A propósito de “fogos devolutos”… aí vêm mais 1470
(Sousa da Sé: “Um dos futuros “bairros” do Évora Resort”)
Quantos eborenses saberão que, à sombra do PDM recentemente aprovado, está já em curso uma das anunciadas operações de loteamento de grandes herdades da envolvente da cidade, operações que a pretexto do desenvolvimento turístico do Alentejo, contam ainda com uma ajudinha do Governo que oportunamente os considerou como PINs (projectos de interesse nacional…)? Ou seja um emporrãozito, para resolver as chatices da Reserva Ecológica Nacional, da Reserva Agrícola Nacional, etc… etc…
Para os muitos distraídos desta cidade aí vão alguns números. Mas atenção, nada de confusões, são números apenas de uma das operações em curso, aliás a mais badalada, o chamado "ÉVORA RESORT", ou por outras palavras, a Herdade Sousa da Sé, ali para as bandas da saída Nascente da A6, a meio caminho da Azaruja, não muito longe da futura estação do TGV:
- Área de intervenção sujeita ao loteamento: 900 hectares
- Área de construção: 28 hectares
- Número de lotes: 1 117
- Número de moradias - 1091 destinados a moradia
- Número total de fogos - 1 470 fogos
- Número máximo de pisos 3 (acima da soleira), 2 (cave)
- Camas “turísticas”(?) - 5 570
- Uma zona comercial (?) com 5 500 m2
- Estacionamento – 5 100 lugares
- Hotéis – 2
- SPA – 2
- Campos de golf – 2
- Centro de estágios desportivos (outro?)
- Restaurantes – vários
- Piscinas – várias
- Heliporto, Colégio, Parque Infantil, etc…

24 Comments:
Como é que "funciona" uma plataforma logística para o tráfico de armas, droga e carne?
Como é que se "lava" o dinheiro desse tráfico?
Nem mesmo a calhar:
"Recentemente, um jornalista do Rádio Clube Português (Nuno Guedes) deu-se ao trabalho de ir ao Tribunal Constitucional analisar os donativos recebidos pelos candidatos às eleições presidenciais de 2006. No artigo daí resultante (*), mostra-se que 70% dos donativos para a campanha de Cavaco Silva (1,5 num total de 2,2 milhões de euros) vieram de uma centena de grandes empresários – da banca (20%) e dos maiores grupos financeiros, industriais e comerciais.
E Nuno Guedes revela os nomes dos mais “generosos” doadores:
- dos bancos: o presidente, o vice-presidente e vários administradores do BES; do BCP, Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Góis Ferreira; os presidentes do BPP (João Rendeiro), Banif (Horácio Roque), Santander (Horta Osório), BPN (José Oliveira e Costa) e Finantia (António Guerreiro);
- presidentes de grandes grupos de diversas áreas: Mello (José de Mello), Amorim (Américo Amorim), Solverde (Manuel Violas), SGC (João Pereira Coutinho), RAR (João Nuno Macedo Silva), BIAL (Luís Portela), Altri (Paulo Fernandes), Hotéis D. Pedro (Stefano Saviotti), grupo CIN (João Serrenho), Vicaima (Arlindo Costa Leite), Luís Simões (Luís Simões), Pestana (Dionísio Pestana) e Jerónimo Martins (Alexandre Soares dos Santos)...."
Noticia completa em:
http://www.jornalmudardevida.net/?p=750
Pois é, e quem é que paga, de forma indirecta, a esses bancos e essas empresas para os senhores ganharem as eleições. Quem é? Quem é?
O maisevora em alta.
Informação precisa, preciosa e directa.
Isto é utilidade pública.
Não os deixaram ser abatidos na Praça de Touros não foi? Então agora aí os tem outra vez, mas agora mais fortes que nunca.
Ex activista PRP-BR
Campos de golfe com falta de água?
Não querem também fazer uma pista de ski para o Sócrates não ter de ir para à Suíça, mas que maçada o avião, este ano até lhe ofereceram dinheiro no Natal para ir passear, GENTE RIDÍCULA, e o estúpido do português não entende, eles gozam-nos e alguns socialistas devem pensar que chegam a ministros e alimentam-no. Nem os que já foram ministros voltam a sê-lo, quanto mais esse Valverde e outros que tais. È uma vergonha a cidade de Évora ter uma Câmara Socialista, eu tenho vergonha. Mexam-se, eu faço por isso, mesmo sem ser militante.
Os comunas e o fantasma desenvolvimento montado nos capitalistas!
Ao menos argumente, o que é isso os comunas e o capitalismo? Não sabe que há falta de água? ou vai ganhar alguns dividendos da urbanização?
(estou a falar com o da 1 em ponto)
@01:09
Aquilo ficava bem la na Herdade era uma espécie de Bairro da Malagueira com um DEJEBE porco e mal cheiroso ao estilo Torregela não era que nem o Pai do projecto o reconhece, não era
@08:48
Não é só a ortografia, a sintaxe e a gramática que são trucidadas neste tipo de comentários: é também, a racionalidade, a perspicácia, a oportunidade e a clareza da argumentação.
Infelizmente para nós, esta é a “inteligência” instalada na CME, pelas mãos do Dr. Ernesto. Estamos bem servidos.
Pois é
QUANTOS POSTOS DE TRABALHO VÃO DAR ESTE MEGA EMPREENDIMENTO?
QUANTA RIQUEZA VAI DAR A CIDADE O COMERCIO E RESTAURAÇÃO AS PESSOAS NÃO VÃO FICAR LA PRESAS?
È PRECISO SER UM GRANDA COMUNA RETROGADO PARA PERCEBER QUE AQUILO NÃO È PARA POBRES MAS PODE DAR COMER OS DITOS ATRAVÉS DE TRABALHO E MELHORAR A ECONOMIA DA CIDADE!
@12:40
É POR ESSAS E POR OUTRAS que a malta de Evora correu e VAI CONTINUAR a correr COM esta espécie de CAMARADAS COMUNAS.
EU OFEREÇO-ME GENEROSAMENTE para os combater até ao limite sem trégua alguma!
Memórias de um PS desconhecido: toda a verdade aqui http://democraciaemportugal.blogspot.com/2007/04/contos-proibidos-memrias-de-um-ps.html
Caros colegas comentadores,
para ser honesto, apesar de achar que o nosso Alentejo necessita, urgentemente, de uma injecção grande de investimento privado que possa ajudar-nos a sair deste marasmo em que nos encontramos, fico com muitas dúvidas acerca dos beneficios deste tipo de investimentos.
Considero que este tipo de investimentos pode transformar-se num "gueto para ricos", sem utilidade para as populações.
Concordam com a ideia?
16:24
Em absoluto. Esse é o fulcro da questão. Estes mega-investimentos anunciados não vão alterar nada na Região nem torná-la atractiva para fixar a população residente e atrair mais população. O exodo populacional iniciado nos anos 60 nunca parou e vai continuar ... com a agravante que às novas gerações descendentes dos alentejanos que agora i/emigram em poucos anos nada os ligará ao Alentejo a não ser, nalguns casos, uma vaga curiosidade em conhecer a terra que foi madrasta para os seus pais e avós ... numa curta visita de um dia a caminho de um qualquer outro destino mais atractivo.
Tudo aquilo que conhecemos como uma mais valia do Alentejo tende a ter um fim ainda mais acelerado pelas ASAES ...
A este propósito, a crónica de MST no jornal Expresso de hoje 10.05.2008 diz tudo ...
16.41 Estes mega-investimentos anunciados não vão alterar nada na Região nem torná-la atractiva para fixar a população residente e atrair mais população- Quantos postos de trabalho vai ter estes e outros 5 empreendimentos do mesmo genro na nossa zona?Acha que temos cá gente qualificada para todas as funções?
A regra do crescimento é o investimento criando postos de trabalho que ajudam a fixar e aumentar a população essa regra é básica.Não queremos aqui um Algarve
com turismo em massa mas sim de qualidade,nos anos 50 60 o que era o Algarve uma copia real do actual Alentejo a evolução deu-se com a palavra turismo!
PORTUGAL PINADO
José Sócrates foi o primeiro candidato a primeiro-ministro que inscreveu no seu programa eleitoral a intenção de desvincular as receitas das autarquias da cobrança que lhes cabe referente aos impostos sobre a propriedade imobiliária. Na altura, eu saudei efusivamente a sua anunciada intenção, porque finalmente ouvia alguém disposto a terminar com esse incentivo à especulação imobiliária e à devastação paisagística que consiste em uma autarquia ter tanto mais dinheiro quanto mais construção autoriza. Pareceu-me um sinal altamente positivo, vindo de alguém que, aliás, deixara créditos firmados como ministro do Ambiente.
Mas José Sócrates, primeiro-ministro, tratou logo de se esquecer da promessa feita por José Sócrates, candidato a primeiro-ministro. Pior do que isso: sob o seu alto patrocínio e responsabilidade, temos assistido ao assalto final, com requintes de barbaridade e selvajaria jamais vistas, ao que resta da paisagem protegida e ainda não estragada em Portugal. A filosofia em vigor com este Governo pode ser exemplarmente definida por uma frase daquele senhor que usa a alcunha de ministro do Ambiente, referindo-se às autorizações dadas para a construção de milhares de camas turísticas em áreas da Rede Natura na costa alentejana: "Não fazemos dos valores naturais um obstáculo ao desenvolvimento económico". Está tudo dito: é impossível ser-se mais claro. E aterrador.
E, se assim o pensa o Governo, melhor o faz. Em 24 de Maio de 2005, o Conselho de Ministros aprovou a Resolução nº 95/05, pela qual o Governo se propunha incentivar "mais e melhor investimento" através de "empresas fortes, dinâmicas e ambientalmente sustentáveis", para o que passaria a apoiar directamente "projectos com especial valia nos planos económico, social, tecnológico, energético e de sustentabilidade ambiental". E como? "Promovendo a superação dos bloqueios administrativos e garantindo uma resposta célere, sem prejuízo dos mecanismos legais necessários à salvaguarda do interesse público, nomeadamente a nível da segurança e do ambiente".
Nasciam assim os malfadados Projectos PIN, que estão rapidamente a transformar Portugal num país mais feio, mais degradado e ambientalmente insustentável. Nestas coisas, por mais que a experiência já nos tenha ensinado a não criar ilusões, há sempre uma esperança que as boas intenções que escorrem como água cristalina das páginas do 'Diário da República' não sejam apenas um embuste e, por vezes até, como é o caso, capazes de produzirem o efeito exactamente contrário àquele que se apregoa. Eu imaginei, de início, que os projectos PIN se destinavam, realmente, a incentivar investimento criativo, tecnologicamente avançado, inovador, eficiente energeticamente e amigo do ambiente, capaz de fazer renascer a nossa indústria moribunda e ensinar-lhe que existe mais vida para além da mão-de-obra barata. Enfim, acreditei nas boas intenções do Governo.
Alguns projectos PIN, é justo que se diga, vieram ao encontro dessas intenções. Mas um ano e meio de experiência feita mataram quaisquer ilusões. Se se esperava sobretudo investimento estrangeiro, a maioria é agora nacional; se se esperava investimento na indústria, nas áreas tecnológicas, em I&D, a maioria é sim na construção turística de massas e na especulação imobiliária. Por isso, aliás, é que a maioria dos projectos é nacional: porque os especuladores imobiliários do costume viram nos PIN um autêntico ovo de Colombo para - sem estudo de impacte ambiental obrigatório, sem discussão pública prévia e até sem conhecimento público prévio - terem desde logo aprovados pelo Governo, apadrinhados e acelerados por ele, projectos que, de outra forma e em países civilizados, morreriam no papel. Basta que juntem a módica quantia de 25 milhões de euros (e, quanto maior for o projecto, mais fácil chegar lá) e que os serviços dependentes do tal senhor que responde pelo título de ministro do Ambiente atestem que, conforme exige a lei, o projecto tenha "adequada sustentabilidade ambiental e territorial" – coisa ainda mais fácil de conseguir do que juntar 25 milhões: que o diga o Algarve e a costa alentejana, onde os projectos PIN chovem a um ritmo mais frequente do que os dejectos de gaivota.
E basta preencher estes dois requisitos e mais quatro de sete objectivos secundários previstos na lei e facilmente justificáveis para que os projectos PIN consigam o milagre de inverter o ónus da aprovação. Uma vez reconhecido com a chancela PIN pela respectiva comissão de acompanhamento, o projecto já tem o OK do Governo e o seu apoio através de uma chamada "entidade dinamizadora" – que, como o nome indica, vai-se substituir aos interessados, actuando como sua advogada junto da Administração local e central, exigindo imediata obediência e operacionalidade, queimando todos os prazos e dispensando todas as formalidades que um simples cidadão que queira aumentar em dez metros a sua casa não consegue. E, quanto maior for o projecto imobiliário, maior é a sua "sustentabilidade ambiental e territorial", segundo o Ministério do Ambiente, e maior é o empenho do Governo na sua rápida consumação. Deste modo, um projecto PIN, em rigor, nem chega a ser projecto algum: é um requerimento particular que, uma vez aprovado rapidamente (no máximo, em 30 dias), transforma-se numa espécie de decreto administrativo que não é impugnável nem discutível e que a todos colhe de surpresa, vinculando toda a Administração, derrogando todas as leis e procedimentos administrativos de salvaguarda e fazendo tábua rasa do respeito pelas zonas vedadas à construção – com a consequente realização de fantásticas mais-valias que nem sequer são fiscalmente tributadas. Era exactamente aquilo de que os nossos "dinâmicos" empresários do imobiliário turístico precisavam para poder dar largas ao seu estremado amor ao país. Nem nos seus melhores delírios eles ousaram alguma vez sonhar com uma benesse destas! E ainda lhes dizem que estão ao serviço do "interesse público"!
Escusado será dizer que a miragem dos postos de trabalho sempre anunciados aos milhares e publicitados acriticamente pela imprensa se destinam a ser preenchidos por ucranianos, romenos, brasileiros e angolanos – por quem tenho toda a consideração, mas não ao ponto de sacrificar o que falta do nosso património natural para lhes dar trabalho. Escusado será dizer que morrem assim de vez quaisquer veleidades de levar a sério as declarações habituais sobre a protecção do ambiente e a promoção do turismo de qualidade.
Olhe, dr. Manuel Pinho: tenho muita pena de não poder aceitar o seu amável convite para a inauguração do 'Allgarve'. Gostava de o ouvir pessoalmente esclarecer que o 'Allgarve' significa que desta vez é que o Algarve todo, falésia por falésia, vai ser sepultado em betão. A bem do interesse público.
Miguel Sousa Tavares
Julho 2007
E depois do Allgarve vamos ter o ALLentejo?
A resposta para o problema do desemprego não é especulação e muito menos o enriquecimento com negócios imobiliários, do Sr. E. Santos. Ou seja, o negócio não pode estar sempre acima da delapidação ambiental e patrimonial.
O exemplo acabado de que estes "mega investimentos" não deixam nada no Alentejo, está no Hotel do Espinheiro, que nem as toalhas e os lençois lava cá.
Deviam comê-las com pão!!!
As empresas de construção andam nas ultimas, bem como todo o sector relacionado com a construção, os investidores de pequena e média dimensão que são os verdadeiros investidores na medida em dispersam a riqueza na nossa zona, vêem-se perdidos no tempo de espera e nos entraves que lhes colocam na autarquia em projectos simples de facil decisão, e depois vêm os grupos (possivelmente a banca) com os seus fundos de investimento de dinheiro primeiro suadinho por todos nós e depois lavadinho por eles brincar ás casinhas.
E a gente... vê!
É uma chatice para os lagartos, cobras e outros bichos que por lá andam...Qual é o problema de haver investimento do Alentejo?! Ou estamos condenados a ser uma reserva de indios para os Sousa Tavares desta vida caçarem e passearem de jipe?!
Esse Sousa Tavares também tem muito que se lhe diga. Apanha umas bebedeiras e diz o que lhe apetece. Será que a casa dele também teve subsídios de Turismo Rural, conforme dizem as más línguas? Ou é boato?
Évora tem registado nas últimas décadas um crescimento populacional similar aos dos outros centros urbanos portugueses em expansão.
A população sofreu um envelhecimento significativo, que tem sido contrariado por uma significativa capacidade de atracção de novos residentes.O crescimento populacional de Évora nos últimos anos está associado à importância da sua função terciária..
RETIRADO DO SITE DA CÂMARA
18:35
RETIRADO DO SITE DA CÂMARA ... "COMUNA" que o Zé Cubano, numa de esperteza saloia, se tem esquedido de "actualizar" perdão fazer "refresh". Porque será?!
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