28 Novembro 2014

Alentejo vai criar rotas e casas do cante

O presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ceia da Silva, considerou hoje "uma enorme vitória" a classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, sublinhando ser um "orgulho" para o país.

Para Ceia da Silva, o cante alentejano é uma área que o Turismo do Alentejo e Ribatejo considera "decisiva" para o futuro do ponto de vista turístico, uma vez que está ligada à área identitária.

Nesse sentido, Ceia da Silva disse que quer imprimir uma "dinâmica muito forte" a esta classificação, indicando que em 2015 vão ser criadas rotas e casas de cante. "Queremos que sejam casas em que, além da gastronomia e da cultura alentejana que podem oferecer, o turista possa também usufruir de cante alentejano, tal como funciona uma casa de fados", declarou.

CONDENADO

«Duarte Lima condenado a 10 anos de prisão»

O tribunal deu como provados os crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais no caso Homeland (fundo com 42,995 milhões de euros, constituído no antigo BPN, para a aquisição de terrenos em Oeiras, em 2007, nas imediações do local onde esteve prevista a sede do Instituto Português de Oncologia).

Em poucas semanas vimos ser condenados três personalidades que desempenharam altos cargos políticos no nosso país. Depois de Armando Vara e de Maria Lurdes Rodrigues chegou a vez de Duarte Lima. Mas há diferenças entre estas condenações. Vara e Duarte Lima foram condenados enquanto cidadãos, Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada enquanto governante. De qualquer modo, estas condenações indiciam que algo está a mudar na justiça. Não era habitual assistirmos a este tipo de condenações e muito menos com penas tão pesadas. Aguardemos para ver o resultado dos recursos.

Henrique Neto sobre prisão de Sócrates
Primeira voz dissonante entre os socialistas

«Já esperava que Sócrates fosse preso»

O ex-deputado do PS Henrique Neto é o primeiro socialista a assumir publicamente que não ficou surpreendido com a prisão de José Sócrates. «Há anos que esperava que isso acontecesse. Os indícios eram mais que muitos», considerou Neto, em declarações ao jornal «i», onde defende que «as reacções de alguns socialistas (à detenção de Sócrates] são irracionais». Henrique Neto acusa: «Há muitos socialistas que não querem conhecer o que se passou. Fecham os olhos, porque estão moral e eticamente metidos nestas desgraças».

Para Henrique Neto «António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates».

Amanhã, às 18:00, no Convento dos Remédios

Amanhã, 21:30, no Teatro Garcia de Resende
MARX NA BAIXA, pelo Teatro Mínimo

Sócrates em Évora

Retirado DAQUI, por sugestão de comentador.

Donde veio tanto dinheiro?

(manchete SOL, 28 Novembro 2014)
Independentemente do que vier a ser a conclusão do processo judicial, uma coisa tem Sócrates fazer, se ainda lhe restar alguma ambição política. Sócrates deve explicar, se é que consegue dar uma explicação convincente, como conseguiu angariar o pé-de-meia que ostenta. É que, se o não fizer, poderemos estar perante mais um dos muitos casos de enriquecimento ilícito, que os partidos do dito arco do Poder sempre fizeram questão em não criminalizar, este sim, um crime político.

ARMAZÉM 8: amanhã, às 21:30

Espectáculo a favor da Associação Pão e Paz
Hoje à noite no Teatro Garcia de Resende

Suspendam-se estes pagamentos. E já!

No Orçamento de Estado de 2015 estarão consignados milhares de milhões ao pagamento de rendas de parcerias público-privadas. Milhares de milhões, porque o estado paga o que não deve. Alguns contratos são nulos e contêm anexos confidenciais; outros são irregulares, porque não prevêem responsabilidades plurianuais do estado, como consagra a Lei de Enquadramento Orçamental; e outros há cujos concursos não foram regularmente lançados, porque não foi realizado o "comparador público" a que a Lei obrigava. Suspendam-se estes pagamentos. E já!

Paulo Morais

Na espera para ANÁLISES

- tinham me dito que estavam separados

- nada, juntos, até VEVEM muito bem...


Platero
(h)ortografias

Alentejo, Alentejo



Eu sou devedor à terra,
A terra me está devendo;
A terra paga-me em vida,
Eu pago à terra em morrendo.

Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!
Hei-de ir ao Alentejo,
Mesmo que seja no Verão,

Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão.
Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 9 Novembro 2014, pelas 11:30


Trulé
--
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
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27 Novembro 2014

Deram-me tempo para rasgar uns papeluchos...

Esta noite
Festa do Cante na Sede dos Cantares de Évora!


É oficial... Juntamos todos na sede dos Cantares de Évora (nos Celeiros da EPAC) , esta noite depois do Jantar para Cantar à Alentejana com quem sempre se bateu pelo Cante!
Não vale só ficar feliz pelo património é preciso vivê-lo!
Esta é a noite do Cante!
Esta é a nossa noite! Esta é a noite de nos juntarmos aos Cantares de Évora!

"Évora e o Cante" | Teatro Garcia de Resende
INAUGURAÇÃO: 29 Novembro, Sábado, 16:00

Exposição de fotografia no âmbito da comemoração da classificação do Cante Alentejano como Património da Humanidade. Fotografias de Carlos Gasparinho, Luís Garcia, Rui Diogo Castela e Telmo Rocha. O programa de inauguração inclui a apresentação da brochura "Évora e o Cante, Patrimónios da Humanidade" e participação dos Cantares de Évora.

Aberta de 29 novembro a 31 dezembro
dias úteis: 9:30-13:00 | 14:00-17:30

Cante Alentejano classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade


RESPOSTA A ANEDOTA DE ALENTEJANOS
(enviada por meu amigo NECAS)

certo é que nos momentos de aperto tudo se verga ao alentejanismo
:
pela força dos cantares
pelo caráter
pelo som sofrido
das botas
na madeira dos palcos

a própria AÇORDA ganha foros de mito
na incontornável ementa
dos papalvos

Platero
(h)ortografias

26 Novembro 2014

Município de Évora recusa integrar novo sistema multimunicipal de águas

O Governo vai agregar os sistemas multimunicipais de água e saneamento e quer “impor” à Câmara de Évora a sua integração no sistema que vai operar na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

O presidente do município conta que recebeu uma carta do ministro do Ambiente a informar sobre a sua “decisão de proceder à agregação dos sistemas multimunicipais” e da sua “intenção de impor a adesão” de Évora ao novo sistema multimunicipal de Lisboa e Vale do Tejo.

“Nós discordamos. A nossa posição é a de saída do sistema multimunicipal, porque achamos que esta agregação está a preparar a futura privatização da água”, afirma à DianaFm Carlos Pinto de Sá.

O autarca diz que o novo sistema “é semelhante” ao que Évora integra atualmente, que “foi absolutamente desastroso para o município”.

Em alternava, propôs a adesão dos municípios da empresa Águas do Centro Alentejo ao sistema Águas Públicas do Alentejo, que integra 21 concelho dos distritos de Évora, Beja e Setúbal.

Carlos Pinto de Sá disse que os seis municípios do sistema Águas do Centro Alentejo já iniciaram conversações entre si para falarem com o Governo “a uma só voz” sobre este assunto.

Notícia DianaFM, 26 Novembro 2014

O Iceberg!
(Conclusões Políticas)

            Não sofre dúvidas de que a nossa integridade de Nação independente está “pelas ruas da amargura”, que o futuro da nossa Democracia sofre perigo, que é desfavorável à tranquilidade psíquica dos portugueses a situação presente das nossas instituições e, pior que tudo, que multidão de elementos da elite política preponderantes a diversos níveis, usam o Poder de Estado para extorquirem mordomias de vário tipo, dilatarem a corrupção e fazerem da acção governativa uma exclusiva ocupação em proveito próprio, através da angariação ilícita de dinheiro e bens materiais.

            Para embasbacamento do “gentio” e abastecimento de títulos de jornais, todos os meses rebenta um ou dois escândalos (ao mais alto nível) que se alicerçam em Bancos, Ministérios, Direcções-Gerais ou sectores dirigentes da actividade profissional, adubados por várias corrupções, descortinando fraudes, favoritismos e compadrios graves (mas patuscos), e fornecem toneladas de bambochatas para alimento das galerias do falatório idiota e, em concorrência com a patetice das intrigas do futebol, fazerem com que assistamos, impotentes e aparvalhados, ao triunfo insolente da podridão nacional!


Iceberg: massa de gelo desligada das regiões polares, cuja parte visível pode atingir 200 metros de altura, mas que pode esconder uma parte imersa geralmente muito maior, cerca de “quartas quintas” partes do que se vê à superfície.

            Se é grave que um ex-1.º ministro tenha sido detido no auge de uma investigação criminal sobre suspeitas de fraude, corrupção, branqueamento de dinheiro, etc., muito mais dramático para a saúde da governação, pelo menos na última década, terá que ser forçosamente, queiramos ou não, saber que muitos actos de gestão pública foram praticados por este ou outro ex-ministro, não em favor da República, mas sim a pensar nos benefícios directos ou indirectos que esses actos governativos traziam aos seus autores. Tal será, por exemplo, o «Regime Excepcional de Regularização Tributária» (RERT), medida extraordinária que decretou três amnistias fiscais para quem, tendo dinheiro depositado em off-shores, se dispôs a transferir o capital para o País, pagando uma multa (5% sobre o seus depósitos) e, por isso, beneficiando de um inusitado perdão de toda a infracção fiscal inerente ao processo.

            No ponto onde se acham as adversidades e infortúnios da empobrecida população portuguesa, temos que reconhecer e recomendar a urgência extrema em proceder a averiguações sobre vários actos de gestão da República, pois estamos crentes que muitos serão social e economicamente ilícitos num Estado de Direito, moralmente condenáveis, porque são uma efectiva e insolente barbaridade praticada por indivíduos com uma mente perversa, doentiamente distorcida da sua normalidade. Tal é, por exemplo, a governamental extorsão de dinheiro dos vencimentos dos aposentados da administração pública, entre outros (na idade em que se enfrenta a doença e a consequente fragilização física), a que se acrescentou a retirada de subsídios anuais, a pretexto de contributo para pagamento de dívidas de Estado, que os infelizes velhos não contraíram…

            Neste trágico contexto, visível apenas na sua superfície, como um iceberg, as eleições futuras preparam decerto mais de uma desilusão. Não adianta votar nos mesmos agrupamentos políticos, de ideologia rasgada ou completamente cerzida pelo neoliberalismo, pântanos de miasmas e podridões já sofridos pela Nação…

            Um dilema sério está diante do Portugal.

            Continuar a vida do Estado e do País como até agora será marchar depressa não só para a bancarrota (onde já estamos!), mas para a carestia insuportável, para a miséria extrema, para convulsões sociais desordenadas e bárbaras. Neste preciso momento arrisca-se o destino do País e dos seus filhos, nomeadamente dos jovens. Portugal, por intermédio de políticos subservientes aos grandes grupos económicos, está prestes a suicidar-se!

            A única oposição possível a tudo isto, é realizar a grande reforma administrativa, fiscal, bancária, económica, social e cultural, que este organismo doente exige para entrar na saúde e iniciar uma actividade próspera. Mas para tal é necessário fazer uma operação revolucionária que, por isso, será melindrosa, para a qual é tão necessária a firmeza e prudência do operador, como a coragem do enfermo.

            No entanto, não sabemos onde anda o operador, que não nos aparece?... E o tempo escasseia… E ninguém consegue derreter de vez o perigoso iceberg!

Do IMAGINÁRIO Festa de Aniversário

Cendrev em Espanha
Com a última produção da companhia

Após a estreia e a apresentação em Évora, no Teatro Garcia de Resende, o Cendrev realiza uma deslocação a Espanha com o espectáculo “Onde é que eu já vi isto, perguntou ele”, de Rui Pina Coelho, para a sua apresentação no Teatro Alkázar em Plasencia, integrado no programa das Jornadas Transfronteiriças de Empresas Culturais que decorrem nessa cidade espanhola nos dias 27 e 28 de Novembro; aí, o Cendrev participará também na Mesa de Teatro que tratará da gestão de teatros, companhias e programação. No dia 28 o espectáculo é apresentado na Sala Guirigai em Los Santos de Maimona (Badajoz) para cumprir um intercâmbio que o Cendrev mantém com a companhia residente neste Teatro.

Esta deslocação do Cendrev a Espanha é um primeiro passo do Circuito Ibérico de Artes Cénicas criado com vista ao aprofundamento das relações e intercâmbio cultural entre os dois países, este circuito é formado por estruturas de criação artística de serviço público nas artes cénicas, com responsabilidades na gestão e programação de salas de espectáculo. Integram esta rede que já estabeleceu o calendário para 2015 o Centro Dramático de Évora – Cendrev, a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, o Teatro das Beiras da Covilhã, A Escola da Noite de Coimbra, o Teatro Regional da Serra do Montemuro, a Companhia de Teatro de Braga, o Teatro Guirigai de Los Santos de Maimona (Badajoz), La Fundicion de Sevilha e La Nave del Duende de Cáceres.

Esta deslocação do Cendrev a duas cidades da Estremadura espanhola conta com o apoio da EUROACE-Alentejo/Centro/Estremadura, CCDR Alentejo, POCTEP, INALENTEJO, QREN-Quadro de Referência Estratégico Nacional e FEDER.

As acusações a Ricardo Salgado serão menos graves do que as que recaem sobre Sócrates?

ELETISMO? (da gaveta)

haja teoria
biológica
parapsicológica
bioquímica
cinética

que explique porque os cães
mijam nos pneus dos automóveis

desprezando as rodas
das carroças
e das bicicletas

Platero
(h)ortografias

Os vizinhos não se escolhem!...

25 Novembro 2014

Praça de Giraldo: animação cénica de luz e som

Animação cénica encerrou hoje, ao final da tarde, a sessão solene comemorativa do 28.º aniversário da classificação do Centro Histórico de Évora como Património Material da Humanidade.

Destaque para o aniversário da classificação do Centro Histórico de Évora


Manchete Diário do SUL, 25 Novembro 2014
«as comemorações deste ano poderão ainda ser mais especiais, uma vez que tudo leva a pensar que coincidam com a atribuição do ‘selo’ da UNESCO ao cante alentejano»

Circo mediático montado à porta da cadeia


(foto Diário do Sul)

Noite de partilha e de Patrimónios.
Concerto Comemorativo do 28º Aniversário da Classificação de Évora como Património da Humanidade.



Foi um Centenário Teatro Garcia de Resende cheio como um ovo que recebeu em palco o Fado, na voz de Duarte, o Flamenco por Pilar Boyero e o Cante Alentejano pelo Grupo Cantares de Évora.

(Informação CME)

POETA DO POVO



Vemos gente bem vestida
No aspecto desassombrada
São tudo ilusões da vida
Tudo é miséria dourada

Engraxadores sem caixa
Há aos centos na cidade
Que só usam da tal graxa
Que envenena a sociedade

É fácil a qualquer cão
Tirar cordeiros da relva
Tirar a presa ao leão
É difícil nesta selva

Sou um dos membros malditos
Dessa falsa sociedade
Que baseada nos mitos
Pode roubar à vontade

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que sem parecer o que são
São aquilo que eu pareço

Embora os meus olhos sejam
Os mais pequenos do mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo

ANTÓNIO ALEIXO

Cante como Património da Humanidade está a caminho...

Os trabalhos da 9.ª Sessão do Comité Intergovernamental da Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, decorrem entre 24 e 28 de Novembro na sede da Unesco em Paris. A votação da candidatura do Cante Alentejano está prevista para esta quarta ou quinta-feira.

Cadeia de Évora na bocas do mundo…


Manchete Diário de Notícias, 25 Novembro 2014
O estabelecimento prisional de Évora tem, desde ontem, um novo preso, o ex-primeiro ministro José Sócrates acusado dos crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.
José Sócrates vem juntar-se a Manuel Palos, ex-director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, também em prisão preventiva, na sequência das acusações de corrupção relacionadas com os vistos gold.  Ganha assim relevo na comunicação social, pelas piores razões, a cidade de Évora.

PALAVRA DE DES-ORDEM

caldinhos - sim

máquina ZERO - não

Platero
(h)ortografias

III Congresso do Ensino Superior no Interior - Universidade de Évora

A Associação Académica da Universidade de Évora irá organizar o III Congresso do Ensino superior no Interior nos próximos dias 27 e 28 de Novembro com o principal intuito de discutir as problemáticas e preocupações sentidas na região do interior pelos estudantes do ensino superior, tais como atractividade de estudantes para instituições do interior, acção social, financiamento das instituições e o papel das instituições no desenvolvimento regional.

Contamos com a presença do presidente do conselho de coordenadores dos institutos politécnicos portugueses, representante do conselho nacional de educação, investigadores, administradores de diversos serviços de acção social e presidentes de instituições de todo o interior! Como tal convidamos todos a estarem presentes a dar cobertura ao evento que de espera que seja de grande adesão por parte de todos os estudantes, eborenses e dirigentes associativos de todo o país!

O congresso terá lugar no colégio do espírito santo, no auditório 131 (perto do bar) nos dias acima referidos!

Mais informações em: www.aaue.pt/cesi

Faz hoje 28 anos!

24 Novembro 2014

José Sócrates em prevenção preventiva

Acusado de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

DEPENDE (popular)

antes prisão de GRADE
que prisão de VENTRE

Platero
(h)ortografias

23 Novembro 2014

Escrito há 118 anos, mas de uma actualidade surpreendente

Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [...]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Guerra Junqueiro
in Pátria (1896)

RIGOROSO EXCLUSIVO

RTP prepara-se
para deslocar equipa técnica aos CALABOUÇOS da PJ
para emissão do habitual comentário dominical
de SÓCRATES

RIGOROSO EXCLUSIVO - NÃO PERCA

Platero
(h)ortografias

A regra de três simples
aplicada aos portugueses

            Cada nação aplica a regra de acordo com a sua histórica forma de existir, no espaço e no tempo. Claro, na prática, a regra de três tem resultados diferentes, segundo as classes sociais e os momentos mais ou menos infelizes que atravessa cada país. A lista dos resultados obtidos para Portugal, depois de aturada consulta e discussão “académica” e não só, poderá resumir-se da seguinte forma…


Um político – uma aspiração.
Dois políticos – uma combinação, uma convergência ideológica.
Três políticos – um congresso fundador, um jantar (ou almoço) comemorativo e cargos de “responsabilidade”.

Um independente – pendente.
Dois independentes – com dentes.
Três independentes – bocas e dentes prontos a mastigarem.

Um militante de direita – um conservador.
Dois militantes de direita – projectos e demagogia.
Três militantes de direita – ministérios e comida governamental.

Um militante comunista – um patriota de esquerda.
Dois militantes comunistas – uma organização local.
Três militantes comunistas – mobilização para a Festa do Ávante!

Um militante socialista – uma gaveta para guardar o marxismo.
Dois militantes socialistas – um armário para guardar a social-democracia.
Três militantes socialistas – uma loja com montra de oportunismos e traições.

Um monárquico – um desiludido.
Dois monárquicos – uma organização.
Três monárquicos – uma restauração senil.

Um anarquista – acção directa.
Dois anarquistas – nem Deus nem Mestre.
Três anarquistas – uma cisão anti-autoritária.

Um gestor nomeado pelo Governo – um imperador.
Dois gestores nomeados pelo Governo – milionários arruinados.
Três gestores nomeados pelo Governo – dilúvio fiduciário.

Um defensor do Estado de Direito – um ingénuo.
Dois defensores do Estado de Direito – dois “alunos” repetentes.
Três defensores do Estado de Direito – zaragatas, loiça quebrada, balbúrdias.

Um roubo de género alimentícios – uma ladroeira.
Dois roubos de milhões de euros – abuso de confiança.
Três roubos de centenas de milhões de euros – um banco com pouca sorte.

Um comerciante – isto vai indo.
Dois comerciantes – isto vai mal.
Três comerciantes - isto vai péssimo.

Um funcionário público – não te rales.
Dois funcionários públicos – aumento de ordenado.
Três funcionários públicos – greve de zelo.

Um trabalhador – limiar da pobreza
Dois trabalhadores – desemprego crónico.
Três trabalhadores – greve geral reivindicativa de aumento salários.

Um cidadão eleitor – um pateta.
Dois cidadãos eleitores – dois tolos.
Três eleitores – um rebanho.

Um português – lutemos.
Dois portugueses – veremos…
Três portugueses, todos os portugueses – deixa andar… corra o marfim…

22 Novembro 2014

Corpo de homem morto há vários dias encontrado na sua habitação

Um homem de 54 anos foi encontrado morto hoje na sua habitação em Évora, tendo o alerta sido dado por um vizinho que já não o via há alguns dias, disseram fontes dos bombeiros e da polícia.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou à agência Lusa que o alerta foi dado às 13:00, por um popular, via 112, que "estranhou a ausência da pessoa e o mau cheiro junto à casa", onde o homem vivia sozinho, na Rua do Capado.

"O corpo do homem estava em adiantado estado de decomposição", segundo a fonte o CDOS, que indicou ainda que estiveram no local sete elementos dos Bombeiros Voluntários de Évora e da PSP, com quatro veículos.

Notícia Diário Digital / Lusa

Sem esquecer que qualquer cidadão tem direito a ser tratado com justiça, no respeito da lei e da igualdade, sem necessidade de operações rocambolescas...


PRESO já está

falta o copo de SICUTA

platero

22 NOVEMBRO, 2014 12:24

Somos governados por gatunos

José Sócrates
Armando Vara
Carlos Santos Silva
são todos amigos de infância.

Uma turma dos cábulas
de delinquentes
de burros
de deficientes sociais.

Há países onde estes rapazes
são isolados e acompanhados
para terem uma vida honesta
e serem úteis à sociedade.

Em Portugal os partidos do arco da corrupção
aproveitam as aptidões dos delinquentes
escolhem-nos a dedo
para roubar e corromper o estado

Criminosamente fazem-nos
administradores dos bancos
presidentes da república
primeiros ministros.

De facto
somos governados por gatunos.

22 NOVEMBRO, 2014 11:08

M'ESPANTO ÀS VEZES...

Detido por suspeita de crimes de corrupção, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

Segundo o SOL este cidadão conseguiu obter uma fortuna de cerca de 20 milhões de euros, que colocou num banco na Suíça em nome de um homem de sua inteira confiança, ao longo dos anos em que foi governante. Ainda segundo o jornal, está indiciado por ter criado, no seu segundo governo, em benefício próprio, um diploma que lhe permitiu branquear essas verbas ilícitas.

Não nos espantam os factos agora divulgados face aos muitos casos estranhos e sempre mal esclarecidos, que foram acontecendo ao longo da vida deste cidadão. Espanta que uma Justiça como a nossa, que não costuma revelar grande coragem quando esbarra nos interesses dos poderosos, se atrevesse a avançar para algo tão grave como prender pela primeira vez na nossa História um ex-Primeiro-ministro.

TERRA

quando alguém descobrir
que pode viver fora da TERRA
não resistirá a destruí-la

como habitante de pardieiro
a quem tenha saído a Lotaria


Platero
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21 Novembro 2014

Em reunião pública de 19 de novembro
Câmara de Évora felicita TRULÉ por novos prémios internacionais

A Câmara Municipal de Évora, por sugestão do Vereador Eduardo Luciano, aprovou por unanimidade enviar um voto de congratulação ao TRULÉ pela sua mais recente premiação a nível internacional, desta vez no Red Mood Internacional Puppet Festival of Small Forms (Moscovo), onde recebeu três prémios: o de Melhor Construtor; Melhor Marionetista; e Prémio do Público.

Nos assuntos antes da Ordem do Dia, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, deu conhecimento do ofício remetido recentemente pelo Ministro do Ambiente e à Câmara em que é solicitado um parecer sobre a agregação de sistemas multimunicipais de água e saneamento, no caso de Évora sobre a intenção de agregar o sistema das Águas do Centro Alentejo ao de Vale do Tejo.

A posição camarária de sair do sistema das Águas do Centro Alentejo já foi expressa em reuniões de Câmara e de Assembleia Municipal. O Presidente manifestou a vontade de auscultar todas as forças políticas sobre este assunto e já efetuou uma reunião com os municípios que concordaram em avaliar a referida temática para posteriormente tomarem posição comum.

Carlos Pinto de Sá comunicou também que existe uma proposta de investimento para um novo centro comercial na zona das Portas de Avis, que só é exequível se o Município ceder onerosamente terrenos para tal (em direito de superfície). Igualmente neste caso tenciona reunir com as outras forças políticas para apresentar a situação e procurar encontrar uma posição conjunta sobre a matéria.

O Presidente anunciou também que a cerimónia de inauguração da incubadora de base tecnológica Évora Tech será feita na manhã do dia 27 de novembro, nas instalações do NERE, seguindo-se depois a visita ao referido equipamento. Está já a ser acordada com o NERE e a ANJE a concertação da gestão dos vários equipamentos semelhantes para que sejam infraestruturas complementares e não concorrentes.

Salientou ainda que o sucesso na concretização da incubadora só foi possível com a colaboração da ADRAL e a disponibilidade, cooperação e empenho que o Presidente da CCDRA, António Dieb, demonstrou, permitindo ultrapassar as dificuldades existentes.

O programa de comemorações dos 28 anos da classificação de Évora como Património da Humanidade também foi mencionado pelo Presidente, convidando os vereadores a assistirem ao evento que terá lugar na última semana de novembro.

A participação de Évora no Congresso das Cidades Educadoras, que decorreu recentemente em Barcelona, foi abordada pela Vice- Presidente Élia Mira. A Divisão de Educação apresentou no congresso uma experiência que o Município de Évora desenvolveu nas Atividades de Enriquecimento Curricular para os alunos com necessidades educativas especiais, o que permitiu à autarquia falar das dificuldades que atravessa hoje o ensino especial e que aumentam de ano para ano.

Foi ainda aprovado por unanimidade a aceitação da doação de um conjunto de provas fotográficas ao Arquivo Fotográfico Municipal feita pelo arquiteto Luís Ucha. As provas são relativas ao Palácio dos Condes de Basto, antes e depois das obras de restauro da década de 1960 e 1970. Foi registada a aceitação, endereçando-se o devido agradecimento ao doador.

(Informação CME)

Revogação das subvenções vitalícias a ex-políticos...
Veremos como cada um irá votar

«A proposta que repunha o pagamento das subvenções dos ex-políticos, subscrita pelos deputados do PSD Couto dos Santos e José Lello do PS, foi retirada.» Do mal, o menos. Felizmente a pressão da opinião pública funcionou neste caso.

Entretanto, o PCP informou que irá apresentar uma proposta para revogação definitiva da atribuição destas subvenções vitalícias, mantendo-as apenas em casos de subsistência.
A nossa proposta vai no sentido de revogar todas as subvenções vitalícias que são pagas”, afirmou o deputado comunista João Oliveira aos jornalistas, depois do debate da proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015).

Como ouvimos há pouco na rádio a deputada do PS, Isabel Moreira, a reclamar contra o Bloco de Esquerda por «estar a ser demagógico e populista» por pedir apenas a confirmação em plenário da votação de ontem na comissão e não avançar qualquer proposta de «revogação do preceito orçamental relativo a subvenções anteriores a 2005», aguardemos para ver como irá votar a deputada Isabel e o seu partido, esta proposta do PCP.

Com quantos pontos se conta um conto?
é neste país! | 22 Novembro 2014, pelas 11:30


Nicole, Simão & Susana
---
é neste país!
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CONVENÇÃO

reunião
onde os partidos se CONVENCEM
que
:
desta é que vai


Platero
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Marcha Nacional pelo Emprego, Salários e Pensões, Direitos e Serviços Públicos, por uma política de esquerda e soberana

Partida - Rossio de S. Brás, 10h00
Chegada - Praça do Giraldo

20 Novembro 2014

Para memória futura daqueles que insistem que são todos iguais...

... Quando, afinal, há uns que se alternam há décadas no poder que são mais iguais que os outros.
PSD e PS aprovam fim da suspensão de subvenções vitalícias a antigos políticos

Com os votos favoráveis do PSD e do PS, os ex-titulares de cargos políticos voltam a ter direito a receber as subvenções vitalícias, mesmo nos casos em que os seus rendimentos superam os dois mil euros. A medida foi aprovada esta tarde, na sequência de uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2015 entregue pelos deputados Couto dos Santos (do PSD) e José Lello (do PS). O CDS-PP absteve-se e o PCP e o BE votaram contra.

Os dois partidos arrancaram o debate na especialidade do Orçamento do Estado com críticas acesas sobre o grau de austeridade que deve ser mantido no próximo ano. Mas chegaram ao fim do dia de acordo sobre a reposição de subvenções vitalícias acima dos dois mil euros para os políticos.

Na celebração dos 40 anos da revolução de 25 Abril 1974
BARRACAS OCUPAÇÃO, uma fábula teatral sobre a revolução portuguesa

Na sede do IMAGINÁRIO.
Novembro dias 20, 21, 22 às 22h e 23 às 16h.

Só este ano a Câmara de Évora já recolheu mais de 20 cavalos abandonados

Vereador da autarquia alentejana diz que é «muito frequente aparecer animais abandonados na via pública ou em terrenos públicos».

Nesta altura a Câmara de Évora tem à sua guarda 4 cavalos para adopção. Uma situação que, segundo o vereador João Rodrigues, é frequente. Este ano já foram recolhidos «bem mais de 20 animais».

Na maior parte dos casos não apareceu ninguém a reclamar a propriedade do animal, mas não tem sido difícil encontrar uma solução. João Rodrigues diz que «até aqui apareceram sempre interessados na adopção». Não foi necessário enviar nenhum animal para abate.

O vereador com o pelouro do Serviço Municipal Veterinário, garante que desde que o atual executivo tomou posse tem sido dada atenção a este assunto.

Admite, ainda assim, que «houve mais preocupação» depois do acidente que no dia de Natal do ano passado causou 4 mortos e 4 feridos graves. Nesse acidente esteve envolvido um cavalo cujo proprietário não foi encontrado


Notícia TSF, 20 Novembro 2014

R I T U A L

tenho a minha cama virada para norte
durmo bem
não tenho sonhos
tampouco pesadelos

no dia-a-dia
não cometo vilezas
nem pecados
que me perturbem o sono

não roubo
não violo
não estupro
não difamo

acordo bem disposto

antes de me levantar
confiro-me

normalmente estou certo

primeiro as extremidades
- mãos e pés
braços pernas

a cabeça - a caixa das ideias
dos circuitos elétricos internos
das sinapses
dos pensamentos
- porque passadas horas
sem pensar
nem sonhar
tudo deve estar a funcionar
ao ralenti

uma pilha de lanterna em repouso

o pescoço
o istmo que liga
a cabeça ao corpo
uma calha de tubos e de fios
que Da Vinci
sabia desenhar melhor
mais em pormenor
do que todas
as radiografias de hoje

hoje
doía-me ligeiramente
a ligação occipital

o tórax em baixo
- a sala das máquinas -
dos pulmões - câmaras de ar
de sermos bicicletas -

o coração
- pequeno instrumento
de pilhas dos sentimentos todos
onde se produz
mesmo que a dormir
o elixir
que nos faz bons
ou sacanas

no lugar do coração
um instrumento de pilhas
vejo assim sem emoção
misérias e maravilhas

ponho-lhe por cima a mão em concha
como se segurasse
um patinho do dia
sinto que se mexe
bate como um relógio de pulso

saúdo-o : olá rapaz
porta-te bem
ouviste

é pois assim
a minha meditação não existe

confiro-me
- estou todo
isso me basta para encarar um dia mais

que sei
- sem pensar nisso -
é sempre
um dia a menos

sento-me na cama
-virada a Norte
calço as meias

Platero
(h)ortografias

Encontro de Eleitos e Activistas da CDU
Palácio D. Manuel, 22 Novembro, 10:00

19 Novembro 2014

Dirigente do PODEMOS espanhol defende a restruturação da dívida

Nacho Alvarez, porta-voz do partido espanhol PODEMOS para as questões económicas, defendeu terça-feira, em Lisboa, a restruturação da dívida pública e o fim da austeridade imposta aos países afetados pela crise financeira.

Criticando as medidas de austeridade impostas pela "troika" (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, e União Europeia) aos países periféricos afetados pela crise económica e financeira desde 2008, o responsável do PODEMOS defendeu não só a reestruturação das dívidas pública e privada mas também «uma auditoria cidadã» sobre a questão.

Nacho Alvarez disse ainda que a nova formação política espanhola, liderada por Pablo Iglesias, defende também um aparelho produtivo «sustentável», uma nova política tributária, combate à corrupção e fraude fiscal e sobretudo o fim dos cortes salariais, que considerou estarem a destruir o Estado Social.

«Os cortes salarias não estão a servir para o que nos disseram que iam servir, nem em Portugal, nem em Espanha, nem na Grécia. Mesmo que possam influenciar muito pouco com as exportações - não há dúvida de que contribuem para afundar ainda mais as famílias», disse Alvarez na sessão organizada pelo Círculo PODEMOS-Lisboa e a Associação MOB, em Lisboa.

Ler notícia completa AQUI

Altos funcionários do Estado em prisão preventiva

Por decisão do juiz de instrução criminal, o diretor de Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Palos, foi mantido em prisão preventiva na sequência do escândalo de corrupção ligado à atribuição de “vistos dourados”. É a primeira vez que em Portugal é aplicada tal medida a um chefe de uma Polícia.

Juntamente com o diretor do SEF, foram constituídos arguidos 11 pessoas, entre elas o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, a secretária-geral do Ministério português da Justiça, Maria Antónia Anes e um empresário chinês do ramo imobiliário, Zhu Xiaodong. O diretor do SEF e a secretária-geral já pediram a demissão dos seus cargos. Dos 11 detidos no âmbito deste processo, 5 ficaram em prisão preventiva, decretada ontem (18) à noite.

Justa homenagem a um grande senhor do fado e da canção portuguesa


O fadista Carlos do Carmo recebe hoje o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, no Nevada. O reconhecimento internacional de uma grande voz de Portugal.

Exposição de pintura no Palácio D. Manuel
19 de Novembro a 6 de Dezembro

A EXPLICAÇÃO DO AUSTERO

o representante do FMI para PORTUGAL

é um senhor chamado SUBIR ALL (sic)

meio-português-meio inglês

que daria para traduzir como: SUBIR TUDO

DÁ OU NÃO PARA EXPLICAR?

Platero
(h)ortografias

Tóquim Barreto!
(Évora na “fórmula” 1)

©Joaquim Palminha Silva

            Os valores são parte da matéria-prima da sociologia, porque integram a própria natureza humana e, como tudo o que diz respeito ao Homem, podem mudar…para melhor. Nesta ordem de ideias, o conceito de heroísmo pode mudar de direcção, e tomar um caminho de paz!

            No dia 7 de Dezembro de 1954 (faz 60 anos!), a cidade de Évora acordou para homenagear um novo tipo de herói. Não se tratava de um guerreiro, de um general medalhado e sisudo, o herói que a cidade festejava era um jovem, chamava-se António Joaquim Borges Barreto, tinha 23 anos de idade e vencera a «VI Grande Volta a Portugal em Automóvel», ao volante de um porsche e percorrendo um total de 2.021 quilómetros.

            Nesse dia 7/12/1954 a sua chegada a Évora, Porta de Alconchel, foi uma apoteose: Tóquim Barreto, como carinhosamente lhe chamava a juventude da cidade, era aguardado por centenas de desportistas locais e população e, sobretudo, emoldurado pelos acordes esfusiantes da banda dos «Amadores Eborenses», que o esperava cerimoniosamente, dando ao conjunto um enquadramento que só recuando no remoto tempo (século XVI!) conseguimos encontrar algumas semelhanças. Levado em triunfo até ao Governo Civil, aí foi publica e institucionalmente felicitado.

            Tóquim Barreto iniciou a sua actividade desportiva no «Sport Lisboa e Évora» na modalidade de badminton, destacando-se desde logo como campeão nacional (1953). Aos 18 anos de idade teve a sua «carta de condução» (facto raro na época). Filho de família abastada, adquiriu o seu primeiro automóvel, um Porsche, e com ele habilitou-se a uma séria e dura prova automobilística (chuvas, ventos, neves e lamas), com alguns troços de estrada muito perigosos. Disputou o 1º lugar com os grandes favoritos da época: Ernesto Martorell, D. Fernando de Mascarenhas, José Manuel Águia Pina e o experiente campeão nacional Filipe Nogueira. A cidade seguiu a prova pela rádio, foi, pois, aos microfones da então «Emissora Nacional» onde colheu a notícia de que Tóquim Barreto vencera a prova máxima do desporto automóvel em Portugal.

            Em 1955, no «V Grande Prémio de Portugal», Borges Barreto, como lhe chamava a imprensa desportiva, foi o único português a chegar ao fim da prova e, apesar de uma avaria mecânica na máquina, “fez figura” entre veteranos estrangeiros, com carros mais potentes e afinados que o seu Ferrari. Escreveu então o Jornal de Notícias (27/6/1955): «E assim o jovem piloto, ao ser envolvido por uma avalanche de gente, foi alvo duma manifestação do género das que se fazem aos campeões e vencedores». Em Setembro deste mesmo ano, no «Grande Prémio de Lisboa (Monsanto)», Tóquim Barreto completa 53 voltas ao circuito, desistindo por lhe saltar uma roda quando ia a 140 km/h, mesmo frente às tribunas, demonstrando perícia e sangue frio surpreendentes, dominando o carro e evitando desastre de maiores proporções, o que lhe valeu as felicitações dos organizadores da prova.

            Em 1956, no «Grande Prémio do Porto», Tóquim Barreto, que sofreu uma derrapagem perigosa, alcançou apenas o 4º lugar, mas distinguiu-se sobre todos como verdadeiro e fraterno desportista. Nesta prova, saiu ferido o piloto veterano Filipe Nogueira. Na prosa d’O Primeiro de Janeiro (17/6/1956), eis como ficou impresso o comportamento do herói da juventude eborense: «Concluída a corrida […], saltando do carro e correndo como um gamo, Borges Barreto, o nosso melhor representante, dirigiu-se para o lado do Castelo do Queijo, onde tomou lugar num automóvel particular, a fim de ir ao Hospital informar-se do estado de Filipe Nogueira. Belo gesto de camaradagem…». Poderemos dizer que um verdadeiro espírito olímpico habitava  Tóquim Barreto!

            Em Setembro de 1957 encontramos Tóquim Barreto a correr com para a marca Ferrari, nas «5 horas de Messina» (Itália), perigosa prova nocturna, alcançando um honroso 3º lugar e a «Taça dos Novos», com um “Ferrari 750 Monza”. Sobre esta prova, e entrevistado pelo jornal Mundo Desportivo, Tóquim Barreto, conservando memória emocionada do momento, disse: «Depois da corrida, subiram a bandeira americana e tocaram o hino respectivo. Depois o italiano… Quando vi subir a nossa bandeira e começaram a tocar a “Portuguesa”, não consegui dominar a comoção e chorei, chorei como uma criança! Era Portugal que transbordava do meu coração!».

            A Ferrari, após aturado exame às qualidades do piloto eborense, contrata-o (1957) para participar em nome da marca na “prova das provas”, nas célebres e temíveis «24 horas de Le Mans», a realizar no mês de Junho, ao volante de um Ferrari, baptizado «Testarossa», veículo que desenvolvia 195 CV. a 6.500 r.p.m., e apresentava as quatro rodas todas independentes.  E foi assim que o Tóquim Barreto dos eborenses, para esta prova de gabarito internacional, só possível para experimentados pilotos, sem talvez se aperceber do feito, acabava “forçando” Portugal, pela primeira vez, a entrar na competição maior da modalidade, a «Fórmula 1»!


O raro e impressionante cortejo fúnebre de Tóquim Barreto, destacando-se na multidão conjuntos de jovens e agremiações desportivas da cidade e do País.

            Tóquim Barreto cultivava o sentimento da gratidão e do respeito pela experiência, adquirida pelos mais velhos, pelo que escolheu para seu co-piloto o veterano Filipe Nogeira. Tudo corria bem quando súbito, a 30 de Maio de 1957, António Joaquim Borges Barreto, em plena prova do «Grande Prémio de Saint-Étienne», numa curva denominada «maison rouge», é vítima de um aparatoso acidente que lhe causa morte imediata!

            O bólide do veterano Piero Carini despistou-se a 200 km/h., mudou de direcção, saltou a pequena vedação construída pela dividir a pista a estrada ao meio, e foi apanhar de frente, em cheio, o carro de Tóquim Barreto… que ficou partido em dois! Ambos os corpos dos corredores ficaram dilacerados…

            A notícia da tragédia chegou breve à cidade que, consternada, parecia não querer acreditar no fim de uma tão gloriosa corrida rumo à vitória. A chegada dos restos mortais do piloto a Évora e o seu cortejo fúnebre para o Cemitério dos Remédios, constituíram uma das maiores manifestações de espontâneo carinho popular de que h+a memória. O recorte das suas qualidades de homem e de desportista é-nos dado por um texto da revista Flama (30/5/1958), um ano após o seu falecimento: «Homem de boa formação moral, nunca se deixou vencer pela obsessão do prémio, o que criou à volta do malogrado campeão extraordinária simpatia, à qual sempre soube corresponder e de que nunca se julgava merecedor. Modesto por natureza, repugnava-lhe a vaidade. Não foi um “aventureiro” da estrada. Tudo era feito com ponderação e respeito absoluto pelas regras do trânsito e pelo seu semelhante».

18 Novembro 2014

Município de Évora aposta na limpeza e imagem da cidade


Évora – Património Mundial é cada vez mais um destino para milhares de turistas nacionais e estrangeiros que nela procuram a sua riqueza histórica, beleza patrimonial, o cruzamento entre o monumental, o casario e a natureza mas, sobretudo, a sua limpeza, um dos predicados mais apreciados pelos visitantes. Por isso a limpeza de Évora é uma missão na qual a Câmara Municipal aposta forte, pela imagem da cidade e pelo bem-estar dos seus habitantes.

(Informação CME)

Por agora, vaga preenchida...

“Onde é que eu já vi isto, perguntou ele”
Última semana em cena no Teatro Garcia de Resende

Cendrev apresenta a sua última criação, Onde é que eu já vi isto, perguntou ele, de Rui Pina Coelho, até dia 23 de Novembro no Teatro Garcia de Resende. Depois desta temporada em Évora o espectáculo segue para Espanha onde será apresentado, no âmbito do Circuito Ibérico de Artes Cénicas recentemente criado por um conjunto de companhias portuguesas e espanholas, no dia 27 no Teatro Alkázar em Plasencia e no dia 28 no Teatro Guirigai em Los Santos de Maimona (Zafra), no regresso a Portugal será apresentado, nos dias 5 e 6 de Dezembro no Teatro Mascarenhas Gregório em Silves. Esta produção do Cendrev voltará aos palcos portugueses e espanhóis a partir de Fevereiro do próximo ano.

Rui Pina Coelho refere-se ao texto que escreveu, nos seguintes termos: … é claro que a história recente do Cendrev e o seu digno exemplo de resistência e verticalidade face aos brutos e cegos cortes à actividade cultural é a estrutura dominante da peça. Onde é que eu já vi isto, perguntou ele é, portanto, um texto sobre o trabalho e sobre a opressão que o capital exerce sobre os indivíduos. É um texto sobre arte, sobre marxismo e sobre resistência cívica. Mas é, sobretudo, uma homenagem ao Cendrev e aos heróis da história do teatro. É um texto que só existe porque existem o José Russo, a Ana Meira e o Rui Nuno – actores de generosidade inesgotável. Velhos amigos. Camaradas preciosos. E isso é, para mim, de uma importância extrema. Porque não há no teatro nada que não seja sentimental.

Onde é que eu já vi isto, perguntou ele ficará em cena no Teatro Garcia de Resende até ao próximo dia 23, de quarta a sábado às 21h30 e no domingo às 16 horas.

Marcações e reservas através do telefone 266703112.

Dois exemplos da sacrossanta gestão privada…
Ou como actuam os “donos disto tudo”

1. A RioForte, uma das principais empresas do Grupo Espírito Santo (GES), recusou colaborar com a comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES:

«A empresa do GES sediada no Luxemburgo, na qual a PT aplicou cerca de 900 milhões de euros em papel comercial, diz que só entrega informação com intimação legal.
A resposta da RioForte chegou ontem à comissão de inquérito e deixou os deputados estupefactos. Perante o conjunto de documentos solicitados pelos deputados, entre os quais as atas das reuniões da administração e as contas da empresa, a RioForte não manifestou grande disponibilidade em colaborar com a comissão de inquérito.
»

2. REN e Galp recusam-se a pagar a contribuição extraordinária do sector energético:

«Empresa presidida por Rui Vilar continua a avaliar a legalidade da medida do Governo. A Galp, liderada por Ferreira de Oliveira, já tem a certeza que a medida é ilegal. »

Um simples cidadão paga primeiro, para poder ter o “direito” de contestar. Se não pagar sujeita-se a ver o seu património penhorado e vendido em hasta pública. Isto quando o imposto não lhe é sacado imediatamente no recibo de vencimento.
Pelos vistos com as grandes empresas não é assim. Parece que estas têm o direito de “não pagar” e deixar arrastar os processos para a justiça, jogando com a impunidade e os conhecidos atrasos do sistema judicial.

Contribuição extraordinária de solidariedade, sobretaxa no IRS, cortes salariais extraordinariamente ordinários, e outros impostos que incidam sobre os rendimentos do trabalho são aceitáveis, legais e de cobrança imediata.
Contribuições extraordinárias sobre os rendimentos do capital ou das grandes empresas, alto lá…. que aos “donos disto tudo” não se podem imputar os sacrifícios que se exigem aos restantes portugueses.

À ESCALA UNIVERSAL DA VIDA

NÃO CHEGAMOS
A
FORMIGAS


Platero
(h)ortografias

Já lá vão 92 anos e... ainda não percebemos

17 Novembro 2014

A pitonisa do regime...

«De acordo com o jornal Público, a empresa de consultoria e gestão de empresas "JMF - Projects & Business", sediada em Lisboa, é abrangida na Operação Labirinto, e tem como sócios Marques Mendes, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, Jaime Gomes e Ana Luísa Figueiredo, filha do presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, que foi detido na sequência de buscas efetuadas na quinta-feira no Ministério da Justiça.

Na sua intervenção, em resposta à jornalista Maria João Ruela, Luís Marques Mendes explicou ter entrado nesta empresa "com mais três pessoas depois de ter deixado a vida política ativa", mas sublinhou que nunca exerceu "qualquer cargo" e "por razões da vida" acabou "por não prestar qualquer atividade profissional a esta sociedade".
»

O negócio da “Dívida Pública”

A dívida pública portuguesa (em milhões de euros);
2011 - 174.895
2012 - 196.146
2013 - 207.624

Juros pagos pelos contribuintes portugueses (em milhões de euros);
2011 - 6.881
2012 - 7.523
2013 - 7.276
Total = 21.680

Só nos últimos três anos, os contribuintes foram obrigados a pagar 21.680 milhões de euros pelos juros pela dívida pública portuguesa. Apesar disso, a dívida cresceu 32.729 milhões de euros, passando de 174.895 M€ para 207.624 M€. Ou seja, quanto mais se paga mais se deve.

Como se sabe o BCE impõe que os estados se financiem junto da banca privada; por sua vez esta financia-se no BCE a 0,75% de juro, e empresta aos estados a um juro que depende tanto da especulação como de estratégias dos países dominantes. A Alemanha obtém juros a 0,5 ou a 1%, mas Portugal como muitos outros países obtêm a 5, 6, 7% e mesmo mais.

Se Portugal tivesse de pagar os juros da Dívida segundo a taxa de juro cobrada pelo BCE à banca privada (cerca de 0,75%), teria de pagar nos últimos três anos apenas 4.340 milhões de euros (menos 17.340 M€).

Em suma:

A dívida pública portuguesa tem sido um negócio altamente lucrativo para a banca, para os fundos especulativos e para muitos governos da União Europeia. E tudo isto tem sido pago quase exclusivamente à custa dos rendimentos do trabalho dos portugueses.

Pela via da dívida a troika impõe condições equivalentes à submissão dos povos por meios militares, obrigando as pessoas a perderem direitos, entregar partes crescentes do seu rendimento para alimentar a especulação e entregar ao desbarato património e serviços públicos.

Orçamento de esbulho

O Orçamento de Estado de 2015 (OE 2015) é um documento incompreensível para a maioria dos cidadãos.

E opaco. Mas o pouco que se lhe adivinha é trágico: garante negócios milionários às empresas do regime, banca e construtores, e vem introduzir ainda mais alterações a um sistema fiscal hipercomplexo em constante mudança.

Uma das maiores despesas será com juros da dívida pública, mais de 8 mil milhões, que consomem 60% da coleta do IRS! O estado gasta em juros mais do que gasta com todo o sistema de educação (7,7 mil milhões). Um absurdo! Esta situação, crónica, provoca uma sangria nas finanças públicas que urge estancar de uma vez por todas. De novo, irão ainda ser beneficiados pelo OE 2015 os detentores das parcerias público-privadas. Está prevista uma dotação superior a 2 mil milhões, para garantir aos concessionários privados rentabilidades obscenas, da ordem dos vinte por cento e mais. E a distribuição de milhões pelos grandes grupos económicos é interminável. Encontram-se ainda aspetos até bizarros neste orçamento, como a assunção pelo estado de "responsabilidades contingentes" de 3,5 mil milhões no Novo Banco. Há também dotações ao Fundo de Resolução bancário de 300 milhões, que supostamente deveriam ser assumidos pela banca. E temos "funções diversas não especificadas" (540 milhões), uma espécie de saco azul legalizado.

Para garantir este despautério, os trabalhadores por conta de outrem continuarão a ser penalizados com uma sobretaxa no IRS, as pequenas e médias empresas a pagar IRC que lhes consome os poucos lucros que auferem ou até a pagar impostos quando têm prejuízos, através do Pagamento Especial por Conta; os consumidores continuarão a pagar um IVA dos mais pesados da Europa. E os benefícios fiscais, esses, ficarão para as grandes Sociedades Gestoras de Participações Sociais e para os grandes promotores imobiliários que titulam as suas propriedades em fundos de investimento isentos de IMI.

O OE 2015, à semelhança dos anteriores, é um instrumento de esbulho aos contribuintes; através do qual os atores políticos vão distribuindo os recursos pelos grupos económicos que capturaram a política e, através desta, as finanças públicas.

Paulo Morais
Correio da Manhã, 15.11.2014

P O D A R (passe a METÁFORA)

podar é suprimir ramos de árvores
com vista a melhorar
as sua funções vegetativas
:
crescer de forma harmoniosa
dar frutos onde crescem as sementes
- essenciais ao nosso
equilíbrio alimentar

podar é educar as árvores
suprimir-lhes ramos secos ou doentes
como nós cortamos as unhas
o cabelo

libertá-las
de rebentos que se cruzam
de vergônteas ou ramos-ladrões
que lhes roubam a seiva e o vigor

mais e melhores frutos dão as árvores
se as podamos

aprendamos pois
a usar a tesoura e o serrote
a escada ou o escadote

e em benefício das árvores
e nós próprios

PODEMOS

podar é fácil
todos nós
PODEMOS

Platero
(h)ortografias

16 Novembro 2014

Um pensamento muito actual, escrito há mais de 200 anos...

ALTERNE

QUARTO
de casa-de-passe
que o é

não tem chuveiro
nem W. C.

só tem
Bidé

Platero
(h)ortografias

Bella Ciao


15 Novembro 2014

O pântano em que isto se tornou...

HENRICARTOON
por Henrique Monteiro, em 14.11.14

NA MORTE DE MANOEL DE BARROS

dos que estavam
”atravancando o meu caminho”
nenhum teve asas
para me acompanhar
ao infinito

não me lamento
- nem um ai
nem um grito

sou um pé-de-vento

vou melhor
sózinho


Platero
(h)ortografias

Fundação Eugénio de Almeida

            Inaugura a «Fundação Eugénio de Almeida» (FEA) uma exposição sobre um aturado trabalho de salvaguarda e recuperação de património sacro, pertença da Arquidiocese de Évora. Mas a mesma FEA (insondável mistério), há poucos anos, praticou uma visível violação do «Plano de Urbanização de Évora», como as fotos testemunham (Art.º 14º e Art.º 15º do citado «Plano…»), sendo a foto da esquerda prova da situação de conjunto do alpendre original, e a da direita a sua substituição por uma pala em betão, gritantemente absurda no espaço envolvente!

            Infelizmente, há mais uns quantos disparates praticados pelos responsáveis pelas obras de recuperação em edifícios propriedade FEA, localizados na urbe histórica. Convém, contudo, recordar que (inexplicavelmente) parte das obras beneficiaram de pareceres favoráveis da anterior gestão política autárquica, da anterior direcção do IGESPAR, bem como opinião favorável da anterior composição da Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, organismo de carácter consultivo de âmbito municipal.

            Entretanto, nada foi corrigido, apesar de opiniões abalizadas (por exemplo Arq.º João Paulo Ferreira), da própria opinião pública e de personalidades ligadas à defesa do património eborense. Há, pois, na recuperação e exibição com visita guiada das «casas pintadas», e com esta exposição sobre arte sacra e profana no seu espaço de mostras/antigo palácio da Inquisição (um dos que sofreu modificações estapafúrdias), uma espécie de «fuga para a frente» ou, dito de outro modo: - A FEA é entidade soberana (monarquismo absoluto?) e, portanto, não carece que fiscalização, vigilância e/ou reparos por parte das instituições locais de Estado …

            Enfim, no melhor pano caiu a nódoa… Há, efectivamente, um insólito e doentio mistério no procedimento desigual, contraditório, da FEA…

14 Novembro 2014

Câmara de Évora empenhada na revalorização das freguesias

A Câmara Municipal de Évora tem vindo a desenvolver um trabalho de revalorização das freguesias, que, entre outros aspetos, inclui o pagamento das dívidas relativas a anos anteriores, e pela criação do Gabinete de Apoio às Freguesias.

Neste sentido, este mês de novembro foram já transferidas para as Freguesias verbas no valor de mais de 440 mil euros, referentes ao ano de 2013, tendo sido também aprovadas por unanimidade em Reunião de Câmara de 30 de outubro, as propostas de Contratos Interadministrativos e Acordos de Execução de delegação de competências com as Uniões/ Juntas de Freguesia.

Apostar na descentralização – tendo em conta o novo quadro legal – em colaboração ativa com as freguesias é uma das linhas de atuação camarárias, que está também plasmada nas Opções do Plano e do Orçamento para 2015, procurando assim retomar o diálogo e a parceria com este nível mais descentralizado das autarquias, assegurando reuniões regulares e tratamento igual.

O Município de Évora tem vindo a introduzir princípios e regras de funcionamento para garantir a transparência nas relações institucionais como, por exemplo, o princípio de que a variação global da verba a atribuir as freguesias acompanhará a variação das verbas recebidas pelo Município do Orçamento de Estado. Em 2015, a Câmara aumentará as transferências em 5% e procurará criar uma base objetiva de atribuição de verbas inscritas nos Acordos de Execução, em função das competências efetivamente exercidas. Competências que incidem, principalmente, na limpeza e conservação de caminhos, bermas e valetas, gestão de alguns cemitérios, pequenas reparações nas escolas, entre outras.

Para além da descentralização, este esforço pretende valorizar o papel de proximidade das freguesias com as populações, uma vez que estruturas dotadas de competências e recursos adequados são garante de desenvolvimento do território, mais preparadas para intervir no contexto de desertificação de que estão a ser alvo.

Neste quadro, foi também recentemente constituído o Gabinete de Apoio às Freguesias que pretende não só qualificar a resposta prestada pelo município, no âmbito das suas competências e atribuições, mas visa também potenciar o trabalho de proximidade, integrado e concertado com as dinâmicas sociais, culturais e económicas das freguesias, promotoras de um desenvolvimento local sustentado e participado.

(Informação CME)

Comício do PCP em Évora

Um sistema de favores fiscais transformado num esquema de corrupção ao mais alto nível da administração?


(Manchete Correio da Manhã, 14 Novembro 2014)