29 Agosto 2014

REITERADO RECADO A HENRIQUE

extensivo a todos os Henriques e Henriquetas deste MUNDO

Mais vale ser HENRIQUE

do que ENRIQUEser

Platero
(h)ortografias

28 Agosto 2014

Demolição do Évora Shopping?...

Amanhã [hoje] no Diário do Sul para lerem a notícia de que a autarquia admite que a demolição do referido empreendimento é uma das hipóteses.
Vejam ao que a situação chegou havendo até aqui neste blog defensores do Shopping e agora o que dirão.
27 AGOSTO, 2014 22:57


(Capa Diário do Sul de hoje)

«A obra do Centro Comercial Évora Shopping continua parada e nada se sabe sobre o seu futuro. Parece ter estado condenada à nascença. A incerteza do que poderá acontecer é salientada pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Évora. Carlos pinto de Sá, que avançou que no último contacto que teve com a empresa responsável, a demolição do empreendimento era uma das hipóteses que esteve em cima da mesa»

SOCIALISMO 2014,
a Universidade de Verão do Bloco de Esquerda começa esta sexta-feira

29 a 31 de Agosto de 2014
Évora – Escola Secundária Gabriel Pereira

O Bloco de Esquerda organiza, a partir de sexta-feira, a sua Universidade de Verão, o Socialismo 2014, naquele que é o maior fórum de ideias e debates organizado pelo movimento. O encontro, que marca também o início do novo ano político, realiza-se em Évora, na Escola Secundária Gabriel Pereira.

O Socialismo 2014, que tem lugar entre sexta-feira e domingo, juntará dezenas de especialistas, investigadores e académicos em mais de 40 debates e ateliers, com temas tão variados como os novos debates económicos em curso na Europa, o “caso” BES, o euro, ambiente, cultura e direitos sociais e laborais.

SEXTA-FEIRA, 29

Sessão de abertura
, às 22 horas, no auditório da Escola Secundária Gabriel Pereira.


Com João Semedo, Luís Mota, Inês Barbosa

Sábado, 30

Debates, workshops, teatro e mais iniciativas durante todo o dia (das 10 às 20h), na Escola Secundária Gabriel Pereira.

15h30, sessão com Francisco Louçã.

16h45, sessão com João Ferreira do Amaral, “e se tivermos que sair do euro?”.

DOMINGO, 31

Sessão de Encerramento
, por Catarina Martins, às 16 horas


No auditório da Escola Secundária Gabriel Pereira.

Cenas ao Sul: Espectáculo “Entre Cante e Piano” no Templo Romano de Évora

Esta quinta-feira (dia 28), a partir das 21:30 horas, no Templo Romano de Évora. O evento tem entrada livre e está integrado na programação do "Cenas ao Sul".

O pianista e compositor Amílcar Vasques Dias, Joaquim Soares (cantador-ponto) e Pedro Calado (cantador-alto), duas vozes conhecidas do grupo “Cantares de Évora”, recriam a interpretação do cancioneiro tradicional alentejano, neste espectáculo musical em que as raízes populares do Alentejo se unem ao piano clássico improvisado.

(Informação CME)

PULHÍCIA

é tão pulha
quem assalta um Banco

como quem rouba
do balcão da Cafetaria

um pacote
de açúcar

Platero
(h)ortografias

27 Agosto 2014

O que queremos todos (e cada um) desta cidade?

É verdade que Évora parou no tempo.

Não é estar do contra ou ser mal dizente. Parou e nada faz para mudar. É cultural.

Neste período de férias o que mais e vê são lojas ou pastelarias fechadas um mês para descanso do pessoal.
Não é que eu esteja contra o descanso /férias do pessoal. Seria estúpido da minha parte assim pensar, todos temos esse direito. Mas como é possível ao dono dum espaço comercial fechar um mês e abandonar os clientes ou visitantes que não tem um calendário de descanso igual?...
Não poderia ficar sempre alguém no negócio, mantendo as portas abertas, em vez de todos irem para férias?...
É que ao passarmos por qualquer ponto do país, é raro ou não se vê uma porta com uma indicação que estão fechados para férias. Tudo está aberto.

Um destes dias fui petiscar com uns amigos à Praça 1º de maio. Eram perto das 19 h, começamos a ver os empregados da esplanada onde estávamos a comer, a fecharem os chapéus-de-sol, a arrumarem as mesas e a colocarem as cadeiras todas em cima uma das outras. Todo este triste cenário me estava a incomodar e possivelmente, às restantes pessoas que estavam na dita esplanada.

Chamei um empregado e perguntei-lhe se iam fechar aquela hora...
Resposta do funcionário: Já não serviam mais nada a partir daquela hora, pois no dia seguinte era o dia de folga...

Isto mais parece uma anedota e neste caso retratando de uma forma verídica, o que se diz dos alentejanos.
Revela falta de interesse, falta de visão estratégica para o negócio, falta de inteligência, falta de respeito pelas pessoas que deveriam servir da melhor maneira, pois os preços que praticam não são nada baratos, comparando com outros no restante país...
Uma tristeza lamentável que não se vê noutro local...

27 AGOSTO, 2014 01:55


Sim, de facto algo tem de mudar relativamente ao comércio e aos serviços em Évora. Isso interessa-me bastante mais que o passa culpas requentado que todos os dias se lê aqui no blogue. Se calhar não devia cá vir, dir-me-ão... mas por outro lado, de quando em vez aparece um comentário que demonstram como as pessoas que, vivendo em Évora e gostando da cidade, se preocupam com os problemas que a sufocam. A cidade aprece realmente uma aldeia grande. O centro histórico, turístico mas também habitacional não poderia/deveria estar diferente, mais dinâmico e com vitalidade?

Porém, a minha questão, decorrente de ignorância, muito provavelmente, é a seguinte: então os comerciantes e demais proprietários/gerentes de estabelecimentos de Évora são diferentes dos de outras regiões? O que lhes trava o arrojo no negócio? Falta de capital? Idade? Comodismo? Falta de mercado de consumo – mas não há muitos eborenses que acabam por ir adquirir os bens de que necessitam noutros locais?

Quer dizer: são problemas de contexto (neste caso de um tecido económico relativamente pobre)? Será a célebre “falta de empreendedorismo”? Algo a meio caminho?

Existem estudos sobre a matéria? Não fará falta um real debate público em torno da questão?
Quais as possibilidades de ação (e os limites, claro) do poder municipal? E as associações económicas? E nós, cidadãos?

O que queremos todos (e cada um) desta cidade? Que modelos urbanos bem sucedidos poderiam ser nossa referência (não falo de transposição acrítica…).

Sabem, vivo por cá há muitos anos (portanto sou também parte do problema…) e não deixo de me interrogar se tudo (ou muita coisa, vamos lá …), não poderia ser bem melhor.
Sou, claro, mais um “treinador de bancada”…

Por isso, pronto! Fica por aqui, agora, o arroubo de cidadania.

27 AGOSTO, 2014 12:34

I N F O R M A Ç Ã O

o homem que mais sabia
ou julgava que sabia no MUNDO

do MUNDO

era o chefe máximo da CIA

morava em condomínio
ultra-vigiado

onde era informado
do que acontecia
na China
no Iraque

na Rússia na Ucrânia

no MUNDO inteiro

só não sabia o chefe máximo da CIA
o que todo o condomínio
ultra-vigiado
há muito já sabia

que a mulher o traía

c´o padeiro

Platero
(h)ortografias

Onde para a polícia?

Vivi a minha juventude no fascismo e cheguei a Paris no rescaldo do Maio de 68. Talvez por isso não gosto muito de polícias. Mas, gerações e experiências de vida à parte, é sabido que a polícia não tem boa imagem em parte alguma.

A função repressiva que lhe cabe não explica tudo, o problema é sistémico. Desde logo, a polícia devia servir o cidadão, garantindo a sua segurança, mas ao invés serve o Estado e os interesses a ele associados. A força policial é uma máquina do Estado, comandada pelos governos, com pouca relação com as comunidades em que se inserem que na maioria dos casos a temem mais do que a respeitam.

Mas sobretudo a má fama da polícia deve-se à brutalidade e ao rotineiro uso excessivo de força.

Nos países civilizados fala-se por isso com frequência da necessidade de uma polícia civil. Ou de proximidade como por cá se diz. E é verdade. Mas ela não é possível enquanto não se mudar radicalmente o próprio conceito do que é, para que serve e quem serve a polícia?

De momento continua a ser reprimir e punir. A rotina é a de esperar na esquadra ou no carro por qualquer evento e partir para o resolver. Sem ligação à população, capacidade de previsão ou avaliação das situações concretas, a polícia por norma procede recorrendo ao único argumento que conhece: a violência.

Mais do que formação, que também falta e muito, já que a um agente são dados poderes que nenhum cidadão tem, como prender e mesmo matar, é preciso repensar e reorganizar o papel da polícia nas sociedades desenvolvidas. Alguns países têm tentado introduzir o conceito de polícia comunitária. Em vez de subordinados ao poder centralizado do Estado, são nesse caso parceiros da comunidade. Ou seja, civis com uma farda e uma missão, conhecidos e reconhecidos pelo meio em que se inserem, sob controlo local e sentido de serviço público. Mais perto do bombeiro do que do militar portanto. A este propósito, refira-se aliás que as polícias municipais são geralmente mais bem vistas do que as nacionais.

Infelizmente, nos últimos anos, temos assistido a uma tendência para a centralização e para o controlo estatal, justificada com a complexidade da criminalidade, o terrorismo e a defesa do Estado. Daí também a militarização. E, como disse alguém, quando o polícia se torna num militar o cidadão passa a ser visto como um potencial inimigo. Que é preciso abater.

Foi o que aconteceu em Ferguson, no Missouri. A morte de Brown, com 6 tiros registe-se, não foi um acidente, mas a inevitável consequência de uma visão da função policial mais próxima da guerra do que da pacificação.

É certo que nos Estados Unidos o problema é extremo. A polícia americana é uma das mais militarizadas do planeta, só tendo paralelo nalgumas ditaduras. Forte hierarquia, armamento pesado, muito dele de guerra, e uma predisposição para resolver qualquer conflito a tiro, resultam em frequentes verdadeiros assassinatos de que o mais recente não será certamente o último.

Pensada como dissuasora, a brutalidade policial tem afinal gerado uma escalada ao armamento e um fracasso evidente. Os Estados Unidos são dos países com maior taxa de crimes, assim como aquele que mais gente tem presa. Uns impressionantes 2,5 milhões de presos, dos quais 40% são negros, correspondendo a 12% da população. Em suma, falar de racismo é pouco. Em minoria ou em maioria a comunidade negra é vista como o suspeito do costume e o inimigo a abater. Daí a raiva justificada e os motins dos últimos dias.

Por cá o racismo também existe, contra ciganos, marginais e sobretudo contra os pobres numa forma de racismo social. Os chamados bairros problemáticos são entendidos como um problema para a polícia, quando deviam ser vistos como um problema social de miséria. A Quinta da Marinha nunca será aos olhos da polícia tido como um bairro problemático ainda que aí se cometam grandes crimes, como se vai sabendo.

Enfim, tudo muda e é bom que mude para melhor. Até porque a passagem de um Estado de Direito para um Estado policial é sempre ténue.

Leonel Moura

in Jornal de Negócios, 21 Agosto 2014

26 Agosto 2014

Câmara de Évora poderá escapar a Fundo de Apoio

A Câmara de Évora não deve estar entre os municípios obrigados a aderir ao Fundo de Apoio Municipal. O presidente da autarquia acredita que este mecanismo não vai resolver os problemas do endividamento e que é uma forma de o Governo retirar, no futuro, autonomia financeira aos municípios. [Jornal da Tarde RTP, 26 Agosto 2014]

Ver notícia completa

HIDRÓFILIA

ser eu o RIO

e tu o Mar

e tu te abrires em cio
para eu todo
me diluir em ti

ao desaguar


Platero
(h)ortografias

25 Agosto 2014

Em preparação mais um calduço no Zé Pagante?


(Henri Cartoons)

ÀS VEZES DE MEMÓRIA

chama-se A UM SENHOR DO MUNDO, e às tantas era assim
mais ou menos
:
por tua culpa por tua culpa
por tua tão grande culpa

não saio de casa
não vou à rua
nem ao Teatro
nem ao Cinema

não tenho amigos
nem inimigos

não tenho nada
que valha a pena

por isso peço ao deus
que a ti te paga
e a mim me deve

que te leve de cá
sem hesitar

te leve
e seja breve


Platero
(h)ortografias

In Memoriam
de João Grave

©Joaquim Palminha Silva
            João Grave, poeta, jornalista e fecundo romancista, da “escola” naturalista e, portanto, um pouco no seguimento dos métodos descritivos do escritor francês E. Zola.

            Cultivou o romance histórico, mas foi no romance de declaradas intenções sociais, um pouco panfletário, que se notabilizou, tendo adquirido um público leitor notável para a época. Percursor do realismo que surgiu nos anos 40 do século XX? Talvez, hoje o possamos assim considerar. Em 1903 publicou o romance Os Famintos, que veio a ter três edições. A Eterna Mentira (1904), o Último Fauno (1906) e o romance Gente Pobre, novamente com três edições.

            Falecido há 80 anos, lembramo-lo porque tantas e tão disparatas são as comemorações sobre a I guerra mundial e a participação de Portugal nesse conflito que João Grave corria o risco de ficar esquecido: - Com a edição do romance O Mutilado (1918) João Grave foi o 1º escritor português a debruçar-se sobre a guerra de 1914-1918, com algum acinte crítico.

            Nascido em Vagos no ano de 1872, tendo feito os seus estudos liceais em Aveiro, veio a formar-se em Farmácia, no Porto. Não foi todavia como farmacêutico que se notabilizou, mas sim como romancista e director da Biblioteca Pública Municipal do Porto. Incansável trabalhador, deixou vasta obra de biblioteconomia, catálogos, ensaios interpretativos de manuscritos inéditos, além de um estudo (único no género) sobre A Ourivesaria em Portugal.

24 Agosto 2014

D E S A F O R I S M O

GATO
para ter medo
de água fria

não implica
ser escaldado


Platero
(h)ortografias

O Sistema Viciado...

23 Agosto 2014

A TABACARIA

acabo de saber que o “gajo” (volumoso mas jovem)

que me assiste nos preenchimentos de jogos Santa Casa

- filho do dono de alvará de exploração de Tabacaria junto ao meu RESTAURANTE, esse de seus 30 anos filho – funcionário

é portador de duas licenciaturas:

Engenharia Ambiente (Ecologia) pela Universidade de Évora + Engenharia Mecânica pela Universidade do Algarve

+ um MESTRADO em uma destas especialidades de Engenharia, não recordo qual

tinha lhe oferecido uma das minhas magníficas peras para o seu almoço, e cavaqueávamos um pouco sobre a aventura do jovem que rumara ao M (AI) TI

com vista a empreender negócio em torno do seu achado matemático mágico de facilitar acesso/sucesso ao EUROMILHÕES

falei-lhe da minha descoberta semântica NEUROMILHÕES – ele sorriu, e sem se exibir, abriu o seu Curriculum Académico a todos os títulos invejável

meti o meu boletim de TOTOLOTO, explicando não ligar ao Euromilhões, a despeito de patente Jackpot, por ser ainda muito menos, estatisticamente,

provável atinar com os 5 números + as 2 estrelas

duas licenciaturas e um Mestrado, diga-se, são overdose de habilitações para vender Jornais, Maços de Tabaco e Sorte Grande

espero que a excelente pera que lhe ofereci para almoço lhe tenha agradado mais do que a utilização forçada que faz dos suas 3 graduações UNIVERSITÁRIAS

com votos de boas degustação e digestão lhe deixo um bom abraço

Platero
(h)ortografias

Acredite se quiser!....


22 Agosto 2014

É B O L A

bela oportunidade para uma organização supranacional como a O M S
eleger um local geograficamente central para instalar equipamento especializado
em deteção e combate à Pandemia

evitaria custos de milhões em esforços isolados de países que procuram dotar-se de meios de transporte (Espanha aqui ao lado equipou um meio aéreo para o transporte de dois suspeitos da doença) e sofisticadas infraestruturas de tratamento;
que bem podiam ser compartilhadas

um ou dois Centros não seriam suficientes na EUROPA?

ou todos os pelintras como nós têm que dispor de aviões e ambulâncias especificamente preparados para situações pouco prováveis?

com os incêndios não se procede assim? Em casos de extrema necessidade alugam-se meios a quem dispõe deles, à vezes bem distantes


Platero
(h)ortografias

Simpatizantes?

      A amálgama ideológica que é a teoria e a política prática dos dirigentes socialistas, acabou de ser enxertada com mais um “truque”, uma “fantasia” que se pode travestir em instituição: o simpatizante do PS!

            O que é o simpatizante do PS? – Ninguém sabe!

            Esta multidão com cerca de 36.500 almas (segundo a imprensa diária de 18/8/2014) que partilha um sentimento de simpatia em relação ao PS, afinal de contas, simpatiza com o quê? – Efectivamente, ninguém sabe!

            Estas pessoas que declararam a sua simpatia, através da Internet, junto a “bancas de rua” como os vendedores ambulantes ou pessoalmente nas sedes locais do PS, supomos que preenchendo um ficha de inscrição comprometendo-se a serem militantes num próximo futuro, são cidadãos ideologicamente fiáveis, politicamente credíveis? – Duvidamos!

            Na verdade, estes milhares de “prestimosos” cidadãos, há poucas semanas não tinham nenhum relacionamento com o PS e, consequentemente, com a doutrina social-democrata, ainda menos com o programa político do partido, com os seus estatutos, a sua organização interna e a sua prática militante.

            Não sabemos como esta multidão chegou a tão “encantadora” conclusão, declarando a sua simpatia, tal e qual se declara os rendimentos do trabalho em sede de IRS, numa repartição de Finanças. Tudo o que politicamente se pode saber destes cidadãos (homens e mulheres) é que simpatizam com o PS, como se este partido fosse uma pessoa (alma, carne e ossos) …

            Mas o que quer dizer, neste caso concreto, simpatizar com o PS? – Também não sabemos!

            Sabemos, todavia, que os conceitos nunca podem abarcar completamente os factos reais, pois os limites destes últimos são flexíveis… Na verdade, existe um uso eleitoralista abusivo e uma manipulação “democrática” equívoca por parte do PS, para transformar o hipotético simpatizante (cidadão que politicamente ninguém sabe o que seja) em potencial eleitor, para a escolha do secretário-geral deste partido.

            Haverá alguma legitimidade democrática em semelhante “habilidade” eleitoral?

            De resto, poderá esta campanha de sedução publicitária do PS, com o seu quê de “pronunciamento” latino-americano, ser encarada com seriedade pelos cidadãos que simpatizam acima de tudo com o regime Democrático, independentemente dos partidos políticos?

            Acredito que com habilidades destas (por causa da luta pelo poder dentro do partido) para encontrar apressadamente votos, o PS acaba por nos declarar, definitivamente, quanto está integrado numa reaccionária e contínua dinâmica de desvirtuamento da Democracia, acompanhando o actual governo nas práticas anti-democráticas e anti-constitucionais, sem outro conteúdo que não seja manter e melhorar, em favor do Kapital, a ordem social vigente!

21 Agosto 2014

Quem é que ainda se admira pelo estado a que isto chegou?...

Noticiário da RTP1 dá conta dos financiamentos para as campanhas presidenciais.
1
Mário Soares e Cavaco foram maioritariamente suportados pelos Bancos;
2
os Bancos são os que chegaram à banca rota, faliram por gestão flagrantemente criminosa, nomeadamente BES, BPN, BPP;
3
O BES foi o que mais contribuiu, atingindo o máximo permitido por lei, 22500 euros;
4
O Cavaco recebeu muito mais do que o Soares;
5
Os bancos criminosos e falidos foram todos apoiados pelo estado, sob o governo do PS/PSD/CDS;
6
Os criminosos continuam impunes;
7
O produto do roubo está guardado nos offshores da gatunagem;
8
O estado, sob o governo do PS/PSD/CDS, está a pagar as dívidas dos gatunos e endividou-se de forma insustentável.
9
Portugal perdeu a independência, e está manietado pelas teias da usura.

Com Presidentes da República deste calibre, financiados pelos criminosos, gatunos de Portugal, quem é que ainda se admira pelo estado a que isto chegou?

Com presidentes que, em vem vez de defender a independência e sustentabilidade de Portugal, nos atacam, desbaratam, e entregam ao inimigo, que esperam os portugueses, para começar a limpar a casa, atirar os traidores janela fora, e cortar a cabeça à Hidra?

21 AGOSTO, 2014 13:51

O meu país está doente...

«O meu país está doente. O que se fez no meu país foi uma guerra moral aos de baixo, aos mais fracos e que não tem defesa, aos que são velhos e não tem mais saída, aos que tinham pouco e aos que ainda tinham alguma coisa, tratando-os de ricos, e essa guerra moral passou por lhes incutir uma culpa que não tinham e assim impedi-los de responder ao ataque que lhes foi feito. Esta guerra moral teve sucesso, até porque as pessoas nesta era de psicologismo, absorvem culpa como uma esponja. São culpados pelos desmandos dos filhos, são culpados por não terem emprego, são culpados por serem velhos, são culpados por terem casado com “aquela” pessoa, são culpados por se terem divorciado, são culpados porque tem pouco dinheiro e, num país de “sucesso”, isso é uma fraqueza, são culpados por “viverem acima das suas posses”.

Atiram-lhes culpa misturada com o cola-tudo da crise, e ao mesmo tempo dão-lhes uma gigantesca martelada na vida para ficarem meio tontos, sem perceberem o que lhes aconteceu. Mudam-lhes a vida para muito pior, de um mês para o outro, de repente, sem aviso, recebiam 1000 e passam a receber 700, recebiam 700 passam a receber 650, tinham um apoio para comprar óculos, para estudar, para viver, para comprar medicamentos, para descansarem na velhice, e tudo acaba. Confiança, não dizem eles. A confiança acabou com a crise.

Os cínicos que nos governam, amorais até á sua essência, que aprendem nas carreiras partidárias uma espécie de realpolitik de bar da moda, acham que dizer isto é miserabilismo. Têm uma aptidão natural, e uma ainda maior desfaçatez, em encontrar nos outros, os bodes expiatórios que justifiquem a sua peculiar mistura de ignorância do país, incompetência e ideologia colada a cuspo, ressentimento e subserviência com os poderosos, capacidade de engolirem tudo, aquilo a que os portugueses chamam falta de vergonha.»

José Pacheco Pereira
in ABRUPTO, 17 Agosto 2014

CME comemora o 50.º Aniversário das Piscinas Municipais

A Câmara Municipal de Évora assinala os 50 anos de existência das Piscinas Municipais de Évora com um programa comemorativo que tem lugar entre 1 e 6 de setembro e inclui muitas iniciativas e animação.

Deste modo, o dia 1 (segunda-feira), subordinado ao tema “Avós e Netos”, será de entrada gratuita para avós e netos (até 12 anos) e inclui as seguintes atividades: Torneio de Voleibol de Praia, a partir das 14 horas - (Apoio – Clube Desportivo dos Álamos); Aula de Pilates, às 15 horas; Cantinho do Conto, também às 15 horas – (Apoio – União das Freguesias do Bacelo e N.ª Sr.ª da Saúde); Aula de Adaptação ao Meio Aquático, às 16 horas, para crianças dos 3 aos 6 anos; Dança na Água, a partir das 17 horas - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana); Dança Contemporânea, pelas 17:30 horas - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana); e atuação do Grupo de Cantares “Vozes do Alentejo”, a partir das 21.

No dia 2, dedicado aos “Estudantes”, a entrada é gratuita para estudantes (desde que apresentem o respetivo cartão de aluno) e o programa é: Aula de Hidroginástica (12 horas); Dança na Água, pelas 17 horas - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana); Paintball, também às 17 horas - (Apoio – 100% Aventura); Aula de Hip Hop e Zumba (18 horas); Torneio de Street Basket, a partir das 18 horas - (Apoio – Associação de Basquetebol do Alentejo); Workshop de Saltos para a Água - (Apoio – Antigos Saltadores para a Água); e concerto com Miguel Azevedo.

Dia 3, sob o lema “Atletas Federados”, oferece entradas gratuitas a atletas federados (desde que apresentem o respetivo comprovativo) e apresenta as seguintes atividades: Jogos Tradicionais - (Apoio – 100% Aventura), a partir das 10 horas; Aula de Hidroginástica, às 12 horas; Dança na Água - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana) às 17 horas, assim como Torneio de Beach e Pool Ténis - (Apoio – Clube de Ténis de Évora) e Aula de Cross Training. Pelas 17:30 horas, haverá Sevilhanas e Flamenco - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana); e às 21horas tem início o espetáculo musical com BV BOYZ BAND.

Para dia 4, subordinado ao tema “Pais e Filhos”, haverá entradas gratuitas para Pais e filhos (até 12 anos) e um conjunto de iniciativas que incluem: Workshop “Noções Básicas de Suporte Básico de Vida” - (Apoio – Unidade de Cuidados na Comunidade de Évora e Escola Superior de Enfermagem) entre as 11 e as 16 horas; Aula de Hidroginástica para Grávidas - (Apoio – Papás, Bebés & C.ª) e 25 horas a Nadar - (Apoio – AMINATA, GDCBSA, Kainágua, GDR Canaviais), ambas a partir das 12 horas. Às 15 horas decorre o Cantinho do Conto – (Apoio – União das Freguesias do Bacelo e N.ª Sr.ª da Saúde) e pelas 16 horas a Aula de Adaptação ao Meio Aquático para Bebés até 3 anos. Pelas 17 horas começa a Dança na Água - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana); o Tiro C/Arco - (Apoio – 100% Aventura) e a Aula de Body Combat. Estão marcados para as 18:30 horas os workshops de “Massagem Infantil” (Apoio – Papás, Bebés & C.ª) e o de Saltos para a Água (Apoio – Antigos Saltadores para a Água). A Noite de Fados começa às 21 horas.

O dia 5, denominado “1964”, é o Dia de Aniversário das Piscinas e conta com entradas gratuitas para os nascidos em 1964 (mais dois “convidados”). A partir das 15 horas, a entrada gratuita é para todos os visitantes. O programa inclui, a partir das 9 horas, o Torneio Triangular da Câmara Municipal; AlcolKart – (Apoio – G.A.R.E), pelas 10 horas; Jogos Tradicionais (12 horas); Aula de Treino em Circuito (16:30 horas); Dança na Água - (Apoio – Associação de Dança e Arte Companhia Triana) e Bola Zorb (Apoio – 100% Aventura), ambas às 17 horas. A Cerimónia Protocolar realiza-se às 19 horas e às 20 decorre uma Mega Aula de Hidroginástica. O espetáculo musical com Archiback tem lugar às 21 horas e a partir das 23 horas haverá Pool Party com DJ Moreno e DJ Grouse. O horário de utilização dos tanques de natação será das 9 às 22 horas.

No sábado, dia 6, inicia-se pelas 10:30 horas o 1º Torneio de Saltos para a Água “Cidade de Évora”; às 11 horas começa o Concurso de Saltos para a Água (Apoio – Antigos Saltadores para a Água) e pelas 12 horas a Aula de BodyCombat – (Apoio – EvoraGym). De tarde, haverá Demonstração de PowerJump – (Apoio – EvoraGym), pelas 14:30 horas; Aula Surpresa – (Apoio – Antigos Saltadores para a Água), às 14:45 horas; Exibição de saltos – (Apoio – Antigos Saltadores para a Água), a partir das 15:30 horas; Saltos Livres (16:15 horas); e às 16:45 horas será o Encerramento do Encontro de Saltos. Todos os dias haverá “Game Zone” com apoio da empresa Paulo Moreira Diversões.

(informação CME)

LÍNGUA PORTUGUESA - só prejuízos

em pouco tempo perde duas grandes figuras brasileiras
:
ARIANO SUASSUNA E JOÃO UBALDO RIBEIRO

por essa mesma altura, a CPLP acolhe no seu seio um membro espúrio, que não fala uma palavra em português - a francófona GUINÉ EQUATORIAL

de ARIANO, esta preciosidade em favor do homem omnívoro
:
"Cavalo vive hoje os mesmos 20 anos do começo da civilização. E só come folhas.
Enquanto o homem, que naquele tempo vivia os mesmos 20 anos, hoje vive mais de 100.
a COMER CARNE"

não dará muito para pensar mas tem piada

Platero
(h)ortografias

Houve quem não quisesse acreditar...


20 Agosto 2014

DECO de Évora alerta para burla cometida por falsa associação de médicos

A delegação de Évora da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) alertou hoje para uma alegada burla cometida por uma empresa que se faz passar por uma associação de médicos para fazer vendas. Em declarações à agência Lusa, a jurista da DECO Isabel Curvo disse que a delegação regional de Évora da associação "tem recebido, nos últimos dias, alguns pedidos de informação" por parte de consumidores sobre a Associação de Médicos Voluntários. A responsável referiu que os queixosos contaram terem recebido "telefonemas a convidá-los para um rastreio de saúde", destinado a pessoas com mais de 50 anos e que seria feito pela suposta associação de médicos numa unidade hoteleira.

Noticia LUSA, retirada DAQUI.

EM OUTONO DE MANDATO

deste governo já se pode afirmar que O cumpriu

ESCRAPULOSAMENTE


Platero
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Como ficou a Dona Inercia?


Federico Garcia Lorca!

©Joaquim Palminha Silva

            Foi fuzilado pelos fascistas do general Franco… Fuzilado? Não! Assassinado! – A 19 de Agosto de 1936!

            Sigo ao longo destas Arcadas, no fraco tumulto da gente ociosa que vagueia pela Praça de Giraldo, e da gente trabalhadora que, apressada, regressa a casa à hora em que o sol poisa no horizonte, extenuando de distribuir tanto calor pela Planície. E ao sol poente, recordo que faz hoje pouco mais de sete décadas que em Granada tombou Federico Garcia Lorca!

            Conservo-me em silêncio por breves instantes… Garcia Lorca foi abatido a tiro por pobres malignos! Na minha mente faz-se um silêncio de tragédia!

            Faço parte de uma geração de jovens eborenses (fomos um pequeno grupo de jovens inquietos!) dos 16 aos 20 anos de idade que, entre outros personagens ibéricos, apreciava com grande encantamento a poesia e o teatro de Garcia Lorca. Nenhum de nós era universitário, todos cumpríamos um rigoroso horário de trabalho; nenhum de nós era capaz de ter uns escudos para comprar os livros de Lorca, sobretudo o seu fabuloso Romancero Gitano (1929), mas todos gostávamos de Lorca e da sua versão sobre alma humana!

            Mas havia quem nos emprestasse alguns livros de Lorca… E encontramos, no Grupo de Teatro da Sociedade Operária de Instrução e Recreio «Joaquim António de Aguiar»,… «A casa de Bernarda Alba» e outras cenas do teatro de Lorca!

            Faz hoje anos que uns desgraçados sem nome assassinaram alguém de nome Federico Garcia Lorca!

A hidra

Um espectro percorre Portugal: é o espectro da pobreza, da miséria moral, da fraude, da mentira, do embuste, da indecência, da ladroagem, da velhacaria. Este indecoro do BES foi o destapar do fétido tacho da pouca-vergonha. Os valores mais rudimentares das relações humanas pulverizaram-se. Já antes haviam sido atingidos por decepções constantes daqueles que ainda acreditavam na integridade de quem dirige, decide, organiza. Agora, o surto alcançou a fase mais sórdida. Creio que, depois de se conhecer toda a extensão desta burla, algo terá de acontecer. Com outra gente, com outros padrões, não com estes que se substituem, num jogo de paciências cujo resultado é sempre o mesmo. Mas esta afirmação pertence aos domínios da fé, não aos territórios das certezas.

O Dr. Carlos Costa revelou ter avisado a família Espírito Santo de que ia ser removida. Na TVI, Marques Mendes, vinte e quatro horas antes, anunciara o cambalacho. Já destituído, Ricardo Salgado e os seus estabeleceram três negócios ruinosos para o banco, abrindo o buraco da vigarice para quase cinco mil milhões de euros. Quem são os outros cúmplices, e quais as razões explicativas de não estarem na cadeia?

Enquanto o País mergulha num atoleiro, o Dr. Passos nada o crawl, com esfuziante aprazimento, nas doces águas algarvias. Há dias, afirmou que os contribuintes não serão onerados com as aldrabices dos outros. Mas já foi criado um chamado Fundo de Resolução, com dinheiro procedente, de viés, do nosso próprio dinheiro, embuçado na prestação de um grupo de bancos. Quanto ao extraordinário Dr. Cavaco, o reconhecimento generalizado da sua inutilidade como medianeiro de conflitos, e conivente com o que de mais detestável existe na sociedade portuguesa, converteu-se num lugar-comum.

Foi o "sistema" que criou esta ordem de valores espúrios. Este poder dissolvente fez nascer, por todo o lado, a ideia do facilitismo, oposta às regras da convivência que estruturaram os princípios da nossa civilização, dando-lhe um sentido humano. Tudo é permitido, e esta noção brutal, inculcada por "ideólogos" estipendiados ou fanatizados concebeu as suas próprias regras. A impunidade nasce do "sistema", e Salgado é o resultado, não a causa, o resultado de um aproveitamento imoral estimulado pelas fórmulas dessa ordem de valores. Surpreendemo-nos com o comportamento de quem assim foi educado, porém temos de estudar e de analisar aquilo que os explica.

O "sistema", em cuja origem está a raiz do mal, não carece de "regulação", exactamente porque a "regulação" nada resolve e apenas prolonga a crise sobre a crise. O capitalismo sabe e consegue simular a sua própria regeneração. Mas é uma hidra que se apoia em referências na aparência inexpugnáveis, realmente falaciosas. Enfim: o nosso dinheiro está à guarda de ladrões.

BAPTISTA-BASTOS

in Diário de Notícias, 06 Agosto 2014

UM BOM RETRATO DO PAÍS - não sei a que(m) se deve

a febre o VALE-TUDO de todos os CANAIS de TV
ligue já, não perca, são dez, são vinte, trinta mil euros, já viu o que podia fazer: reparar a sua casa: gozar férias nas melhores praias do mundo: ajudar os seus filhos, se ligar mais do que uma vez mais possibilidades tem de ganhar, ligue já, é o setecentos...
o preço é sessenta e não si quantos cêntimos mais IVA, não perca oportunidade ligue já

esta paranóia é bem capaz de levar muito boa gente a engrossar as filas de indigência à procura de uma sopinha ao fim do dia

raio de sistema - sacana de país

Platero
(h)ortografias

19 Agosto 2014

Iniciativa "Portugal Sem Beatas" promovida por Associação de Évora

A Associação 100% Aventura integrou 20 jovens de várias nacionalidades numa iniciativa nacional de sensibilização sobre beatas de cigarro na rua, inserida no Movimento “Portugal sem Beatas”. Os jovens realizaram uma acção pelo centro histórico da cidade de Évora, participando na recolha de beatas do chão, juntamente com a distribuição de materiais de sensibilização junto da população, com alertas sobre os problemas que podem decorrer desta situação.

A campanha “Portugal sem beatas” pretende mudar o hábito dos fumadores de jogar as beatas para o chão, e sensibilizar para a os perigos deste hábito, tanto a nível de saúde como no impacto para com crianças, animais e ambiente.

Notícia AQUI.

RESPOSTA A AMIGA SOBRE MINHA IDA à COMPORTA

foi a minha segunda vez

quando pobre vai à praia
não há chuva que não venha
não há vento que não vente

nem pneu que não rebente
no caminho de regresso

areia que não levante
água do mar que não gele

quando pobre vai à praia
logo se inverte o processo

em vez de queimar a pele
congela-a de frio em excesso

Platero
(h)ortografias

Que tristeza… ser português!

©Joaquim Palminha Silva


            No dia 16 de Agosto de 1867 nasceu o poeta António Nobre. Autor de um único livro de poesia: !

            Creio que um dos livros de poesia mais autênticos e genuinamente portugueses que já se escreveram na língua de Luís de Camões. Eis um dos significativos sonetos de António Nobre:

            «Em certo Reino, à esquina do Planeta,
            Onde nasceram meu Avós, meus Pais,
            Há quatro lustros viu a luz um poeta
            Que melhor fora não a ver mais.

            Mal despontava para a vida inquieta,
            Logo ao nascer, mataram-lhe os Ideais,
            À falsa fé, numa traição abjecta,
            Como os bandidos nas estradas reais!

            E embora eu seja descendente, um ramo
            Dessa árvore de Heróis que, entre perigos
            E guerra, se esforçaram pelo Ideal:

            Nada me importas, País! Seja meu Avô
            O Carlos ou o Zé da T’resa… Amigos,
            Que desgraça nascer em Portugal!».

18 Agosto 2014

SEGUNDA IDA À COMPORTA - VERSÃO II

quando pobre vai à praia
não há chuva que não caia
não há vento que não vente

nem pneu que não rebente
no caminho ou de repente
polícia que se apresente
a empunhar o balão

faça favor de soprar
com mais força pois então
e a gente por precaução
explicando ao guarda a razão
de estar a suster o sopro
:
sô guarda não se embasbaque
se o vento sair por outro
buraco que a gente tem
e sob a forma de traque

quando pobre vai à praia
nem mulher segura a saia
nem os putos os bonés

a água do Mar está fria
- toda a gente se arrepia
nem chega a molhar os pés

quando pobre vai à praia
não há sol que não se esconda
areia que não levante
água do mar que não gele

assim se inverte o papel
e o cidadão e família
sem esperar um golpe de asa
só pensa voltar a casa
ao cão ao gato à mobília

- nem desembrulha o farnel

quando pobre vai à praia
queima tempo e paciência
em vez de queimar a pele

Platero
(h)ortografias

17 Agosto 2014

Cidade de obras por acabar?

Já aqui se questionou sobre a obra do Fórum e sobre o destino a dar ao Eborim.
Então e aquela obra nos Álamos que era para ser um lar de terceira idade, e que está ao abandono há anos? Ou aquela que está à saída da rotunda de Aviz como quem vai para o Bacelo? É só belos projectos que temos para mostrar ao visitante. Qualquer dia, Évora deixa de ser conhecida por ser a cidade património para passar a ser a cidade das obras por acabar...

17 AGOSTO, 2014 12:08

EMÍDIO RANGEL - desapareceu o "fazedor de Presidentes"

- grande Jornalista

- grande líder

- grande vencedor de causas

- grande perda para a Comunicação Social Lusíada

deixei de acreditar nele desde que o ouvi vangloriar-se de ser capaz de "fabricar PRESIDENTES"

já em irreversível ocaso, lembro-me de ter escrito, não sei onde nem para quem,
que o velho demiurgo já nem presidentes de Junta de freguesia era capaz de produzir

nunca lhe desejei mal - PAZ à sua ALMA


Platero
(h)ortografias

De onde conheço o escritor Fialho de Almeida
(misteriosas coincidências)

            Como grande parte dos verdadeiros leitores, conheço o escritor alentejano, natural de Vila de Frades, através dos seus livros. Em Fialho de Almeida (F. de A.) admirei desde a minha juventude a escrita como arma de combate, que não deve servir apenas nas encruzilhadas da política, mas elevar-se sobre a agitação efémera das opções partidárias, de forma a defender a necessária existência de uma sociedade mais humana e fraterna. Admirei, pois, a sua escrita desassombrada, e fiquei completamente rendido à irreverência do escritor e do homem. E simpatizei com F. de A. desde então…

            São diversos os graus de análise que o escritor quis descrever e indicar aos leitores. Existe implícita na sua obra o que poderemos chamar análise de patologia social. Mas não é simplificadora a sua escultura de personagens. Não escamoteia as contradições da alma humana, mesmo na descrição de canalhas há um toque de humanidade. Sem ter sido (que se saiba) um fervoroso cristão, embora talvez fosse crente, há em Fialho de Almeida mais cristianismo do que se pensa, basta ler os seus contos, por exemplo. O facto é que esta cobertura cristã das suas produções, foi para mim mais um motivo de estima e redobrada admiração. Não sei porquê nem como, mas senti durante anos e anos que havia algo de familiar entre mim e este homem, falecido (1911) muito antes de eu nascer.

            A sua tragédia intelectual foi nunca ter sido apreciado em vida como um verdadeiro criador, apesar de ter enriquecido a língua, povoando o dicionário de português com bastantes palavras. A generalizada indiferença do mundo político e intelectual do seu tempo, deixou-lhe uma ferida que, até à morte, nunca sarou. O seu drama terminou com os estreitos “jacobinos” do partido republicano, que pensavam tê-lo arregimentado sem lhe pedirem autorização, uma vez alcançado o Poder de Estado de forma violenta, a estranharem que ele não lhes poupasse críticas à sua intolerância e à sua “democracia” tipo “camisa-de-onze-varas”. Este F. de A. foi por mim sobremaneira admirado e lido especialmente, pois senti-o meu orientador de pensamento, como se fosse um mestre vivo, com quem dialogava continuamente.

            Passaram-se algumas décadas, mas nunca esqueci o escritor alentejano, voltando à sua leitura de vez em quando, além de procurar inéditos, referências, fotos ou caricaturas que dele fizeram os artistas seus contemporâneos.

            Há uns anos, fornecido inesperadamente com uns direitos de autor de que tinha perdido a esperança, aventurei-me num alfarrabista que frequentava para pequenas compras. Além de livros, alguns autografados pelos autores, por motivos estranhos, o cavalheiro também vendia fotos antigas sem identificação, cartões-de-visita de personalidades da 1ª República, de tudo o que havia sido escritor ou jornalista do início do século XX, bilhetes-postais e airosas bengalas do início do século passado.

            Adquiri uns quantos livros autografados, e uma airosa bengala de que hoje uso, por uma quantia não avultada e, olhando os vários cartões-de-visita colocados numa vitrina-expositora, consegui identificar um que dizia Cuba e mais palavras que não descortinava de forma clara. Fosse o que fosse, estremeci! Cuba é vila do distrito de Beja, onde viveu e morreu F. de A., recordei. Solicitei ao alfarrabista ver o cartão-de-visita. Confirmei: - Era um cartão-de-visita de Fialho de Almeida!

            Mandei embrulhar tudo, paguei, e continuei o meu caminho até ao Cais do Sodré, onde o cacilheiro me levou para Almada, cidade em que habitei como num exílio.

            Sozinho na minha pequena sala de trabalho, desfiz o pacote, peguei no cartão-de-visita de F. de A. e finalmente li o que este havia escrito com o seu punho:

«Cuba – 25 Dezembro

1910 – Querido amigo
Boas festas e a todos
os seus. Hoje entre-
guei ao Palminha
os 28.000 reis, dos juros
em debito, correspon-
do. Saudades F. Almeida
».


Frente e verso do cartão-de-visita de F. de A.

            Por instantes a pequena sala oscilou e os alicerces do meu raciocínio vacilaram… Depois voltou-me a calma, cortada por surpresa e indignação! – Então não querem lá ver! Houve um «Palminha» que emprestou dinheiro a juros ao meu estimado escritor!

            Passaram-se mais uns anos, sem conseguir apurar quem era esse «Palminha» …

            Um dia, numa manhã de Dezembro povoada de espesso nevoeiro, na sequência de um grave acidente de um cacilheiro (que me pôs às portas da morte), entendi que Ele, ao poupar-me, me dava segunda oportunidade, e resolvi mudar o rumo da vida profissional e não só. Abafando de mim para mim os miserere, procurei transferir-me da administração pública central para a local. A ideia era retornar à cidade de origem: - Évora!

            Mas circunstâncias conjugadas (vá lá saber-se como e por quem!) empurraram-me para Cuba. Tinha aí conhecidos, uns familiares fixaram-se na vila, etc.. Enfim, conheci o presidente da Câmara Municipal, excelente pessoa e, veja-se só, admirador de F. de A. e amigo do escritor Manuel da Fonseca, que havia produzido antologia de Fialho de Almeida, editada pela Autarquia. Consegui, pois, transferir-me do Ministério dos Negócios Estrangeiros para a Câmara Municipal de Cuba, colocando-me o seu presidente no desamparado Pelouro da Cultura. Como se vê, não poderia ser melhor!

            Novamente, a visão do cartão-de-visita de F. de A. e o tal «Palminha», começaram a mover-se dentro do meu espírito como seara agitada ao vento. Passando sorrateiramente pelos complexos tecidos da vida, que força era aquela que me havia empurrado para Cuba? Tudo me parecia intencional, mas soberanamente obscuro.

            Em vez de me abandonar voluptuosamente a uma verdadeira orgia fúnebre e espírita, como tinha mais que fazer, deixei para Dia de S. Nunca à Tarde a ideia de investigar as origens do mistério desse «Palminha». Mas ainda houve quem me sugerisse a consulta de um(a) médium em Beja e, mediante sessão espirita de mesa pé de galo e cabelos arrepiados, dado o rosário de medos que dizem isso provoca, assim convocar F. de A. a explicar-se e identificar esse «Palminha». Entendi que não valia a pena “incomodar” F. de A., a pretexto de uma coscuvilhice destas, e amolgar a sua memória com truques pitorescos. Além disso, agarrado ao trabalho, tive ocasião de verificar como se encontrava o espólio que F. de A. havia deixado, e a Câmara Municipal guardava, sem grandes exigências. Entretanto, passaram anos…

            Um dia, pessoa minha conhecida avisou-se que havia encontrado o «Palminha» do cartão-de-visita do Fialho de Almeida. Segundo ele, vivia depositado numa obra de Alberto Pimentel. Esgrimindo a referência, corri os alfarrabistas de Lisboa, até que encontrei o livro: Figuras Humanas, Alberto Pimentel, colecção A. Mª. Pereira, Lisboa, 1905.

            Em letras garrafais, o «Palminha» abre mesmo o capítulo X da obrinha! Afinal, o homem chamava-se José Umbelino da Palma, era redactor-em-chefe (talvez proprietário) do jornal O Bejense. Alberto Pimentel explica-nos como o nome lhe foi dado: «Era fácil de perceber a razão da alcunha. O Palminha não tinha maior altura que o Rodrigues Cordeiro.». Suponho que a estatura deste último deveria ser algo próximo de anão!

            Sobre a personalidade do homem, Alberto Pimentel descreve-nos um personagem simpático, prazenteiro mesmo: «Falava pelos cotovelos, com vivacidade infatigável, e gostava de saber tudo o que se passava, não só em Lisboa, mas no mundo inteiro.». Citado isto, entro na matéria novamente: - Este «Palminha» não poderia ter emprestado dinheiro a F. de A., dado que o livro de Alberto Pimentel, editado em 1905, fala-nos do falecimento do «Palminha» em Beja, enquanto o cartão-de-visita de F. de A. tem a data de 1910…

            Fiquei coberto com uma nuance de azedume… Afinal este «Palminha» não era o misterioso «Palminha» que eu procurava… Pensei que a alcunha houvesse passado para o nome civil dos seus descendentes… E terá sido a um descendente (filho?) que F. de A. pediu dinheiro emprestado... A ideia pareceu-me razoável, mas não tinha nem tenho provas.

            Depois destas descrições e transcrições, devo recordar que meu avô materno (natural do Concelho de Beja, 1894-1959) me falava às vezes que o seu nome, José «Palminha» Lança, derivava de alcunha, tendo existido em Beja um parente seu (tio?) assim denominado pela sua baixa estatura, que escrevia e era proprietário de um jornal.

            De resto, este avô materno foi personagem de «colecção familiar». Tendo-se radicado em Évora muito jovem, tipógrafo compositor (especialidade das artes gráficas caída em desuso), nesta cidade fundou jornais e foi um dos pioneiros da introdução do futebol na prática desportiva da juventude eborense.

Afastado de Cuba, já residindo em Évora, anos depois fui convidado pelo presidente da Autarquia da vila alentejana a participar no centenário (2011) do falecimento de Fialho de Almeida. Acompanhado de outras pessoas muito mais abalizadas que eu em termos literários, senti que amplificavam os meus méritos, em relação ao conhecimento do escritor e sua obra.

            Na manhã da romagem ao cemitério da vila, junto ao inédito jazigo do escritor, fui incumbido de ler um pequeno in memoriam a Fialho de Almeida, após leitura de texto do escritor pela grande senhora do teatro português, Eunice Muñoz.

            O momento em que li o meu curto texto, dirigindo-me de forma directa a F. de A., nunca mais o esquecerei: - Esses minutos, que foram quase nada, guardo-os como uma das emoções mais delicadas da minha vida!


No momento em que JPS lia o in memoriam junto ao jazigo de Fialho de Almeida no cemitério de Cuba, em Março de 2011.
            Não sei explicar como, mas comecei a imaginar F. de A. a sorrir-me do fundo do passado! Creio que, não sendo eu de certeza absoluta o tal «Palminha», apenas seu remoto descendente, o escritor estava grato a este… Joaquim Palminha Silva.

16 Agosto 2014

MECENATO

mecenas sou

dou
e dôo

não dou
nem dôo
coisas pequenas

sei a quem dou
e quanto dou

sou
auto-mecenas

dou-me
a mim apenas

Platero
(h)ortografias

15 Agosto 2014

Negociatas à portuguesa...

Falam do Eborim mas ninguém fala do edifício da Horta das Tâmaras, propriedade da filha do José Eduardo dos Santos, e alugado por uma quantia escandalosa para instalar, em Setembro, o Registo Civil, o SEF, a Conservatória do Registo Notarial e outros.
O pagamento que vão fazer por mês, dava para construir um edifício de raiz, que seria propriedade do estado.
Negociatas à portuguesa.

Porque é que está tudo calado acerca disto?

14 AGOSTO, 2014 18:16

OS HERÓIS NASCEM PEQUENOS


os majestosos
imponentes
PANDAS GIGANTES

começam mais pequenos
do que

musaranhos

Platero
(h)ortografias

14 Agosto 2014

O bom...


O bom era tal, nunca ter acontecido.

O bom era termos gente competente que pudesse fazer o tal controle ou regulação imparcial que não se verificou.
O bom era termos um poder político não corrupto que permitisse que estas coisas jamais acontecessem.
O bom era termos um Presidente da República tal como os restantes países europeus tem e não um que se candidatou para reforçar e dar aval a todos estes podres do governo.
O bom era termos tido no anterior governo, um partido socialista mais de esquerda, mais competente, mais justo, não corrupto com os interesses como tal aconteceu.
O bom era termos uma justiça imparcial e incapaz de se deixar tocar e levar pelos ditames dos mais poderosos, mais fortes e corruptos.
O bom era não ter havido em Portugal o caso dos submarinos, que ainda hoje estão por julgar e estão todos protegidos e blindados que ninguém lhe consegue chegar.
O bom era termos uma comunicação social independente do poder político e económico.
O conjunto de todos estes fatores, com outros que não vou mencionar porque me tornaria exaustiva, é que fazem com que Portugal seja um lixo na Europa e os outros nos vejam com desconfiança e escárnio.
Se assim não é, digam-me que países europeus estão passando por tudo isto?...
Corrupção certamente que a tem mas a baixo nível. Talvez também, porque os seus cidadãos são mais inteligentes, mais espertos, e exigentes do que os portugueses.

Um dia li e já não me recordo a quem pertencia a frase, o seguinte:
"O nível de desenvolvimento de um país, vê-se pela forma como as pessoas que o compõem escolhem os seus governantes".
É verdade que assim é e isto faz-nos pensar.
A classe política portuguesa, na sua grande maioria não presta, é rasca no que oferece aos seus cidadãos, é corrupta e não sabe governar sem que assim seja.
Não aprendem com os parceiros europeus com o melhor que os outros fazem.
Rebaixam os portugueses, e gritam-lhe aos ouvidos que vivem acima das suas possibilidades. Fizeram um projeto único na europa para empobrecer os portugueses, acabarem com a escola pública, piorar os serviços de saúde, ignorar o que de melhor se faz de investigação no país e criar um número tão elevado de desemprego que obrigue os jovens e outras pessoas a sair do país e a baixar automaticamente a taxa do desemprego.

São geniais os nossos governantes!
Continuem assim...


14 AGOSTO, 2014 09:16

TRABALHO MATINAL

abandonei ideia de ir à PRAIA - Comporta
acho temperatura demasiado baixa

fui a ARRAIOLOS
:
passei no "meu" Restaurante, deixei duas abóboras, uma com, seguramente, mais de 10 quilos

fui ao mestre Mira cortar o cabelo, fala à média de duas frases (não confundir com palavras) por tesourada
é uma novela que me conta por corte de cabelo

regressei a casa, meti o carro no barracão - onde uma esteira de lenha de azinho
aguarda há mais de um ano por arrumação

abri a porta do carro - rádio na TSF - é hoje, vai ser agora mesmo que dou um jeito na merda da lenha

arrumar lenha de forma organizada, rigorosa, diz-se fazer uma MEDA

eu nunca tive jeito para tal prática
se alguma vez tentei, como hoje, em vez de MEDA saiu merda

uma meda de lenha é uma obra de arte - as peça todas encaixadas dão origem a uma construção perfeita como se em vez de lenha se empilhassem tijolos ou blocos de cimento, peças leves, retangulares de esferovite

a MEDA de lenha que fiz esta manhã saiu igual a todas as Medas que fiz em toda a minha vida

Platero
(h)ortografias

13 Agosto 2014

Quem sabe?

Quem é que sabe o que está a acontecer ao Centro Comercial Eborim?

Ontem passei lá e vi que andavam em obras.
Disseram-me que iam fazer dali um hotel.
Será verdade?...

13 AGOSTO, 2014 09:49

BREVE

caracóis e lesmas
choram ranho

baba e ranho

de todo o tamanho

não sei é se as causas
de tanto
pranto

são as mesmas

Platero
(h)ortografias

12 Agosto 2014

Destroem a língua pátria...

Shopping
Fashion Spot
Ferrara Plaza
Campera
Acqua Roma
...
Estamos nos EUA ou em Itália?
Isto já não é Évora, Portugal?
...
Que selvagens são estes
estúpidos e ignorantes,
promotores da especulação,
da publicidade enganosa,
do engano?

Que burlões são estes
que destroem a língua pátria
em troca de acordos de gatunos
disfarçados de ortográficos?

Que gatunos são estes
que nos roubam as letras e as palavras
que nos roubam conceitos vitais
património cultural
reflexos condicionados de auto defesa
profundamente gravados
desde que nascemos?

Que gatunos são estes
que roubam o cê à acção
que nos roubam a capacidade de reacção
contra os crimes da exploração?

12 AGOSTO, 2014 13:06

PORRA, que é demais

nunca dato o que escrevo

dou agora acidentalmente com um poema meu - de um quarteto encomendado pelo meu bom e velho amigo Joaquim Tavares, com indicação de que devia tratar-se de um velho excêntrico mendigo, com o nome de IRI - IRI PLASTEUR - que serviria de tema a uma exposição de Pintura instalada em Beja , correndo o ano de 1995

à beirinha portanto de fazer 20 (VINTE ANOS, caramba)

também acidentalmente tenho o poema guardado - em arquivo SEM NOME - clico sobre, e releio o que não deixa de me agradar
e penso que teria sido interessante eu ter TRABALHADO esta corrente de escrita,
procurando apoios de gente aparelhada para apresentar sugestões/ideias de trabalho

sem mais paleio aí vai o poema (20 anos, caramba) aí vai sem retoques nem emendas
ameaço fazer chegar a vocês os outros três que fizeram parte do projeto

o meu, ainda, obrigado ao meu amigo Joaquim Tavares, por ter arriscado em mim
para a sua encomenda de pintura

:

IRI PLASTEUR

falo-Vos de IRI
quase um deus
vidro ferro fogo terra
meio-pássaro meio-homem

Ícaro mais ÍRIS
não como os pássaros
mais capaz de voar pelo sangue
do que
pelas asas

deus continental
de pedra da montanha
sal que nunca viu nas águas
como átomos ligando-lhe
o vidro
o ferro
o fogo
a terra

gaivotas e cegonhas
no tabuleiro do sonho
mar e maresia
barcos gaivotas guinchos
engrenagens apitos
lodo lama rio
cedo na lixeira
de onde IRI se alimenta

um deus que bebe lixo
de lixo é que se veste
- a lixeira é um mar
de roupa
e alimento

e perverso

IRI só sabe amar
como os pássaros todos e alguns deuses

seu fogo
sua terra
seu ferro
seu irisado vidro
sua gleba erótica
seus sangue e corpo
são liberdade e amor

há na lixeira de IRI
o mar – o mundo todo
-seus restos de polvos seus destroços
seus cadáveres de mármore
anémonas cor-de-sangue
em camadas distintas

rugas de algas mortas
corais recifes grutas
sereias sal gaivotas

IRI está em tudo
nas Ruas
nas pessoas

dorme sobre as pedras
sob a lua

que ou é ouro
ou lodo

Platero
(h)ortografias

É do bom ou do mau?...


11 Agosto 2014

Alguém sabe em que situação se encontra este assunto?

Notícias que não se falam:

O fundo Fimoges SGFII, SA (que assegura a gestão do fundo Fungepi/Bes II do qual o Évora Shopping faz parte) pertence ao universo Espírito Santo?

Em que ficamos com o fórum Évora?

Se antes não se sabia que se abria agora parece-me que é mais uma pá de areia para a cova do Fórum.

Alguém sabe em que situação se encontra este assunto?

11 AGOSTO, 2014 19:31

EUFEMISMOS FINANCEIROS

BOM x MAU

para significar

LIMPO x SUJO

- queria fazer aqui um depósitozinho de dez mil euros veja se me arranja aí um produto a render bem

- sim senhor - diz o gestor de conta - SUJO ou LIMPO?

- olhe, pode ser assim-assim, uma espécie de garoto, um traçadinho.

- OK, já vamos tratar disso...

FIM


Platero
(h)ortografias

Aldrabices, Truques & Piruetas, SARL.

Com muita dificuldade posso parar a “onda de fel que me sai do coração”!

O «Tribunal de Contas» avançou com uma “sugestão” (amanhã será uma ordem?) dirigida ao Serviço Nacional de Saúde…- Os médicos de família devem regular o tempo de atendimento para uns rigorosos 15 minutos por paciente, independentemente do doente e da doença!

A origem desta sugestão? – Evitar a contratação de mais médicos para o serviço de assistência à família, nos Centros de Saúde!

Isto não é ditado por uma vaga de estupidez, como levianamente pensam os cronistas e críticos dos jornais. Após sucessivos malogros da “gestão capitalista” da sociedade portuguesa, supostamente democrática para umas coisas e efectivamente autoritária para outras, o desespero do grupo governamental interessado na continuação da exploração dos reformados e dos trabalhadores em geral, acaba de iniciar uma descarada perseguição de poupanças, assim, à custa dos enfermos. Enfim, os predadores de colarinho branco passaram a actuar como desapiedados chefes de quadrilheiros do tempo do Zé do Telhado e João Brandão (meados do séc. XIX)!

Esta intervenção do «Tribunal de Contas» numa “área” que lhe é estranha, tem servido para provocar as gargalhadas dos inconscientes. Todavia, esta pirueta demonstrativa do raciocínio obliterado, não deve servir para diversão da multidão de patetas do costume, no género «Hoje há palhaços!», porque isto de andar a poupar dinheiro à custa de quem sofre, além de demonstrar uma grande imoralidade, uma imensa desumanidade, aproxima mentalmente este pessoal governamental da preconizada eutanásia dos nazis!

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Como foi que aconteceu? A avaliar como tudo se passou deve ter existido «um espírito santo de orelha» a sussurrar ao ouvido do Sr. Dr. Henrique Granadeiro (presidente da administração da PT) umas confidências “atempadas” para que, semanas antes da crise atingir o seu ponto de saturação crítica, “precipitando” a acção do Banco de Portugal (que soube representar, com muita qualidade cénica, o papel da personagem surpresa!), a PT conseguisse levantar os seus depósitos no BES, avaliados em 128 milhões de euros!

Certamente o mesmo «espírito santo de orelha» deve ter soprado umas “coisas” ao ouvido do Sr. Prof. Manuel Pinho, ex-ministro do anterior governo socialista, docente universitário e vice-presidente da “holding” BES-África… Porquê? – Ora, ora, porque nas primeiras semanas de Julho (2014) este cavalheiro negociava com o grupo económico a sua reforma antecipada, avaliando a imprensa diária a sua compensação na ordem dos 3,5 milhões de euros…

Com carinhosos abraços de camaradagem entre si, esta “classe” de gente que está no comando dos negócios e da governação do País, do cimo da sua sobranceria, atira às mãos cheias o seu infinito desprezo à cara do povo trabalhador, dos desempregados e dos reformados!

No seu tempo (início do séc. XX), o Czar Nicolau II da Rússia não conseguiu fazer “melhor”, em matéria de desprezo pela empobrecida população do seu império... Mas nós sabemos como tudo isso acabou, em 1917!

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Foi necessário esperar que passassem quarenta anos após o 25 de Abril de 1974, para que um dos partidos do governo (PSD), através da sua vice-presidente do grupo parlamentar (Teresa Leal Coelho), começa-se a redigir um diploma para colocar o Ministério Público a provar o enriquecimento ilícito de políticos e não só… Admitindo que o enriquecimento do capitalista com a apropriação da mais-valia produzida pelo trabalhador é “negócio” lícito (na actual sociedade, seja ela democrática ou não)…

Escusamos de escrever quantas modificações e devoluções tem sofrido a redacção do diploma… A traços largos, tal é a vida do diploma sobre enriquecimento ilícito que, se fosse um transporte marítimo, limitava-se a meter umas quantas polegadas de água por dia… até ir de vez ao fundo!

Quarenta anos para tentar condenarem (completamente?) o tráfego entre a política e o enriquecimento ou dito ao contrário, entre o enriquecimento e a política… Rasgam-se sob os nossos pés as fendas do abismo, em que se tornou este regime “democrático”!

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Que se pode concluir destas manifestações burlescas do Poder e destes truques dos círculos financeiros? – 1) Não têm a mínima preocupação no que respeita ao acatamento formal das regras institucionais que, aliás, eles mesmos determinaram, Poder político e círculos financeiros; 2) Depois de “domesticarem” forças policiais e militares, com umas promoções e uns aumentos, descansados portanto com os seus guarda-costas, manifestam um descarado desprezo pelas organizações sindicais e pelos partidos de esquerda (excluímos o PS na medida em que se afasta da esquerda), não tendo por tais instituições qualquer consideração democrática, o mínimo respeito; 3) Fazem o que muito bem querem, quando querem e como querem, alterando regras, refazendo regulamentos, desfazendo formalidades, tudo a seu favor, ignorando assim qualquer impedimento.

Enfim, esta gente que só o medo das organizações laborais e dos efectivos partidos de esquerda poderia fazer reflectir e sossegar, perdeu todo o respeito pelos cidadãos… De resto, quando os cidadãos sofrem tudo isto, por parte desta gente corrompida, sem se revoltarem com seriedade revolucionária, perdem o respeito por si próprios e, não se fazendo respeitar, não metem medo a ninguém!

10 Agosto 2014

Notícias que passaram despercebidas...

À atenção das entidades competentes

Era importante resolver um problema que se arrasta: as festas dos estudantes em pleno centro da cidade.

Os estudantes têm todo o direito de comemorar, evidentemente.
Recepção ao caloiro, queimas de fitas, toda a parvoíce que eles quiserem.
Não têm é o direito de impedir de dormir as pessoas que residem na zona. E são muitas.

Só numa cidade muito atrasada se permitem festas com aquele nível de ruído, até às tantas da madrugada, ao lado de residências.

A Câmara deve oferecer uma alternativa que concilie os direitos das pessoas. Ou vamos continuar com a mesma bandalheira dos anos anteriores?

Carvalho
10 AGOSTO, 2014 09:21

INOVAÇÃO ALIMENTAR

comprei
uma máquina de SUMAR

com que faço sumos
todas as manhãs

de frutos

que vão das uvas
das peras temporãs
e das maçãs

aos serôdios marmelos
e às romãs

só não devo - quer dizer
não posso

é fazer sumos
diretos
na minha máquina de sumar

com frutos de caroço

Platero
(h)ortografias