30 Julho 2014

SAGUATE

em Moçambique era o que se chamava a pequena gorjeta
- eh pá, dê lá uma ajudinha a desenterrar o carro

vai ganhar SAGUATE

assim é a relação TROIKA-Portugal nesta altura e nos tempos mais próximos

- eh pá, ponham esses dez milhões de gajos a pão e laranja
no fim vão ganhar SAGUATE

Portugal é um país de SAGUATE

Platero
(h)ortografias

Por mais estranho que pareça…

            Há anos que a denominada «Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa» (hoje liderada pelo Brasil e Angola) se comporta como organização própria para abrigar países onde mandam as tergiversações, as imoralidades, as falsas convenções sociais, os jogos hipócritas das conveniências, os subterfúgios políticos e, em vez da discussão e debate ideológico, a prática sistemática da eliminação física dos adversários políticos. Por tudo isto, com mais ou menos Guiné Equatorial, nada se altera de substancial na natureza “cultural” desta palhaçada de sanguinários. – Escusam, pois, os intelectuais “bem-pensantes” de ficar incomodados!

            Lamento apenas o facto de Portugal (através dos seus governantes) persistir em alinhar com “grupos” deste jaez!

*
            Por mais estranho que pareça a muita gente, nada se passou de “anormal” com o banqueiro Ricardo Salgado.

            É sabido que numa sociedade que promove a exploração do homem pelo homem, todas as Leis estão sujeitas aos interesses do Kapital e não do Trabalho… Por isso, nada mais natural que hoje um, amanhã outro banqueiro fuja às próprias regras do seu sistema se porventura (e foi o caso) estas não o servirem mais e, entretanto, ele não estiver disposto a esperar por reformas a efectuar pelos seus amigos, instalados no aparelho de Estado…

            Escusam, pois, jornais, revistas, estações de rádio e televisão fingir que estão surpreendidas, admiradas com o sucedido… Escusa também o cidadão anónimo de andar “escandalizado”… - Queria o quê? Banqueiros honestos?! Queria o quê, dentro de um estreito “regime democrático” burguês, que apodrece todos os dias e cheira mal a toda a hora? Que acontecesse algo semelhante ao “milagre das rosas” da Rainha Santa Isabel (1274-1336)?!

*
            Que raio de habilidade “democrática” é esta? - Anda a máquina publicitária do Partido Socialista a gritar aos sete ventos que a disputa entre António José Seguro e António Costa se faz à luz da “candidatura a 1º ministro”… Mas desde quando há eleições exclusivas para 1º ministro, e ainda por cima realizadas no interior de apenas um partido político, para um cargo de chefia partidária?

*
            O PCP não aprende nada com a sua história recente? Recomeçou barafunda! – Enchem-se as praças, largos e ruas principais do centro histórico com músicas, cambalhotas, pobres habilidades de circo por uma pá velha, e a tudo isso vai-se chamando “coltura”!

            Aumentam sazonalmente os decibéis no espaço público e, depois, estranha-se a ausência gradual de moradores no centro histórico, bem como os protestos de algumas unidades hoteleiras que perdem os seus clientes por causa do ruído.

            Esta gente não sabe o que anda a fazer?

            Em vez de darem utilização aos espaços próprios para espectáculos, utilizam arbitrariamente a rua e o sossego de quem nela habita, para as suas pindéricas iniciativas…

            Enfim, para a esquerda tradicional eborense (vivendo uma grande falta de quadros na área cultural) e para o esquerdismo, ainda com ciúmes do PCP, desfiles de histriões, músicas e interpretes mais ou menos “plagiantes”, pobres bobos engole-fogo, etc. e tal, eis a “coltura” que está na rua! – Enfim, qualquer coisa entre a paródia da “arruada” politiqueira e o barulho em pequenos pacotes!

*

Caricatura de Alonso (1871-1948), na primeira década do século XX, apreciando os políticos e a política que então já se defecava em Portugal.

            Por mais estranho que pareça, os cidadãos que votaram nas últimas legislativas, gostam maioritariamente de ser maltratados pelo PSD e pelo CDS (na alternativa, pelo PS, com ou sem “partidinho” acompanhante) por isso, nada mais “democrático” do que deixar que as “coisas” assim andem, e que se encha o “vaso nocturno” com esta política “fabricada” pelo governo em cima e, defecada pela oposição, um pouco mais em baixo.

*
            Já atingimos o auge, o ponto culminante: - O responsável pela extinta Direcção Regional de Economia do Norte avisou, numa reunião (26/7/2014), um grupo de autarcas para a eventual privatização dos serviços de metrologia!

            Saibam quantos europeus que por aqui andem que, a partir de agora, já nos podem vituperar, apedrejar, rasgar, enodoar-nos de chalaça, sujar-nos de pilhérias! Porque nós diremos na nossa sinceridade, diante da estrangeirada multidão, absorta na decadência monumental, no azul do céu e numa por outra praia sem lixo pela areia: - Nós vamos privatizar o serviço de metrologia!

29 Julho 2014

O Bairro a Bombar
GigaBOMBOS do Imaginário/projecto de percussão

O Bairro a Bombar é um projecto de animação artística e cultural em torno da prática das percussões tradicionais portuguesas, dirigido à população jovem, residente nos bairros periféricos da cidade de Évora.
É um projecto multidisciplinar de divulgação e contacto com as tradições musicais portuguesas relacionadas com celebrações festivas e suas particularidades sonoras e plásticas.
Esta iniciativa pretende levar os jovens à descoberta das raízes culturais e artísticas populares, convidando-os a praticar colectivamente um exercício pedagógico e auto-disciplinador.
Esta actividade será realizada nos meses de Julho, Agosto e Setembro com o apoio da União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras e da União das Freguesias de Bacêlo e Sr.ª da Saúde.

30 de Julho - Bairro da Horta das Figueiras - 18h30
3 de Agosto – Bairro do Granito – 18h
3 de Setembro - Bairro da Malagueira - 18h30
10 de Setembro - Bairro de São José da Ponte - 18H30
17 de Setembro - Bairro António Sérgio - 18h30

Rostropovich plays the Prelude from Bach's Cello Suite N. 1



o que é excessivamente bom

também não presta
:
O HOMEM e o seu VIOLONCELO

são melhores

do que uma Orquestra


Platero
(h)ortografias

28 Julho 2014

Manutenção Militar de Évora vai encerrar portas no final de Setembro


Um funcionário da Manutenção Militar, que quis manter o anonimato, afirmou à Diário do Sul TV que na segunda-feira, o director, convocou para uma reunião todas as pessoas que aqui trabalham para as informar da decisão de encerramento tomada pelo Ministério da Defesa.

(Notícia Diário do Sul)

SANGUE AZUL

não será matéria
de confusão primária

de enfermeira

entre veia
e
artéria?

Platero
(h)ortografias

27 Julho 2014

BES/GES: a queda de um símbolo da política de direita


«Há muito que se percebeu que o Governo, o Banco de Portugal e demais estruturas e entidades públicas continuam, a ocultar a verdadeira dimensão do problema, a encobrir responsabilidades no plano político e financeiro e a esconder as possíveis consequências para a economia nacional, para os trabalhadores e para o país que a situação no BES e no GES possa envolver. No fundo, quer uns quer outros, temem o juízo do povo português sobre a política de direita, sobre as orientações e decisões de sucessivos governos – do PS, PSD e CDS – que deram cobertura a situações como as do BPN e do BPP e que agora envolvem um dos maiores grupos económicos do país.
(...)
O desmoronamento estrondoso do império económico e financeiro Espírito Santo – falência em série das empresas e holdings do GES, com pedidos de protecção de credores e expulsão da Bolsa, e os graves problemas do Banco (BES) – é não apenas o ruir de um poderoso grupo económico-financeiro e decadência de uma dinastia de oligarcas todo-poderosos, mas sobretudo a descredibilização total da política de recuperação capitalista e monopolista levada a cabo nos últimos 38 anos por PS, PSD e CDS! Não deixa de ser digno de registo e risível, que um dos campeões da supremacia da gestão privada face à gestão pública, da não intervenção do Estado nos negócios privados, tenha acabado de mão estendida a pedir ao Estado português uma ajudinha pública de 2,5 mil milhões de euros!»

Agostinho Lopes, em Conferência de Imprensa
AQUI, na íntegra.

CANÇÃO DA TRISTEZA

não é triste
alguém esperar
alguém

que não vem
porque não existe

triste
é esse alguém
que não existe

por pena
de outro alguém
- que existe

nem vir
nem ficar triste

Platero
(h)ortografias

(no 1.º centenário da I guerra mundial)
Da belle époque à grande guerra

©Joaquim Palminha Silva
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            O anti-militarismo e a não participação nas guerras nacionalistas, incluindo a grande guerra, foi uma área de intervenção ideológica e social em que o movimento anarco-sindicalista e libertário permaneceu bastante isolado dos restantes movimentos sociais e políticos, nas primeiras décadas do século XX. No espaço de tempo que durou a grande guerra, ainda foram companheiros de caminho dos anarquistas e sindicalistas libertários alguns republicanos pacifistas e católicos. Todavia, devo frisar que ser contra a guerra e a instituição militar foi quase uma exclusiva, e solitária, opção dos libertários. A sua singularidade foi vítima (1914-1918) de desagradável e perigosa marginalização, dado o seu percurso face ao Poder. Ainda hoje, os estudos e investigações se ressentem desse clima, acreditando que os princípios libertários eram ”anti-patrióricos”, quando eles eram apenas fiéis ao internacionalismo proletário e sindicalismo revolucionário.

            Em Janeiro de 1917, parte para França a primeira Brigada do Corpo Expedicionário Português, sob o comando do general Gomes da Costa. Em Abril do mesmo ano, é abatido pelos alemães o primeiro soldado português nas trincheiras, António Gonçalves Curado, cuja foto ilustrou a revista do regime, Ilustração Portuguesa.

            Nas suas Memórias (vol. III) sobre a grande guerra, editadas sob chancela da «Seara Nova» (1933) Raúl Brandão, que foi militar de carreira, anota: «Em conselho de ministros foi proposto que os oficiais que se recusaram a partir marchassem para a guerra como simples soldados. O António José de Almeida opôs-se. […] Os oficiais que vão para a guerra perguntam: - «Mas ir morrer para quê? Para isto?» - E os soldados escreviam nas barracas de Tancos: - «A Verdun não vai nenhum!».

            A partir de Abril de 1917, a época que se vivia em Portugal começa a revelar o seu verdadeiro, miserável e agressivo rosto. O esforço de guerra põe a nu as fraquezas do País e prepotências dos Governos republicanos em relação ao operariado e ao sindicalismo revolucionário. Acontece então uma greve de proporções “assustadoras”: a greve dos trabalhadores dos Correios e Telégrafos, seguida pouco depois por uma greve geral de solidariedade. Greve que durou 14 dias, e cuja repressão foi entregue ao ministro da Guerra, general Norton de Matos! Este militar, que decretou o estado de sítio, salientou a sua acção pela “escusada violência”, como alguns republicanos salientavam (anos depois foi este sinistra personagem o candidato a Presidente dos democratas burgueses contra a ditadura de Salazar!).

            Sucederam-se as prisões de operários às centenas. Entre os dirigentes sindicalistas detidos nas prisões da República, destacamos Alexandre Vieira, operário gráfico (declaradamente contra a intervenção de Portugal no conflito mundial) e redactor-principal do jornal O Sindicalista. A imprensa da época noticia, dada a carestia de vida e a acção de açambarcadores, uma série de motins e assaltos populares a mercearias e armazéns, tal era a escassez de bens essenciais. No Porto, registam-se no dia 22 de Maio de 1917 vinte e duas (22) vítimas mortais nos motins populares, por efeito da repressão. Entretanto, as notícias da frente de combate dão conta de inúmeras mortes de soldados portugueses.

            As notícias do desastre militar português a 9 de Abril de 1918, na batalha de La Lys (Bélgica), ainda hoje são assustadoras. O corpo militar português (cansado e carecendo de substituição que o ingleses tardaram a efectuar) é definitivamente derrotado pelas bem treinadas divisões alemãs. Em poucas horas, o general Costa Gomes (que estava no comando supremo) perdeu 300 oficiais e 7.000 homens entre mortos, feridos graves e prisioneiros… O esforço de guerra português, na mira da partilha de possessões coloniais, revela-se um desastre completo em termos de perdas de vidas…E só veio agravar as condições de subsistência das classes trabalhadoras… E endividar ainda mais o País…

            A época encerrou-se (se assim posso dizer) com a epidemia da gripe espanhola denominada «pneumónica», matando mais de 60 mil pessoas (vd. A gripe pneumónica em Portugal Continental – 1918, João José Cúcio Frada, Lisboa, 2005). Por seu turno, a grande guerra (1916-1918) rouba ao País mais de 20 mil vidas. A emigração, estacionária durante o período de guerra, volta em força… A dívida externa agravou-se, o desemprego subiu e a corrupção nos círculos ligados aos partidos do Poder, tudo a contribuir para que a época não fosse “bela”…O regime republicano apodreceu desde as raízes ao ramos da árvore, ao mesmo tempo que o autoritarismo progrediu… A ditadura de extrema direita espreitava…

26 Julho 2014

ENCENAÇÃO JUDICIAL - tudo vai ficar na mesma

não é por caracol
perder a "casa"

que vai passar
a lesma

Platero
(h)ortografias

VÃO TRABALHAR

A governação e a política de um modo geral vêm há muito penalizando o valor do trabalho.
É inevitável: quem nunca trabalhou, não pode, nem sabe, reconhecer as virtudes do trabalho.

As políticas públicas deveriam premiar os trabalhadores, que trabalham e criam riqueza, para si, para as suas famílias, para as organizações a que pertencem e para o País. Também quem estuda deveria ser apoiado, uma vez que, quanto melhor a sua formação, maior será a sua realização e produtividade. E quem já trabalhou, quem teve uma vida ativa útil, deve ser acarinhado. As pensões, reformas devem constituir a justa recompensa por uma vida de labuta.

Deveríamos igualmente reconhecer aqueles que criam as condições para que outros trabalhem, em particular os pequenos e médios empresários que arriscam, criam empresas e empregos, gerem negócios e garantem, com heroicidade, o sustento dos seus colaboradores.

Mas, lamentavelmente, as políticas públicas têm privilegiado os improdutivos, os especuladores e os parasitas.

Os rendimentos mais protegidos pelo estado são as rendas provenientes de atividades improdutivas, como as parcerias público-privadas, de contratos de arrendamento celebrados com instituições públicas. Também são favorecidas a especulação com juros de dívida pública ou a valorização de solos nos negócios ilegais do urbanismo.

Têm ainda sucesso económico garantido aquelas empresas que vivem da proximidade ao poder autárquico: desde os construtores de regime aos assessores de "imagem". O que produz esta gente? Quase nada. Apenas serve para arrebanhar votos nos partidos e manter a estrutura de poder que a sustenta.

Também a nível fiscal, os incentivos são concedidos aos que nada fazem, como os especuladores imobiliários, cujos prédios estão isentos de IMI, se titulados por fundos de investimento.

Estas políticas que mantêm privilégios, premeiam favores, esquemas e a esperteza saloia – desvalorizando o trabalho – levam ao empobrecimento do País. Mas nem seria de esperar diferente destes políticos que saíram dos bancos das escolas diretamente para a política e foram saltando de assessores para vereadores, de deputados para ministros, sem nunca terem trabalhado”.

Paulo Morais
Correio da Manhã, 19 Julho 2014

25 Julho 2014

Trienal no Alentejo

A Trienal no Alentejo, iniciativa da Associação Aspas e Parênteses, inaugurou no passado dia 11, em Évora, mais uma exposição.
Espaço de Pensamentos”, instalação da autoria do artista espanhol Ricardo Calero, vai estar patente na Praça do Sertório até Outubro, plataforma que servirá igualmente como espaço para encontros/debates dedicados a temas que vão desde a gastronomia até à poesia, passando pela arquitectura e o património.

NOTÍCIA MEO - ACABADA DE CHEGAR

:
"SALGADO sai

sob caução de 3 milhões"

as coisas vão indo ao seu lugar

já vale menos do que cláusula de rescisão de extremo esquerdo de 40 anos
de qualquer Club da terceira divisão


Platero
(h)ortografias

24 Julho 2014

Poderá esta loucura ser parada?

Um total de 121 crianças palestinianas – 80 delas com menos de 12 anos – morreram desde que Israel começou há 15 dias a ofensiva militar contra o território de Gaza. O balanço é da UNICEF, organização da ONU para a infância, com sede em Paris, onde o relatório foi ontem divulgado. Apesar de tornado público, este balanço tem dado origem a pouquíssimas notícias e reacções na comunicação social de hoje.

Segundo os dados da UNICEF pelo menos 904 outras crianças ficaram feridas. ONGs humanitárias que atuam na região calculam que 107 mil crianças precisem de tratamento especializado pelo trauma que sofreram ao vivenciar ataques que mataram as suas famílias ou destruíram as suas casas. Mas, por enquanto, por causa da guerra, as equipes de emergência apenas conseguiram oferecer esse tipo de apoio a menos de 900 crianças.

Com as mortes ocorridas até esta 3ª feira em Gaza, as vítimas palestinianas já somam 593 pessoas em 15 dias – 80% dos quais civis, incluindo 20% de crianças.

Queixam-se os israelitas que os media “mostram imagens de crianças mortas sem explicar o contexto do conflito”. Mas será possível explicar um qualquer contexto que justifique a monstruosa crueldade que a imagem exibe? Será possível explicar a barbárie que está na origem destas vítimas inocentes, mortas apenas porque nasceram no lado errado da fronteira?

É tempo de acabar com esta matança e denunciar publicamente os carrascos e seus encobridores e apoiantes.

FESTA AFRO-LATINA
Antigos Celeiros da EPAC, Sexta-feira 25, às 22:00

Promovida por Zorra e Pé de Xumbo

PROPOSTA DE REFERENDO SOBRE FACTO CONSUMADO

pergunta única
:
PORTUGAL é energeticamente dependente
acha que em troca de PETRÓLEO pode continuar a fazer parte de uma Organização em que acaba de entrar uma reconhecida DITADURA - com PENA de MORTE instituída?

marque a sua opinião com uma cruz

(arrisca você antecipar um resultado? eu não duvido de quem ganharia de maneira ESMAGADORA)

Platero
(h)ortografias

Balbúrdias culturais

            A imprensa diária do dia 18/19 de Julho deu notícia de que o arquitecto Siza Vieira está a reflectir se deve ou não remeter o seu arquivo pessoal para o Canadá (Centro Canadiano de Arquitectura), de forma a ficar depositado para sempre nessa prestigiada instituição com sede Montreal. Siza Vieira, nome da arquitectura mundial, tem o direito de dispor do seu arquivo como entender.

            De resto, já não é a primeira vez que personalidades portuguesas, que entretanto granjearam nome internacional pelo seu talento e génio criativo, deixam parte do País perplexa pela sua súbita sobranceria, talvez mesmo declarado menoscabo das instituições de Estado nacionais e, por acréscimo, dos próprios portugueses. Tal sobranceria, que implica sempre desdém mais ou menos profundo pelo que é nosso (bom ou mau que seja), já nos havia acontecido com o escritor José Saramago, devemos lembrar.

            O País é como é, e não vai mudar (felizmente!) só porque é preciso prestar exclusiva vassalagem ao nascimento individual (e ocasional) do senhor tal ou senhora tal. Por isso, parece-me perfeitamente escusado andar cada laureado a apregoar que vai legar os seus tesouros intelectuais ao estrangeiro… Além da sobranceria, que se pode compreender, os cavalheiros que praticam tal revelam uma grande falta de educação, para não dizer falha de humanidade: - Que dignidade moral pretendem ostentar ao humilharem um desgraçado País (que por sinal também é o seu) repleto de deficiências, de aleijões? Que espécie de arrojada “valentia” é essa, assim, a “baterem num ceguinho”?!

            Querem deixar as suas “prendas” intelectuais a outros? – Pois bem, façam-no! Escusam de se exibir antecipadamente na língua, e na terra que, sub-repticiamente, tanto dizem desprezar!

            Seja como for, passe o que passar, sempre nos devemos lembrar dos disparates que as instituições de Estado que tutelam as “coisas” do património cultural (material e não material) têm praticado nos últimos anos… Não é preciso recordar todos os desastres acontecidos, basta lembrar que há poucas semanas o «Museu da Cortiça», instalado em Silves numa antiga fábrica, foi vendido em hasta pública… - Perante a indiferença oficial e oficiosa!…

*
            É verdade que não regulo os meus “apetites culturais” pelas novidades requentadas, nem pelos preceitos de algumas instituições culturais da cidade. Portanto, peço à opinião geral que me dispense de frequentar as “novidades” destas instituições, geridas por gente demasiado “convencida” da sua soberania espiritual…

            Vem isto a propósito de não atinar como se pode acomodar a organização de excursões a diferentes localidades (de autocarro, supõe-se!) pelo Museu de Évora, bem como a prática de sessões de cinema no seu espaço, sujeitas a prévio programa, tal um cineclube?

            Parto desta hipótese: - As artes, as ciências sociais, a política local, talvez mesmo as “musas”, sobretudo a “modernidade”, que ouviram os responsáveis pelo Museu de Évora especular sobre a sua carência de visitantes, lembraram-lhe alguma “lei” publicitária para lhes saciar a fome de reputação… - Então, os dirigentes do Museu de Évora, voltaram corajosamente as costas à museologia propriamente dita, meteram em malas todas as ideias de exposições que o seu acervo pode comportar e, com o pasmo ingénuo de provincianos e o ruído não muito composto aprendido nas “visitas de grupo”, imaginando a sua adesão ao high-life intelectual de Lisboa, através do “carimbo” autorizado da Delegação Regional de Cultura do Alentejo, as boas graças dos jornais da Paróquia e rádios locais, lembraram de se acomodar às feições do século e… vá de excursões, vá de filmes!

            Amanhã, sempre a vergar os ombros debaixo do fardo do trabalho, tantas vezes injustamente despremiados, os responsáveis pelo Museu de Évora hão-de organizar semanas gastronómicas, talvez no seu claustro venham a fazer churrascos para grupos seleccionados, acabando, assim, por angariar o número desejado de visitantes... Independentemente dos pingos de gordura derramados no piso: - Lá diz o rifão popular, «no melhor pano cai a nódoa»!

*
            Todos os anos em Agosto, Portugal é invadido por “eventos” cantantes, gritantes, teatrais e outras artes gerais. Não se consegue descobrir porquê nem para quê, além do gesto generoso de autarquias e poder central em pagarem uns míseros dinheiros aos infelizes artistas (ajudando-os a sobreviver) que, assim, elevam vilas e cidades à fama das nuvens. Évora não escapa a este ambiente festivo de difusão cultural junto dos habitantes e forasteiros que, se não fosse esta urbe a patrocinar tais habilidades, não se sabe se alguma vez uns e outros abandonariam a sua paralisia intelectual no decorrer do Verão, derretendo e bocejando à sombra… quase a 40º!

            A cidade ensaia, portanto, todos os estios um can-can sazonal com os seus pés tardos, que tantos formigueiros esmagam no ano inteiro e, com um sorriso amante, dispõe-se a adormecer tarde, bem como a sofrer a força propulsora de bares e esplanadas em ruas mais estreitas que cinturas de bailarinas, caindo nos braços dos decibéis acima do tolerável, ralada de desejos fora de prazo, esgotada mas, quem sabe, talvez feliz por ver tanta alegria e… “coltura”, no País do défice permanente e da dívida externa galopante!

            E os “eventos” interessantes sucedem-se, em palcos diversificados, coloridos, colocando a cidade de Évora no epicentro da “coltura” na Península Ibérica!… Passeando o seu talento cultural sob as arcadas da Praça de Giraldo, a urbe zanga-se se a não tomam a sério, partindo amuada, quando a brisa é tépida e a discussão demasiado maçadora, a fazer praia no Degebe, perdão… no Alqueva!

            Enfim, em cada Verão que passa proporcionamos viagens de recreio e “coltura” através da nossa miséria e, por preços de saldo, facilitamos aos aparatosos turistas que assistam à nossa intimidade cultural, com a barba por fazer e em chinelas de quarto! – Que vergonha, meus senhores e senhoras!

23 Julho 2014

CINEMA - “Lola” de Brillante Mendoza
CASA DA ZORRA, amanhã, 24 Julho, às 22:00

A história de duas avós que lidam com as consequências de um crime que envolve os seus respectivos netos. O neto de Lola Sepa foi morto por um ladrão de telemóveis. A sua avó pobre e sem dinheiro para fazer um enterro digno, está disposta a fazer um empréstimo bancário. Por outro lado, a outra avó, Lola Puring está decidida a tirar o seu neto Mateo da prisão, mesmo sabendo que ele matou o neto de Lola Sepa. Ambas frágeis e sem dinheiro farão tudo para ajudar os seus netos – uma tenta arranjar dinheiro para o enterro de um e outra para a fiança do outro.

É inquestionável a influência do neo-realismo italiano neste filme. Lembra-nos imediatamente “Ladrões de Bicicletas”de Vittorio de Sica. “Lola” é um misto de documentário com ficção, filmado em cenários naturais. A câmara de Mendoza, sempre filmada à mão, é delicada e eficaz, seguindo sempre os protagonistas com uma imagem estável e bonita. O elenco é composto por não actores e por duas grandes vedetas do cinema filipino, Anita Lindo (Lola Sepa) e Rustica Carpio (Lola Puring).

A GUERRA É UM TERRÍVEL NEGÓCIO

se não forem EMPRESAS e trabalhadores americanos (por que não israelitas)
a ganhar empreitadas de recuperação física de infraestruturas DESTRUÍDAS
no ainda em curso esmagamento de GAZA

pelo menos máquinas e equipamentos são destes amigos pacifistas

lembrar "narrativa" de Barroso, nas Lages, em tempo de arregaçar as mangas contra IRAQUE,
:
direito de participar no "esforço de reconstrução" de zonas flageladas

É DEMAIS

Platero
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Grupo de Caminheiros de Évora
Caminhada pela Costa Vicentina

Zambujeira do Mar, 17 Agosto 2014
  • Concentração às 05.00 junto à estátua Rossio de S. Brás em Évora para apanhar o autocarro;
  • Inicio da caminhada às 8.00 em Zambujeira do Mar;
  • Percurso de cerca de 12 Km;
  • Grau de Dificuldade Médio/alto
Data Limite de inscrição 13 de Agosto de 2014.

Mais informação em:
http://grupocaminheirosevora.wordpress.com/

22 Julho 2014

Câmara abate plátanos junto à sede dos bombeiros
Para viabilizar a certificação do Heliporto do Hospital

A Câmara Municipal de Évora iniciou esta manhã o processo de abate de uma série de plátanos existentes na Avenida dos Bombeiros Voluntários de Évora, uma medida que visa a certificação do heliporto do hospital.

Neste momento, o heliporto do Hospital do Espírito Santo (HES) aguarda certificação por parte do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), que exige a libertação de espaço aéreo na chamada zona de aterragem, o que não sucede com a presença das copas dos plátanos. A certificação do heliporto do HES significará mais uma melhoria na prestação dos cuidados de saúde à população.

(Informação CME)

O Fascismo está de volta

Com os meus quase 80 anos tenho que recuar 40, aquilo que se passou hoje no agrupamento de escolas de Évora, a senhora coordenadora dirigente da concelhia do PSD/Évora mandou chamar a Polícia para impedir PROFESSORES de entrarem na escola.

Minha senhora tenha Vergonha na cara: DEMITA-SE.

22 Julho, 2014 14:35

Tribunal condena Vítor Baía a pagar 2,25 milhões de euros a construtora

O Tribunal de Braga sentenciou a empresa de Vítor Baía, antigo guarda-redes do FC Porto e da Seleção Nacional, ao pagamento de 2,25 milhões de euros à construtora Casais por falta de pagamento de uma obra de um hotel realizada [na herdade do Perdiganito] próximo da cidade de Évora.

Caso Vítor Baía não pague, a empresa Casais tem direito a reter o prédio da empresa Perdiganito, propriedade de Vítor Baía, até que estes paguem integralmente a dívida, com prioridade sobre a Caixa Geral de Depósitos, titular de uma hipoteca como garantia de um empréstimo de dez milhões de euros.

A juíza Patrícia Madeira condenou ainda a empresa por “litigância de má-fé”, por “contestar como o fez, alegando, por um lado, que a obra não está concluída, quando solicitou a vistoria e obteve a licença”.

A condenação a má-fé está relacionada com a “violação do prazo contratualmente fixado para termo da obra" e a multa por este crime tem o valor de 2.040 euros.

in Jornal de Notícias, 18 Julho 2014

Massacre dos inocentes…


Picasso: "Massacre in Korea" (1951) Musée National Picasso, Paris

As sugestões que chegam do Parlamento israelita para que no ataque a Gaza sejam mortas todas as mães para que não venham a gerar mais inimigos não poderão deixar de inquietar até os espíritos mais empedernidos. Mostra até que ponto a irracionalidade e a selvajaria se instalaram nas cúpulas dirigentes de certos Estados.

LEMBRANDO MÁRIO SÁ CARNEIRO

por semelhantes processos
servidos pelas mesmas línguas
tu e eu fizemos versos

razões diversas - distingo-as
:
morreste "à míngua de excessos"
eu vivo ao excesso
de mínguas

Platero
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21 Julho 2014

ALEX 2014 - Campanha de observações hidro-meteorológicas em Alqueva

Tem início amanhã, dia 22 de Julho, o período intensivo da campanha de observações hidro-meteorológicas em Alqueva, ALEX 2014 (ALqueva hydro-meteorological EXperiment). Durante esta semana, entre 22 e 25 de Julho, vão estar em Alqueva cerca de 20 cientistas e 20 estudantes de pós-graduação, que vão levar a cabo um conjunto de medições, algumas das quais pouco comuns, na água e na atmosfera. A campanha é uma organização conjunta do Centro de Geofísica de Évora da Universidade de Évora (CGE-UE) e da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

Os dados recolhidos vão ser utilizados para diversos estudos, tendo como objetivos gerais melhorar o conhecimento sobre as características e a composição da atmosfera e da água da albufeira, bem como as interações entre os dois sistemas, em particular sobre o impacto da albufeira na atmosfera e no clima e sobre os efeitos das variáveis meteorológicas na qualidade da água. Neste período vão ser lançados balões meteorológicos.

Em paralelo com a ALEX 2014, decorre em Alqueva, mais especificamente no Alqueva Hostel, um workshop em observações em Ciências da Atmosfera e da Água. Este workshop conta com a participação de investigadores reconhecidos, portugueses e estrangeiros.

Câmara de Elvas a caminho de eleições intercalares…

A Comissão Política Concelhia de Elvas do PS, presidida por Rondão Almeida, decidiu, no dia 18, retirar a confiança política a Nuno Mocinha, actual presidente da Câmara de Elvas, eleito em lista do PS.

A guerra interna estalou no dia em que Nuno Mocinha anunciou a retirada de pelouros a Rondão Almeida e Elsa Grilo. Seguiram-se negociações infrutíferas que arrastaram para a crise os restantes vereadores do PS (Manuel Valério, Vitória Branco e Tiago Afonso).

Depois de um fim-de-semana agitado, com muitas reuniões e três «sessões de esclarecimento» destinados à população, surgiram ameaças de entrega das cartas de demissão dos actuais vereadores e, provavelmente, as cartas de renúncia dos suplentes que integraram a lista do PS.

Se se concretizarem as ameaças, cairá a Câmara Municipal por falta de quórum,  restando como saída a realização de eleições intercalares.

Capoulas Santos candidata-se à Federação de Évora do PS

«Depois de uma adequada ponderação decidi candidatar-me à Presidência da Federação de Évora do PS.
Foi uma decisão que transmiti ontem à noite em primeira mão à Comissão Politica Distrital.
Agradeço a todos os que me incentivaram e me manifestaram apoio, com destaque para a totalidade dos Presidentes de Câmara do Distrito, para os Presidentes das Concelhias e a quase totalidade dos Coordenadores das Secções, para além de muitos militantes e figuras históricas do PS do Distrito.
Tudo farei para não desmerecer a confiança, protagonizando uma candidatura de unidade, inclusiva e empenhada para ajudar a mudar o PS para com ele mudar o país e recolocar Évora e o Alentejo no caminho do desenvolvimento e da solidariedade.»

Capoulas Santos AQUI.

José Policarpo eleito presidente da secção de Évora do PSD

José Policarpo é o novo presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Évora, para o mandato dos próximos dois anos, sucedendo a Nuno Alas, que agora assume o cargo de Secretário-Geral daquele órgão.

Integram ainda a Comissão Política de Secção, Maria Helena Perdigão e Pedro Grazina Dias como vice-presidentes e António Braga como tesoureiro. Os vogais da Comissão Política de Secção de Évora do PSD são Gaudêncio Cabral, Duarte Azinheira, Henrique Sim-Sim, João Liberado, José Carlos Santos, José Ventura, Luís António Correia, Maria Antónia Serra, Maria de Lurdes Brito, Maria Augusta Portas Pereira, Nelson Faustino, Rui Robalo e Rui Vieira.

Na presidência da Mesa da Assembleia da Secção de Évora, José Palma Rita renova o seu mandato, acompanhado por Silva Carvalho, Nuno Leão e Maria Teresa Perdigão Santos.

José Policarpo, o novo presidente da CPS, que já integrava o órgão como secretário-geral do mesmo, é licenciado em Direito e exerce a profissão de Advogado inscrito no Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados, ao qual presidiu até há pouco tempo, sendo ainda eleito pelo PSD à Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Évora e Conselheiro Nacional do PSD.

DESILUSÃO

a LUZ
do SÉCULO das LUZES

nem seria grande coisa

em termos
de iluminação

Platero
(h)ortografias

Como era boa a Costa da Caparica…
(o fato de banho feminino dos anos 50/60)

©Joaquim Palminha Silva


            Ainda me lembro como tínhamos de escaldar a sola dos pés na areia a “ferver”, até alcançar a água para tomar banho na Costa da Caparica… Porém, apesar de ser um miúdo tímido, sabia ver como a praia era boa… e também a minha prima Teresa! – Parece que a estou a ver, metida num fato de banho (dito maillot) peça única, mas tão cingido ao corpo que, de olhos postos nele, a minha infância se afastava a passos largos, deixando aproximar-se, de mansinho, a adolescência, logo pronta a adivinhar as formas interessantes que esta indumentária estival sublinhava! Parece que a estou a ver em 1958, balançando-se ao som da canção italiana «Volare, oh, oh» (Domenico Modugno), atirada ao vento pelos altifalantes do concessionário do espaço de praia, «Dragão Vermelho»: «Penso che un sogno cosi non ritorni mai più / Volare, oh, oh!… ».

            Ainda lembro as noites de cinema da minha adolescência, quando a «Academia Almadense» tinha uma alegre e sonora esplanada. Foi aí que tomei conhecimento da existência recortada do fato de banho, exibido no corpo das estrelas de Hollywood. Por exemplo, dessa nadadora “sereia” chamada Esther Williams. Mas de quem eu me lembro mais, e com particular carinho, é da Elizabeth Taylor, no fato de banho branco colado ao corpo (cartaz de erotismo subversivo!) para o filme de Joseph L. Mankiewiez, Bruscamente no Verão Passado… (segundo um texto dramático de Tennessee Williams).

            No entanto, apesar do calor estival, na década de 50/60 a mulher portuguesa ainda continuava muito “abafada” nos seus maillots brancos e negros, desperdiçando a oportunidade de se “descortinar” um pouco mais, como víamos acontecer nos filmes com Lana Turner ou Janis Paige, banhando-se insinuantes em praias de sonho e aventura…

            O fato de banho exibido no cinema… Enfim, ainda se aceitava, mas saindo de lá, era “pecado”! A revista «Menina e Moça» (“Mocidade Portuguesa Feminina”), no seu número de Junho de 1952, apresentava este texto, dirigido à rapariga que se deitava no areal: «O teu modo de apreciar um fato de banho deve ser diferente […]. Parece-te que te sentirás bem ou mal com certos maillots diante dos teus irmãos ou do teu noivo?». Concluindo, sentenciava com a “moral” da época: «O fato de banho é… para tomar banho! Não andes a passear com ele, nem te deites na areia em posições descompostas». De resto, para fatos de banho mais atrevidos, usados por jovens mulheres “distraídas”, lá estava o vigilante «cabo-do-mar» (normalmente um mal-humorado sargento da Marinha) pronto repreender a prevaricadora e a passar multa…

            Época de requentadas “moralidades”, quando o fato de banho de duas peças já corria pelas praias de Miami, Acapulco, Saint-Tropez e Capri, inventado pelo francês Louis Réard em 1946… Nesse ano de 1958, ainda eu não sabia da invenção provocadora do gaulês que (vejam lá a coincidência!) veio a tomar o nome do atol onde foi feito um teste atómico, bikini!

            Nesse ano, dizia eu (e arrasam-se-me agora os olhos de lágrimas!), deixei de ser criança, começando por me despedir do «Cavaleiro Andante» (semanário juvenil) e dos seus heróis, meus grandes amigos (entre outros, recordo com saudade Mandrake, Flash Gordon, Sitting Bull», Zorro, Tim-Tim, Tarzan, Beau Geste, Mortimer e o Falcão)…

            Conheci (no cinema, é claro!) a Ingrid Bergman, a Joan Crawford, a Katharine Hepburn, a Rita Hayworth e outras… Mas de todas elas, e por causa do bikini, foi a Brigite Bardot quem prendeu mais a minha atenção!… Decididamente, eu havia crescido, enquanto os fatos de banho das praias de Portugal, eles também, estavam a mudar… paradoxalmente, tornando-se mais pequenos!

            Raquel Welch, Marilyn Monroe e Jane Mansfield acabaram por demostrar aos mais cépticos moralistas que os seus e outros bikinis, espalhados por todas as praias do mundo, podiam acrescentar um surpreendente interesse turístico aos lençóis de areia e, assim, tornar o Verão um alegre despertar da vista, sobretudo para quem disfrutava de merecidas férias.

            O fato de banho de duas peças fez furor, atraiu atenções nos primeiros anos e ficou definitivamente inscrito nos “anais” dos anos 60, para o que contribuíram os Beatles com a sua canção, hoje paradigmática, «Its a bitsy teeny wenny yellow polla dots bikini»! A “moral” de entre as duas guerras e, entre nós, o retardado “cinzentismo” do parece mal salazarento, foram derrotados aos poucos, muito lentamente, diga-se. Convenhamos que havia cortes e recortes no fato de banho chamado bikini, que não iam com os “costumes” lusitanos e suas viriatas virtudes. Recordemos: - O soutien perdeu a tradicional “caixa” e estava sobre os seios da mulher com uma única e exclusiva função, sublinhar a sua forma; a cueca ou cuequinha, se preferirem, passou a ser constituída por dois pequenos triângulos de tecido presos ou seguros por duas tiras de tecido ou fitas… Enfim, o erotismo visual, se assim posso dizer, estava de parabéns e, por tal, não parece ter vindo mal a este pobre mundo ou brotarem das areias de Portugal desmoralizações escusadas, acompanhadas de situações embaraçosas!

            Entretanto, este lento strip-tease de praia, com ou sem “banda sonora”, esperou duas décadas para que as extravagantes milionárias e as exibicionistas artistas de cinema veraneantes na Cote D’Azur se cansassem dos seus extravagantes bikinis e iniciassem a moda do topless. Das praias frequentadas pelos luxuosos e luxuosas que emprestavam a figura para capas de revistas de futilidades, a difusão dos seios à mostra alastrou das finas areias chiques para as praias populares, suburbanos, onde se ouvia o “relato da bola”, comiam conservas, batatas fritas e enxotavam moscas. A democratização dos costumes é assim mesmo!

            Todavia, como sempre, o topless levou tempo a ser praticado em Portugal, só alcançando a sua libertação efectiva após Abril de 1974… Hoje, comprando só metade do bikini, não sei se se economiza dinheiro, sei no entanto que, nesta época de paulatino desaparecimento de praias (Costa da Caparica em primeiro lugar), com o mar de sobrolho franzido para a barafunda da construção civil à sua beira, avisam-nos quanto o Sol se tornou sério inimigo do corpo e do povo. Perigosamente vulgarizados, bikinis e topless, já não obrigam a um agradável desvio do olhar masculino… O antigo encanto foi-se, substituído pelo susto da perigosa e suicidária exposição aos raios ultravioleta!

            Seja como for, gostaria de encomendar às andorinhas, que ainda riscam no céu as suas mensagens enigmáticas para a Eternidade, que me escrevam uma palavra de amor este Verão: - Saudades para a Costa da Caparica!

20 Julho 2014

Que Força É Essa...

DES-AFORISMO

a CULPA não quer casar

ao casamento
prefere o celibato

ou a
união-de-facto

Platero
(h)ortografias

Acabei de ler...

Acabei de ler o livro “Dentro do Segredo - Uma viagem na Coreia do Norte” de José Luís Peixoto. Trata-se de uma obra que se lê com entusiasmo e que nos prende a atenção. Recomendo vivamente a sua leitura. A sua narrativa manifesta uma observação e vivência direta de um país isolado do mundo e com muitas limitações a visitantes estrangeiros. Visitar um país onde ter de deixar o passaporte e o telemóvel na fronteira convenhamos que não é um bom início de viagem. Abstenho-me de comentar politicamente a influência da dinastia dos Kim, no povo norte coreano. Apenas, da leitura das 230 páginas, me interrogo como é possível, em pleno séc. XXI, um povo de cerca de 25 Milhões de habitantes, estar submetido a tamanha ditadura e isolamento do mundo. Ficamos com a ideia de que o mundo parou e, na nossa perspetiva de vida ocidental não entendemos a motivação deste povo. Segundo o autor, o povo norte coreano está convencido que vive no melhor país do mundo, olhando para os estrangeiros com compaixão e distância a que o autor chamou de “nacionalismo xenófobo”. A Coreia do Norte é um mundo de surpresas. É um Mundo à parte. Leiam o livro e não se arrependerão.

CM
(recebido por e-mail)

19 Julho 2014

ROUPA VELHA

acabo de encontrar
no meio de roupa velha
um belo pijama
de flanela

com brasão no bolso
e monograma

do tempo
em que eu vestia fato
e camisa de seda
e usava gravata

e tinha uma empregada jovem
um dia por semana
chamada Fortunata

saudades desse tempo
:
um Austin Mini
em terceira mão no mínimo
- férias no Algarve em Parque de Campismo
um ou outro jantar com filhos
em esplanada
de razoável Restaurante

chamavam-me engenheiro - e eu não era -
mas gostava

escrevia crónicas
sob rebuscados pseudónimos
num dos maiores Jornais
- curtia a Festa Brava

talvez pelo Natal alguém
que eu não recordo quem
me tenha oferecido - com dedicatória
:
"desta que te ama"

dentro de um artístico embrulho
o que
reencontro agora

- um belo pijama
quentinho
de flanela

- com brasão no bolso
e aristocrático
monograma

Platero
(h)ortografias

18 Julho 2014

PORTUGAL ENFORCADO

Em Portugal a corrupção não é um desvio do sistema, é a própria normalidade, num regime em que os pobres pagam os prejuízos do bancos e os ricos têm o dinheiro na Holanda.

O responsável máximo da fundação do Pingo Doce, um think tank inteligente do neoliberalismo, declarou, ao jornal i, que os juízes do Tribunal Constitucional tinham mentalidade de funcionários públicos. Como se isso fosse um insulto, como se ser professor, médico, polícia, homem do lixo, funcionário de uma autarquia, bombeiro e enfermeiro desqualificasse as pessoas e significasse que andam a roubar o dinheiro dos outros.

Para certa gente, servir a população é um crime. Todos os serviços públicos e o Estado social são vistos como privilégios de madraços e coisas que em última instância estão a impedir algum negócio chorudo de um amigo privado.

No fundo o Sr. Garoupa tem alguma razão: neste país há duas atitudes mais pronunciadas, uma espécie de ideal de tipo weberiano, que resumiriam as atitudes em disputa: por um lado, temos a maioria da população, que tem "mentalidade de funcionário público", por outro lado, temos os governantes, as fundações, que justificam o nosso sistema, e as elites económicas, que têm mentalidade de banqueiro.

É essa atitude que permite o Sr. Ricardo Salgado ir ter com o primeiro-ministro, que ele ajudou a colocar no poder, e pedir 2500 milhões de euros para tapar um dos buracos no BES. Mentalidade de banqueiro é aquela que acha natural que os lucros da especulação sejam para os acionistas e os prejuízos dessa nobre atividade sejam pagos pelo contribuinte. Foi o que funcionou até agora. Nós pagamos os BPN, os BCP, as parcerias público-privadas e os swaps especulativos com os nossos ordenados, impostos e reformas. Infelizmente, para o líder do BES aproximam-se as eleições e nem mesmo Passos Coelho o pode salvar e tirar mais 2500 milhões de euros da cartola que alimentou tanto rico com o nosso dinheiro.

Mas não sejamos cegos, a crise continua a ser uma máquina ideológica que destrói a vida da maioria da população, aquela que tem a "mentalidade de funcionário público", e permite salvar os negócios da casta que manda neste país. No meio da maior crise que a Europa viu desde a Segunda Guerra Mundial, os mais ricos viram crescer a sua riqueza individual. É caso para usar uma expressão, do na altura primeiro-ministro Cavaco Silva, sobre alguns dos empreendedores portugueses dos anos 80: "Há milionários prósperos que são donos de empresas falidas."

Nos países da periferia da Europa a corrupção não é um acidente. Ela não é combatida pelo sistema porque é a própria garantia da manutenção das elites e da casta que manda e lucra. O capitalismo rentista, em que as fortunas são feitas à conta do Estado e do contribuinte, tem a desigualdade económica e política como condição de existência. Só uma sociedade em que a maioria da população é expulsa do campo da decisão política permite o seu roubo e empobrecimento continuado.

Mas de tanto puxar a corda, as coisas são cada vez mais voláteis. É por isso que ninguém pode dizer que o rei vai nu. Só assim se percebe que um estudante da Universidade do Algarve esteja a responder em tribunal por ter feito uma obra em que denunciava a situação no país. Como fez uma instalação em que enforcava a bandeira nacional, pode ir preso. Aqui em Portugal quem denuncia a pouca-vergonha pode acabar na cadeia, aqueles que na realidade enforcam o país e roubam a sua população ainda ganham medalhas de comendadores.


NUNO RAMOS DE ALMEIDA
(Texto publicado no «i» em 24/Junho/2014)
18 Julho, 2014 20:58

PAPA-FIGO

deve estar convencido
- o atrevido -
que é com cantorias
e assobios

que me paga
os figos

comidos

Platero
(h)ortografias

(no 1.º centenário da I guerra mundial)
Da belle époque à grande guerra

©Joaquim Palminha Silva
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            Neste longo tempo (1880-1918), uma ideia subtrai-se do imbróglio geral, ganha forma e domina as mentalidades correntes: - A Pátria!

            Mas que Pátria? - Uma pátria com identidade especial, que compreendia atributos e mazelas que a tornavam referenciável à vista desarmada. Uma pátria que se sentia, mais do que se construía. Os seus “adoradores-admiradores” eram pessoas acabrunhadas, que pareciam apenas viver para estigmatizar os fluxos de decadência que lhe percorriam corpo nacional. O tema da pátria moribunda, associado à podridão das instituições e das “classes dirigentes” foi o mais glosado pelos grupos intelectuais de fim-de-século, tendo atingido a vulgaridade, figurando mesmo como tema de almanaque. O historiador Oliveira Martins entre todos foi o que mais acintosamente explorou o tema da pátria moribunda. Por fim, ao passar em revista a época, fica-nos a ideia de que Portugal é uma pátria periclitante e multifacetada, desde o derradeiro azul monárquico, passando pelo vermelho dos republicanos (e socialistas) e terminando no negro dos anarquistas e sindicalistas revolucionários. Portugal estava povoado de grupos com extremos d’alma, se assim posso dizer, gente que não contornava o seu idealismo político com alianças de momento ou tréguas pontuais.

            O assassinato na noite de 31 de Julho de 1914 do dirigente histórico do partido socialista francês, Jean Jaurés, grande propagandista do internacionalismo proletário e convicto pacifista, acabou por favorecer as divergências no seio da II Internacional a propósito da eventual colaboração dos socialistas na política de guerra dos governos de cada país. Os partidos socialistas europeus, um após outro, violam os compromissos assumidos nos anteriores congressos, aceitando silenciar os princípios face à guerra, depois entrando nos governos nacionalistas e finalmente publicitando junto do operariado o ódio ao belicismo do país inimigo esquecendo, naturalmente, o seu próprio belicismo. De 5 a 8 de Setembro de 1915, partidos e agrupamentos socialistas de 11 países reúnem-se em congresso em Zimmerwald, mas sem a presença de portugueses: foi então a primeira manifestação política de uma corrente internacional contra a guerra.

            Entretanto, em Portugal o VII Congresso socialista e operário, realizado na Covilhã, de 3 a 5 de Outubro de 1915, sendo a questão da guerra a sua discussão mais importante, finaliza com a aprovação de um documento onde se declara que «um conjunto de energias deve incidir imediatamente, a fim de pôr termo ao maior crime, que a História tem a registar, ou seja, a actual luta armada, que devasta quase por completo a Europa inteira», considerando-se que a responsabilidade pela carnificina «cabe inteiramente à sociedade capitalista, pois que a mesma representa apenas uma luta de interesses comerciais e não uma luta de princípios», o Congresso português convidava os trabalhadores de todos os países «à deposição das armas». Todavia este documento, em flagrante contradição com tudo o que vinha dizer, ao tocar na participação de Portugal na guerra, termina afirmando só aceitar esta «intervenção, desde que a Inglaterra a solicite», (César Nogueira, in Notas para a História do Socialismo em Portugal, I e II vols., Lisboa, 1966).

            Desde 1914 dois dirigentes socialistas destacam-se na defesa dos princípios e na não-participação dos trabalhadores portugueses na guerra: o primeiro socialista eleito deputado, Manuel José da Silva que, a este propósito, escrevia nas páginas do jornal do partido, O Combate, e o dirigente Luís de Figueiredo, director do semanário operário e socialista de Setúbal, O Trabalho. Fora do âmbito político dos socialistas, e à sua esquerda, o operariado dos sindicatos anarco-sindicalistas, bem como o então importante movimento libertário português, opunha-se radicalmente à «guerra entre imperialismos rivais», (vd. Neno Vasco, Concepção Anarquista do Sindicalismo, 2ª edição, Porto, 1984).

17 Julho 2014

Despiste na Porta da Lagoa

Imagens tiradas hoje por volta das 7h30 da manhã. Uma carrinha de distribuição de pão despistou-se às portas do centro histórico, na Rua Cândido dos Reis / Porta da Lagoa. A pressa é sempre má conselheira. Felizmente não houve consequências mais graves.

(recebido por e-mail)

A quem não interessa a reabilitação urbana?!...

Do ponto de vista dos empreiteiros a reabilitação seria uma forma de salvar empresas da falência e de criar emprego.
Do ponto de vista dos cidadãos, seria uma forma de melhorar a qualidade das habitações, e de valorizar o património.
Do ponto de vista do governo, caso este defendesse os interesses nacionais, seria a reanimação da produção e do mercado interno, e a melhoria das condições térmicas das habitações, poupando energia e diminuindo a importação de combustível.
Para todos seria um bom negócio.

Mas do ponto de vista da finança e do sector imobiliário, a reabilitação iria subsidiar habitações que estão fora da bolha imobiliária, iria dificultar e diminuir a venda das casas que eles têm para vender; iria prejudicar o negócio especulativo e corrupto que enriquece com a urbanização de terrenos agrícolas.
Portanto, em regime de cleptocracia financeira, a reabilitação não interessa.

16 Julho, 2014 23:00

Os teóricos, as suas teorias e a realidade

Não raramente, processos políticos em curso cruzam-se para originar realidades aparentemente novas. Digo aparentemente porque se olharmos um pouco para o passado iremos encontrar fenómenos semelhantes com outros protagonistas.

Como é do conhecimento público estão na arena dois candidatos a liderar um dos partidos da oposição, até às próximas eleições legislativas.

Confesso que não tenho acompanhado muito o que ambos argumentam de diferente, mas tenho acompanhado o que se diz sobre o que cada um é ou foi, dentro e fora do partido a que pertencem.

Parece que a questão central em torno deste estranho processo (era muito mais engraçado quando as coisas se decidiam em sótãos) é perceber qual dos dois candidatos tem mais capacidade de diálogo à esquerda ou se encontra melhor posicionado para estabelecer as pontes para um programa de governação à esquerda com o apoio de outras forças políticas.

São quilómetros de análises e conjecturas sobre qual dos candidatos a candidato convencerá o PCP a alinhar com o PS no apoio a um governo por este liderado.

Uns dizem que será o Costa, porque parece ter uma linguagem mais à esquerda, embora outros digam que com o dito fica mais fácil a aliança à direita porque não tem o ónus de ter sido “oposição” ao governo liderado por Coelho e Portas.

Outros dizem que será o Seguro, embora confirmem que este candidato será o ideal para a constituição de um Bloco Central desde que o PSD mude de líder.

Pelo meio deste debate surge processo de dissolução do BE, com o afastamento de uma corrente fundadora, que entretanto irá fundar outra coisa qualquer, sob o argumento de que tudo o que existe à esquerda do PS deve estar disponível para alinhar numa convergência, embora não se saiba o que há para convergir ou que caminho fazer.

Todos os que se “preocupam” com esta falta de convergência, alinham num argumento estafado que sempre foi usado pelos “independentes” de esquerda, afirmando que o PS só se encosta à direita porque do outro lado do espectro político existe uma enorme resistência a esse tipo de alianças.

Não deixa de ser engraçada esta visão que defende que o PS, quando no governo, prossegue políticas de direita porque não tem apoio da esquerda, como se a realidade não fosse exactamente o contrário.

Claro que quando falam do apoio da esquerda se referem ao PCP e à sua mania de não trocar ideais por lugares no governo, nem princípios por base eleitoral.

Privatizações, encerramentos de serviços públicos, alinhamento com as políticas de austeridade e outras no mesmo sentido tomadas pelos governos PS, não o foram porque, coitadinhos, não tinham alternativa. Esqueçam lá a ideia peregrina de que é a ausência de melhor companhia que leva o PS a preferir as políticas de direita.

O insuspeito António Barreto, em declarações ao jornal Público do último domingo, pegou exactamente pela ponta certa quando disse: "A grande fortuna de Mário Soares foi o anticomunismo. O que fez Mário Soares em 1975 foi o anticomunismo. É genético no PS e esse facto é um seguro de vida para a direita".

Esta é a realidade e bem podem forçar a nota com elaborações teóricas sobre as intransigências alheias e a construção de um cenário que nada tem a ver com a realidade.

E já agora também escusam de ficar descansados a respeito de uma teoria aventada pelo mesmo Barreto, no mesmo trabalho jornalístico, em que afirma: "Quase apetece dizer que uma solução para a esquerda era rever a situação dos últimos 40 anos. Isso é possível se o PS tiver a maioria absoluta. Pode chamar o PCP e impor-lhe um acordo como fez François Mitterrand, em França, em 1981."

Isto é que é o verdadeiro desconhecimento da realidade.

A realidade é que quanto mais força tiver o PCP mais possibilidades existirão de uma convergência com todos os sectores que se opõem ao rumo político dos últimos 37 anos.

A realidade é que no próximo dia 25 de Julho estaremos de novo na rua a enfrentar, a sério, a política de direita. Seja ela executada pelo PSD ou pelo PS, com ou sem muleta.

Boas férias, seja lá isso o que for

Eduardo Luciano

in CrónicasdaDianaFM, 17 Julho 2014

P´RA PULAR - alentejanice

entre rodilha e toalha
uma diferença de classe
:
a uma limpa-se a cara
a outra enxuga-se a face

Platero
(h)ortografias

16 Julho 2014

Reabilitação urbana vista como necessária e prioritária

A sustentabilidade e a reabilitação urbana são indissociáveis para o futuro do sector da construção, disse Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

O responsável, que falava durante a conferência do GPA “Cidades para as pessoas”, referiu que 470 mil habitações estão superlotadas em Portugal, há uma habitação para cada 16 pessoas, que estão em risco de pobreza, e cerca de 260 mil casas precisam de intervenção urgente.

Segundo um estudo da AICCOPN, realizado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP) e citado por Reis Campos, serão precisos 38 mil milhões de euros para reabilitar os mais de 900 mil edifícios de habitação que necessitam de ser reparados.

“Ao todo, 27% dos prédios nacionais precisam de obras, sendo que 11,4% estão muito degradados ou requerem reparações médias ou grandes. Portanto, a verba de 600 milhões de euros, a ser disponibilizada pelo Governo no Portugal 2020 para a reabilitação urbana, não é nada”, considera Reis Campos. (...)

Ler mais em:
http://greensavers.sapo.pt/2014/07/16/reabilitacao-urbana-vista-como-necessaria-e-prioritaria/

"Balas sobre Broadway" de Woody Allen
Quinta-feira, às 22:00, na Casa da Zorra

Um óptimo retorno de Woody Allen à verdadeira comédia. No calor dos anos 20, o jovem dramaturgo da Broadway David Shayne (John Cusack) procura financiamento para a sua peça. Ele é apenas um entre muitos, até que o “gansgster” Nicky Valenti (Joe Viterelli) vê a sua peça como o veículo para o sucesso artístico da sua namorada Olive Neal (Jennifer Tilly). Escusado será dizer que Olive não tem talento nenhum e que os problemas nas tentativas de encenação sucedem-se. A própria Helen Sinclair (Dianne Wiest), uma grande senhora do teatro – uma alcoólica que tenta seduzir o dramaturgo –, quer alterar as características do seu personagem. O pior pesadelo de Shayne acontece quando Cheech (Chazz Palminteri), o guarda-costas de Olive, que assiste a todos os ensaios, começa a dar indicações para a peça. Shayne não pode descurá-las, porque Cheech, que nunca terá visto uma peça na vida, tem razão. “Balas Sobre a Broadway” trouxe a Dianne Wiest o Óscar para melhor actriz secundária em 1995. Para além desta, o filme obteve seis nomeações pela Academia de Hollywood, entre as quais a de melhor realizador.

ESTÓRIA BREVE

família numerosa acaba de receber indeferimento de atribuição de subsídio de família aos dois últimos elementos

é Verão
na barraca o calor aperta

o pai pega no papel da Segurança Social
e abana os filhos

diz à mulher
:
estavas à espera

aqui temos o
ABANO de FAMÍLIA

e não parou de abanar

Platero
(h)ortografias