.

A freguesia de São Pedro da Cova encontra-se a oeste da Serra de Valongo, na zona de Vale do Souto.

Com a descoberta de carvão mineral, a partir do final do século XVIII, S. Pedro da Cova desenvolve-se, a partir de uma economia industrial, deixando para segundo plano a agricultura, criando um importante complexo mineiro.

Toda a história da freguesia e da sua actividade económica pode ser revisitada no seu Museu Mineiro.

“Noite de Comédias” com textos de Anton Tchekhov, tem encenação de João Bilou, cenários e adereços de António Canelas, Desenho de luz de António Rebocho, Cartaz/ programa e operação luz de Fernando Dias, som de Marta Robalo, Fotografia de Joana Caço, Caraterização de Carina Nave, e Interpretação de Duarte Guerreiro, David Antas, José Lourido, Marco Silva, Sílvia Mendes, Maria Rosmaninho e Inês Siquenique.

15 Outubro 2014

Pinto de Sá: O primeiro ano foi para renegociar dívidas da Câmara

Prestes a completar um ano à frente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá disse em entrevista à DianaFm, que a situação financeira do município concentrou as atenções do executivo.

Pouco mais de metade da dívida à Aguas do Centro Alentejo foi paga com dinheiro do PAEL. Mas a factura já está a aumentar.

A renegociação do pagamento de juros à Águas do Centro Alentejo levou a uma redução do valor superior a 500 mil euros.

Quanto ao funcionamento da autarquia, o autarca anunciou, para breve a transferência de serviços para o antigo edifício da rodoviária.

A entrevista a Carlos Pinto de Sá poderá ser escutada AQUI.

Apresentação oficial do FIKE 2014 no Shortcutz em Lisboa
E no ÉBORA CAFÉ em Évora

Foi com casa cheia que decorreu ontem, dia 14, na Rua do Alecrim nº 21, no Cais do Sodré, em Lisboa, no âmbito de mais um Shortcutz, a apresentação do FIKE 2014 na capital. Num ambiente acolhedor e informal, João Paulo Macedo, director geral e artístico do FIKE, realçou que o FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens, para além do cinema, tem vindo a desenvolver um conjunto de actividades que se destacam pela grande qualidade da selecção apresentada, um conjunto de cruzamentos artísticos envolvendo manifestações de outras áreas artísticas, tais como a pintura, fotografia, música e performance. “Cada edição do Festival tem sido objecto de um incremento significativo quer ao nível da qualidade do programa proposto quer ao nível da participação no Festival.”.

Para João Paulo Macedo, “a edição deste ano marca um momento de viragem importante no FIKE. A realização simultânea em duas cidades – alargando a oferta e a implantação regional – permitirá aos públicos de Évora e Beja o contacto directo com as obras e os criadores presentes no Festival.”

A presente edição do FIKE faz a transição de um festival com as actividades centradas na cidade de Évora para um festival que se desenvolve em três capitais de distrito com a edição de 2015 a estender-se a Portalegre. “Com este reposicionamento estratégico o festival estende as suas actividades a uma área geográfica correspondente a cerca de 30% da área do território continental de Portugal”, concluiu João Paulo Macedo.

O Director do FIKE, referiu-se também à componente formativa do festival, à formação em Cinema de animação que estará presente através do workshop organizado em parceria com o Departamento de Artes Visuais e Design da Universidade de Évora, dirigido pelo conceituado artista sérvio Rastko Ciric, professor da Faculdade de Artes Aplicadas da Universidade de Belgrado. Nik Phelps, um reconhecido compositor belga, orientará um seminário na Escola de Música da Universidade de Évora, sobre a Composição de Banda Sonora para cinema de Animação e juntos apresentar-se-ão em Évora, num concerto muito especial.

Já em Évora, simultaneamente com a inauguração da exposição do artista plástico Júlio Quirino, “Fellini Reloaded”, uma série de desenhos e pinturas que têm como ponto de partida alguns filmes de Federico Fellini, decorreu no final da passada semana, no Ébora Café, a apresentação da 12ª edição FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens, que se vai realizar de 21 a 25 de Outubro em Évora e Beja.

Também com lotação esgotada, estiveram presentes autoridades regionais, patrocinadores, outros convidados e comunicação social, após a degustação de um bom vinho alentejano, João Paulo Macedo, director do FIKE, começou por afirmar que a edição deste ano, “marcará, de facto, um momento de viragem importante no festival”. A realização simultânea em duas cidades, alargando a oferta e a implantação regional, “permitirá aos públicos de Évora e Beja o contacto directo com as obras e os criadores presentes no Festival”. Para o ano, o FIKE será alargado à cidade de Portalegre, anunciou ainda o director do festival. João Paulo Macedo, reforçou uma vez mais, a homenagem do FIKE deste ano, à produtora norte-americana Patricia Casey - primeira produtora dos Monty Python - And Now for Something Completely Different (1971), filme que será apresentado no Festival, e que, proferirá também uma Master Class sobre Produção Independente no dia 25 de Outubro.

Por seu lado, Eduardo Luciano, Vereador da Cultura do Município de Évora, no seu breve improviso, louvou todo o trabalho desenvolvido pela equipa que produz e desenvolve o FIKE, a sua importância cultural e socioeconómica para a região, prevendo o seu crescimento regional, uma maior notoriedade nacional e internacional, facilitando também a promoção de marcas e produtos da região alentejana, pelo facto, destacou a importância e o envolvimento dos patrocinadores, marcas e empresários sedeados na região.

Este ano, inscreveram-se para a pré-selecção no festival, 1004 filmes, originários de 44 países, de entre os quais foram seleccionados cerca de 40 filmes. As sessões serão no Teatro Pax Júlia e no Auditório da Universidade de Évora ao longo dos 5 dias do Festival, em sessões que terão lugar às 21h30, e que constituem a Competição Internacional do Festival.  O Júri Oficial do FIKE integrará este ano, a jornalista belga Nancy Denney-Phelps, o realizador português Manuel Mozos, o realizador e professor de animação e ilustração sérvio Rastko Ciric, e ainda, os portugueses Rui Simões, realizador e o autor, humorista e apresentador de TV, Luís Filipe Borges. Este ano, pela primeira vez, será atribuído o Prémio Comendador Rui Nabeiro à melhor curta-metragem portuguesa, prémio pecuniário no valor de 750 Euros.

O prémio para o melhor documentário será votado pelo Júri Estação Imagem, composto por Cláudia Alves (documentarista), Pedro Letria (autor e fotógrafo) e pelo realizador TV, Miguel Braga. O Prémio D. Quixote será atribuído pelo Júri da IFFS- International Federation of Film Societies, este ano constituído por Sylwia Hamerska, jornalista e cineclubista polaca, pelo alemão Thomas Penner, cineclubista e técnico de VFX e por Denise Cunha Silva, cineclubista e produtora de festivais de cinema (Portugal). Como habitualmente, será atribuído ainda o Prémio do Público, cujos jurados serão todos os espectadores presentes nas salas de Évora e Beja.

O FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens 2014, é promovido pela Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, pelo Cine Clube da Universidade de Évora em parceria com a Estação Imagem e Associação Lendias d’Encantar e conta com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e da Direção Regional de Cultura do Alentejo / Governo de Portugal, dos Municípios de Beja e Évora e  da Universidade de Évora.

Évora, 15 de Outubro de 2014

UE e Institutos Politécnicos de Portalegre, Beja, Setúbal e Castelo Branco assinam Protocolo de Colaboração

O protocolo visa enquadrar a criação e funcionamento do Mestrado em Enfermagem em associação interinstitucional.

A Universidade de Évora, em conjunto com os Institutos Politécnicos de Portalegre, de Beja, de Setúbal e de Castelo Branco, propuseram à A3ES a criação de um mestrado em associação na área de Enfermagem, oferecido a partir do próximo ano. Tal medida permite uma oferta formativa conjunta, respondendo assim à crescente necessidade de reorganização do Ensino Superior em Portugal. O protocolo é assinado na quinta-feira, 16 de outubro, às 11h00, na Sala de Docentes do Colégio do Espírito Santo.

Esta iniciativa, formalizada através de um protocolo, é um dos primeiros passos dados por estas cinco organizações com vista à adequação da oferta formativa às necessidades da comunidade onde se inserem e do país, oferecendo-se pela primeira vez uma formação conjunta nesta área, envolvendo as respetivas Escolas de Enfermagem e de Saúde.

Entre os grandes objetivos da assinatura do protocolo está a formação de profissionais com competências clínicas avançadas em todas as áreas de especialização legalmente previstas. Estes profissionais contribuirão para uma maior capacidade de resposta às necessidades de saúde das populações e consequentemente para a fixação de pessoas no interior do país. Espera-se ainda, através da concretização das medidas previstas, que a região se torne, a curto prazo, num polo de maior atração para a formação na área de enfermagem, aumentando consequentemente a sua competitividade.

Procurando “desenvolver conhecimentos e competências para a intervenção especializada num domínio de enfermagem”, “promover a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde”, “capacitar para a governação clínica” e “contribuir para o desenvolvimento da disciplina e da formação especializada em enfermagem”, o protocolo pretende também criar condições que permitam “desenvolver em parceria projetos de investigação de âmbito nacional e internacional”, “promover a prestação de serviços” ou “estágios científicos e técnicos”.

Dando cumprimento às diretivas do Governo, que em maio passado, através da Secretaria de Estado do Ensino Superior, apresentou as “Linhas de Orientação Estratégica para o Ensino Superior”, em que se pretende que seja estimulada a criação de consórcios entre IES, no sentido de partilharem recursos, meios humanos e materiais, a Universidade de Évora e os Institutos Politécnicos de Portalegre, de Beja, de Setúbal e de Castelo Branco dão assim um passo importante na otimização dos seus recursos e da sua oferta formativa.

O presente protocolo surge na sequência do assinado no final do ano passado entre a Universidade de Évora e os IP’s de Beja e de Portalegre, através do qual as três instituições se comprometeram, “no âmbito das suas possibilidades e num quadro de reciprocidade, a efetivar a colaboração de docentes em atividades de docência, de coordenação e de supervisão,” bem como a “estabelecer plataformas de entendimento ao nível da gestão da oferta formativa e da investigação em domínios científicos específicos, visando a articulação com a procura a nível regional.”

As instituições signatárias comprometem-se ainda em continuar a desenvolver esforços para, através do aprofundamento das suas relações, responderem cada vez melhor às necessidades da região e do país.

DES-AFORISMO

pénis - também se avaliam

pelos ténnis


Platero
(h)ortografias

14 Outubro 2014

Obrigado!

Dia 12.09.2014
Dia 14.10.2014
Obrigado "estudantes" imbecis!
Obrigado estudantes imbecilmente submissos!
Obrigado "autoridade" policial!
Obrigado "autoridade" municipal!

Uma vara de porcos não faria melhor...!

(recebido por e-mail)

C´OA BRECA

na minha Terra
à caspa

chamava-se
carepa

e não havia champôs
contra
a carepa

champô na minha Terra
era sabão
macaco

c´oa breca

mas não era
por esse facto

que na minha Terra
havia
mais carecas

Platero
(h)ortografias

13 Outubro 2014

"Quatro Séculos de Arte e Ciência da Artilharia"
Palácio dos Mesquitas | 13 de Outubro a 6 de Janeiro

Exposição patente no Quartel do Palácio dos Mesquitas (Rua de S. Domingos, 2), de 13 de Outubro de 2014 a 6 de Janeiro de 2015, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 10:00 e as 17:00 horas.

INVERNO PREMATURO

trazer à colação
:
meias camisola de lã
camisa de flanela

escalfeta
braseira de camila

lenha de azinho
fósforos
lume de chão

lenços de papel

a POESIA REUNIDA
de JoséTolentino
(de)
Mendonça

vale a pena
-nem que só por um dia

amanhã quem sabe
será de novo
verão

Platero
(h)ortografias

Carta Aberta aos Caloiros

E, como estamos no princípio do ano escolar, reproduzo a Carta Aberta aos Caloiros, da autoria de Teolinda Gersão:

Caros Caloiros:

Certamente sabem que, na praxe coimbrã, mãe de todas as praxes, o caloiro é tradicionalmente “o animal”. Como também julgo que sabem, segundo a lei n.º 69/2014, de 29 de agosto, no nosso país os animais passaram a estar protegidos de maus tratos, o que abrange qualquer tipo de coacção física: dor, sofrimento, privação de alimentos, abandono, mutilação ou morte. A pena mais pesada pode ir até aos dois anos de prisão efectiva.

Referindo-se a pessoas, legalmente protegidas desde logo pelos direitos humanos universalmente aceites, o conceito de maus tratos inclui obviamente também qualquer tipo de coerção ou violência psicológica.

O que me leva a pensar: Que fariam se um professor vos mandasse rastejar no chão? De certeza que não obedeciam, e o professor teria problemas, e apanharia, com razão, um processo em cima.

No entanto, como se viu em imagens passadas na TV, submeter-se à praxe pode significar rastejar no chão, e a muito mais do que isso. Milhares de espectadores viram, como eu, imagens gravadas no Pátio da Universidade, em Coimbra, em que um grande grupo de caloiros, cercado por um grupo igualmente grande de não caloiros, recebeu ordens para se ajoelhar no chão, inclinar-se para a frente e baixar as calças. Dispenso-me de descrever a cena de humilhação e sadismo que aconteceu a seguir, e ficou registada nas imagens. No entanto, para muitos de vocês, aparentemente nada é violento nem excessivo. A praxe é considerada intocável, acima dos professores, reitores, universidades, instituições e até da lei, que assegura aos cidadãos direitos, liberdades e garantias, que impedem qualquer tipo de violência e humilhação. No entanto, estranhamente, para vocês a praxe parece ter um poder incontestável - embora ela não tenha qualquer validade jurídica, nem sequer obedeça a princípios racionais. Para começar, os Duxes são os que andam na Universidade há mais tempo, somando portanto mais matrículas. Para isso basta ter dinheiro para pagar propinas (embora eu deixe a pergunta se, em todos os casos, as propinas deles são realmente pagas, e por quem). Uma vez que há numerus clausus, deixo também a pergunta se eles não tiram o lugar a outros estudantes, com mais capacidade de tirar um curso. Outra pergunta elementar me ocorre: É possível não haver prazo limite para frequentar a universidade? Esse tempo pode ser ilimitado, quando o ensino, como tudo o mais, depende dos impostos que pagamos? Pelo menos até ao ano passado, havia um dux que há 24 anos que somava matrículas, proeza heróica que gloriosamente o mantinha no cargo. E também pergunto o que se passa no caso de todos os outros duxes, porque o erário público é isso mesmo, um assunto público.

Mas o que mais me agride é que, na prática, vocês passaram a estar muito menos protegidos do que os animais, em sentido próprio. E a responsabilidade, em último caso, é vossa, porque se calam e consentem, rejeitando ou ignorando a lei em que vivem.

Em situações de perigo ou de desastre, se as praxes descambarem em tragédia, não se espantem se as instituições não funcionarem, se universidades, reitores, professores, polícia, tribunais, vos defenderem mal, já que vocês são os primeiros a não querer ser defendidos: consideram que ninguém tem de saber nem de interferir no que acontece nas praxes, juram a pés juntos que são irrelevantes brincadeiras (o que só algumas vezes é verdade, mas está muito longe de ser sempre), sublinham que são adultos, como se esse facto vos permitisse fugir à lei que se aplica a toda a gente.

Sendo essa a vossa posição, a opinião pública pouco mais pode fazer do que deixar-vos sós. Fica no entanto um alerta: em caso de tudo correr mal, dir-se-á que vocês lá estavam por vontade própria, e que, se lá estavam, não estivessem.

Mas dói-me pensar que vocês pretendem ser descartados desta forma: Se querem ser “animais”, com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Qualquer cão ou gato está muito mais protegido que vocês.


(recebido por e-mail)

12 Outubro 2014

MUITO MAIS PRÁTICA

do que todas as artes
é a poesia

levar para o Café
cavalete pincéis tintas
telas
será prático?

sequer cómodo?

um bloco de mármore de Estremoz
de 2 toneladas
escopos
martelos e cinzéis
como acomodá-los
sobre as mesas
do mais desafogado dos Cafés?

cenários pintados
luzes
som
máscaras adereços
de que forma montar a cena
numa esplanada de Verão?

dançar em pontas
sapatear
praticar uma valsa de Viena
um tango da Argentina
no chão vidrado da Gelataria?

interpretar Mozart Beethoven
Rostropovich
sem um piano de cauda
ou um elegante mas enorme violoncelo?

já basta à poesia
uma branca folha de papel

- por que não um guardanapo
um lenço de assoar-

uma esferográfica vulgar
um ar de visionário

esperar que as musas
como os pombos venham arrulhar-lhe aos pés

assim nasce o poema
frente a uma bica bem tirada

na barafunda demiúrgica
de qualquer Café

Platero
(h)ortografias

Parque de estacionamento na ex-Rodoviária, encerrado.
Durante largos anos deu prejuízo?

A gestão socialista transformou a rodoviária em parque de estacionamento PAGO ( a 100 metros de parque gratuito). Durante largos anos foi só prejuízo: a receita não dava para pagar aos seguranças. Finalmente parece ter encerrado. A ser assim decisão acertada do executivo.

Um amplo espaço no Centro Histórico que pode ser aproveitado.

Com dois pisos, podem utilizar um para serviços e outro um espaço Aberto de cultura e encontro. Cidade carente em espaços de lazer.

11 OUTUBRO, 2014 15:25

11 Outubro 2014

CONSTATAÇÃO

licenciado já sou
- sem resultados práticos visíveis

resta-me tentar
a LICENCIOSIDADE

Platero
(h)ortografias

Assim não, Senhor Vereador!

            A simples operação de escrever hoje, quando sobre o tema refleti, revelou-se-me bastante mais penosa e difícil do que pensava. Porquê? Porque fiquei triste... Explico a seguir …

            Num folheto de propaganda de uma imobiliária, distribuído em vários locais da cidade, incluindo serviços de atendimento público da Câmara Municipal de Évora (CME), aparece inusitadamente uma entrevista ao senhor Vereador do Pelouro da Cultura da CME.

            1) Com que “legitimidade” jornalística, critério profissional na matéria, etc., um anódino folheto de publicidade de uma imobiliária (multinacional), resolve entrevistar a figura institucional de um vereador municipal, e publicar em folheto publicitário essa mesma entrevista? Que tipo de “imprensa” escrita é um folheto de publicidade imobiliária para assim, a despropósito, concorrer com a imprensa regional e local, em matérias para as quais não está habilitada?

            2) Que pretexto de prestação de serviço de esclarecimento público pode ter a pretensão de invocar o senhor Vereador da CME, de forma a justificar a sua entrevista num folheto de publicidade de uma empresa multinacional? A ausência de meios de comunicação social específicos para difusão de determinado esclarecimento, no Concelho de Évora (rádios locais, imprensa escrita, meios de comunicação social da própria CME)?

            Senhor Vereador, como sabe muito melhor que eu, a prática política portuguesa em geral e a dos municípios em particular vive num ambiente tumultuoso, implacável com as fraquezas e as ingenuidades dos seus activistas políticos. Por isso mesmo, não consigo perceber como o Senhor (porque quem tenho estima e consideração), se deixou arrastar para um imbróglio destes. Não “viu” o Senhor que fica automaticamente “obrigado”, com a publicação da sua entrevista num folheto de publicidade de uma imobiliária multinacional, a conceder uma série infindável de entrevistas a todas as outras imobiliárias concorrentes no mercado do Concelho?

            – Isto é, como se costuma dizer em linguagem corrente, «ou há moralidade ou comem todos!».

            O Senhor Vereador talvez não se tenha apercebido, mas se mantiver o exclusivo da sua entrevista apenas reservado a publicação de publicidade de uma só imobiliária, praticou um deslize e cometeu uma imprudência.

            Um deslize, porque as suas funções municipais não podem ser um meio para “legitimar” em exclusivo uma empresa e sua actividade no mercado, emprestando-lhe o seu nome (que entretanto está institucionalizado enquanto membro do executivo político autárquico), sob que pretexto for e autorizando determinada empresa a publicitar por meios próprios as suas declarações.

            Cometeu uma imprudência porque, neste mesmo momento, umas quantas imobiliárias podem preparar-se para lhe solicitar o mesmo tipo de entrevista, que pretendem publicar nos seus futuros folhetos publicitários!

            Imprudência, porque não é nada saudável que uma Câmara Municipal como Évora, com uma bem triste e recente história de gestão autárquica danosa, recomece a produção de disparates e insista na prática de decisões pouco saudáveis.

            Se a CME se sente forte e protegida sob o telhado da sua vitória eleitoral, não deve desbaratar essa preciosa protecção. Vem aí um Inverno rigoroso e o telhado… já não é novo e tem muitos remendos!

10 Outubro 2014

“O 25 de Abril e o Poder Local Democrático”
Conferência, hoje, no Palácio D. Manuel

A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) promove, hoje, no Palácio D. Manuel, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, uma conferência, de âmbito nacional, cujo com o tema é: “O 25 de Abril e o Poder Local Democrático”.

Nesta conferência, que pretende analisar as quatro décadas de poder local em Portugal, promovendo a reflexão e discussão sobre as estratégias e caminhos de interesse no atual contexto social e económico para autarquias e cidadãos, conta com três centenas de inscritos, sinal por si só significativo do interesse que o assunto desperta em Portugal.

Para além da vice-presidente da edilidade eborense, Élia Mira, e dos vereadores Eduardo Luciano e João Rodrigues, a Câmara Municipal de Évora esteve representada ao mais alto nível através do Presidente Carlos Pinto de Sá que usou da palavra sobre: Modelos de Organização Autárquica - Associações, Comunidades Intermunicipais, Empresas Públicas e Parcerias.

A conferência “O 25 de Abril e o Poder Local Democrático” decorre ao longo de todo o dia e o programa da mesma poderá ser consultado neste sítio da internet: http://www.cimac.pt/convida/ .

Pelas 18h30 será, entretanto, inaugurada na sede da CIMAC, a exposição Memórias de Abril. Trata-se de uma mostra que constitui um imperativo de consciência e de afirmação do trabalho e capacidade de realização dos municípios do Alentejo Central junto das suas populações. Esta exposição conta com o apoio de todos os municípios, onde cada um deles será representado individualmente através da apresentação dos seus principais marcos históricos.

(Informação CME)

INTERESSES (a propósito de dinheuro)

IMEDIATO - caracol sobe couve
A MÉDIO/LONGO PRAZO - caracol trepa a coqueiro

Platero
(h)ortografias

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 11 de Outubro de 2014, pelas 11:30


Trulé
---
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
http://nestepais.wordpress.com/

09 Outubro 2014

Artista contemporânea francesa expõe na Casa de Burgos

Perrine Lacroix escolhe a sala de estilo gótico-mudéjar, no piso térreo da Casa de Burgos, em Évora, para apresentar uma exposição que faz uso da tradição oleira de São Pedro do Corval. Um fluxo de potes de argila ocupa o espaço, simbolizando uma medida temporal que reconstrói a História. “Dormente de Mó” inaugura dia 17 de outubro, pelas 18 horas, e vai estar patente até dia 17 de novembro.

Dia 17 de outubro, pelas 18 horas, inaugura na Casa de Burgos, em Évora, a exposição “Dormente de Mó”da artista francesa Perrine Lacroix. A instalação, concebida no âmbito do novo ciclo de eventos da Trienal no Alentejo, faz uso da tradição oleira de São Pedro do Corval, expondo vasos de cerâmica num fluxo contínuo que simboliza o património cultural presente nos objetos arqueológicos.

“Dormente de Mó” é a expressão arqueológica utilizada para identificar a base dormente de uma mó pré-histórica, mas é também o nome dado ao menir 52 do cromeleque dos Almendres, denominado tradicionalmente “sítio das pedras talhas” – o sítio das pedras em forma de um grande vaso.

Esta artista originária de Lyon esteve no Alentejo em 2013, no âmbito das residências promovidas pela organização da TnA, visitando a indústria da olaria da região de Corval, em Reguengos, e o recinto megalítico dos Almendres, na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, concelho de Évora, que constitui o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica.

A partir de uma abertura no fundo da sala no piso térreo da Casa de Burgos, é exposto um fluxo de potes quebrados que desliza para o chão, como se saísse de um forno ou emergisse de escavações arqueológicas no subsolo. Nesse espaço histórico, atualmente a sede da Direção Regional de Cultura do Alentejo, podem encontrar-se blocos de construção pré-romana, bem como vestígios de ocupação islâmica da cidade e, finalmente, peças do português medieval.

Como complemento à instalação “Dormente de Mó”, exibe-se “Winfried”, obra em vídeo de Perrine Lacroix que evoca a fuga da última vítima do muro de Berlim e a sua fatídica viagem em balão rumo a oeste em março de 1989. O filme é uma homenagem à evasão, um escape face ao peso da história marcado por esta exposição.

Perrine Lacroix estudou na Escola Superior de Artes Decorativas de Paris e foi diretora do Museu de Arte Contemporânea de Meyzieu, entre 2000 e 2004. Nas suas obras encontramos termos concretos emprestados ao vocabulário da construção, assim como todos os materiais que são usados. Perrine Lacroix evoca uma transitória suspensão no tempo, através de uma estratégia de deslocamento e desvio de objetos do quotidiano, enquanto metáfora de indeterminação entre o futuro e o passado inacabado.

Trienal no Alentejo

Este projeto insere-se na programação de 2014 da Trienal no Alentejo, evento organizado pela Associação Aspas e Parênteses com curadoria de D. André de Quiroga, que tem como objetivo trazer a esta região portuguesa alguns dos mais significativos nomes da cena artística contemporânea. As obras, inspiradas pelo património e imaginário alentejano, são depois produzidas e instaladas na região, mas também fora, em grandes eventos mundiais, tornando-as consequentemente em veículos de promoção e divulgação nacional e internacional da especificidade e riqueza da sua cultura.

Integrado na programação da TnA 2014, prosseguem em Outubro as exposições de Ricardo Calero (“Espaço de Pensamentos II”) e de Rodrigo Bettencourt (“Museografia”), ambas patentes no Museu de Évora, “Dónde Dormir – Biblioteca”, trabalho em vídeo e fotografia do artista espanhol Eugenio Ampudia visitável na Biblioteca Pública de Évora, e “Libations”, exposição do artista norte-americano Michael Petry recriada para o Palácio dos Duques de Cadaval, situado em frente ao templo romano.

EXERCÍCIO FÍSICO

CAMINHO não será masculino de CAMINHA?

a minha hesitação nesta matéria começa logo por esta questão de género

não sei se vá para a estrada se continue deitado


Platero
(h)ortografias

08 Outubro 2014

Inauguração Exposição "Fellini Reloaded" de Júlio Quirino
Quinta-feira , 9 Outubro, 18:00, Ébora Café

Na Praça 1º de Maio, enquanto saboreava o referido café, eram 21h20, chega o carro do lixo...

«Hoje (06 Out 2014) saí de casa para beber um café. Na Praça 1º de Maio, enquanto saboreava o referido café, eram 21h20, chega o carro do lixo para recolher o mesmo dos contentores aí existentes. Que cheiro nauseabundo. Não consegui terminar o café. Incrível! Havia gente a jantar na esplanada que manifestou todo o seu descontentamento, tendo inclusive alguns deixado de comer.
O cheiro no interior do restaurante tornou o ar cause irrespirável; imagino o que sentiram aquelas pessoas que estavam na esplanada!!!
É isto respeito pelos cidadãos, é esta imagem que queremos deixar ao turistas que nos visitam e enchem as esplanadas?
Não é a primeira vez que veja situações destas acontecerem. Ainda há bem pouco tempo assisti a outra idêntica junto a um restaurante na rua Alcárcova de Baixo.
Não será possível que a recolha do lixo, no centro histórico, seja feita a outras horas?
Incrível numa cidade classificada como património mundial, que quer cativar turistas, que tal aconteça.»

Por Antero Campeão AQUI.

DIOPTRIAS

os óculos do homem
em vez de letras
de números
de objetos

ampliam-lhe
as pupilas

Platero
(h)ortografias

Voluntariado ou mão-de-obra gratuita?

            O voluntariado não é apenas o gesto organizado da generosidade que o Homem deve sustentar com a sociedade em que vive. Sobretudo quando essa sociedade se encontra a viver um período trágico a vários níveis, de grande carência de afectos e sentimentos comunitários.

            Há também outros implicados no uso que se pode fazer do voluntariado: - Existem relações complexas que se devem considerar…

            Por exemplo: - Onde acaba o voluntariado e começa a busca de mão-de-obra gratuita?

            É preciso definir num código específico o que é aceitável como obra de voluntariado e o que é a substituição de trabalhadores no desemprego por mão-de-obra gratuita. Quem poderá estipular os itens desse «código» e, ao mesmo tempo, solicitar a redacção de legislação que possa punir os infractores, os abusadores do voluntariado e da generosidade do cidadão? - Creio que os Sindicatos!

            Não podemos continuar a assistir ao triste, tosco e miserabilista espectáculo de, por tudo e nada, se invocar o trabalho voluntário!

            De resto, escandalosamente utilizado para umas senhoras e uns cavalheiros exibirem publicamente “a sua bondade” em organizações disto e daquilo…

            Grupos de jovens pintaram em Évora uns “desgraçados” muros e “apodrecidas” paredes? – Muito bem! Mas que têm a dizer sobre isso os trabalhadores desempregados? A Segurança Social? Os Sindicatos?

            Foi com o acordo da Câmara Municipal?

            Creio que fica “mal na fotografia” um Município (e os seus trabalhadores!) que se prestam a encenações de “bondade” e “generosidade” de grupos de jovens (desprestigiados na cidade por causa da aberração das praxes estudantis) para um bacoco e vazio marketing…

07 Outubro 2014

UM DEUS JUSTO

bom se calhar seria um mundo
com um deus justo
que não perdoasse tudo


Platero
(h)ortografias

06 Outubro 2014

Alunos de Turismo da UE e voluntários caiaram muro da cidade ajudando a preservar o património


TANTA COISA ESCREVO

tão perto do estupor

que ainda um dia devo
fazer enrubescer

o rosto rubro
do rubor

Platero
(h)ortografias

Cendrev e CME acolhem TEatroensaio
Mulheres em Lorca | 7 Outubro, 21:30 | TGR

05 Outubro 2014

Porque tenho de pagar o que outros roubaram?

PCP apresenta projecto para renegociar a dívida, para a saída do euro e pelo controlo da banca


O PCP apresentou em conferência de imprensa, o seu Projecto de Resolução que propõe a renegociação da dívida, a preparação do País para a saída do Euro e retomar o controlo público da banca para abrir caminho a uma política soberana de desenvolvimento nacional.

O que é Governança:

Governança deriva do termo governo, e pode ter várias interpretações, dependendo do enfoque. Segundo o Banco Mundial, “governança é a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e económicos de um país visando o desenvolvimento e a capacidade dos governos de planear, formular e programar políticas e cumprir funções”.

TUDO CERTO EM INGLÊS de SHAKESPEAR ou de IAN SMITH, ou mesmo do pai do EFEITO MULTIPLICADOR, um tal KEYNES,

que acreditou resolver todos os problemas económico-financeiros do MUNDO
com a sua descoberta MÁGICA

ANTES o rafeiroso português
que tem logo tendência a assimilar GOVERNANÇA

a

GOVERNANÇO

- e eu devo confessar-me chauvinista neste caso


Platero
(h)ortografias

Ratos e Médicos

            Antes de mais, devo esclarecer (hic et nunc) que a razão humana, apesar das suas fraquezas e das suas vacilações, deve descobrir a força que lhe permita promover e estabelecer regras sãs e actuantes que, sem limitarem a liberdade de cada um, salvaguardem a sociedade do egoísmo individual, muitas vezes agressivo e quase sempre ingrato e prejudicial para com a comunidade.

            Depois de ler a imprensa diária, vou passar o dia de hoje extremamente indignado, com a notícia do repetido escândalo de centenas e centenas de médicos…a saírem do País!

            Segundo a «Ordem dos Médicos», no ano corrente já emigraram 300 clínicos (Público, 4/10/2014). Para exercerem a profissão no estrangeiro, os médicos necessitam de um certificado, pelo que parte dos dados apresentados pela imprensa foram colhidos de acordo com os pedidos destes certificados: em 2009, foram passados 191 certificados e depois, sempre a crescerem, os pedidos destes documentos atingiram o número de 650, em 2012.

            Entretanto, a imprensa diária (Público,4/10/2014) disponibiliza estes dados: um curso de Medicina custa cerca de 100 mil euros, acrescentando-se mais 300 a 400 mil euros para obter uma especialidade. Assim, podemos concluír que atingirá os 500 mil euros a verba total despendida pelo Estado português para formar um médico especialista. A partir dos dados apresentados, o bastonário da «Ordem dos Médicos» tira esta ilação: «Portugal está a formar médicos para exportação e a desperdiçar milhões de euros».

            Há seguramente vários factores que podem explicar esta emigração massificada de médicos. Citam-se as “ridículas” remunerações dos jovens internos (8 euros à hora), sem dúvida algo impensável para a responsabilidade e o risco no exercício da profissão; as péssimas condições de trabalho patentes em várias unidades dos hospitais civis…

            Para onde vão os médicos portugueses que abandonam os seus compatriotas (trata-se de um efectivo abandono!) quando estes mais precisam deles? – Para a Suiça, Alemanha, França, Espanha, Dinamarca, Reino Unido e, atravessando o Atlântico, Canadá… Neste momento, já devem estar a perfilar-se alguns clínicos frente às ofertas dos hospitais da Arábia Saudita (salários de 8 a 11 mil euros e uma mão cheia de mordomias!), que vão aparecer por aí a breve prazo, para contratar médicos especialistas.

            Haverá seguramente muitas críticas credíveis contra a péssima gestão de serviços e a desconsiderada remuneração dos médicos, em exercício no Serviço Nacional de Saúde

            No entanto, devemos considerar que o exercício da sua profissão (de resto, muitas outras profissões e especialidades) não pode ser pensado apenas para reivindicar o reforço dos vencimentos, pela simples razão de que os cursos de Medicina e respectivas especialidades só podem ser adquiridos no ensino público, o que quer dizer que em última instância o jovem recém-formado, queira ou não, fica em dívida para com o Estado e, através deste, nesta ordem de ideias, fica em dívida para com todos nós.

            Será dito que não se podem impor medidas legais de inviabilizem a emigração dos médicos, dado que na União Europeia prevalece a livre circulação de pessoas e bens. Dir-se-á que qualquer medida coerciva que impeça a fixação de médicos portugueses noutros países, será um atentado à liberdade individual e, em certo sentido, uma prática autoritária, própria de um regime de socialismo de Estado…

            Pois bem, continuem a “bater palmas” ao egoísmo dos médicos que, em vez de lutarem no seu País por melhor Serviço Nacional de Saúde e remunerações compatíveis, partem a tratar da sua “vidinha” pessoal; continuem com receio de legislar sobre esta sangria, hoje em relação à partida dos médicos, amanhã sabe-se lá mais quem!…- Só abandona a nau que denúncia podridão e ameaça naufrágio, mas talvez a termo certo se possa reconstruir, a tripulação do porão,…os ratos!

           - Pelo menos, antes de partirem para o estrangeiro para exercerem a sua profissão, que os médicos fiquem obrigados por Lei a reembolsar o Estado da quantia despendida com o seu curso. Isto não aliviará Portugal do desastre que representa esta emigração, mas pelo menos não cobre de total ridículo esta terra contemplativa e crepuscular, a sofrer o activismo desenfreado e devastador de alguns países da União Europeia.

            Não compreenderemos nada no que respeita à subalternidade com que somos tratados na União Europeia, quando casos como este da emigração de médicos, em vez de fazerem escândalo e nos decidirem a impor legislação própria, são vistos como um dado adquirido, assente…

            Mas não esqueçamos, se o mundo da prática médica é complicado e os interesses individuais incertos e variáveis, embora mais ou menos legítimos, a vítima que é o doente, essa não muda nunca, os seus interesses são simples e eternos: - Um pouco mais de humanidade e um pouco menos de sofrimento!