01 Outubro 2014

A V I D A

é uma combustão permanente

ardemos
desde que somos concebidos
até deixarmos
de ser gente

ardemos quando respiramos
ardemos
por todos os sentidos

pensar queima-nos
mais do que
quando temos o cérebro em repouso

sinapses são cadeias
de minúsculos incêndios

só paramos de arder
quando morremos

Platero
(h)ortografias

30 Setembro 2014

Discussão sobre papel as Instituições de Ensino Superior como Motores da Especialização Inteligente

A Reitoria da Universidade de Évora, em conjunto com a Universidade da Extremadura, promovem no dia 01 de outubro, no Colégio do Espírito Santo, um workshop sobre cooperação transnacional no domínio da especialização inteligente entre o Alentejo e a Extremadura (Espanha). Intitulada “O Papel das Instituições de Ensino Superior como Motores da Especialização Inteligente”, a iniciativa visa debater o contributo destas instituições para o desenvolvimento regional e o respetivo enquadramento no âmbito da estratégia regional de especialização inteligente e da cooperação com a região vizinha da Extremadura.

A importância do contributo das instituições de ensino superior (IES) para as regiões onde estão instaladas é inequívoca. Essa contribuição é tanto mais relevante quanto menores forem a densidade institucional e as dinâmicas económica e demográfica dos territórios.

Além da relevância em termos da promoção da atividade económica e do emprego, as universidades, sobretudo as localizadas nas cidades de média dimensão, podem desempenhar um papel determinante na criação e difusão de conhecimento e transferência de tecnologia, na melhoria da qualificação das pessoas, bem como na melhoria da qualidade do ambiente urbano.

No contexto atual, quando a discussão acerca do contributo das diversas instituições para a estratégia de especialização inteligente das regiões é tão crucial, a análise do papel das IES neste domínio é fundamental. Assim, no quadro da cooperação transnacional com a região da Extremadura, este workshop que a Reitoria da Universidade de Évora agora promove visa debater o contributo das IES para o desenvolvimento regional e o respetivo enquadramento no âmbito da estratégia regional de especialização inteligente e da cooperação com a região vizinha da Extremadura.

Os oradores principais deste workshop serão o Professor John Goddard, Professor Emérito da Universidade de Newcastle, autor reconhecido internacionalmente pelo seu importante contributo para o estudo do papel das IES no desenvolvimento das cidades e das regiões, e o Professor Alberto Amaral, Reitor da Universidade do Porto entre 1985 e 1998, diretor do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) e atualmente Presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

Eborense morre no hospital de Beja por falta de ventilador em Évora

Mais uma eborense vítima da política assassina de Saúde da Troika. Doente eborense morre no hospital de Beja, por falta de ventilador em Évora.

30 Setembro, 2014 12:02

TEMPO ORAL

um gerador elétrico
que trabalha
movido a energia elétrica

à energia que gera

auto-alimenta-se

condição
:
que ninguém o desligue
até ao fim
dos tempos


Platero
(h)ortografias

CENDREV acolhe BAAL17 – Companhia de Teatro
Hoje, 30 Setembro, às 21h30, Teatro Garcia de Resende

O Cendrev – Centro Dramático de Évora, mantém um quadro de relação de intercâmbio há vários anos com o BAAL17 – Companhia de Teatro de Serpa, que sobe ao palco do Teatro Garcia de Resende, hoje, dia 30 de Setembro.

“Ruína” em Teatros

Depois da estreia em Maio, na Vila Mariana, em Serpa, e da digressão pelas ruínas e praças dos concelhos de Serpa, Moura e Barrancos, a “Ruína” adentra teatros e auditórios. Muda o cenário, muda o ambiente, mantém-se a atualidade, a tensão, o riso, o tipo das personagens e o atípico da situação.

Sobre o espetáculo:

Há talvez na presente crise económica que tudo atravessa um aviso para navegantes: a iminência de um mundo em que a mudança de modelo energético deixará de ser uma utopia das sociedades desenvolvidas, para se impor como estado de facto, se calhar catastrófico. Por todo o lado, os sinais da precariedade insinuam-se como um horizonte incontornável, embora as elites planetárias ainda especulem com depósitos de energias fósseis quase inesgotáveis. Esta tensão entre o utópico e o precário, no contexto da crise, é a ideia da qual nasce o processo criativo de “Ruína”.

Partindo da mistura de géneros como a ficção científica e o teatro de costumes, o espectáculo concebe-se como o sonho de uma jovem expulsa da cidade que procura nos campos do sul o caminho para algum paraíso perdido. O sul é aqui símbolo de um mundo em muitos sentidos ainda alheio ao voraz processo de industrialização, e, portanto, ligado ao sagrado, ao misterioso e ao irracional.

Só que esta jovem traz consigo, na sua viagem da cidade para o campo, uma visão deformada da realidade. Os fantasmas que habitam o seu sonho não são mais do que arquétipos dos seus próprios conflitos. Trata-se assim de construir uma alegoria de marcado carácter onírico a respeito da procura de energias renovadas num mundo virado contra toda a hipótese de mudança, e no qual só parece caber a aceitação da realidade tal e como nos é imposta. Há nisso uma visão tão irónica quanto poética sobre o nosso posicionamento frente à crise e ao drama que nos é dado viver na atualidade, nos quais se conjugam um sentimento quase apocalíptico e desesperado e a dúvida de se nós, como indivíduos e como sociedade, seremos ainda capazes de encontrar novas energias para continuar em frente.

Carlos Santiago
Encenador e dramaturgo


“Ruína”
36. ª Produção Baal17 – Companhia de Teatro


Inserida no Projeto “Sensibilização” da Lógica E.M S.A e cofinanciado pelo INALENTEJO, com a parceria das autarquias de Serpa, Moura e Barrancos


Duração: 75 mn

Classificação: M/14 anos

Preço: 4€

Funciona o PassaporTeatro Estudante e o PassaporTeatro Sénior

29 Setembro 2014

Esta quarta-feira, dia 1 de Outubro
Voluntários caiam muros do Seminário Maior e Universidade de Évora

Durante o dia 1 de Outubro, cerca de 40 voluntários, na sua grande maioria alunos recém-chegados à Universidade de Évora, irão caiar os muros exteriores do Seminário Maior de Évora, na Rua José Estevão Cordovil, e os muros da Universidade de Évora, sitos na circular às muralhas, numa iniciativa da Câmara Municipal de Évora e do recém-criado Núcleo de Estudantes de Turismo da Universidade de Évora.

Após os trabalhos de caiação realizados no passado mês de Maio, no âmbito do Programa de Voluntariado UNESCO para o Património Mundial, esta nova iniciativa é parte integrante de uma estratégia sustentada de consciencialização da comunidade local.

A escolha dos locais prende-se não só pela proximidade com o principal edifício da Universidade, mas também por constituir uma das entradas preferenciais para o Centro Histórico, granjeando um conjunto de condições essenciais não só para a visibilidade que se pretende dar ao projeto, mas por constituir uma estrutura que não apresenta grandes dificuldades de execução, permitindo-se uma aproximação ligeira à prática da caiação por parte dos voluntários.

Associar os alunos da Universidade num projeto desta natureza visa também alertar para a responsabilidade que é manter um espaço singular como é o caso do espaço urbano classificado de Évora, reforçando-se uma lógica de comunidade e participação local ativa e, em simultâneo, lembrar o imperativo das boas práticas nas questões ligadas à preservação do património.

(Informação CME)

ROTINA INCONTORNÁVEL

TEMPORAL -----------> TEMPO ORAL

Platero
(h)ortografias

Comer nabos pelo lado da raiz…

            Acredito possível que o actual 1º ministro não lembre se recebeu de uma empresa privada (indevidamente) cerca de 5 mil euros por mês, na década de 90 do passado século, durante três dos vários anos que durou a sua actividade exclusiva como deputado.

            Este problema de esquecimento do 1º ministro envolve desde já alguma gravidade para o seu psíquico bem-estar, assim como para a tranquilidade pública e institucional, pois pode anunciar uma amnésia de evocação. Estou mesmo em crer que tal situação exige cuidados clínicos de especialidade, pois ao começarem-se a manifestar sinais evidentes de perda da memória, dado o desempenho cívico deste cidadão, os esquecimentos correm o risco de se transformarem num problema de Estado.

            Quem nos garante que este preclaro cidadão não venha a esquecer as conclusões a que se chegou na última reunião do conselho de ministros?

            Enfim, pensamos que não é educado, talvez mesmo desumano, envolver em ironias de vingança política um cidadão que está sofrendo perdas alarmantes de memória. Não vou, pois, engrossar a lista das descortesias aventadas pelos jornais, nem aumentar o rol dos cronistas que satirizam um cidadão que transporta sobre os ombros, penosamente, a intermitente ausência de recordações.

*

            O Algarve pode ser uma região de Portugal, mas não restam dúvidas de que é sobretudo a expressão material de um paradoxo e, neste sentido, “oferece” de tudo à sociologia política, à história das mentalidades e à barafunda lusitana: - Clima de doçura sem igual e crueldade sádica contra o seu meio ambiente; simpatia intrínseca dos seus habitantes e sede implacável do dinheiro dos turistas; abjectas sujeições aos interesses de vários grupos económicos, e desleal sujeição das areias das suas praias e do seu manso mar, aos apetites dos empreendimentos de grande insanidade ecológica. Para concluir, diga-se que o Algarve tem os atributos da mulher fria que, em busca da felicidade, vende os seus encantos por milhões, mas é incapaz de proporcionar aos seus filhos um mediocremente satisfatório bem-estar social.

            No seio destas contradições, para retardar o efeito da erosão, a «Agência Portuguesa do Ambiente» leva a efeito um alargamento de seis praias que implica a reposição de areias, investindo nessa operação mais de 2 milhões de euros. Pretende este organismo contrariar os avanços do mar, com a continuada recarga de areias para manter praias que estão cada vez mais próximas… da morte!

            Todavia, o Algarve continua a construir empreendimentos em zonas de risco e a ignorar o ordenamento do território. Além de ter varrido a sua mancha territorial de árvores de fruto, arrasado os seus pomares, saturado de pesca a sua costa, o Algarve é, talvez, a região do País onde a noção do apagamento territorial é mais inconsciente e alegremente partilhada pela esporádica “população” estrangeira, pelo “indigenato”, pelos governantes e pelos empresários… - Para cúmulo de solenidade subserviente, as vítimas autóctones prestam honras e oferecem simpatia aos turistas… Enfim, há de tudo… O violador brutal (e proxeneta) do ecossistema e o indígena ressequido que nem um bacalhau que, “assim como assim”, pede uma indemnização que o ajude a manter-se e à família.

            Fotografia a preto e branco: Castro Marim tem mais “camas turísticas” que habitantes; o nordeste algarvio não tem água canalizada ao domicílio… em 57 povoações (in Público, 22/9/2014)!

            Não é preciso afivelar a máscara do martírio e da dor: - Nascemos em Portugal para sofrer as passas do Algarve!

*

            O que seria de nós, portugueses, sem o martírio público e privado? Pedir mártires a toda a hora tornou-se a ocupação predominante dos nossos espíritos e, em certas alturas, a necessidade de mobilização destas pitorescas personagens pode constituir uma preocupação nacional, sendo disputada a sua abundância com tenacidade pelas oposições políticas ao Governo e pelos media para venda de títulos!

            No reverso desta medalha apresenta-se-nos a atmosfera de «desculpem lá qualquer coisinha» praticada pelo Governo. Veja-se…

            A actual ministra da Justiça pediu desculpa «pelos transtornos», entretanto provocados pelo sistema informático, que paralisou o acesso à informação, após uma mudança de instalações de repartições do Ministério. Pouco tempo depois, foi a vez do ministro da Educação pedir desculpa, dado que um erro da fórmula matemática determinou a confusa colocação de professores em todo o território nacional.

            Como se pode verificar, todos respiramos a mesmo atmosfera, compungidos é certo, mas aliviados na nossa desgraça, visto que o próprio Governo também é desgraçado e pede desculpa de o ser publicamente!

            Os dois melhores “amigos” no mundo lusitano, os mais solidários, serão seguramente estes dois: - O prevaricador que se afundada de erro em erro, e a multidão mártir que tudo desculpa sem revolta e, assim, acaba purificando o primeiro. Não vai um sem a outra.

            Cá vamos, pois, a comer nabos pelo lado da raiz!

28 Setembro 2014

AME não atribui Interesse Municipal ao projecto mineiro da Boa-fé

A Assembleia Municipal de Évora (AME) decidiu rejeitar por unanimidade o projeto mineiro para a Boa-fé, não o classificando como Projeto de Interesse Municipal. A AME considera que os “benefícios decorrentes da exploração mineira são limitados no tempo, enquanto as perdas para o território são ilimitadas ou permanentes.” Recorde-se que a colocação da mina estaria situada numa zona classificada na Rede Natura 2000.

A AME tem desde logo dúvidas relativamente à declaração de impacte ambiental (DIA) que apesar de considerar as questões apresentadas pelos serviços municipais, remete grande parte da decisão sobre elas para futuros planos e estudos, não permitindo à Câmara Municipal uma possibilidade de fiscalização do cumprimento das soluções que vierem a ser encontradas. Aliás a AME considera mesmo que as cautelas expressas no DIA e os planos que esta exige “revelam bem a insegurança da própria autoridade sobre os impactos ambientais.”

Segundo a AME não há garantias que os benefícios económicos a serem recolhidos pelo Estado sejam aplicados na região. Estão previstos a criação de 135 postos de trabalho, num investimento de 40 milhões de euros, para um período previsto de cinco anos, mas está por a calcular a destruição de forma permanente de postos de trabalho na agricultura, silvo pastorícia e no turismo.

Considerando este enquadramento, considerando os riscos e a incerteza conhecida, considerando o previsível desequilíbrio entre os custos globais e benefícios globais da implementação desse projeto, a que acresce a localização em área ambientalmente sensível e com elevados valores a preservar, não estão reunidas as condições para o Município atribuir Declaração de Interesse Municipal, em tempo requerida pela empresa promotora”, pode ler-se no texto da proposta apresentada à AME.

in Tribuna do Alentejo, 26 Setembro 2014

M O N O P O L I S M O (infantil)

D. Diogo
quando vai à Praia

acaba o iodo

D. Diogo
e a sua comitiva

consomem-
-no

todo

Platero
(h)ortografias

Chuva e granizo provocam dezenas de inundações e até o desabamento parcial da cobertura de um centro comercial



Do temporal que ontem se abateu sobre o Alentejo e região de Setúbal não há a registar vítimas mas apenas alguns danos materiais. Os concelhos do distrito de Évora mais afetados pela forte chuvada, que chegou a ser acompanhada por granizo, foram Évora (com 27 das inundações), Arraiolos, Alandroal, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Mourão, Montemor-o-Novo e Viana do Alentejo.

MOVIFLOR vai encerrar em 1 de Outubro

A Moviflor enviou um 'e-mail' aos trabalhadores a informar que vai encerrar temporariamente as lojas a partir de 1 de Outubro, disse à Lusa Marisa Ribeiro, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

"Recebemos informação de colaboradores de que a partir de 1 de Outubro todas as lojas vão estar encerradas temporariamente", disse a sindicalista, adiantando que está a tentar obter mais detalhes sobre o assunto.

"Os trabalhadores estão preocupados com a sua situação", adiantou, recordando que o Plano Especial de Recuperação (PER) "não está a ser cumprido".

Em Julho último, o sindicato tinha denunciado o incumprimento do PER, situação "que se mantém", já que os trabalhadores não recebem os salários nem as dívidas anteriores.

"Nem a primeira prestação" do pagamento que estava previsto no PER, disse. "É lamentável o PER não estar a ser cumprido", sublinhou. O PER homologado pelo Tribunal do Comércio de Lisboa a 17 de Dezembro de 2013 previa a recuperação da Moviflor e o pagamento regular de salários, o que, segundo o Cesp, não tem vindo a acontecer.

Além do despedimento colectivo que já abrangeu 200 trabalhadores, o PER prevê a saída de mais 325 funcionários da empresa de mobiliário.

in Jornal de Notícias, 26 Setembro 2014

27 Setembro 2014

CAO – TSÉ

UM REGALO

na vida tudo se resolve
entre a FALA

e o
FALO

Platero
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26 Setembro 2014

Guerra aberta na Associação de Futebol de Évora.
Direção e Clubes exigem destituição de Amaro Camões

Estalou uma crise sem precedentes na Associação de Futebol de Évora (AFE), com a direção liderada por Amaro Camões a exigir a demissão do presidente. Na ata de reunião de direção a que tivemos acesso, realizada no dia 9 de setembro, os diretores António Peixe, António Pereira, Fernando Nunes, Carlos Cabo, António Nico e Humberto Empadinhas informaram que após a realização da assembleia-geral para aprovação das contas, “farão o pedido de renúncia ao mandato, dado que a AFE necessita de remodelações urgentes e é necessário alguém que as execute”. O Vice-presidente António Nunes foi mais longe e disse que “a AFE está igual a 1994 e que os diretores dos clubes acham que o senhor presidente se devia demitir”.

Em resposta à tomada de posição dos restantes elementos da Direção, Amaro Camões retorquiu que “nunca renunciará ao cargo e que cairá quando tiver que cair”. A nossa fonte garantiu que na reunião de direção, Fernando Nunes informou os restantes elementos do executivo que “irá fazer todos os possíveis e impossíveis para demitir  o presidente, por má gestão no que concerne à má condução dos serviços” e acusou-o de “estar agarrado ao poder”. Entretanto a guerra parece ter alastrado para os clubes do distrito e vinte e dois coletividades assinaram uma petição coletiva visando a “destituição do presidente por falta de zelo pela garantia de efetivação dos direitos e deveres dos associados discriminando alguns associados em detrimento de outros”. Num tom bastante contundente os clubes afirmam que o presidente da AFE “não tem dignidade nem condições para continuar a ocupar o lugar (…) pelo que solicitam a sua destituição”. Subscrevem a petição o Lusitano de Évora, Juventude de Évora, Cabrela, Giesteira, Redondense, Atlético de Reguengos, Oriola, GU Montemor, Viana do Alentejo, Canaviais, Corval, Valenças, Lavre, Perolivense, Escouralense, AA Universidade de Évora, Almansor, Barbus e Fazendas do Cortiço.

É neste cenário que será realizada a assembleia geral extraordinária, marcada para o dia 10 de outubro, às 20 horas cujo único ponto da ordem de trabalhos é a análise, discussão e deliberação da proposta de destituição do Presidente da Direção da AFE. Até ao momento não foi possível ouvir a reação de Amaro Camões sobre a situação que vive na cúpula do futebol distrital.

Notícia EJornal, 24 Setembro 2014

A BOCA E O RISO

haja quem alguma vez me tenha visto/ouvido rir às gargalhadas
e eu tenho pena

acho que isso tem a ver
com o eu ter
a boca tão pequena

invejo as bocas grandes
como a de Manuela Moura Guedes
ou de Barak Obama

ou deste eletricista
aqui da minha aldeia
- que por tudo e por nada ria

tinha fama

roía uma maçã Starking
em meia-dúzia de dentadas

cravava-lhe os dentes
como pá
de máquina de espalhar
gravilha nas estradas

como me seduzem
estas bocas grandes escancaradas

a minha é pequena
ridiculamente pequenina
à escala do amendoim ou do pistacho

de beber os sumos pela palhinha
em vez das bocas grandes
que comem migas à garfada
até chegar
ao fim do tacho

nem sei gritar
- cicio

por entre os lábios finos
saem-me espalmadas as palavras
como massa de crêpes ou folhados

como água de rio
escoada pelas cascatas

como invejo as bocas
lábios de africanos
bem desenhados grossos

como gomos
suculentos de toranja

quem pois se apaixonar
por estes fios de carne
finas franjas
de abertura escassa?

sorrindo só
rindo jamais

enquanto
a vida passa

Platero
(h)ortografias

25 Setembro 2014

MOSTRA DE TEATRO DE MARIONETAS
27 e 28 de Setembro, Teatro Garcia Resende

CENDREV ACOLHE Companhia de Teatro Salomé “O Diabinho da Mão Furada”

O Cendrev, no âmbito do projecto BONECOS DE SANTO ALEIXO – Um Património a Preservar, vai acolher nos dias 27 e 28 de Setembro a Companhia de Teatro Salomé, que realizará, em Évora, 1 workshop no dia 27 (sábado), das 11h00 às 13h00, cuja participação é gratuita, dirigido a crianças dos 6 aos 12 anos, 2 apresentações do seu espectáculo “O Diabinho da Mão Furada”, para todo o público, no dia 27, às 21h30 e dia 28, às 18h00 e após a realização do espectáculo uma pequena conversa com o público, em torno da construção do espectáculo, que contará com a participação de Joaquina Chicau, Lourenço Vaz e Francisco Sousa.

MULTA e MÉDIA

MULTAVAM-NO SEMPRE QUE DEIXAVA O CARRO MAL ESTACIONADO
JUNTO AO SEU BAR HABITUAL

PEGAVA O PAPEL DA MULTA DO LIMPA-PARA-BRISAS E IA TOMAR A SUA CERVEJINHA MÉDIA

o binómio era conhecido como
:
MULTA e MÉDIA

Platero
(h)ortografias

24 Setembro 2014

Apresentada nova denúncia sobre irregularidades no funcionamento da Universidade de Évora

Chegou ao nosso conhecimento uma segunda denúncia sobre diversas irregularidades e ilegalidades que terão acontecido na Universidade de Évora. A denúncia, dirigida à Procuradora Geral da República, com conhecimento ao DCIAP, ao Primeiro-ministro, ao Presidente da República e ao Ministro da Educação, confirma os casos referidos na primeira queixa e concretiza alguns factos e intervenientes.

«Senhora Procuradora-Geral da República,

A respeito da queixa abaixo (que já circula em blogues) apresentada na Procuradoria-Geral da República denunciando vários crimes na Universidade de Évora venho apresentar outra denúncia na qual confirmo pela minha honra e juro pela saúde dos meus filhos ser tudo verdadeiro o que foi denunciado pela minha colega. A Universidade de Évora encontra-se a saque e o Sr. Ministro da Educação e Ciência tem conhecimento disto tudo porque têm sido enviadas várias queixas para o Ministério da Educação que não quer saber de nada. (...)»

Seguem-se diversas acusações de má gestão, compadrio, situações de peculato e nepotismo, as quais incluem referências a pessoas e factos concretos. Sendo situações que carecem de investigação e confirmação da prova produzida, abstemo-nos de as revelar.
A denúncia termina com um apelo à intervenção da Polícia Judiciaria, sem a qual considera ser impossível "desmontar esta quadrilha".

«Os crimes só serão descobertos se a Polícia Judiciária entrar dentro da Universidade de Évora com uma equipa de inspectores da Inspecção Geral da Educação e Ciência e vasculharem tudo. Caso contrário vão continuar a mentir e nunca vão descobrir nada e vão continuar a roubar o Estado. O DIAP de Évora não vai conseguir desmontar esta quadrilha de bandidos sem a ajuda da PJ. Um desgraçado rouba dois frangos para matar a fome vai dentro. E estes ladrões? A Europa tem que saber o que se passa aqui.»

Aguardemos, pois, novos desenvolvimentos de um caso que ameaça dar que falar.

Universidade de Évora nomeia directora dos Serviços Técnicos

Com efeitos a partir do dia 19 de Setembro, foi nomeada, em regime de substituição, Teresa Pinheiro-Alves como Diretora dos Serviços Técnicos.

Não se iluda

só na aparência
a palavra escrita
é muda

quando você a lê
e ela é bela

a palavra escrita
não só fala

- tagarela

Platero
(h)ortografias

Évora:
o silêncio dos culpados e o medo dos inocentes

            A “sociedade” eborense nunca deixou de ser uma sociedade que repousa… sobre um sem número de incêndios que nunca são extintos! Porquê? - Porque tem a convicção profunda de que aqui, nesta urbe, não se passa nada, mesmo quando se avista fumo que denúncia a existência de algum incêndio!

            Neste momento em que escrevo, a cidade está cheia de queixas do “mau tratamento” humano que se recebe no Hospital de Évora (Espírito Santo e Patrocínio). Desde a desumanidade praticada na urgência, passando pela deficiente higiene de algumas instalações, até ao atendimento geral, com vário tipo de negligências diárias, lapsos, esquecimentos, “erros de computador”…Todavia, as queixas dos utentes ou seus familiares ficam-se pelas conversas, perdem-se nos corredores, silenciam-se face ao médico que aparece à consulta (sempre fora do horário estipulado) ou que surge no Serviço: - Eis, pois, em pleno século XXI, o culto da vassalagem, próprio de lacaios submissos, e o medo dos inocentes!

            “Ninguém” investiga, ninguém se preocupa: - Eis o silêncio dos culpados!

            Pior: - Há sempre uns familiares de doente falecido no Hospital que, demonstrando uma grande inconsciência cívica, ao mesmo tempo, sem se aperceberem do disparate, acabam por denunciar a raridade da forma como foram tratados, ao publicarem na imprensa local agradecimentos a médicos, enfermeiros e restante pessoal… pelo facto destes terem cumprido o seu dever!

            Enfim, “sociedade” que, como no tempo da ditadura salazarista, ainda repousa sobre a subserviência, referenciando pusilânime, de cerviz dobrada, dirigentes de clãs, chefes de Serviços, administradores de instituições, etc.. Tal é o caso da patologia social eborense, pavorosa, trágica, às vezes caricata, e irresponsável, pois quando crítica cobre-se com o anonimato!

*

            Num “blogue” da cidade apareceu uma notícia sobre o mau funcionamento da Universidade de Évora (EU) … Denunciando casos de negligência relativamente bem documentados, fumos de corrupção de vário tipo, administração danosa de cursos e de recursos, infelizmente o texto envolvia-se na vida privada de alguns cidadãos, moralizando, tal supremo “juiz de costumes”, comportamentos sentimentais privados.

            Esta manifestação pública de “má-língua” deve ter decidido do apagamento do texto… - De resto, este tipo de barafunda ética (vida privada/vida pública) é de uso habitual nesta cidade que, assim, demonstra quanto o norte-de-áfrica e seu “fundamentalismo” moral está muito mais perto da nossa mentalidade do que poderíamos supor, como nos garantia o arqueólogo Cláudio Torres há pouco mais de uma semana, nas páginas do Diário do Alentejo

            Entretanto, o texto desta denúncia, mais do que fumo de um incêndio que há muito todos sabemos existir, acabou por desaparecer do espaço onde havia surgido…O silêncio dos culpados vigia de perto o medo dos inocentes! Nada se passa, nada se vai passar! Felizmente, a imprensa diária de Lisboa colheu a notícia e transformou-a em questão nacional… Vamos ver…

*

            A Fundação Eugénio de Almeida (FEA), no dia 26 deste mês de Setembro, das 9,30 às 17,30 horas, vai realizar o que chama «Dia Aberto».

            Iniciativa louvável da FEA, embora para muitos eborenses (eu sou um dos admiradores) não seja necessário penetrar no corpo central da sede da FEA para saber do seu trabalho e do seu apoio financeiro a mil e uma actividades que nascem no Alentejo, à preservação e restauro do acervo artístico-religioso da Arquidiocese de Évora, do seu empenho em auxiliar inúmeras iniciativas culturais, bem como no seu vasto apoio financeiro a inúmeras obras de carácter social.

            Por todas estas razões não se compreende o disparate praticado pela FEA ao destruir uma peça relevante do património da cidade, de recorte quinhentista, substituindo-a por uma pala em betão de banal configuração, no seio de um espaço (traseiras da catedral) carregado de património arquitetónico.

            Convém acrescentar que a demolição do antigo alpendre (à esquerda na foto) beneficiou de autorização do anterior executivo municipal, gerido pelo Partido Socialista, bem como do IGESPAR…

            Passou tempo sobre todo este disparate… Que aconteceu, entretanto? – Nada!

            Eis, pois, o silêncio respondendo aos desarranjos…

23 Setembro 2014

“Memória da Malagueira”
8.ªs Conferências do Cenáculo abrem com a presença do Arquiteto Siza Vieira

Começa amanhã (dia 24), na Biblioteca Pública de Évora (BPE), pelas 18h30, a 8.ª edição das Conferências do Cenáculo. Uma conversa sobre a “Memória da Malagueira”, com a presença de Álvaro Siza Vieira – autor do projeto – e um dos arquitetos mais reconhecidos a nível mundial, marca o arranque deste ciclo de 8 conferências que se prolonga até 6 de Novembro. O Bairro da Malagueira, em Évora, é considerado um dos projetos mais emblemáticos de Siza Vieira, sendo apontado como um projeto sociopolítico pioneiro no Portugal Democrático. Durante a conferência – apresentada por Abílio Fernandes, ex-presidente da autarquia eborense, vai ser apresentado o livro “Malagueira – Álvaro Siza in Évora”, de Brigitte Fleck e Gunter Pfeifer.

As Conferências do Cenáculo realizam-se desde 2004 e, como pano de fundo, têm o objetivo de homenagear “Frei Manuel do Cenáculo”, fundador da BPE. No ano em que passam 200 anos da morte de Cenáculo, a organização pretende dar um novo impulso às conferências, através da abordagem de temáticas diversas e abrangentes. Para o efeito foram convidados especialistas em áreas tão diversas como a arquitetura e o urbanismo, arqueologia, património e história, paisagem, imagem e fotografia, bibliotecas, entre outros. Vitor S. Gonçalves, Maria da Conceição Lopes, Raúl Rosado Fernandes, José Manuel Rodrigues, Jorge Calado, Aurora Carapinha e Francisco Contente Domingues, são algumas das personalidades convidadas.

As Conferências iniciam este ano um novo formato, resultante da colaboração de entidades que se associam no esforço de possibilitar a todos os cidadãos o acesso livre e gratuito ao conhecimento, à informação e à cultura. A co-organização da iniciativa é da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Alentejo, Biblioteca Pública de Évora/Biblioteca Nacional de Portugal (BPE/BNP), Câmara Municipal de Évora (CME) e Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS/UE).

39 filmes de 16 países estarão em competição no FIKE 2014


(Patrícia Casey, produtora do primeiro filme dos Monty Python)
Trinta e nove filmes de 16 países, estarão em competição na 12.a edição do FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens, que decorrerá de 21 a 25 de Outubro nas cidades de Évora e Beja.

As Curtas-metragens que disputarão a competição internacional nas categorias de Ficção, Documentário e Animação, foram seleccionadas a partir de mais de mil inscrições, provenientes de quarenta e quatro países. Este ano, a concurso, estarão filmes da Polónia, Israel, Irão, Roménia, Itália, Letónia, Estónia, Suíça, Holanda, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Espanha e ainda de Portugal, que conta este ano com nove curtas a disputar os troféus do festival.

O FIKE 2014 fará grande destaque à cinematografia nacional e abrirá novos canais de divulgação a primeiras obras e á criação dos novos realizadores.

O Júri Oficial do FIKE integrará este ano, a jornalista belga Nancy Denney-Phelps, o realizador português Manuel Mozos, o realizador e professor de animação e ilustração sérvio Rastko Ciric, e ainda, os portugueses Rui Simões, realizador e documentarista e o jornalista e crítico de cinema Rui Tendinha.

O prémio para o melhor documentário será votado pelo Júri Estação Imagem, composto por Rastko Ciric (documentarista), Pedro Letria (fotográfico) e pelo realizador TV Miguel Braga. O Prémio D. Quixote será atribuído pelo Júri da IFFS- International Federation of Film Societies, este ano constituído por Sylwia Hamerska, jornalista e cineclubista polaca, pelo alemão Thomas Penner, cineclubista e técnico de VFX e por Denise Cunha Silva, cineclubista e produtora de festivais de cinema (Portugal).

Como habitualmente, será atribuído ainda o Prémio do Público, cujos jurados serão todos os espectadores presentes nas salas de Évora e Beja. 

Entre outras participações do FIKE 2014, destacamos a presença de Patrícia Casey, produtora do primeiro filme dos Monty Python, "And Now for Something Completely Different", de 1971, que fará durante o certame, uma Master Class sobre produção cinematográfica.

As sessões do FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens, decorrerão simultaneamente no Auditório da Universidade de Évora e no Teatro Julia Pax em Beja. 

O FIKE tem como director João Paulo Macedo e é promovido, pela SOIR - Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, pelo Cine Clube da Universidade de Évora em parceria com a Estação Imagem e associação cultural bejense Lêndias d’Encantar.

QUADRA P´RA PULAR

cansado de dizer mal
tanta mentira e opróbrio
acabou em tribunal
por dizer mal de si próprio

Platero
(h)ortografias

DIA 25 DE SETEMBRO
Teatro Garcia de Resende, às 21h30

DELÉN é um recital da harpista italiana Giulia Vasapollo inspirado na música tradicional de influência anglo-saxónica e latina e está integrado na sua primeira tournée portuguesa, a realizar-se durante o mês de Setembro em diversas cidades: Aveiro (19), Porto (21), Coimbra (22), Lisboa (23), Oeiras (24), Évora (25), Lagoa (26), Faro (27), Silves (28) e Fuseta (29).

Em cada atuação Giulia transporta-nos numa viagem musical através da evocação de tempos passados na Irlanda, Escócia, Inglaterra e Bretanha. Uma viagem em que a sua voz e os sons elegantes do saltério e da harpa celta refletem um colorido e um brilhante jogo de temas e baladas de amor e de guerra, de danças e de ritmos inebriantes que nos convidam a desfrutar de uma experiência única.

Além das canções mais famosas de seu recente CD “Delén”, Giulia irá também revelar novas interpretações, especificamente preparadas para a tourné portuguesa e para o 3° Bavarian Tour, programado para o mês de Outubro.

Video promo: http://youtu.be/a62p_ijCttY.
Mais informação: www.giuliavasapollo.com

Espectáculo integrado na Programação do Teatro Garcia de Resende
Organização CENDREV e CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA

Duração: 75’ sem intervalo
Classificação: Para todo o tipo de público e todas as idades
Preço: 4€

22 Setembro 2014

Já não é proibido suicidar a Democracia?

©Joaquim Palminha Silva

            Está visto que o fascínio das prestidigitações e dos “truques” políticos, se por acaso incomoda uma minoria de lúcidos, não deprime a multidão nem alarma os medias e seus comentadores encartados, parece mesmo não humilhar o regime democrático nem incomodar as suas instituições, bem como o seu exótico “mobiliário” humano.

            Na sociedade lusitana, a violação intencional de algumas regras democráticas, só pode ser explicada pela constante colonização da indiferença aliada à ignorância cívica dos cidadãos, “naturalmente” com a cumplicidade empenhada e descarada dos partidos políticos do rotativismo governamental.

            Não é importante saber a que fonte estrangeira terá ido buscar o Partido Socialista (PS) a ideia de angariar súbito uma montanha de simpatizantes, com o propósito exclusivo, depois de assinarem um boletim, de os colocar em posição de votar na “eleição” do seu guia, do seu profeta (secretário-geral). O importante é saber que um dia destes alguém disse ao indigenato lusitano que podia “brincar” à Democracia, nos intervalos das eleições legislativas. Este anúncio público do PS foi o bastante para sabermos que existem em Portugal 150 mil cidadãos, que tinham em hibernação as suas ideias sobre o socialismo (que eles mesmos, se lhes perguntarem que ideologia é essa, não sabem especificar), mas se dispostos a transformar essas difusas ideias em positivas simpatias, estas, por sua vez, com o ilusionismo “democrático” que só os donos do PS conhecem, ficam autorizados a dirigirem-se no dia 28 de Setembro de 2014 a uma secção de voto, para escolher um entre dois candidatos a dirigente máximo do partido.

            Mas há mais e melhor fervor mágico: - Os media e o próprio PS proclamam que todos estes cidadãos, com a qualidade de simpatizantes, através do seu voto neste ou naquele “iluminado”, escolhem o futuro candidato do PS a 1º ministro de Portugal…

            A capacidade para “esquecer” e, justamente com ela, a incapacidade de compreender o alcance das desastrosas consequências, para o regime democrático, que envolve a divulgação de equívocos e imbróglios deste teor, tem sido notória na recente história política portuguesa. Porém, esta ideia de que se vai “escolher o candidato do PS a 1º ministro”, como se tal fosse uma prescrição constitucional, é de bradar aos céus!

            No nosso entender, estamos face ao uso abusivo das potencialidades do sistema democrático, de forma primária e brutal, procurando institucionalizar o que não é mais do que autêntico parasitarismo político por parte de um partido, por sinal pouco recomendável em termos de honestidade na governação do Estado, através de alguns dos seus mais “altos” dirigentes…

            Se este tipo de “truques”, que já deu origem no PS a inscrições de votantes menos limpas e a guerras intestinas de grande fedor, continuar a exorbitar sem denúncia crítica, estamos a abrir mais um caminho para a completa desfiguração do nosso sistema eleitoral e democrático. Estamos a fazer todos os dias o que no Japão se chama Haraquíri!

CENA DE PRAIA
(antigo, de memória)

tanta gente
a nos estender a mão

- aceita meu irmão
é nossa salvação

- nossa salvação, meu irmão
é nadar

toda esta multidão
a nos estender a mão
tu meu irmão
ainda não sabes
como é

toda esta multidão
a nos estender a mão

é para nos tirar
o pé

Platero
(h)ortografias

21 Setembro 2014

Universidade de Évora sob investigação

Denúncia refere que há professores sem alunos que recebem ordenado.

O Ministério Público está a investigar a Universidade de Évora (UE). O inquérito foi instaurado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, depois de uma denúncia de eventuais irregularidades, confirmou ao Correio da Manhã fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao que o CM apurou, a denúncia refere que departamentos, como os de Química, Geociências, Pedagogia ou História, terão 15 a 17 docentes em excesso, uma vez que não há turmas suficientes. "Passaram a ter aquilo que agora se chama horários zero. Mais grave ainda é que estas pessoas não lecionam, não fazem investigação e passam os dias em casa recebendo o seu vencimento", lê-se na denúncia, em que é descrita também uma alegada falsificação de horários no departamento de Geociências para disfarçar a falta de aulas.

Segundo a denúncia, haverá ainda situações de "docentes que têm turmas muito reduzidas e horários com 5 ou 6 horas semanais". O departamento de Geologia terá cerca de 40 docentes quando no curso terão entrado apenas três alunos.
Além disto, são apontadas eventuais irregularidades nas contratações de professores para a universidade, sublinhando-se o facto de a atual reitora, Ana Costa Freitas, ter alegadamente contratado familiares para várias vagas. A mesma denúncia aponta estas irregularidades ao anterior reitor, Jorge Araújo.

O documento que serve de base ao inquérito do DIAP termina com a descrição de alegados churrascos ao fim de semana numa herdade que fica a oito quilómetros de Évora, onde a universidade tem um polo e onde viverá o administrador Rui Pingo.
O CM solicitou ontem ao final da manhã um esclarecimento à reitoria da Universidade de Évora, que até ao fecho da edição não respondeu.

Mal-estar entre os docentes

A investigação está a causar mal-estar entre o corpo docente e a reitoria. Há suspeitas de que as denúncias tenham partido de dentro da instituição. O CM sabe que os responsáveis da UE alegam que as mesmas não têm fundamento, pois nos últimos dois anos a Inspeção-Geral da Educação fez auditorias à UE que nada revelaram.

Universitários estão atentos

As denúncias estão a ser seguidas com atenção pelos estudantes neste arranque do ano letivo. "O conteúdo das denúncias é comentado. Mas, para já, não passam de especulação. Cabe às autoridades decidir se há matéria para investigação", referiu Luís Pardal, presidente da Associação Académica da Universidade de Évora.

Por Alexandre M. Silva, Sónia Trigueirão
in Correio da Manhã, 20 Setembro 2014

Como a política e os negócios se entrecruzam nas sociedades de advogados

“Os Facilitadores”, o 2.º livro de Gustavo Sampaio, Uma obra a não perder para os que desejam conhecer, com detalhe, alguns dos meandros mais obscuros da corrupção, em Portugal.

"Trata-se de uma investigação jornalística, rigorosa e inédita, que compila os factos, faz o cruzamento de dados e compõe um retrato impressionante da triangulação de interesses entre o poder político, o mundo empresarial e os consórcios de advocacia.
Neste trabalho o autor revela as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais, as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade de regulação, apresentando casos concretos.

Sinopse:
Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões,contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira...
Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal.
As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses.
Uma investigação jornalística rigorosa e inédita que, pela primeira vez, revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos.
Este trabalho de investigação, a compilação de factos e o cruzamento de dados compõem um retrato impressionante sobre a triangulação de interesses entre o poder político, o mundo empresarial e os consórcios de advocacia, desafiando o leitor através de um conjunto de questões, nomeadamente:

- As sociedades de advogados são uma peça essencial no mecanismo de aparente captura do poder político pelo poder económico e financeiro?

- Além de assessorarem e facilitarem, as sociedades de advogados também acabam por - de algum modo - incitar, promover, influenciar ou pressionar para que todos estes contratos e negócios se concretizem?
- Será legítimo - ou recomendável - que as mesmas sociedades de advogados participem tanto na negociação como na renegociação, ou seja, tanto na blindagem como na posterior desblindagem desses contratos e negócios, ora do lado do Estado ora do lado do sector privado?"

Extracto do livro:
«Sobrepostas em camadas fluídas que interagem entre si através de canais de influência política, pontes de colaboração na produção legislativa e vias informais de "lobbying", entre outros fenómenos dinâmicos (nomeadamente o trânsito contínuo de agentes privilegiados entre os sectores público e privado), estas três linhas comunicacionais - das sociedades de advogados, dos grupos empresariais e dos dirigentes políticos - formam como que uma base de sustentação pós-ideológica do sistema vigente, a "situação", caracterizada por uma aparente captura do poder político pelo poder económico e financeiro. Qual é a função exercida ou atribuída às sociedades de advogados nesse mecanismo de captura? Servem como vasos comunicantes, fornecedores de contactos, intermediários de relações, facilitadores de negócios, produtores de blindagem jurídica, depositários de informação sigilosa, gestores de influências, criadores de soluções, movendo-se habilmente nos iinterstícios de um sistema "kafkiano".»

MANHÃ BELA

fresca
lenta
suave

para violoncelo
e trompa

e canto de ave

Platero
(h)ortografias

De pequenino se torce o pepino...


Hugo Bentes, Afonso e Cantadores da Aldeia Nova de São Bento — Serpa

20 Setembro 2014

BREVE ESTÓRIA DE COBRAS

tem suscitado natural interesse uma foto de cobra captada num muro da casa do professor Amílcar Vasques Dias situada nos " FOROS DO QUEIMADO" na Freguesia de S. Miguel de Machede, a curta distância de uma Ribeira cujo nome não me vem agora à memória

do outro lado da estrada, a menos de 1km de distância, tinha o camarada CATARINO - conhecido por CARRÃO, uma pequena courela mesmo à margem da Ribeira - com o pomposo nome de CADAVAIS

camarada CATARINO há dois ou três anos que deixou de frequentar as tabernas locais antes de demandar os trabalhos agrícolas da courela, mas ela, a courela, certamente lá continuará, propriedade agora não imagino de quem

quando palestrava pelos tascos de S. Miguel, emborcando pequenos, mas MUITOS, copos de tinto, CATARINO chamava sempre à colação uma cobra enorme que habitava as moitas de silvas da sua CADAVAIS

enorme, referia, com mais de 2 metros,

sem nada saber da mística Quetzal dos INCAS,, que a diziam emplumada, esta, dos Cadavais, de mais de 2 metros, na boca do Camarada Catarino, tinha não penas mas cabelos

grande, gorda, enorme, PELUDA

no meio de exibição de uma dessas suas narrativas, improvisei eu, e guardo de memória uma quadra popular que, se a dita não me falha, como aconteceu com o nome da RIBEIRA (parece-me que de origem árabe, qualquer coisa começada po AL) e que era então assim
:
A COBRA DOS CADAVAIS
NUNCA COISA IGUAL SE VIU
TEM UNS DOIS METROS OU MAIS
- VÁ PRÁ COBRA QUE A PARIU

a inspiração da quadra exigia em troca mais uma rodada

isto quando o camarada CATARINO era dono dos CADAVAIS, que desde há uns dois ou três anos já não é dono de nada


Platero
(h)ortografias

Rosa branca
Os Camponeses de Pias

19 Setembro 2014

VIII Assembleia da Organização Regional de Évora
Domingo, 21 de setembro de 2014, 10:15, Évora

VIII Assembleia da Organização Regional de Évora - «Com o PCP, os valores de Abril num distrito com futuro», com início pelas 10h15 e sessão de encerramento pelas 18h30, no Pavilhão da Associação de Moradores Bairro do Bacelo, na Avenida Fernando Pessoa, 1, em Évora.

Participa e intervém Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

Em causa a exploração mineira na Boa Fé
AME promoveu audição pública do projecto

A Assembleia Municipal de Évora (AME) promoveu no sábado, dia 13, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma audição pública sobre o projecto de concessão de uma exploração mineira na localidade de N. Sr.ª da Boa Fé, no concelho de Évora.
Marcaram presença diversas entidades envolvidas no processo de decisão, nomeadamente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), CCDRA, CME, Colt Resources e Quercus a quem se juntaram os eleitos na AME pelas várias forças partidárias. De entre o público presente natural destaque para a população da Boa Fé, interessada em conhecer as vantagens e desvantagens deste empreendimento no seu território.

(Informação CME)

REPESCADO - DE HÁ UM ANO
PARA GÁUDIO DOS BÊBEDOS II

a caixa craniana
- a garrafa do cérebro humano -

tem uma capacidade de cerca de 1 200 cm3

- quer dizer
1 litro
e perto de 1 quartilho

muito maior do que antes
da criação do vinho

a cor
e a textura
do conteúdo
é que não são por ora
nem do branco
nem do tinto

- é uma pasta amorfa cor-de-cinza
um órgão
indistinto

de aí o pensamento humano
ser um fluido
cada vez mais incaracterístico
mais acrítico

um órgão cada vez
mais re-pe-ti-

ti-vo

Platero
(h)ortografias

Alentejo, Alentejo


Após o reconhecimento internacional do Fado, Portugal submeteu à UNESCO uma candidatura com vista ao reconhecimento do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade. Não sendo o Cante conhecido de muita gente fora do país, este filme contribui para a divulgação do Alentejo, revelando esta forma de cantar e a vida dos seus intérpretes.

18 Setembro 2014

TRILHOS DO CONTRABANDO integra Ciclo de História Local e Regional

Trilhos do Contrabando é a temática sobre a qual incide a III Sessão do Ciclo de História Local e Regional, decorre no próximo dia 27 de setembro de 2014, com ponto de encontro para as 18:00 horas junto ao antigo Posto da Guarda da Aldeia de Montejuntos (Freguesia de Capelins, concelho do Alandroal).

A atividade com duração aproximada de três horas, destinada a toda a comunidade, a curiosos por História Local e Regional, a interessados em caminhadas conta com a presença do arqueólogo Luís Lobato de Faria, Presidente da Associação Projecto Raia Alentejana. Com a iniciativa ambiciona-se alertar a comunidade para as questões históricas, explorar a temática da Guerra Civil de Espanha e Regime Ditatorial em Portugal, dar a conhecer e efetuar o trajeto percorrido por contrabandistas e recordar memórias e histórias da fronteira.

A sessão cuja participação é gratuita tem inscrição através de https://docs.google.com/forms/d/1RL78xHXxviTo0cT42iT3KvkClfFGumrSQdQqxPGzMb4/viewform?usp=send_form

Recomenda-se para participação na iniciativa, o uso de calçado e roupa confortável, e aconselha-se a levar lanterna pois parte do percurso é noturno.

Contos e Workshop de Gravura com Nic & Inês
É Neste Pais - 20 Setembro 2014

A É Neste País regressa às suas atividades já este sábado, dia 20 de Setembro, pelas 11:30 "Com Quantos Pontos Se Conta Um Conto" com Nic e Inês que ficam para passar a tarde connosco a fazer um workshop de gravura!

REPESCADO

pelo aparo
da pena
do poeta
sai poema
e sua pena

pena de poeta
e sua pena
saem do aparo
em linha reta

como seta

e onde espeta
a pena
do poeta

ou sara
ou
envenena

Platero
(h)ortografias

Curso Preparatório de Matemática na Universidade de Évora

A Universidade de Évora (UE) apresenta pelo nono ano consecutivo o Curso Preparatório de Matemática (CPM), dedicado não só a alunos que frequentem o 12º ano do Ensino Secundário e se queiram melhor preparar para a sua entrada na Universidade, mas também a quem pretenda ingressar no Ensino Superior através do programa de acesso para maiores de 23 anos.

Estão abertas inscrições para o CPM 2014/2015, um curso com a duração de um ano letivo em horário pós-laboral, que visa proporcionar aos alunos os conhecimentos fundamentais de Matemática para o ingresso no Ensino Superior. As inscrições decorrem até ao dia 03 de outubro, iniciando-se o curso no dia 07 do mesmo mês.

Com duração até junho do próximo ano, e organizado em turmas de pequena dimensão, o curso decorre às terças e quintas-feiras das 18h às 20h.

Sendo a Matemática uma disciplina fundamental para a maioria dos cursos superiores, através do CPM, a Universidade de Évora procura não só preparar o aluno para o exame nacional de Matemática e para a prova de ingresso para os M23, como também fazer a ponte entre o que é lecionado no Ensino Secundário e o que o aluno pode vir a encontrar na Universidade.

O CPM consiste em aulas de exposição e explicação da matéria teórica e aulas de resolução de exercícios típicos. Durante o decorrer do CPM, o aluno tem ainda a oportunidade de assistir a palestras de divulgação da Matemática, tendo como oradores docentes da UE.

Os alunos que obtenham aprovação no final do curso têm isenção de prova específica de Matemática para o ingresso na UE.

Mais informações sobre o CPM em www.dmat.uevora.pt/ensino/Curso-Preparatório-de-Matematica-para-o-Ingresso-na-Universidade

17 Setembro 2014

Passeio reclamado há 5 anos!

Apenas e só, um passeio...
Ano: 2014.
Cidade: Évora.

Eu sei que é difícil acreditar, mas a foto fala por si.

Há 5 anos que eu, a minha família (e julgo que restantes moradores) aguardamos a ligação pedonal entre a zona onde resido (estrada da Chainha) e o restante bairro (bairro do bacelo).

Um direito tão básico, negado diariamente, apesar de todos os impostos e taxas municipais que pagamos regularmente!

Deslocações básicas como ir comprar pão, levar um filho à escola que fica logo aqui ao lado ou chegar à ecopista (a poucos metros), têm que ser feitas de carro, face à ausência de acessos pedonais/passeios entre esta zona residencial e o restante bairro do bacelo, bem como à perigosidade da estrada da Chainha para peões, que tal como o nome indica é uma estrada e não um passeio (ainda por cima, sem bermas).
É urgente que o município de Évora resolva esta situação.

Afinal trata-se apenas e só de fazer a continuidade de um passeio!

Venina Peixeiro

(recebido por e-mail)

Morreu Dinis Vital

Dinis Martins Vital, antigo guarda-redes que se destacou na Primeira Divisão ao serviço do Lusitano de Évora e Vitória de Setúbal, faleceu esta quarta-feira em Évora aos 82 anos.

Formado no Grandolense, transferiu-se em 1951 para o Lusitano de Évora onde jogou 15 temporadas.

Em 1966, mudou-se para o Vitória de Setúbal, clube que representou por quatro temporadas. Regressou ao Lusitano de Évora em 1970 mas na época seguinte mudou-se para o União de Montemor (1971-1974), onde assumiu funções de treinador-jogador, as mesmas que desempenha no Lusitano na época de despedida dos relvados (1974-75).

Representou a Seleção Nacional por uma vez num jogo particular com a Suíça, e, Genebra, em 1959.

Como treinador, trabalhou no Lusitano de Évora, no Grandolense e no Vasco da Gama de Sines.

O corpo de Dinis Vital estará na Capela do Hospital de Évora até amanhã, quinta-feira, dia em que se realiza, pelas 10 horas, o funeral no Cemitério dos Espinheiro, em Évora.

Biografia de Dinis Vital, por Armando Ribeiro, AQUI.

SEXO

ela não tinha sexo

entre duas colinas
guardado do mau tempo
ela tinha

um Templo

Platero
(h)ortografias

16 Setembro 2014

Contanário - 20 a 27 de Setembro em Évora

Contanário nasceu do projeto “Com Quantos Pontos Se Conta Um Conto”, que todos os anos comemorava os seus aniversários com a organização de uma maratona de contos. Ao fim de 4 anos, cresceu, ganhou um nome, e acontece de 20 a 27 de Setembro de 2014 em Évora. O Contanário é a nossa fonte de distribuição pública de contos e formas de contar.

Este ano o Contanário traz a Ana Sofia Paiva, o Bruno Batista, o Thomas Bakk, e a contadora da casa Margarida Junça (Bru); O marionetista de serviço Manuel Dias (Trulé), os nossos amigos da Associação Cultural Do Imaginário, as canções de Daniel Catarino, os livros de Nic & Inês e os maus retratos de Cristina Viana; a exposição de Afonso Cruz, a visita de Ondjaki, o Tó Zé e a sua campaniça, as marionetas do grupo Neste País Há Bonecos, e a apresentação do novo projeto da Biblioteca Pública “Uma Biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente”. Contamos também, e em especial, com todos os contadores e ouvidores que nos acompanham durante todo o ano.

O Contanário está quase a começar e estão todos convidados a acompanharem-nos nesta nova aventura!

Actualidade... em cartoons

Fundação Eugénio de Almeida promove Dia Aberto


(Para ampliar clique sobre a imagem)

A Fundação Eugénio de Almeida promove a segunda edição do Dia Aberto e convida a comunidade a conhecer os seus espaços, os projetos que realiza no campo social, cultural, educativo, espiritual, e de desenvolvimento económico, bem como as pessoas que constroem no dia-a-dia este projeto institucional ao serviço da cidade e da região.
O Páteo de S. Miguel, o Fórum Eugénio de Almeida, a Adega Cartuxa (Enoturismo), o Lagar Cartuxa e a Herdade de Pinheiros, são os locais incluídos neste programa de visitas no qual todos estão convidados a participar.

DIA 25
Estabelecimentos de Ensino | 9h30-17h30

DIA 26
Público em Geral | 9h30-17h30

DO AMOR

mente
gente
que diz que ama
moderada-mente

amor
- se existe -
não é frio
nem morno

queima
escalda
abrasa

- é sempre além
de quente

Platero
(h)ortografias

In Memoriam
(Festival de Teatro Amador)

Sociedade Operária de Instrução e Recreio
«Joaquim António de Aguiar»

Évora - Pátio Salema)
©Joaquim Palminha Silva
            A Sociedade Operária de Instrução e Recreio «Joaquim António de Aguiar» (SOIR-JAA), foi durante muitas décadas instituição paradigmática da cidade, e um dos centros dinamizadores da cultura democrática e republicana, alargando os seus horizontes para ideais políticos mais avançados (de cariz libertário e, depois, de franca simpatia pelo socialismo marxista). Agremiação fundada em 1900, com a sua sede no 1º andar de um secular edifício do Pátio Salema (extinta Freguesia da Sé e S. Pedro), foi responsável por um sem número de actividades cívicas, culturais e teatrais de grande notoriedade a nível nacional, sobretudo durante o tempo da ditadura salazarista (1926-1974).

            Difusora de multifacetada (e não dogmática) cultura no meio laboral eborense, a SOIR-JAA caracterizou-se, também, por ser gerida democraticamente por um escol de operários e trabalhadores do comércio e serviços de formação autodidacta acima do comum, nesta época e para este género específico de agremiações populares. Enfrentando com alguma notória ousadia as proibições da censura prévia do regime da ditadura, a SOIR-JAA foi objecto de várias perseguições políticas e os seus dirigentes, em número elevado, conheceram a prisão política, a perda de segurança no emprego e a perseguição contínua na sua vida privada.

            Por esta SOIR-JAA, como conferencistas, passaram (anos 40, 50 e 60) os escritores Ferreira de Castro, Jaime Brasil, Manuel Mendes, Urbano Tavares Rodrigues, Alves Redol, Mário Ventura, Antunes da Silva, bem como brilhantes homens e mulheres do Teatro nacional, de que lembro, por exemplo, Rogério Paulo, particular amigo e grande apoio técnico e artístico do grupo de tetro amador da SOIR-JAA.

            O Grupo de Teatro amador da SOIR-JAA, organismo com estatuto próprio e, por conseguinte, autónomo dentro da própria instituição, levou à cena na sua pequena sala do Pátio Salema, peças de teatro de grande carga cultural e política, além de forte poder emocional, só possíveis de sustentar em palco durante semanas e meses graças à excelente qualidade artística dos seus amadores… Qualidade que hoje, apesar de tudo, dificilmente se encontra presente, mesmo entre profissionais.

            Nas décadas de 40, 50 e 60 foram levadas à cena além das peças tradicionais e Ramada Curto, André Brun, D. João da Câmara e outros, a peça Deus lhe Pague, do dramaturgo brasileiro Joracy Camargo; O Tinteiro, de Carlos Muñiz; A Raposa e as Uvas, de Guilherme de Figueiredo; Ratos e Homens, de John Steinbeck; A Forja de Alves Redol; A Casa de Bernarda Alba, de F. Garcia Lorca; Antígona, de Jean Anouilh, A Boda dos Pequeno Burgueses, de Bertold Brecht, entre muitas outras. Em 1961 foi representada pela 1ª vez, com encenação do velho operário estucador e amador, João Galopim, a peça «O Grito na Charneca», da autoria do amador e director do Grupo de Teatro, Manuel Américo Peres. Tendo obtido desde logo enorme sucesso junto dos eborenses frequentadores do teatro do Pátio Salema, a peça foi levada ao 3º «Concurso de Arte Dramática» (1964) para amadores, então promovido pelos serviços de propaganda da ditadura, o S.N.I.. Subiu o drama à cena no Teatro da Trindade (Lisboa), imediatamente “premiada” por «parte da assistência entusiasmada e que enchia totalmente sala[…] com a maior ovação de todo o concurso» (in Jornal de Évora,  1964). Todavia, o conteúdo da peça, o fulgor da interpretação dos amadores, democratas e alentejanos a representarem o próprio Alentejo, denunciando a situação laboral e condições de vida do mundo rural, a que acrescia o sentimento entusiástico e claramente oposicionista ao regime, manifestado pela plateia do Teatro da Trindade, foram vistos pelos agentes da polícia política como um ataque declarado ao regime, pelo que acabou por não ser atribuído o prémio ao Grupo de Teatro da SOIR-JAA.

            Afinal, com este gesto arbitrário e injusto, os serviços culturais da ditadura acabaram por consagrar, e de forma clara, uma obra originária do Alentejo, escrita por um trabalhador do comércio e representada por um grupo amador de trabalhadores anti-fascistas!

            Desde então, e segundo as suas possibilidades, a SOIR-JAA inaugurou um festival de teatro amador à margem do regime da ditadura, com a participação de grupos de teatro amador desafectos da política da ditadura (em Évora existiam outros grupos de teatro amador, mas a sua posição de servilismo face ao regime colocava-os à margem da cultura democrática!).

            É, pois, esta tradição que agora se continua, num contexto diverso, mas tão dificultoso quanto o era naquele tempo.

Viva o Teatro Amador! Longa vida para o Festival!

15 Setembro 2014

Actualidade... em cartoons


União Bancária Europeia: "Estamos orgulhosos (elevated) com a nossa primeira construção"

APONTAMENTO URBANO
(no Jardim das Canas)

o cão
sobre a relva

cheira o pé
da árvore

alça a perna
e mija

assina a sua tela
à Van GOGH

que poderá chamar-se

TARDE


Platero
(h)ortografias

Humilhados e Ofendidos!

©Joaquim Palminha Silva
            Após um simulacro de reposição da justiça pelos juízes do Tribunal Constitucional, o Governo refez as suas engenharias de finanças públicas. Está feito: - Parte numerosa dos funcionários do Estado vai ter cortes (entre 3,5% e 10%) nas respectivas verbas salariais/mensais.

            O incumprimento das regras, previamente estabelecidas por parte do próprio Estado, para com os seus aposentados, que descontaram décadas para garantirem a sua futura pensão (reforma), demonstra que o Estado português, na sua versão actual, não é pessoa de bem. Mais, a diminuição das deduções em despesas com a saúde, em sede de IRS, acrescidas com o anunciado aumento dos descontos para a ADSE, mostram de forma acutilante para quem ainda tivesse dúvidas que, para além dos cortes no montante das reformas, os fragilizados aposentados do Estado, dada a idade sofrendo na generalidade doenças crónicas, vão ver-se coagidos, por carência económica a adquirirem todos os medicamentos de que carecem.

            Enfim, com um descarado cinismo de tintas germanófilas e nazis, o actual Governo pratica a eutanásia de forma encapotada, colocando em risco de vida os velhos e doentes que, falecendo a breve trecho, trará declaradas vantagens para as poupanças do Estado, libertando os cofres do Estado de muitos pagamentos de pensões e reformas.

            Neste sinistro contexto, é notório o intenso afã do actual Governo em humilhar a quem tanto odeia, com a vantagem de que sabe quanto “bate” em quem não se sabe auto-defender ou pouco se protege previamente. Eis, pois, com a ausência conhecida de revolta colectiva séria, um quadro que se aproxima de um estado permanente de masoquismo colectivo.

            Na verdade, a raiz do masoquismo é alimentada pela humilhação e, por isso, equivale ao desprezo por si próprio quando, naturalmente, o próprio humilhado e ofendido não dá sinais prontos e enérgicos de que o desprezo com que o tratam vai provocar-lhe uma resposta tanto ou mais violenta, quanto o foi a humilhação e a ofensa sofridas.

            Torna-se urgente, portanto, que os reformados, humilhados e ofendidos, em vez de sofreram a agressão do Estado através deste Governo, insistindo numa atitude de quem não espera nem desespera, submersos na apatia, se organizem de forma diferente do que têm feito até hoje e, caso seja viável, exijam das instituições que os pretendem representar formas de luta diversas das tradicionalmente adoptadas, tão ineficazes quanto ridicularizadas pelo Poder.

14 Setembro 2014

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SUGESTÃO para marca de ÓLEO

NID

ÓLEO NID (is Love)

e de automóvel:

eu tenho o carro que mereço
e vós?

tendes o carro que MERCÊDES?

Platero
(h)ortografias