22 Novembro 2014

Sem esquecer que qualquer cidadão tem direito a ser tratado com justiça, no respeito da lei e da igualdade, sem necessidade de operações rocambolescas...


PRESO já está

falta o copo de SICUTA

platero

22 NOVEMBRO, 2014 12:24

Somos governados por gatunos

José Sócrates
Armando Vara
Carlos Santos Silva
são todos amigos de infância.

Uma turma dos cábulas
de delinquentes
de burros
de deficientes sociais.

Há países onde estes rapazes
são isolados e acompanhados
para terem uma vida honesta
e serem úteis à sociedade.

Em Portugal os partidos do arco da corrupção
aproveitam as aptidões dos delinquentes
escolhem-nos a dedo
para roubar e corromper o estado

Criminosamente fazem-nos
administradores dos bancos
presidentes da república
primeiros ministros.

De facto
somos governados por gatunos.

22 NOVEMBRO, 2014 11:08

M'ESPANTO ÀS VEZES...

Detido por suspeita de crimes de corrupção, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

Segundo o SOL este cidadão conseguiu obter uma fortuna de cerca de 20 milhões de euros, que colocou num banco na Suíça em nome de um homem de sua inteira confiança, ao longo dos anos em que foi governante. Ainda segundo o jornal, está indiciado por ter criado, no seu segundo governo, em benefício próprio, um diploma que lhe permitiu branquear essas verbas ilícitas.

Não nos espantam os factos agora divulgados face aos muitos casos estranhos e sempre mal esclarecidos, que foram acontecendo ao longo da vida deste cidadão. Espanta que uma Justiça como a nossa, que não costuma revelar grande coragem quando esbarra nos interesses dos poderosos, se atrevesse a avançar para algo tão grave como prender pela primeira vez na nossa História um ex-Primeiro-ministro.

TERRA

quando alguém descobrir
que pode viver fora da TERRA
não resistirá a destruí-la

como habitante de pardieiro
a quem tenha saído a Lotaria


Platero
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21 Novembro 2014

Em reunião pública de 19 de novembro
Câmara de Évora felicita TRULÉ por novos prémios internacionais

A Câmara Municipal de Évora, por sugestão do Vereador Eduardo Luciano, aprovou por unanimidade enviar um voto de congratulação ao TRULÉ pela sua mais recente premiação a nível internacional, desta vez no Red Mood Internacional Puppet Festival of Small Forms (Moscovo), onde recebeu três prémios: o de Melhor Construtor; Melhor Marionetista; e Prémio do Público.

Nos assuntos antes da Ordem do Dia, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, deu conhecimento do ofício remetido recentemente pelo Ministro do Ambiente e à Câmara em que é solicitado um parecer sobre a agregação de sistemas multimunicipais de água e saneamento, no caso de Évora sobre a intenção de agregar o sistema das Águas do Centro Alentejo ao de Vale do Tejo.

A posição camarária de sair do sistema das Águas do Centro Alentejo já foi expressa em reuniões de Câmara e de Assembleia Municipal. O Presidente manifestou a vontade de auscultar todas as forças políticas sobre este assunto e já efetuou uma reunião com os municípios que concordaram em avaliar a referida temática para posteriormente tomarem posição comum.

Carlos Pinto de Sá comunicou também que existe uma proposta de investimento para um novo centro comercial na zona das Portas de Avis, que só é exequível se o Município ceder onerosamente terrenos para tal (em direito de superfície). Igualmente neste caso tenciona reunir com as outras forças políticas para apresentar a situação e procurar encontrar uma posição conjunta sobre a matéria.

O Presidente anunciou também que a cerimónia de inauguração da incubadora de base tecnológica Évora Tech será feita na manhã do dia 27 de novembro, nas instalações do NERE, seguindo-se depois a visita ao referido equipamento. Está já a ser acordada com o NERE e a ANJE a concertação da gestão dos vários equipamentos semelhantes para que sejam infraestruturas complementares e não concorrentes.

Salientou ainda que o sucesso na concretização da incubadora só foi possível com a colaboração da ADRAL e a disponibilidade, cooperação e empenho que o Presidente da CCDRA, António Dieb, demonstrou, permitindo ultrapassar as dificuldades existentes.

O programa de comemorações dos 28 anos da classificação de Évora como Património da Humanidade também foi mencionado pelo Presidente, convidando os vereadores a assistirem ao evento que terá lugar na última semana de novembro.

A participação de Évora no Congresso das Cidades Educadoras, que decorreu recentemente em Barcelona, foi abordada pela Vice- Presidente Élia Mira. A Divisão de Educação apresentou no congresso uma experiência que o Município de Évora desenvolveu nas Atividades de Enriquecimento Curricular para os alunos com necessidades educativas especiais, o que permitiu à autarquia falar das dificuldades que atravessa hoje o ensino especial e que aumentam de ano para ano.

Foi ainda aprovado por unanimidade a aceitação da doação de um conjunto de provas fotográficas ao Arquivo Fotográfico Municipal feita pelo arquiteto Luís Ucha. As provas são relativas ao Palácio dos Condes de Basto, antes e depois das obras de restauro da década de 1960 e 1970. Foi registada a aceitação, endereçando-se o devido agradecimento ao doador.

(Informação CME)

Revogação das subvenções vitalícias a ex-políticos...
Veremos como cada um irá votar

«A proposta que repunha o pagamento das subvenções dos ex-políticos, subscrita pelos deputados do PSD Couto dos Santos e José Lello do PS, foi retirada.» Do mal, o menos. Felizmente a pressão da opinião pública funcionou neste caso.

Entretanto, o PCP informou que irá apresentar uma proposta para revogação definitiva da atribuição destas subvenções vitalícias, mantendo-as apenas em casos de subsistência.
A nossa proposta vai no sentido de revogar todas as subvenções vitalícias que são pagas”, afirmou o deputado comunista João Oliveira aos jornalistas, depois do debate da proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015).

Como ouvimos há pouco na rádio a deputada do PS, Isabel Moreira, a reclamar contra o Bloco de Esquerda por «estar a ser demagógico e populista» por pedir apenas a confirmação em plenário da votação de ontem na comissão e não avançar qualquer proposta de «revogação do preceito orçamental relativo a subvenções anteriores a 2005», aguardemos para ver como irá votar a deputada Isabel e o seu partido, esta proposta do PCP.

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 22 Novembro 2014, pelas 11:30


Nicole, Simão & Susana
---
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
http://nestepais.wordpress.com/

CONVENÇÃO

reunião
onde os partidos se CONVENCEM
que
:
desta é que vai


Platero
(h)ortografias

Marcha Nacional pelo Emprego, Salários e Pensões, Direitos e Serviços Públicos, por uma política de esquerda e soberana

Partida - Rossio de S. Brás, 10h00
Chegada - Praça do Giraldo

20 Novembro 2014

Para memória futura daqueles que insistem que são todos iguais...

... Quando, afinal, há uns que se alternam há décadas no poder que são mais iguais que os outros.
PSD e PS aprovam fim da suspensão de subvenções vitalícias a antigos políticos

Com os votos favoráveis do PSD e do PS, os ex-titulares de cargos políticos voltam a ter direito a receber as subvenções vitalícias, mesmo nos casos em que os seus rendimentos superam os dois mil euros. A medida foi aprovada esta tarde, na sequência de uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2015 entregue pelos deputados Couto dos Santos (do PSD) e José Lello (do PS). O CDS-PP absteve-se e o PCP e o BE votaram contra.

Os dois partidos arrancaram o debate na especialidade do Orçamento do Estado com críticas acesas sobre o grau de austeridade que deve ser mantido no próximo ano. Mas chegaram ao fim do dia de acordo sobre a reposição de subvenções vitalícias acima dos dois mil euros para os políticos.

Na celebração dos 40 anos da revolução de 25 Abril 1974
BARRACAS OCUPAÇÃO, uma fábula teatral sobre a revolução portuguesa

Na sede do IMAGINÁRIO.
Novembro dias 20, 21, 22 às 22h e 23 às 16h.

Só este ano a Câmara de Évora já recolheu mais de 20 cavalos abandonados

Vereador da autarquia alentejana diz que é «muito frequente aparecer animais abandonados na via pública ou em terrenos públicos».

Nesta altura a Câmara de Évora tem à sua guarda 4 cavalos para adopção. Uma situação que, segundo o vereador João Rodrigues, é frequente. Este ano já foram recolhidos «bem mais de 20 animais».

Na maior parte dos casos não apareceu ninguém a reclamar a propriedade do animal, mas não tem sido difícil encontrar uma solução. João Rodrigues diz que «até aqui apareceram sempre interessados na adopção». Não foi necessário enviar nenhum animal para abate.

O vereador com o pelouro do Serviço Municipal Veterinário, garante que desde que o atual executivo tomou posse tem sido dada atenção a este assunto.

Admite, ainda assim, que «houve mais preocupação» depois do acidente que no dia de Natal do ano passado causou 4 mortos e 4 feridos graves. Nesse acidente esteve envolvido um cavalo cujo proprietário não foi encontrado


Notícia TSF, 20 Novembro 2014

R I T U A L

tenho a minha cama virada para norte
durmo bem
não tenho sonhos
tampouco pesadelos

no dia-a-dia
não cometo vilezas
nem pecados
que me perturbem o sono

não roubo
não violo
não estupro
não difamo

acordo bem disposto

antes de me levantar
confiro-me

normalmente estou certo

primeiro as extremidades
- mãos e pés
braços pernas

a cabeça - a caixa das ideias
dos circuitos elétricos internos
das sinapses
dos pensamentos
- porque passadas horas
sem pensar
nem sonhar
tudo deve estar a funcionar
ao ralenti

uma pilha de lanterna em repouso

o pescoço
o istmo que liga
a cabeça ao corpo
uma calha de tubos e de fios
que Da Vinci
sabia desenhar melhor
mais em pormenor
do que todas
as radiografias de hoje

hoje
doía-me ligeiramente
a ligação occipital

o tórax em baixo
- a sala das máquinas -
dos pulmões - câmaras de ar
de sermos bicicletas -

o coração
- pequeno instrumento
de pilhas dos sentimentos todos
onde se produz
mesmo que a dormir
o elixir
que nos faz bons
ou sacanas

no lugar do coração
um instrumento de pilhas
vejo assim sem emoção
misérias e maravilhas

ponho-lhe por cima a mão em concha
como se segurasse
um patinho do dia
sinto que se mexe
bate como um relógio de pulso

saúdo-o : olá rapaz
porta-te bem
ouviste

é pois assim
a minha meditação não existe

confiro-me
- estou todo
isso me basta para encarar um dia mais

que sei
- sem pensar nisso -
é sempre
um dia a menos

sento-me na cama
-virada a Norte
calço as meias

Platero
(h)ortografias

Encontro de Eleitos e Activistas da CDU
Palácio D. Manuel, 22 Novembro, 10:00

19 Novembro 2014

Dirigente do PODEMOS espanhol defende a restruturação da dívida

Nacho Alvarez, porta-voz do partido espanhol PODEMOS para as questões económicas, defendeu terça-feira, em Lisboa, a restruturação da dívida pública e o fim da austeridade imposta aos países afetados pela crise financeira.

Criticando as medidas de austeridade impostas pela "troika" (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, e União Europeia) aos países periféricos afetados pela crise económica e financeira desde 2008, o responsável do PODEMOS defendeu não só a reestruturação das dívidas pública e privada mas também «uma auditoria cidadã» sobre a questão.

Nacho Alvarez disse ainda que a nova formação política espanhola, liderada por Pablo Iglesias, defende também um aparelho produtivo «sustentável», uma nova política tributária, combate à corrupção e fraude fiscal e sobretudo o fim dos cortes salariais, que considerou estarem a destruir o Estado Social.

«Os cortes salarias não estão a servir para o que nos disseram que iam servir, nem em Portugal, nem em Espanha, nem na Grécia. Mesmo que possam influenciar muito pouco com as exportações - não há dúvida de que contribuem para afundar ainda mais as famílias», disse Alvarez na sessão organizada pelo Círculo PODEMOS-Lisboa e a Associação MOB, em Lisboa.

Ler notícia completa AQUI

Altos funcionários do Estado em prisão preventiva

Por decisão do juiz de instrução criminal, o diretor de Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Palos, foi mantido em prisão preventiva na sequência do escândalo de corrupção ligado à atribuição de “vistos dourados”. É a primeira vez que em Portugal é aplicada tal medida a um chefe de uma Polícia.

Juntamente com o diretor do SEF, foram constituídos arguidos 11 pessoas, entre elas o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, a secretária-geral do Ministério português da Justiça, Maria Antónia Anes e um empresário chinês do ramo imobiliário, Zhu Xiaodong. O diretor do SEF e a secretária-geral já pediram a demissão dos seus cargos. Dos 11 detidos no âmbito deste processo, 5 ficaram em prisão preventiva, decretada ontem (18) à noite.

Justa homenagem a um grande senhor do fado e da canção portuguesa


O fadista Carlos do Carmo recebe hoje o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, no Nevada. O reconhecimento internacional de uma grande voz de Portugal.

Exposição de pintura no Palácio D. Manuel
19 de Novembro a 6 de Dezembro

A EXPLICAÇÃO DO AUSTERO

o representante do FMI para PORTUGAL

é um senhor chamado SUBIR ALL (sic)

meio-português-meio inglês

que daria para traduzir como: SUBIR TUDO

DÁ OU NÃO PARA EXPLICAR?

Platero
(h)ortografias

Tóquim Barreto!
(Évora na “fórmula” 1)

©Joaquim Palminha Silva

            Os valores são parte da matéria-prima da sociologia, porque integram a própria natureza humana e, como tudo o que diz respeito ao Homem, podem mudar…para melhor. Nesta ordem de ideias, o conceito de heroísmo pode mudar de direcção, e tomar um caminho de paz!

            No dia 7 de Dezembro de 1954 (faz 60 anos!), a cidade de Évora acordou para homenagear um novo tipo de herói. Não se tratava de um guerreiro, de um general medalhado e sisudo, o herói que a cidade festejava era um jovem, chamava-se António Joaquim Borges Barreto, tinha 23 anos de idade e vencera a «VI Grande Volta a Portugal em Automóvel», ao volante de um porsche e percorrendo um total de 2.021 quilómetros.

            Nesse dia 7/12/1954 a sua chegada a Évora, Porta de Alconchel, foi uma apoteose: Tóquim Barreto, como carinhosamente lhe chamava a juventude da cidade, era aguardado por centenas de desportistas locais e população e, sobretudo, emoldurado pelos acordes esfusiantes da banda dos «Amadores Eborenses», que o esperava cerimoniosamente, dando ao conjunto um enquadramento que só recuando no remoto tempo (século XVI!) conseguimos encontrar algumas semelhanças. Levado em triunfo até ao Governo Civil, aí foi publica e institucionalmente felicitado.

            Tóquim Barreto iniciou a sua actividade desportiva no «Sport Lisboa e Évora» na modalidade de badminton, destacando-se desde logo como campeão nacional (1953). Aos 18 anos de idade teve a sua «carta de condução» (facto raro na época). Filho de família abastada, adquiriu o seu primeiro automóvel, um Porsche, e com ele habilitou-se a uma séria e dura prova automobilística (chuvas, ventos, neves e lamas), com alguns troços de estrada muito perigosos. Disputou o 1º lugar com os grandes favoritos da época: Ernesto Martorell, D. Fernando de Mascarenhas, José Manuel Águia Pina e o experiente campeão nacional Filipe Nogueira. A cidade seguiu a prova pela rádio, foi, pois, aos microfones da então «Emissora Nacional» onde colheu a notícia de que Tóquim Barreto vencera a prova máxima do desporto automóvel em Portugal.

            Em 1955, no «V Grande Prémio de Portugal», Borges Barreto, como lhe chamava a imprensa desportiva, foi o único português a chegar ao fim da prova e, apesar de uma avaria mecânica na máquina, “fez figura” entre veteranos estrangeiros, com carros mais potentes e afinados que o seu Ferrari. Escreveu então o Jornal de Notícias (27/6/1955): «E assim o jovem piloto, ao ser envolvido por uma avalanche de gente, foi alvo duma manifestação do género das que se fazem aos campeões e vencedores». Em Setembro deste mesmo ano, no «Grande Prémio de Lisboa (Monsanto)», Tóquim Barreto completa 53 voltas ao circuito, desistindo por lhe saltar uma roda quando ia a 140 km/h, mesmo frente às tribunas, demonstrando perícia e sangue frio surpreendentes, dominando o carro e evitando desastre de maiores proporções, o que lhe valeu as felicitações dos organizadores da prova.

            Em 1956, no «Grande Prémio do Porto», Tóquim Barreto, que sofreu uma derrapagem perigosa, alcançou apenas o 4º lugar, mas distinguiu-se sobre todos como verdadeiro e fraterno desportista. Nesta prova, saiu ferido o piloto veterano Filipe Nogueira. Na prosa d’O Primeiro de Janeiro (17/6/1956), eis como ficou impresso o comportamento do herói da juventude eborense: «Concluída a corrida […], saltando do carro e correndo como um gamo, Borges Barreto, o nosso melhor representante, dirigiu-se para o lado do Castelo do Queijo, onde tomou lugar num automóvel particular, a fim de ir ao Hospital informar-se do estado de Filipe Nogueira. Belo gesto de camaradagem…». Poderemos dizer que um verdadeiro espírito olímpico habitava  Tóquim Barreto!

            Em Setembro de 1957 encontramos Tóquim Barreto a correr com para a marca Ferrari, nas «5 horas de Messina» (Itália), perigosa prova nocturna, alcançando um honroso 3º lugar e a «Taça dos Novos», com um “Ferrari 750 Monza”. Sobre esta prova, e entrevistado pelo jornal Mundo Desportivo, Tóquim Barreto, conservando memória emocionada do momento, disse: «Depois da corrida, subiram a bandeira americana e tocaram o hino respectivo. Depois o italiano… Quando vi subir a nossa bandeira e começaram a tocar a “Portuguesa”, não consegui dominar a comoção e chorei, chorei como uma criança! Era Portugal que transbordava do meu coração!».

            A Ferrari, após aturado exame às qualidades do piloto eborense, contrata-o (1957) para participar em nome da marca na “prova das provas”, nas célebres e temíveis «24 horas de Le Mans», a realizar no mês de Junho, ao volante de um Ferrari, baptizado «Testarossa», veículo que desenvolvia 195 CV. a 6.500 r.p.m., e apresentava as quatro rodas todas independentes.  E foi assim que o Tóquim Barreto dos eborenses, para esta prova de gabarito internacional, só possível para experimentados pilotos, sem talvez se aperceber do feito, acabava “forçando” Portugal, pela primeira vez, a entrar na competição maior da modalidade, a «Fórmula 1»!


O raro e impressionante cortejo fúnebre de Tóquim Barreto, destacando-se na multidão conjuntos de jovens e agremiações desportivas da cidade e do País.

            Tóquim Barreto cultivava o sentimento da gratidão e do respeito pela experiência, adquirida pelos mais velhos, pelo que escolheu para seu co-piloto o veterano Filipe Nogeira. Tudo corria bem quando súbito, a 30 de Maio de 1957, António Joaquim Borges Barreto, em plena prova do «Grande Prémio de Saint-Étienne», numa curva denominada «maison rouge», é vítima de um aparatoso acidente que lhe causa morte imediata!

            O bólide do veterano Piero Carini despistou-se a 200 km/h., mudou de direcção, saltou a pequena vedação construída pela dividir a pista a estrada ao meio, e foi apanhar de frente, em cheio, o carro de Tóquim Barreto… que ficou partido em dois! Ambos os corpos dos corredores ficaram dilacerados…

            A notícia da tragédia chegou breve à cidade que, consternada, parecia não querer acreditar no fim de uma tão gloriosa corrida rumo à vitória. A chegada dos restos mortais do piloto a Évora e o seu cortejo fúnebre para o Cemitério dos Remédios, constituíram uma das maiores manifestações de espontâneo carinho popular de que h+a memória. O recorte das suas qualidades de homem e de desportista é-nos dado por um texto da revista Flama (30/5/1958), um ano após o seu falecimento: «Homem de boa formação moral, nunca se deixou vencer pela obsessão do prémio, o que criou à volta do malogrado campeão extraordinária simpatia, à qual sempre soube corresponder e de que nunca se julgava merecedor. Modesto por natureza, repugnava-lhe a vaidade. Não foi um “aventureiro” da estrada. Tudo era feito com ponderação e respeito absoluto pelas regras do trânsito e pelo seu semelhante».

18 Novembro 2014

Município de Évora aposta na limpeza e imagem da cidade


Évora – Património Mundial é cada vez mais um destino para milhares de turistas nacionais e estrangeiros que nela procuram a sua riqueza histórica, beleza patrimonial, o cruzamento entre o monumental, o casario e a natureza mas, sobretudo, a sua limpeza, um dos predicados mais apreciados pelos visitantes. Por isso a limpeza de Évora é uma missão na qual a Câmara Municipal aposta forte, pela imagem da cidade e pelo bem-estar dos seus habitantes.

(Informação CME)

Por agora, vaga preenchida...

“Onde é que eu já vi isto, perguntou ele”
Última semana em cena no Teatro Garcia de Resende

Cendrev apresenta a sua última criação, Onde é que eu já vi isto, perguntou ele, de Rui Pina Coelho, até dia 23 de Novembro no Teatro Garcia de Resende. Depois desta temporada em Évora o espectáculo segue para Espanha onde será apresentado, no âmbito do Circuito Ibérico de Artes Cénicas recentemente criado por um conjunto de companhias portuguesas e espanholas, no dia 27 no Teatro Alkázar em Plasencia e no dia 28 no Teatro Guirigai em Los Santos de Maimona (Zafra), no regresso a Portugal será apresentado, nos dias 5 e 6 de Dezembro no Teatro Mascarenhas Gregório em Silves. Esta produção do Cendrev voltará aos palcos portugueses e espanhóis a partir de Fevereiro do próximo ano.

Rui Pina Coelho refere-se ao texto que escreveu, nos seguintes termos: … é claro que a história recente do Cendrev e o seu digno exemplo de resistência e verticalidade face aos brutos e cegos cortes à actividade cultural é a estrutura dominante da peça. Onde é que eu já vi isto, perguntou ele é, portanto, um texto sobre o trabalho e sobre a opressão que o capital exerce sobre os indivíduos. É um texto sobre arte, sobre marxismo e sobre resistência cívica. Mas é, sobretudo, uma homenagem ao Cendrev e aos heróis da história do teatro. É um texto que só existe porque existem o José Russo, a Ana Meira e o Rui Nuno – actores de generosidade inesgotável. Velhos amigos. Camaradas preciosos. E isso é, para mim, de uma importância extrema. Porque não há no teatro nada que não seja sentimental.

Onde é que eu já vi isto, perguntou ele ficará em cena no Teatro Garcia de Resende até ao próximo dia 23, de quarta a sábado às 21h30 e no domingo às 16 horas.

Marcações e reservas através do telefone 266703112.

Dois exemplos da sacrossanta gestão privada…
Ou como actuam os “donos disto tudo”

1. A RioForte, uma das principais empresas do Grupo Espírito Santo (GES), recusou colaborar com a comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES:

«A empresa do GES sediada no Luxemburgo, na qual a PT aplicou cerca de 900 milhões de euros em papel comercial, diz que só entrega informação com intimação legal.
A resposta da RioForte chegou ontem à comissão de inquérito e deixou os deputados estupefactos. Perante o conjunto de documentos solicitados pelos deputados, entre os quais as atas das reuniões da administração e as contas da empresa, a RioForte não manifestou grande disponibilidade em colaborar com a comissão de inquérito.
»

2. REN e Galp recusam-se a pagar a contribuição extraordinária do sector energético:

«Empresa presidida por Rui Vilar continua a avaliar a legalidade da medida do Governo. A Galp, liderada por Ferreira de Oliveira, já tem a certeza que a medida é ilegal. »

Um simples cidadão paga primeiro, para poder ter o “direito” de contestar. Se não pagar sujeita-se a ver o seu património penhorado e vendido em hasta pública. Isto quando o imposto não lhe é sacado imediatamente no recibo de vencimento.
Pelos vistos com as grandes empresas não é assim. Parece que estas têm o direito de “não pagar” e deixar arrastar os processos para a justiça, jogando com a impunidade e os conhecidos atrasos do sistema judicial.

Contribuição extraordinária de solidariedade, sobretaxa no IRS, cortes salariais extraordinariamente ordinários, e outros impostos que incidam sobre os rendimentos do trabalho são aceitáveis, legais e de cobrança imediata.
Contribuições extraordinárias sobre os rendimentos do capital ou das grandes empresas, alto lá…. que aos “donos disto tudo” não se podem imputar os sacrifícios que se exigem aos restantes portugueses.

À ESCALA UNIVERSAL DA VIDA

NÃO CHEGAMOS
A
FORMIGAS


Platero
(h)ortografias

Já lá vão 92 anos e... ainda não percebemos

17 Novembro 2014

A pitonisa do regime...

«De acordo com o jornal Público, a empresa de consultoria e gestão de empresas "JMF - Projects & Business", sediada em Lisboa, é abrangida na Operação Labirinto, e tem como sócios Marques Mendes, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, Jaime Gomes e Ana Luísa Figueiredo, filha do presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, que foi detido na sequência de buscas efetuadas na quinta-feira no Ministério da Justiça.

Na sua intervenção, em resposta à jornalista Maria João Ruela, Luís Marques Mendes explicou ter entrado nesta empresa "com mais três pessoas depois de ter deixado a vida política ativa", mas sublinhou que nunca exerceu "qualquer cargo" e "por razões da vida" acabou "por não prestar qualquer atividade profissional a esta sociedade".
»

O negócio da “Dívida Pública”

A dívida pública portuguesa (em milhões de euros);
2011 - 174.895
2012 - 196.146
2013 - 207.624

Juros pagos pelos contribuintes portugueses (em milhões de euros);
2011 - 6.881
2012 - 7.523
2013 - 7.276
Total = 21.680

Só nos últimos três anos, os contribuintes foram obrigados a pagar 21.680 milhões de euros pelos juros pela dívida pública portuguesa. Apesar disso, a dívida cresceu 32.729 milhões de euros, passando de 174.895 M€ para 207.624 M€. Ou seja, quanto mais se paga mais se deve.

Como se sabe o BCE impõe que os estados se financiem junto da banca privada; por sua vez esta financia-se no BCE a 0,75% de juro, e empresta aos estados a um juro que depende tanto da especulação como de estratégias dos países dominantes. A Alemanha obtém juros a 0,5 ou a 1%, mas Portugal como muitos outros países obtêm a 5, 6, 7% e mesmo mais.

Se Portugal tivesse de pagar os juros da Dívida segundo a taxa de juro cobrada pelo BCE à banca privada (cerca de 0,75%), teria de pagar nos últimos três anos apenas 4.340 milhões de euros (menos 17.340 M€).

Em suma:

A dívida pública portuguesa tem sido um negócio altamente lucrativo para a banca, para os fundos especulativos e para muitos governos da União Europeia. E tudo isto tem sido pago quase exclusivamente à custa dos rendimentos do trabalho dos portugueses.

Pela via da dívida a troika impõe condições equivalentes à submissão dos povos por meios militares, obrigando as pessoas a perderem direitos, entregar partes crescentes do seu rendimento para alimentar a especulação e entregar ao desbarato património e serviços públicos.

Orçamento de esbulho

O Orçamento de Estado de 2015 (OE 2015) é um documento incompreensível para a maioria dos cidadãos.

E opaco. Mas o pouco que se lhe adivinha é trágico: garante negócios milionários às empresas do regime, banca e construtores, e vem introduzir ainda mais alterações a um sistema fiscal hipercomplexo em constante mudança.

Uma das maiores despesas será com juros da dívida pública, mais de 8 mil milhões, que consomem 60% da coleta do IRS! O estado gasta em juros mais do que gasta com todo o sistema de educação (7,7 mil milhões). Um absurdo! Esta situação, crónica, provoca uma sangria nas finanças públicas que urge estancar de uma vez por todas. De novo, irão ainda ser beneficiados pelo OE 2015 os detentores das parcerias público-privadas. Está prevista uma dotação superior a 2 mil milhões, para garantir aos concessionários privados rentabilidades obscenas, da ordem dos vinte por cento e mais. E a distribuição de milhões pelos grandes grupos económicos é interminável. Encontram-se ainda aspetos até bizarros neste orçamento, como a assunção pelo estado de "responsabilidades contingentes" de 3,5 mil milhões no Novo Banco. Há também dotações ao Fundo de Resolução bancário de 300 milhões, que supostamente deveriam ser assumidos pela banca. E temos "funções diversas não especificadas" (540 milhões), uma espécie de saco azul legalizado.

Para garantir este despautério, os trabalhadores por conta de outrem continuarão a ser penalizados com uma sobretaxa no IRS, as pequenas e médias empresas a pagar IRC que lhes consome os poucos lucros que auferem ou até a pagar impostos quando têm prejuízos, através do Pagamento Especial por Conta; os consumidores continuarão a pagar um IVA dos mais pesados da Europa. E os benefícios fiscais, esses, ficarão para as grandes Sociedades Gestoras de Participações Sociais e para os grandes promotores imobiliários que titulam as suas propriedades em fundos de investimento isentos de IMI.

O OE 2015, à semelhança dos anteriores, é um instrumento de esbulho aos contribuintes; através do qual os atores políticos vão distribuindo os recursos pelos grupos económicos que capturaram a política e, através desta, as finanças públicas.

Paulo Morais
Correio da Manhã, 15.11.2014

P O D A R (passe a METÁFORA)

podar é suprimir ramos de árvores
com vista a melhorar
as sua funções vegetativas
:
crescer de forma harmoniosa
dar frutos onde crescem as sementes
- essenciais ao nosso
equilíbrio alimentar

podar é educar as árvores
suprimir-lhes ramos secos ou doentes
como nós cortamos as unhas
o cabelo

libertá-las
de rebentos que se cruzam
de vergônteas ou ramos-ladrões
que lhes roubam a seiva e o vigor

mais e melhores frutos dão as árvores
se as podamos

aprendamos pois
a usar a tesoura e o serrote
a escada ou o escadote

e em benefício das árvores
e nós próprios

PODEMOS

podar é fácil
todos nós
PODEMOS

Platero
(h)ortografias

16 Novembro 2014

Um pensamento muito actual, escrito há mais de 200 anos...

ALTERNE

QUARTO
de casa-de-passe
que o é

não tem chuveiro
nem W. C.

só tem
Bidé

Platero
(h)ortografias

Bella Ciao


15 Novembro 2014

O pântano em que isto se tornou...

HENRICARTOON
por Henrique Monteiro, em 14.11.14

NA MORTE DE MANOEL DE BARROS

dos que estavam
”atravancando o meu caminho”
nenhum teve asas
para me acompanhar
ao infinito

não me lamento
- nem um ai
nem um grito

sou um pé-de-vento

vou melhor
sózinho


Platero
(h)ortografias

Fundação Eugénio de Almeida

            Inaugura a «Fundação Eugénio de Almeida» (FEA) uma exposição sobre um aturado trabalho de salvaguarda e recuperação de património sacro, pertença da Arquidiocese de Évora. Mas a mesma FEA (insondável mistério), há poucos anos, praticou uma visível violação do «Plano de Urbanização de Évora», como as fotos testemunham (Art.º 14º e Art.º 15º do citado «Plano…»), sendo a foto da esquerda prova da situação de conjunto do alpendre original, e a da direita a sua substituição por uma pala em betão, gritantemente absurda no espaço envolvente!

            Infelizmente, há mais uns quantos disparates praticados pelos responsáveis pelas obras de recuperação em edifícios propriedade FEA, localizados na urbe histórica. Convém, contudo, recordar que (inexplicavelmente) parte das obras beneficiaram de pareceres favoráveis da anterior gestão política autárquica, da anterior direcção do IGESPAR, bem como opinião favorável da anterior composição da Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, organismo de carácter consultivo de âmbito municipal.

            Entretanto, nada foi corrigido, apesar de opiniões abalizadas (por exemplo Arq.º João Paulo Ferreira), da própria opinião pública e de personalidades ligadas à defesa do património eborense. Há, pois, na recuperação e exibição com visita guiada das «casas pintadas», e com esta exposição sobre arte sacra e profana no seu espaço de mostras/antigo palácio da Inquisição (um dos que sofreu modificações estapafúrdias), uma espécie de «fuga para a frente» ou, dito de outro modo: - A FEA é entidade soberana (monarquismo absoluto?) e, portanto, não carece que fiscalização, vigilância e/ou reparos por parte das instituições locais de Estado …

            Enfim, no melhor pano caiu a nódoa… Há, efectivamente, um insólito e doentio mistério no procedimento desigual, contraditório, da FEA…

14 Novembro 2014

Câmara de Évora empenhada na revalorização das freguesias

A Câmara Municipal de Évora tem vindo a desenvolver um trabalho de revalorização das freguesias, que, entre outros aspetos, inclui o pagamento das dívidas relativas a anos anteriores, e pela criação do Gabinete de Apoio às Freguesias.

Neste sentido, este mês de novembro foram já transferidas para as Freguesias verbas no valor de mais de 440 mil euros, referentes ao ano de 2013, tendo sido também aprovadas por unanimidade em Reunião de Câmara de 30 de outubro, as propostas de Contratos Interadministrativos e Acordos de Execução de delegação de competências com as Uniões/ Juntas de Freguesia.

Apostar na descentralização – tendo em conta o novo quadro legal – em colaboração ativa com as freguesias é uma das linhas de atuação camarárias, que está também plasmada nas Opções do Plano e do Orçamento para 2015, procurando assim retomar o diálogo e a parceria com este nível mais descentralizado das autarquias, assegurando reuniões regulares e tratamento igual.

O Município de Évora tem vindo a introduzir princípios e regras de funcionamento para garantir a transparência nas relações institucionais como, por exemplo, o princípio de que a variação global da verba a atribuir as freguesias acompanhará a variação das verbas recebidas pelo Município do Orçamento de Estado. Em 2015, a Câmara aumentará as transferências em 5% e procurará criar uma base objetiva de atribuição de verbas inscritas nos Acordos de Execução, em função das competências efetivamente exercidas. Competências que incidem, principalmente, na limpeza e conservação de caminhos, bermas e valetas, gestão de alguns cemitérios, pequenas reparações nas escolas, entre outras.

Para além da descentralização, este esforço pretende valorizar o papel de proximidade das freguesias com as populações, uma vez que estruturas dotadas de competências e recursos adequados são garante de desenvolvimento do território, mais preparadas para intervir no contexto de desertificação de que estão a ser alvo.

Neste quadro, foi também recentemente constituído o Gabinete de Apoio às Freguesias que pretende não só qualificar a resposta prestada pelo município, no âmbito das suas competências e atribuições, mas visa também potenciar o trabalho de proximidade, integrado e concertado com as dinâmicas sociais, culturais e económicas das freguesias, promotoras de um desenvolvimento local sustentado e participado.

(Informação CME)

Comício do PCP em Évora

Um sistema de favores fiscais transformado num esquema de corrupção ao mais alto nível da administração?


(Manchete Correio da Manhã, 14 Novembro 2014)

Festa-convívio de apresentação do núcleo de Évora da Associação José Afonso

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 15 de Novembro de 2014, pelas 11:30


Bru Junça & Cristina Rebocho
--
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
http://nestepais.wordpress.com/

Esta noite no ARMAZÉM 8

TRIBUTO A O´NEIL

tem tudo quanto quer
- bem mais do que precisa-

não deixa é de limpar
os beiços
à manga da camisa

Platero
(h)ortografias

13 Novembro 2014

Parou a degradação, agora é preciso começar a inverter a situação...

Este executivo parou a degradação que estava a tomar conta da cidade, agora, um ano após a tomada de posse, é preciso começar a inverter a situação. Todos sabemos que será lenta! Mas todos os passos contarão para isso.

Da parte do executivo é necessário consolidar as contas, mas não a todo o custo, ir diminuindo as despesas flutuantes e ir pagando as dívidas. Negociar a saída das águas do Alentejo, reprogramar o abastecimento de água e ir pagando essa dívida nos próximos anos.

Estabilizar também o corpo de trabalhadores da autarquia, não colocar nem mais um quadro técnico superior, destacar o pessoal para onde faz falta, para as ruas, para as obras, para varrer, limpar, etc. e tirá-los dos gabinetes, ou seja utilizar prata da casa!

Continuar a promover a limpeza, reparação e manutenção das calçadas e do espaço público.

Não ceder à tentação e não licenciar nem mais um lote para construção urbana, a cidade já cresceu demais e desorganizadamente!

Promover com os empresários e com os senhorios e demais associações cívicas, formas de trabalhar em conjunto para incentivar, apoiar e promover a reabilitação do centro histórico e ir puxando as pessoas para o centro!

Fiscalizar os locais de diversão nocturna e encerrar os que não cumpram com a lei da segurança e higiene e barulho. Não autorizar nem mais uma festa académica dentro do centro histórico como tem vindo a acontecer!

Criar condições para puxar os turistas para Évora, levando-os a ficar mais tempo e criando condições para os jubilados de classe média alta que estão a sair das grandes cidades venham para Évora, assim como jovens casais.

Promover a instalação de empresas através de condições favoráveis, como alugueres por vários anos a preços simbólicos, tipo 1 euro por mês de renda em contractos durante vários anos, após os quais o terreno poderá de futuro regressar ao domínio municipal, a fim de criar emprego.

Resolver a questão do aeródromo, se não for possível metê-lo a funcionar, então encerrá-lo de vez, que deixa de ser uma fonte de despesa ou então concessioná-lo para privados.

Trazer para o centro os serviços da câmara que estão a pagar renda avultada no PITE, o que parece já estar a ser planeado para avançar!

Criar passadeiras e possibilidade de circulação de peões da cidade para o PITE!

Reparar os actuais parques de estacionamento em redor das muralhas e torná-los gratuitos. Criar mais parques de estacionamento em redor das muralhas com condições e torná-los gratuitos.

Encerrar progressivamente o centro histórico ao trânsito e ir criando vias completamente pedonais.

Aumentar a área da ecopista alargando-a nas suas extremidades, quer no sentido norte-sul e sul-norte.

Decidir o que fazer com o Fórum Évora, que o mais certo é ser demolido então que o seja.

Decidir o que fazer com o empreendimento urbanístico parado junto aos agostinhos, não o demolindo mas criando condições para ele passar para mãos de outros que o terminem.

Decidir o que fazer com o Centro Comercial Eborim, proibindo logo à partida a especulação imobiliária que ali se esperava, criando condições para passar de mãos para alguém que o reabra e lá instale lojas e cinema para voltar a ser o que era.

O mesmo para o centro comercial da vista alegre!

Não estamos em época de construir, há que aproveitar o que já existe!

Há muita coisa por fazer e muito disto não requer por vezes dinheiro mas sim imaginação e vontade de fazer!

13 NOVEMBRO, 2014 19:37

MP investiga marido da ministra das Finanças por ameaças a jornalista

O marido da ministra das Finanças foi alvo de uma queixa no Ministério Público por ameaças e pressões a um jornalista do Diário Económico. Numa troca de sms de 22 de Setembro a que o i teve acesso, António Albuquerque reagiu a um artigo de opinião de Filipe Alves dizendo que o jornalista é "um ser sem coluna" e "um calhau". A conversa acabou por assumir um tom mais grave e António Albuquerque, ex-editor executivo daquele jornal, chegou mesmo a fazer algumas ameaças: "Tira a minha mulher da equação se não vou-te aos cornos" ou "Não sabes quem é que eu sou. Metes a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital".

Notícia I, 12 Novembro 2014

Concerto: Dois ou Três nas Cordas (guitarra acústica)
CASA DA ZORRA | 15 de Novembro pelas 22:00

ONDE É QUE EU JÁ VI ISTO, PERGUNTOU ELE
No Teatro Garcia de Resende até dia 23

O Cendrev apresenta a sua última produção de quarta a sábado às 21h30 e aos domingos às 16 horas, até dia 23 de Novembro, no Teatro Garcia de Resende em Évora.

Onde é que eu já vi isto, perguntou ele” de Rui Pina Coelho, é uma peça que fala sobre o trabalho, o desemprego, a emigração, o crescer, a amizade, os sonhos, as frustrações – ou seja, sobre a violência sistémica exercida sobre cada um de nós pelas instituições do poder de forma anónima, recorrente e contínua.

Tenho tentado que os textos que vou escrevendo sejam uma coisa ruminante. Que mastiguem uma e outra vez os mesmos assuntos. Que façam parte de uma mesma coisa, de uma mesma inquietação.

Cada projecto artístico é sempre um novo desafio, neste caso a aventura foi ainda mais fascinante por se tratar de um texto construído especialmente para o Cendrev e em particular para os actores que participam no espectáculo: Rui Nuno, Ana Meira e José Russo que também é responsável pela encenação. A cenografia e figurinos são de Rita Abreu, a iluminação de Pedro Bilou, a direcção técnica e operação são de António Rebocho e a maquinaria de Tomé Baixinho.

Marcações e reservas através do telefone 266703112.

O ATLETA

mesmo o que chega
Sempre
em primeiro lugar
à meta

não escapa
a fazer parte
do intemporal

"POEMA
EM LINHA RETA"

Platero
(h)ortografias

Francisco José!
(cantor romântico sem medo)

            Que Évora a da nossa juventude! Inçada de medos, proibições, “pides” e bufos por uma pá velha, mas com uns serões, mais subversivamente culturais e “progressistas” do que conspirativamente revolucionários, passados nas salas do «Joaquim António d’Aguiar» (Sociedade Operária de Instrução e Recreio, saiba-se)… Enfim, todo um quadro provinciano de pasmaceira e angústia sorna, a moer-nos a alma e a paciência, há 50 anos atrás.

            Súbito, numa noite amena de meados de Junho de 1964, após as 21 horas, uma voz viril de cantor romântico, de dicção correcta, rompe da televisão: - Era o Francisco José!

            Há uns anos residindo no Brasil (Rio de Janeiro), o eborense conseguiu calar as vozes dos barulhentos do costume e, como se fosse um momento religioso, todos descemos à sala da televisão para ouvir e ver o nosso conterrâneo.

            Há momentos na vida quotidiana em que ficamos paralisados de assombro, sem sabermos explicar, se mais tarde perguntados, donde nos veio essa sensação de premonição, como que beijados pelas asas de um anjo inspirador que nos leva para lá da realidade… Um desses momentos, que de tão remoto passado a memória quase esquece, aconteceu naquele serão, pois pressentíamos que algo ia acontecer. É impossível descrever-lhe todas as linhas, como é impossível descrever, subsidiário desse breve tempo, a arquitectura melódica do nosso juvenil entusiasmo e desafio, no dia seguinte, olhando «pides», «autoridades» locais da ditadura e tutti quanti… Ainda havia quem não se deixasse aborregar, e esse alguém era um eborense…

            Nesse programa de TV, o último transmitido em directo, Francisco José interrompeu, sem mais nem menos, a sua actuação musical para exercer um direito cívico que era proibido exercer: o direito à opinião livre e à crítica ao Poder!

            Para surpresa de milhões de telespectadores, o eborense denunciou a descriminação que a televisão portuguesa praticava com os artistas nacionais. Entretanto, recusando obedecer às ordens e sinais que lhe faziam detrás das câmaras, no estúdio, para se calar, continuou a falar dizendo isso mesmo aos telespectadores, que o queriam calar que iam cortar a emissão, que havia censura, etc.. Por fim, surge a publicidade no pequeno ecrã. Tudo estava terminado. 

            Mais tarde acabou por ser “ouvido” pela polícia política, que lhe apreendeu o passaporte e lhe fixou residência, acusando-o de ter sido porta-voz das reivindicações de todos os artistas silenciados. Respondeu então em tribunal por «injúrias e difamações» e ficou proibido de aparecer na RTP. Uma vez na posse do passaporte, regressou ao Brasil, onde continuou a sua carreira, desta vez além de ser a «voz do coração», Francisco José era também a voz da consciência cívica, crescendo em número os seus admiradores e admiradoras.

            Após a queda da ditadura (25 de Abril de 1974), Francisco José regressou à Pátria, fixando-se em Lisboa. Senhor de uma simpatia contagiante o cantor romântico de «Ai se os meus olhos falassem», «Estrela da minha vida», canção que dedicou a sua mãe, «Sinal da Cruz», «Teus olhos castanhos», «Eu não sei que tenho em Évora…», desde o dia em que sem se aperceber iniciou a sua estreia, numa festa de finalistas do Liceu André de Gouveia, ainda hoje tem um lugar especial na memória dos eborenses…

12 Novembro 2014

CDU Évora com balanço positivo no primeiro ano de mandato

Eleitos e activistas da CDU do concelho de Évora reuniram-se, dia 25 de Outubro, para fazer o balanço do primeiro ano de mandato após a reconquista da Câmara de Évora. As dezenas a participantes foram unânimes em considerar positivo o primeiro ano de mandato, realçando que apesar da dívida deixada pelo PS, superior a 80 milhões de euros, foi possível realizar trabalho com o grande contributo dos trabalhadores da autarquia e com uma boa articulação com as Juntas de Freguesia e a Assembleia Municipal.

Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal, referiu que apesar da situação, globalmente difícil, herdada da gestão do PS o aumento da dívida foi controlado e o prazo médio de pagamento a fornecedores foi reduzido de 867 para 550 dias. A higiene e limpeza foi uma prioritária, assim como o processo de reorganização de serviços em curso alterou a vida na autarquia. A motivação dos trabalhadores e o contacto directo com a população através de visitas regulares dos eleitos da Câmara Municipal às freguesias tem identificado os problemas e procurado a sua resolução, com uma grande participação dos munícipes. Foi também retomada a relação com as associações e promovida a revitalização do centro histórico, património mundial

Os participantes analisaram o brutal ataque ao Poder Local dirigido pelo governo PSD/CDS, com a cumplicidade do PS, visando, entre outras coisas, a municipalização com vista à sua privatização, de serviços como a segurança social, a educação e a saúde. Consideraram que só a luta conjunta do PCP e de outros democratas e patriotas pode combater esta política de direita e concretizar uma política patriótica e de esquerda para o nosso país.

LINGUAJAR

PA-NA-CEIA - se for à noite

já se for à tarde é PA-NA-JANTAR

Platero
(h)ortografias

28.º Aniversário da classificação de Évora como Património da Humanidade

PROGRAMAÇÃO

Dia 24 de Novembro - 21h30 - Teatro Garcia de Resende
Concerto do 28.º Aniversário da Classificação de Évora Património da Humanidade
Cante - Grupo “Cantares de Évora” | Fado - Duarte | Flamenco - Pilar Boyero
Organização: Câmara Municipal de Évora
Apoios: Ayuntamiento de Cáceres e Cendrev
Entrada Gratuita


Dia 25 de Novembro
18h00 - Salão Nobre dos Paços do Concelho
Sessão Solene das Comemorações do 28.º Aniversário da Classificação de Évora como Património Mundial pela UNESCO
Intervenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Évora
Orador Convidado: Dr. Filipe Marchand

Leitura de um texto original do poeta Eborense Manuel Gusmão, pelo ator Rui Nuno

Recital de Música e Canto
Helena Raposo, alaúde | Mara, voz | Joana Godinho, soprano

19h00 - Hall dos Paços do Concelho
Inauguração da Exposição no Black-Box

19h15 - Arcadas da Praça do Giraldo
Animação Cénica de Luz e Som
Organização: Câmara Municipal de Évora

11 Novembro 2014

"Basta! Estou Farto!"

Aposentei-me após 42 anos de serviço efectivo, com uma pensão que me permitia enfrentar o futuro com confiança. Contudo, os governos foram tomando medidas gravosas para os portugueses, que vão empurrando os mais desfavorecidos para o abismo. Também eu sinto que estou lá perto e, por isso, chegou a altura de dizer BASTA, porque:

ESTOU FARTO de políticos mentirosos que na oposição prometem tudo e que no Governo nada fazem.

ESTOU FARTO de políticos despudorados que concorrem a eleições com um programa e que, quando eleitos, o rasgam sem ponta de vergonha.

ESTOU FARTO de políticos autistas que não percebem que a elevada abstenção representa um não ao actual sistema político.

ESTOU FARTO de políticos malabaristas que jogam com números já hoje duvidosos e amanhã falsos, tentando fazer de nós estúpidos e ineptos.

ESTOU FARTO da promiscuidade entre políticos e poderes financeiro e empresarial.

ESTOU FARTO de ministros que são nomeados e que depois se volatilizam, tal como o dinheiro dos contribuintes que o Estado coloca nos bancos falidos.

ESTOU FARTO de pagar mais impostos, ver a pensão reduzida e a dívida a aumentar.

ESTOU FARTO de ouvir dizer que o problema são os juros da dívida e não ver coragem para negociar a sua reestruturação.

ESTOU FARTO de banqueiros e de presidentes de empresas com prejuízo receberem milhões de indemnização e definirem para si próprios reformas obscenas.

ESTOU FARTO de bancos e empresas com conselhos de administração de 20 membros a ganharem quantias exorbitantes.

ESTOU FARTO de uma AR cujos deputados passam parte do tempo a trabalhar para empresas privadas.

ESTOU FARTO das juventudes partidárias que só produzem políticos incultos, arrogantes e inexperientes.

ESTOU FARTO de ex-ministros muito críticos, esquecidos de que já tiveram o poder e não resolveram os problemas do País.

ESTOU FARTO dos reguladores que não regulam nada e no final ainda são promovidos.

ESTOU FARTO de uma classe dirigente com salários muito superiores aos dos seus colegas europeus, enquanto o salário mínimo nacional está muito abaixo da média europeia.

ESTOU FARTO das fugas de informação que beneficiam os depositantes que têm 10 M euro e nunca os que têm 10 000 euro.

ESTOU FARTO de um sistema judicial que está estruturado para proteger os fortes e poderosos e aniquilar os fracos e desprotegidos.

ESTOU FARTO de uma justiça lenta, inoperante e que deixa prescrever processos importantes.

ESTOU FARTO de ouvir dizer que o nosso sistema de pensões é insustentável porque o número de idosos é muito superior ao dos jovens, enquanto na Alemanha há percentualmente mais idosos e menos jovens do que em Portugal e o sistema ali é viável e as reformas intocáveis.

ESTOU FARTO de ser acusado, juntamente com os outros reformados e funcionários públicos, de sermos as gorduras do Estado, de termos vivido acima das nossas possibilidades e daí arcarmos com a maioria das medidas correctivas. Mas pergunto: e as gorduras dos gabinetes de governo e empresas? E as reformas de políticos e gestores de empresas?

ESTOU FARTO de ver o Governo corajoso a reduzir as pensões e medroso frente às PPP.

ESTOU FARTO dos offshores, das pessoas que lá colocam o dinheiro e dos governos incapazes de travar esta fuga aos impostos.

ESTOU FARTO dos empresários que obtêm lucros em Portugal e depois os aplicam no exterior.

Senhores governantes

Estou farto, quase a ponto de explodir. Sei que, tal como eu, estão milhões de portugueses que já perderam a paciência.

Por vezes tenho vergonha de viver num país que, hoje, é quase um Estado falhado. Mas não seguirei a sugestão do Sr. PM. Vou ficar. Pelas minhas filhas que ainda estudam e porque sou militar e amo a minha Pátria. E vou lutar com as armas que legalmente tiver ao meu alcance.

Deixo, contudo, um alerta: a História pode não se repetir, mas convém não esquecer que as actuais condições sociais e políticas não diferem muito das que se viviam na 1.ª República.

Em suma: aspectos sobre os quais devemos meditar nestes dias difíceis.

Tenente-General Mário Cabrita

(recebido por e-mail)

Exposição 'Tão alto quanto os olhos alcançam',
De 13 de Novembro de 2014 a 15 Março de 2015

O Fórum Eugénio de Almeida (Évora) inaugura, no dia 13 de novembro de 2014, pelas 18h00, a exposição Tão alto quanto os olhos alcançam.

A exposição propõe uma leitura cruzada entre a arte sacra e a arte contemporânea e assinala a trajectória de mais de uma década de inventariação do património artístico da Arquidiocese de Évora.

Entrada livre

Alguns andaram a receber condecorações do Presidente da República...

O Cavaco, paspalho que nunca se engana e raramente tem dúvidas, pergunta aos portugueses: "que é que andaram a fazer os administradores e os accionistas da PT"?

Seria bom que o Presidente da República, em vez de se armar em palhaço, informasse os portugueses
1
"que é que andou a fazer o Banco de Portugal e a CMVN"?
2
"que é que andaram a fazer os administradores e accionistas da SLN, e do BPN?"
3
"que é que andaram a fazer os criminosos Oliveira e Costa e Dias Loureiro, que ele nomeou conselheiros de estado"?

11 NOVEMBRO, 2014 09:33

Não é com caras como as da Vereadora Sousa Pereira que verão devolvida a confiança dos cidadãos de Évora...

Não tenho por hábito ouvir as crónicas da Vereadora Cláudia Sousa Pereira na Diana FM. No entanto, a peça que hoje divulgou, de nome "Déjà-vu", justifica o seguinte comentário.

Que um cidadão, neste caso uma vereadora socialista, queira fazer nos idos de 2014 um ajuste de contas com o comunismo, é algo que está no seu espaço de liberdade de opinião. No entanto, que a propósito desse exercício rebaixe os cidadãos de Évora com tons de ironia - essa "Évora comunista" que "maioria dos eborenses, que quiseram votar, democraticamente elegeram" - já nos deve merecer outro cuidado.

Ora, como muitos eborenses, não sou comunista. Olhando aliás para os resultados eleitorais das eleições legislativas no nosso concelho poderei atrever-me a dizer que a maioria dos eborenses não é comunista. Verifica-se afinal que o PCP é a terceira força eleitoral do concelho.

No entanto, os eborenses entenderam eleger o actual Presidente, Dr. Carlos Pinto de Sá, candidato do Partido Comunista.

O que os responsáveis socialistas, nomeadamente a Sra. Vereadora Cláudia Sousa Pereira, deveriam fazer era interrogar-se dos motivos pelos quais o seu partido não mereceu a confiança do eleitorado de Évora.

Devia assim, em vez de interpretar a eleição do autarca do PCP como uma espécie de regresso aos fantasmas do passado - com que a maioria dos eborenses politicamente nem sequer se identifica - para se auto-analisar e reflectir sobre a sua desgraçada gestão e as condições em que entregou o município.

Em vez de tentarem resolver os problemas de um regime que já nem existe, os responsáveis locais do Partido Socialista deviam olhar para dentro da sua própria casa e arrumá-la. Certamente que não é com caras como as da Vereadora Sousa Pereira que verão devolvida a confiança dos cidadãos de Évora.

11 NOVEMBRO, 2014 12:14

AS MULHERES

obrigadas a renunciar por escrito à GRAVIDEZ
em troca de TRABALHO

deviam poder exigir ao EMPREGADOR
provas médicas da sua MASCULINIDADE

Platero
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Município de Évora e NERE-AE celebraram Protocolo de Colaboração


Pelo desenvolvimento económico do concelho, pelo investimento e pela criação de emprego, a Câmara Municipal de Évora e o Núcleo Empresarial da Região de Évora - Associação Empresarial celebraram um protocolo de colaboração e cooperação com vista ao desenvolvimento de um Plano de Ação Empresarial para o Município.

10 Novembro 2014

Concerto Comemorativo do 28.º Aniversário da elevação de Évora a Património da Humanidade


A Câmara Municipal de Évora leva a efeito no dia 24 de Novembro, no Teatro Garcia de Resende, um espetáculo musical onde o fado, o flamenco, ambos Património Imaterial da Humanidade, e o Cante Alentejano, que aguarda a sua classificação, se encontram e se cruzam numa noite muito especial. As entradas são gratuitas, mas com reserva de convites, que podem ser levantados na bilheteira do Teatro.

PARABÉNS DE ANIVERSÁRIO PRÁ MARIA

com tudo a causar-nos danos
já chego a pensar por vezes
que nos cortem "fazer anos"
só nos deixem "fazer meses"

Platero
(h)ortografias

Saudades de Viriato

2

           Hoje, que regressou ao mundo a mesma energia imperial e o silvo das máquinas de guerra, sempre em nome da civilização, tal como no século III a. C.; hoje, repito, tenho saudades de Viriato!

            Saudades do chefe dos lusitanos que venceu o orgulhoso pretor Vetílio… Dos cinco mil soldados romanos que vieram para reforçar Tartesso, nenhum escapou… Tenho saudades do Viriato que derrotou Caio Plâncio próximo de Évora (ele é que merece figurar na bandeira da cidade)!


Batalha de Évora, entre romanos e celtiberos, segundo gravura espanhola do século XIX.
            Viriato terá sido o pesadelo das legiões romanas, pelo menos é assim que o apresentam os historiadores espanhóis, que sobre ele investigam mais e melhor do que nós, portugueses, que (vejam lá!) temos o descaramento de o reivindicar como nosso avô!

            A ambição, madre da traição, matou Viriato… Os romanos pagaram a dois traidores para assassinarem o destemido caudilho.

            O escritor grego Apiano (Bellum Ibericum, 154-72 a. de J.C.) deixou escrito: «O cadáver de Viriato, ricamente vestido, foi queimado numa pira enorme… enquanto os soldados, tanto infantes como cavaleiros corriam, em formatura e armados em volta da fogueira, cantando à maneira bárbara as suas glórias e só se afastaram depois de o fogo se extinguir por completo. Terminado assim o funeral, realizaram sobre o túmulo do herói simulações de combates singulares.».


A morte de Viriato, quadro de Federico Madrazo, (séc. XIX).
            O exemplo de Viriato não morreu com ele. Mesmo sem chefe capaz, os lusitanos continuaram a luta de guerrilhas que enfraquecia todos os dias a ocupação romana da Ibéria. Com essas lutas os lusitanos mostravam, a seu modo e para a época, um vincado desejo de independência.

            Todo o sistema aparentemente estável tem escondido um princípio infeccioso de injustiça e traição. Os romanos pregavam a necessidade da Pax, com o ódio e a desconfiança no coração, e as suas mãos apertavam o punho da adaga escondida nas pregas da túnica.

            As derradeiras batalhas contra as legiões do Império Romano tiveram lugar aqui, nas vizinhanças de Évora! – Sob o comando de Sertório, antigo senador romano (originário das terras da Campânia) refractário a Roma e por esta proscrito, aceite pelo lusitanos como seu chefe militar. Enfim, a estratégia de defesa militar praticada por Viriato perdurou, como nos narram os escritores latinos Salústio e Plutarco.

            Há poucos anos, um professor espanhol, especialista em filologia clássica na Universidade de Granada, debruçou-se sobre a personalidade de Viriato… Aqui, nesta carcomida carcaça chamada Portugal, ninguém deu por isso, apesar da obra do investigador espanhol ter sido logo traduzida e publicada.

            Manuel Pastor Munõz (o professor espanhol), a determinado passo da sua obra «Viriato», escreve: «Actualmente, quase todos os historiadores rejeitam a tese de um Viriato nascido e criado nas montanhas. Os traços da sua personalidade, recolhidos a partir das obras dos autores antigos apresentam-no como um homem sóbrio, enérgico, justo e fiel à palavra dada, desprezando em absoluto o luxo e o conforto e, sobretudo, como um excelente estratega militar, levam-nos a concluir que se tratava de um verdadeiro político, e indiscutível chefe militar dos lusitanos e defensor da sua liberdade».

Aqui, nesta cidade de Évora, onde devem ter brilhado as derradeiras armas lusitanas, o ingrato esquecimento sevandijou-nos a História, entre farrapos de latinizações e troféus de pedra “romanos”… Já não há memória histórica a respeitar…

Glorificamos os vencedores que nos colonizaram, e esquecemos os lusitanos que não se queriam escravizar. Hoje, mais do que nunca, tenho saudades de Viriato!

09 Novembro 2014

União das Freguesias de Évora reune com a população
14 Novembro, 21:00, Rua do Fragoso, sede da JF

Objectivo da Reunião:
Balanço do primeiro ano e discussão do Plano de Actividades de 2015.

A Europa sem pudor
Menos solidária e cada vez menos credível, a União Europeia afunda-se

Jean-Claude Juncker é um dos dirigentes europeus mais conhecidos. E não é de agora, desde que se tornou presidente da Comissão. Basta lembrarmo-nos de que foi 18 anos primeiro-ministro do Luxemburgo (1995-2013, parte dos quais acumulando com o cargo de titular das Finanças), presidente do Eurogrupo durante oito (2005-2013) e presidente do Conselho Europeu em dois semestres (1997 e 2005), para se perceber que Juncker tem sido um dos grandes protagonistas da construção europeia, para o bem e para o mal. Poderia ter sido rival de Durão Barroso em 2004, quando este se candidatou à presidência da Comissão Europeia, mas declinou, porque fora recentemente reeleito primeiro-ministro do seu país. Ironia das ironias, sucede agora ao português num mandato que se revelou conturbado mesmo antes de começar. Desde logo pelo inconformismo de David Cameron, que tudo fez por lhe minar a candidatura. O primeiro-ministro britânico sempre encarou Juncker como demasiado europeísta e nunca escondeu as diligências para arranjar alternativas à eleição do luxemburguês. Este não se intimidou e, logo no primeiro discurso perante o Parlamento Europeu, não hesitou em desafiar a ortodoxia comunitária, ao condenar o excesso de austeridade e declarar a sua aposta na criação de empregos e no crescimento económico. Para ajudar, prometeu apresentar um pacote de 300 bilhões de euros antes do Natal.

Chegará lá? Esta é a pergunta de um milhão de dólares que, nesta altura, mais deve circular nos corredores de Bruxelas. Na quinta-feira, uma investigação divulgada por 40 meios de comunicação internacionais revela um esquema secreto, que alegadamente permitiu a 340 multinacionais fugirem aos impostos nos seus países, através do Luxemburgo. Este esquema, conhecido já como Luxembourg Leaks, envolve acordos “perfeitamente legais”, segundo o Guardian, mas revela uma deturpação do sistema fiscal europeu e uma concorrência desleal entre Estados. Essa fuga ao fisco terá ocorrido entre 2002 e 2010; logo, durante o consulado de Juncker à frente do Governo do grãducado. Trata-se de receitas fiscais de milhares de milhões de euros que vários Estados perderam, acrescentando assim lucros fabulosos a empresas como a Ikea, Amazon, Google, Pepsi, AIG, Deutsche Bank, Apple ou a Coach.

A notícia caiu como uma bomba nos meios políticos europeus e, nesta altura, muita gente se interroga sobre que consequências terá, quer para Juncker, quer para o colégio de comissários, quer para o futuro da própria Europa. Se o presidente cair, os seus comissários também saltam e o processo de eleição volta à estaca zero. Mas o que fica (ainda) mais em causa é a construção europeia, cuja realidade se exibe, com a mais despudorada crueza, no esquema agora revelado. Já não se trata apenas de falta de solidariedade, agora os Estados andam deliberadamente a enganar-se uns aos outros. Sim, porque Bélgica, Holanda, Malta, Reino Unido também estão a ser investigados... por práticas mais ou menos idênticas. Que credibilidade e que respeito merece uma Europa assim?

Um esquema que “é fácil, barato e dá milhões”

Não é certamente por acaso que o Luxemburgo, um país com 600 mil habitantes ( pouco mais do que a cidade de Lisboa), tem um PIB per capita quase três vezes superior ao de países como a Alemanha e o Reino Unido. Os indicadores do Luxemburgo têm muito a ver com as “vantagens” que a autoridades concedem a quem quer fazer negócio, que protegem os protagonistas dessas operações de olhares de outras paragens, nomeadamente das autoridades dos países onde têm o centro dos seus negócios.

O recente trabalho do Consórcio Internacional para o Jornalismo de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês) veio agora mostrar que ter uma subsidiária no Luxemburgo “é fácil, é barato e dá milhões”. E mostrou que a engenharia fiscal que o país permite tem muitas formas de se manifestar.

Os gastos em instalações são reduzidos. O trabalho do ICIJ diz que um simples edifício (o número 5 da Rue Guillaume) alberga 1600 empresas, muitas delas tendo apenas uma caixa de correio. Depois, são várias as ferramentas à escolha.

A norte-americana FedEx, empresa de transporte de mercadorias, criou subsidiárias no Luxemburgo por onde fez passar os lucros obtidos com a operação no México, na França e no Brasil, beneficiando de uma taxa de imposto de 0,25%. Uma companhia farmacêutica britânica, a Shire, tinha filiais no Luxemburgo que concediam empréstimos avultados a companhias irmãs e a taxas de juro que podiam chegar aos 10%.

A investigação cita também o caso da cadeia IKEA, que começou por criar uma subsidiária no Luxemburgo e esta, por sua vez, criou outra na Suíça, ambas com a finalidade de beneficiar de taxas mais favoráveis. Mesmo o fundo de pensões da função pública canadiana utilizou uma filial no Grão-Ducado para reduzir os rendimentos obtidos com os investimentos que realizou em imobiliário na Alemanha.

José Manuel Rocha
EDITORIAL / PÚBLICO, 8-11-2014