16 Julho 2009

Há mais vida para além do capitalismo

A liberdade económica é o paradoxo de base da sociedade em que vivemos. Agarrados aos mitos do comunismo como se fosse uma espécie de dependência ideológica e, numa lógica maniqueísta, constituíssem a representação da essência do MAL, os arautos da suposta liberdade económica não conhecem a geografia da fome, da guerra, das ditaduras criadas e sustentadas pelo mundo ocidental.

A liberdade económica conceptualizada por Friedman, que suporta o modelo neoliberal cuja falência estamos a sofrer, é a liberdade do grande capital de criar todos os mecanismos de dependência ao consumo, de pulverização do social e de reforço do individual, de exploração e espoliação de matérias primas de 2/3 do mundo para maximizar o lucro do grande capital. É a liberdade de fomentar guerras para potenciar o negócio do armamento. É a liberdade de, manipulando os governos fantoches da Europa, destruir direitos de trabalho conquistados ao longo de décadas e repor as relações de trabalho no estado selvático do livre arbítrio das primeiras revoluções industriais. Toda esta imensa vaga de liberdade é pincelada com as cores da competitividade, do empreendedorismo, da flexisegurança, da globalização, do tudo é possível para alguns e tudo é vedado a outros: os milhões de excluídos no mundo ocidental que dormem na rua em Lisboa, Paris, Nova Iorque… que morrem de fome ao nosso lado e não nos indignamos porque a violência se tornou habitual, porque as televisões nos entram pela casa dentro com a morte em directo, com as guerras fomentadas pelo império em directo e, nos intervalos, com o carro dos nossos sonhos reluzente a dominar os nossos desejos tornando-se o grande objectivo de vida - a liberdade de desejar o carro xpto. Somos aparentemente livres, individualmente vivemos a ilusão da liberdade, enquanto tivermos emprego, dinheiro para os empréstimos da casa, do carro, das roupas de marca, das férias no resort nas Caraíbas. O dinheiro é o factor que tutela esta ilusão de liberdade. Neste sentido a hierarquização da liberdade não corresponde em, nada aos paradigmas políticos de igualdade que integram as constituições da maioria dos estados do mundo ocidental.

Somos livres de escolher, na matriz política da suposta segurança, na alegada estabilidade política que nos impingiram como necessária para que a economia funcione melhor, mas não nos explicaram para quem. Enleados no medo da ruptura do establishment do bloco central de interesses que suportam a especulação financeira, produzida neste contexto da estabilidade política, como condição de governabilidade e de bom funcionamento da economia, podemos optar pelo partido A ou pelo partido B, leia-se para Portugal PS ou PSD.

Tudo isto é o nosso património civilizacional, é a nossa mono cultura política, ocidental, aparentemente laica, através da qual segregamos mais de 2/3 dos povos do mundo rotulando-os como terroristas, subdesenvolvidos, pobres, classificando os governos que se distanciam da teia de dependência do império ocidental como ditaduras. No tempo em que os EUA manipulavam toda a América Latina criando e destruindo governos com golpes de estado tutelados pela CIA, apenas para garantir o necessário subdesenvolvimento destes países condição indispensável para conter os preços das matérias primas, os fazedores de opinião ocidentais não se indignavam. O bloqueio a Cuba nunca os preocupou, agora que a Venezuela decidiu democratizar o preço do petróleo e das matérias primas numa economia de troca com os países que integram o ALBA (espaço económico alternativo Bolivariano para a América Latina e Caraíbas), Hugo Chavez é classificado como ditador, apesar de ter empreendido em 12 anos todos os processos eleitorais assentes no sufrágio directo e universal e na prática de referendos que em nada diferem dos mesmos instrumentos de legitimidade democrática usados no países ocidentais. Rafael Correa, Evo Morales, Manuel Zelaya, Daniel Ortega, Cristina Kirchner, são alguns dos chefes de estado da América Latina que cometeram o crime de querer emancipar o seus países da dependência do império americano, cometeram recentemente o crime de visitar Cuba e reunirem com Fidel Castro. Manuel Zelaya presidente eleito democraticamente nas Honduras pagou por isso sofrendo um golpe de estado à boa maneira da CIA que o expulsou do país. A tentativa de regresso que fez há 2 dias, acompanhado pelo presidente da OEA e do presidente da Assembleia Geral da ONU foi selvaticamente impedida pela ocupação militar da pista do aeroporto. A manifestação de apoio ao Presidente Zelaya de centenas de milhares de pessoas que o esperavam no aeroporto de Tegucigalpa foi atacada a tiro e a bombas de gás lacrimogéneo, resultando em dois mortos e dezenas de feridos, tudo isto transmitido em directo pela Telesur e completamente silenciado pelos meios de comunicação ocidentais.

Esta é a geografia da exclusão apenas pela total intolerância da diferença. É contra estes povos que somos neoliberais, mas é também contra o povo Iraquiano vítima da acção criminosa do Império Americano quando inventou um amigo, o ditador Sadam Hussein. Quando quis destruir o amigo dizimou milhões de pessoas numa guerra que perdura.

Os crimes perpetrados em nome do comunismo não podem ser ignorados, mas o todo não pode ser tomado pela parte. As sociais-democracias do Norte da Europa não podem ser directamente responsabilizadas pelos crimes do império americano cometidos em nome da democracia. O modelo de sociedade que os comunistas portugueses defendem hoje é produto dos dias de hoje e projecta-se como alternativa de futuro para uma sociedade mais justa assente num modelo de democracia diversificado:

democracia política baseada na soberania popular, na eleição dos órgãos do Estado do topo à base, na separação e interdependência dos órgãos de soberania, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa dos cidadãos e do povo na vida política e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder;

democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático, na propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, bem como dos principais recursos naturais, na planificação democrática da economia, na coexistência de formações económicas diversas, no controlo de gestão e na intervenção e participação efectiva dos trabalhadores na gestão das empresas públicas e de capitais públicos;

democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos, e no acesso generalizado e em condições de igualdade aos serviços e benefícios sociais, designadamente no domínio da saúde, ensino, habitação, segurança social, cultura física e desporto e tempos livres;

democracia cultural baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural.

Há mais vida para além do capitalismo, o estádio actual do mundo não é o fim da história por muito que nos queiram convencer disso. A vida não assenta numa lógica maniqueísta: o bem absoluto/capitalismo e o mal absoluto/comunismo ou a inversão destes factores são autênticos absurdos ideológicos.

(recebido por e-mail)

53 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Belo texto.

16 Julho, 2009 13:36  
Anonymous Anónimo said...

O capitalismo é que mata, não é a gripe A (atenção “bloquistas”: não há “capitalismo de rosto humano”)

Suponho que toda a gente já leu o seguinte texto que circula na net, tão evidente que nem precisa de autoria (que desconheço), nem de grande esforço de verificação; mas repita-se:
«No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam!
No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 cêntimos. Os noticiários disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves os noticiários mundiais inundaram-se de notícias: uma epidemia, a mais perigosa de todas. Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos, 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande: a farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe A. E todos os noticiários do mundo só falam disso.
-Já pouco se fala da crise económica e muito pouco de outros assuntos.
-Só a gripe A, a gripe dos porcos.
-Se atrás dos frangos havia um “galo” atrás dos porcos não haverá um “grande porco”?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld (1), secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque. Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão a esfregar as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não se nega as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Mas se a gripe A é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação. Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução. »

16 Julho, 2009 13:53  
Anonymous Anónimo said...

«democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático»

O problema dos princípios, mesmo os bons princípios, é que podem ser usados para legitimar as piores realidades. Podemos fazer o discurso anticapitalista, recorrendo a conceitos já de si impregnados de ideologia como «neoliberalismo» e «grande capital», olhando para o drama financeiro e posteriormente económico que vivemos recentemente e estaremos a viver nos anos mais próximos. Mas se queremos olhar para a realidade portuguesa, talvez nos seja devido compreender que em Portugal o poder económico e o poder político sempre conviveram nos piores vícios.

Ou seja, não temos de facto uma liberdade económica, aberta e concorrencial, mas uma elite económica de grande influência política, dependente do Estado, incapaz de prosperar fora da protecção pública e do favor político.

E o Estado, enredado nesta promiscuidade, serve esta cúpula de poder, bem reconhecível nos visionarismos que nos são próprios da grande obra pública. O grande drama português reside no facto dos grandes sectores da economia estarem dependentes de uma conjugação de empresas sectoriais de grande dimensão e protecção estatal - na energia, nas telecomunicações, nos transportes, etc - com grandes grupos de construção e consórcios com a banca. E, meus senhores, quem vos escreve isto não se apelida "de esquerda".

Temos, afinal, uma versão de capitalismo de Estado que é, como saberão aqueles que se dedicam a ler um pouco da História, um dos pilares estruturais do fascismo - assim mesmo.

Eu direi, já numa dimensão pessoal, que o que é necessário salvar hoje é exactamente o capitalismo: a concorrência em liberdade e igualdade de grandes e pequenos, uma justiça que funcione como garante de equilíbrio e respeito pelas regras, e um Estado que exerça a regulação - muito necessária, deixemos de acreditar nesse mito da auto-regulação - sem interferir em benefício de quem tem mais poder.

Claro que, cada vez mais e à velocidade a que me vão aparecendo cabelos brancos, isto me parece uma utopia.

16 Julho, 2009 14:14  
Anonymous Anónimo said...

"O grande drama português reside no facto dos grandes sectores da economia estarem dependentes de uma conjugação de empresas sectoriais de grande dimensão e protecção estatal - na energia, nas telecomunicações, nos transportes, etc"

É de facto assim, e o sistema foi implementado pelo partido dito socialista, do Sr Soares ao Sr Sócrates, com o Alegre aos pinotes, feito bobo da corte!

16 Julho, 2009 14:26  
Blogger paulinho aka gringo said...

cantas bem mas não me alegras.
é tudo a mesma treta, á esq, ou á dir.
como diz o meu velhote, tenho pena de ser pobre e vergonha de ser portugues..

16 Julho, 2009 14:32  
Blogger paulinho aka gringo said...

ó Manuelzinho, eu tou a 2000 km da terrinha.
não ha mais nada para falar sobre évora?
tinhas de inventar lenha para os senhores anónimos andarem ás turras?
akele abraço de maastricht.

16 Julho, 2009 14:37  
Anonymous Anónimo said...

Caros amigos/as

No próximo Sábado, 18 de Julho, pelas 18,00 horas no Largo Principal da Sra. da Saúde (Rua de Portel) em Évora, terá lugar uma conferência de imprensa com o objectivo de divulgar à comunicação social a composição da lista do BE às eleições legislativas.
O evento terá uma componente musical com música tradicional e contará com a presença do deputado Fernando Rosas. À noite (pelas 21,30 horas) haverá uma sessão no Centro Cultural do Redondo com a presença da cabeça de lista distrital e de Fernando Rosas.

Vamos Juntar Forças! Comparece nas iniciativas do Bloco!
A Comissão Coordenadora Distrital de Évora

16 Julho, 2009 14:38  
Anonymous Anónimo said...

Preocupem-se com a merda dos Ernestos,e então o atrasado mental do joão jardim?
Apela-se a todos os camaradas que se unem, contra estes psd`s que nunca passaram de fachistas, não tenham vergonha de dizer: Eu sou do Partido Comunista (PCP)como alguns camaradas que pensam que ainda estão na candestinidade.
VIVA O PCP. Morte aos fachistas!...

16 Julho, 2009 14:39  
Anonymous Anónimo said...

SE A PROPOSTA DE ALBERTO JOÃO FOSSE APROVADA,EVOCAR MARX OU JESUS CRISTO,PASSAVA A SER PROIBIDO.

16 Julho, 2009 14:40  
Anonymous Anónimo said...

"...o sistema foi implementado pelo partido dito socialista, do Sr Soares ao Sr Sócrates, com o Alegre aos pinotes..."

também Sá Carneiro, Mota Pinto, balsemão, Hernani Lopes...Cavaco...até o MEDINA CARREIRA, já chegou á conclusão que se tinha equivocado

16 Julho, 2009 14:42  
Anonymous Anónimo said...

Bloco = esquerda champanhe.
Mais uns anos pedem o mesmo que o filho de puta do João Jardim!
Uma questão de tempo.

16 Julho, 2009 14:43  
Anonymous Anónimo said...

Tão felizes que devem estar estes Pssss! com este vómito do fachista joão jardim.

16 Julho, 2009 15:04  
Anonymous Anónimo said...

UM DESEJO, para o fachista joão jardineiro.
uma trombose, um AVC, um HIV (por ser paneleiro)enfim, que morra, mas lentamente seu cabrão fachista

16 Julho, 2009 15:10  
Anonymous Anónimo said...

Meus caros camaradas do PC
fascistas é assim que se escreve não é fachistas.
Um abraço deste vosso amigo do PS

16 Julho, 2009 15:21  
Anonymous Anónimo said...

Educação: Professores portugueses em fim de carreira são os mais bem pagos da UE atendendo ao nível de vida do país
16 de Julho de 2009, 13:46

Bruxelas, 16 Jul (Lusa) - Os professores portugueses em final da carreira são os mais bem pagos da União Europeia atendendo ao nível de vida do país, revela um relatório divulgado hoje pela Comissão Europeia em Bruxelas.

A edição 2009 dos Dados Essenciais da Educação na Europa apoia-se na análise de 121 indicadores para dar uma imagem do conjunto das tendências mais recentes (a maior parte dos dados utilizados são de 2006/2007) em matéria de organização e de funcionamento dos sistemas de ensino de 31 países europeus (27 da União Europeia mais Islândia, Liechtenstein, Noruega e Turquia.

Se o salário bruto de um professor português no início da sua carreira é de 97,3 por cento do PIB per capita (indicador do nível de vida de um país), essa percentagem aumenta para 282,5 por cento no final dos seus anos de trabalho, de longe o valor mais elevado dos países analisados.
EXCELENTE ONDE ANDA O CHORÃO NOGUEIRA E OS SEUS MENINOS!

16 Julho, 2009 15:32  
Anonymous Anónimo said...

O presidente do Governo Regional da Madeira vai, na próxima semana, ao Parlamento defender que, na próxima revisão da Constituição, seja aprovada a proibição do comunismo

No entanto, esta quinta-feira, em declarações à RTP, Alberto João Jardim explicou a sua proposta.

«Eu não quero proibir partidos. O que eu digo é que, se a Constituição refere que não pode haver organizações de ideologia fascista, então, não pode haver nenhum tipo de fascismo, seja de direita ou de esquerda», argumentou.

«Eu sou pela livre criação dos partidos políticos», acrescentou, sublinhando que «a Constituição, de forma antidemocrática, também proíbe que haja partidos regionais».

«O meu princípio é que é proibido proibir», concluiu o líder do Governo Regional da Madeira.
È CLARO COMO A AGUA !

16 Julho, 2009 15:38  
Anonymous Anónimo said...

Se "A vida não assenta numa lógica maniqueísta: o bem absoluto/capitalismo e o mal absoluto/comunismo" então toda a argumentação do caro amigo é vazia. Mais maniqueísta e conspirativa que a sua visão do mundo seria dificil. Mais arrogante que as suas "soluções" também. Não obstante obrigado por as partilhar connosco.

16 Julho, 2009 15:52  
Anonymous Anónimo said...

Por uma Esquerda Livre e despida de preconceitos;
Por um sistema onde todos viajam á mesma velocidade;



VOTA BE

16 Julho, 2009 15:55  
Anonymous Anónimo said...

Por um sistema onde todos viajam à mesma velocida....

devagar, devagarinho, e a fumar uns charros pelo caminho ...

VOTA BE

16 Julho, 2009 15:58  
Anonymous Anónimo said...

@15:58

Queres continuar a mamar da gamela só tu e o teus não é? Nem o prosac te vai salvar da psicose

16 Julho, 2009 16:04  
Anonymous Anónimo said...

16:04

Prosac?
É o que tomas para te aturares a ti próprio não?

Se te tornares democrata, deixares de ver o mundo com palas e fizeres alguma coisa de útil pode ser que a psicose te passe...

16 Julho, 2009 16:08  
Anonymous Anónimo said...

@16:08

De gajos "democratas" como tu está o ESTADO cheio!

Imagino até as remessas solidárias que envias para a santa casa da misericórdia por alturas do natal, ou os pacotes de esparguete e óleo vegetal da praxe que solidáriamente dás ao banco alimentar!

Só aqui para nós...quem foi a cunha que te meteu aí?? (não digo nada a ninguem)

16 Julho, 2009 16:20  
Anonymous Anónimo said...

Por acaso para a santa casa nunca enviei nada, apanhaste-me.
Agora para o banco alimentar já dei.

Em relação à cunha falhaste completamente (tens que tirar as palas do olhos, já te aconselhei). É que sou profissional liberal (recibos verdes, sabes o que são?) e como tal não tive cunha, mas se ela viesse não dizia que não, tal como tu não dirias, meu falso moralista.

16 Julho, 2009 16:36  
Anonymous Anónimo said...

ALBERTO JOÃO QUER BANIR GRANDES FIGURAS COMO :MARX E JESUS CRISTO.PENSAR TORNOU-SE PERIGOSO CÁ NO BURGO DO CENTRÃO.

16 Julho, 2009 16:47  
Anonymous Anónimo said...

Só num território mentalmente terceiro-mundista é que um papagaio como o Alberto João poderia vingar! Vejam lá se ele alguma vez tentou candidatar-se a qualquer coisa aqui no "contenente"? Portanto, deixemo-lo continuar a defecar pela boca, que ele não tem fôlego para nos atingir. De vez em quando sabe bem dar umas gargalhadas com o circo madeirense, onde há um bobo a fazer de rei.

16 Julho, 2009 16:51  
Anonymous Anónimo said...

25 DE ABRIL SEMPRE
FASCISMO NUNCA MAIS

16 Julho, 2009 16:54  
Anonymous Anónimo said...

MORTE AO FASCISMO E A QUEM O APOIAR

16 Julho, 2009 16:55  
Anonymous Anónimo said...

NÃO VALE PERDER TEMPO COM ATRASADOS MENTAIS E BÊBADOS.

16 Julho, 2009 16:57  
Anonymous Anónimo said...

@16:36

"...É que sou profissional liberal (recibos verdes, sabes o que são?)..."

Não me digas que és dos "HONESTOS" cidadãos que pedem aos clientes se querem ou não recibo, COM e SEM IVA? ou és dos que são obrigados a ser honestos pela força das circunstancias?

Diz-nos lá meu "grande moralista" em qual lado da barricada te encontras tu? serás tu um LIBERAL que se lembra de ser solidário apenas quando o banco alimentar sai á rua?

16 Julho, 2009 17:13  
Anonymous Anónimo said...

Contra o Peidorreiro do JARDIM e jardineiros semelhantes, HAVERÁ sempre uma esquerda atenta.


Viva a esquerda

16 Julho, 2009 17:16  
Anonymous Anónimo said...

Por acaso apanhaste-me outra vez. Não sou solidário quanto baste, mas tb. nunca somos solidários quanto baste.

Quanto ao resto sou liberal (qb) nos costumes e socialista quanto à intervenção do estado.
Não sou militante do PS, mas voto desde sempre PS, vê lá tu que me convidaram para integrar uma lista à assembleia de freguesia pelo PS (fora de évora).
Parece que o facto de não ser militante e não ter um lugar no Estado não lhes faz diferença...
E tu, o que é que contas?

16 Julho, 2009 17:33  
Anonymous Anónimo said...

@17:33

Também gostas de fugir ao IVA nos teus recibos né? Bruxo!
O PS (já agora o PS(D)) gosta de fugir a muita coisa não é verdade? Mas o que este PS(D) é mesmo bom é em fugir ao que promete.

Eu Trabalho por conta de outrém. Mas não me queixo.
Tudo o que consegui foi á custa do meu suor, pois nasci cá no bairro.

Por isso sou da Esquerda.
Tou Feliz.

16 Julho, 2009 18:47  
Anonymous Anónimo said...

Conversa de nalgas...

16 Julho, 2009 19:20  
Anonymous Anónimo said...

O texto é engraçado, embora não se perceba quem é o autor. A conversa é que enfim...comunistas e socialistas e ainda faltavam cá os bloquistas, que ninguém percebe o que são.
O comunismo acabou, a Rússia actual não é comunista, existe apenas comunismo em Cuba, Coreia do Norte e alguns países de África, mas isto não quer dizer que as pessoas não se respeitem e não tenham projectos, quer para as Câmaras, quer para o país.

16 Julho, 2009 19:33  
Anonymous Anónimo said...

Viva o Alberto João Jardim!

16 Julho, 2009 19:43  
Anonymous Anónimo said...

Abaixo o Fascismo. Viva o 25 de Abril.

16 Julho, 2009 21:29  
Anonymous Anónimo said...

Dois filhos da p...na sic-notícias: Ferraz da Costa, um dos mamadores do estado...alguém conhece a sua empresa?pois..farmacêutica....Soares júnior..o que fez este gajo na vida? até a editora foi à falência..
Peroram estes porcos sobre os professores e a avaliação de professores...um, dono de um colégio privado, filho do pápá..outro mamão do condicionamento industrial..
E mentem..mentem...e a estes cabrões ainda se dá tempo de antena?

16 Julho, 2009 21:45  
Anonymous Anónimo said...

Colegas
Atenção..Estes sacanas ao preverem a derrota iminente preparam-se para tudo.
Estão a fazer circular a ideia de que os professores são uns privilegiados porque ganham muito bem, e muito acima da média.
Resistir a estas atoardas é essencial
Que tal publicarmos quanto ganham os assessores desta gentalha toda? Comas respectivas qualificações?

16 Julho, 2009 21:50  
Anonymous Anónimo said...

As Bestas Bloquistas!

José Sá Fernandes, um malandrim na Câmara de Lisboa SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
Pois é, para sustentar o tráfico de influências desta besta quadrada andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -- tudo a recibo verde.

- O Zé faz falta?
- Não!

16 Julho, 2009 21:56  
Anonymous Anónimo said...

Palerma...
Porque achas que o bloco correu com o gajo?

16 Julho, 2009 22:18  
Anonymous Anónimo said...

Isto vai acabar mal!!!!
Organização, informação e processos em cima desta canalha do ME e destes ditadorzinhos!!!
Está quase...faltam 80 dias...

16 Julho, 2009 22:22  
Anonymous Anónimo said...

Correu com ele para depois correr com outro. A vida é uma correria e uma palermice, correm uns atraz dos outros e se lavares um pontapé no rabo não te preocupes,é sinal que estás á minha frente.

16 Julho, 2009 22:26  
Anonymous Anónimo said...

A proposta de João Jardim peca por tardia.

Mais do que lá incluir a proibição ao comunismo, tal como ao fascismo, é retirar o termo "fascismo" e incluir sim a referência unicamente à proibição inerente a fundamentalismos ideológicos.

As sociedades não devem ser regidas por termos que muito significam na história da desumanidade, mas sim por proibições de espécie que apenas alimentam os comportamentos que todos queremos impedir que vinguem.

O PCP deveria mudar a designação, não por vergonha mas por adaptação ao que os próprios dizem ser nos dias de hoje.

Fascismo e Comunismo são ambos faces da mesma moeda, mas mal de nós se nos deixarmos acomodar com "centrões" que pela sombra da democracia instauram a egocrasia.

16 Julho, 2009 22:28  
Anonymous Anónimo said...

A constituição Portuguesa refere o FASCISMO e muito bem!
O Jardim, e os que o apoiam nestas atoardas, são precisamente os saudosos, os que desejam a volta do fascismo.
Esta canalha ataca o Partido Comunista porque o PCP foi, e é, o principal inimigo do fascismo.

Falam em substituir por Totalitarismo da Esquerda e da Direita.
Porque não incluem o Totalitarismo do Centro, tão antidemocrático como os outros, e que há 30 anos nos conduz à morte lenta, e sem alternativa política?

16 Julho, 2009 23:06  
Anonymous Anónimo said...

Tendo sido o PCP inimigo do fascismo, com o ódio,tornou-se ele próprio inimigo de si próprio.
O que o PCP quer é inimigos para odiar, não inimigos para desprezar. Nunca desprezou o fascismo porque não se desprezou a si próprio, porque em si o PCP é fascismo.

17 Julho, 2009 00:01  
Anonymous Anónimo said...

Claro que há mais vida para além do capitalismo. A história, a revolta dos explorados e oprimidos, mesmo antes de haver capitalismo, é a prova de que as desigualdades e a opressão sempre geraram a revolta, o combate e a luta por outro mundo onde os valores da solidariedade e da fraternidade imperassem sobre os valores da competitividade, do lucro e do poder. Todos os povos têm na sua história registos de momentos colectivos onde a construção de uma sociedade diferente esteve na ordem do dia. Fosse contra as tribos invasoras, fosse contra os exércitos das monarquias, fosse contra as hordas capitalistas que devassaram o mundo e tornaram o capitalismo global. Tão global como a contestação a um sistema que procura o lucro semeando a fome. Que procura a dominação semeando a dependência. Que procura a normalização apagando a diferenciação (seja ela cultural, politica, religiosa, ou o que for).
Do cronista deste post sou seguidor em muitos trechos da análise que faz. Mas algo nos separa – e é algo de fundamental. Ele analisa a história e passa um pano em branco por aquilo que é, foi, e historicamente representa o que chama de comunismo e que mais não é do que o corpo teórico e prático da actuação dos partidos comunistas marxistas-leninistas em todo o mundo. Defende o cronista que o comunismo oficial (pró-soviético, pró-cubano ou pró-chinês) tem uma componente libertadora, emancipadora e igualitária. Algo que, olhando para a história dos regimes comunistas, no passado e no presente, é difícil perceber. Não digo que não houve em muitos casos melhorias substanciais para as classes trabalhadoras desses países. São inegáveis. Mas melhorias da mesma monta, ou mesmo superiores, verificaram-se também em países capitalistas, onde a situação dos trabalhadores (económica, social, etc.) se alterou profundamente ao longo do século passado.
Do cronista separa-me também a diferença que faz dos regimes que enuncia como progressistas (a palavra é minha) de outros que seriam capitalistas. Na minha óptica, todos eles existem no espaço capitalista e a sociedade que gerem tem os mesmos valores e as mesmas premissas do que as sociedades ditas ocidentais. Têm governos mais ou menos respeitadores dos valores individuais e colectivos, mas pouco mais do que isso. E em muitos casos nem isso. São apenas veículos de um poderoso populismo de que não se coíbem de ostentar a cada momento, como se isso lhes devolvesse alguma pureza original.
Em Portugal o PCP tem sido o rosto deste posicionamento: pouco o separa das práticas ditatoriais em que o século passado foi fértil. Para milhões de seres humanos o comunismo, de ideologia da libertação transformou-se em sistema de opressão. Apesar do heroísmo de muitos comunistas, da luta denodada pela liberdade, as sociedades que o comunismo construiu foram sociedades despóticas, sem liberdade, onde o individuo e a sua especificidade foram completamente esmagados. E com algo de caricato: nesses países o capitalismo manteve-se e prosperou, agora na sua vertente de capitalismo de Estado, gerido por uma nova classe – a burocracia de Estado – que assumiu todos os tiques e todos os papéis da burguesia anteriormente dominante.
O debate sobre como dar um rosto humano ao comunismo vem da década de 70, com o eurocomunismo. O PCP alheou-se deste debate e enfiou¬-se na ortodoxia. Outros debates vieram depois e o PCP – apesar da qualidade humana de muitos dos seus militantes – ficou enquistado, ao lado de um projecto político que sempre privilegiou o centralismo, o poder de uns poucos, um falso igualitarismo, em detrimento da liberdade e da construção de individualidades autónomas, iguais em direitos e em deveres.

(continua)

17 Julho, 2009 00:30  
Anonymous Anónimo said...

(continuação)

As criticas, por parte da inteligência ocidental, ao modelo comunista que a União Soviética (estalinista e não estalinista) criou, são muitas e não vale a pena repeti-las aqui. Mas trazer, como traz o autor, um manto diáfano para esconder tudo isso e apresentar, mais uma vez, em 2009, o comunismo – e logo o PCP – como um instrumento válido para a construção de uma sociedade diferente, mais solidária e humana, não é apenas disparatado. É, pelo menos, hilariante. E fazer, como faz o cronista, na enumeração dos diversos tipos de democracia (política, económica, social e cultural), um enunciado sem qualquer relação com aquilo que foi a experiência histórica desses regimes - e muitas vezes até foi exactamente o seu contrário – isso é profundamente desonesto.

17 Julho, 2009 00:32  
Anonymous Sapiens said...

Casa onde não há pão, todos ralham e ninguem tem razão.. O problema já não é político apenas. O nosso sistema económico está obsoleto e todos temos que nos esforçar por uma solução verdadeira. Caminhamos para um ponto de ruptura e, se queremos evitar o caos de uma grande convulção social, temos que agir o mais depressa possível nesse sentido. Informam-se sobre as alternativas que estão a ser pensadas em www.thezeitgeistmovement.com
todos pelo mesmo objectivo

17 Julho, 2009 04:08  
Anonymous Anónimo said...

Se for aprovado a proposta do alberto,agora já fala em totalitarismo,está a proibir-se a ele próprio,pois criou um sistema totalitário na região.

17 Julho, 2009 09:54  
Anonymous Anónimo said...

Brilhante texto. O autor vê com olhos de ver o mundo que o rodeia. Parabéns!

17 Julho, 2009 15:08  
Anonymous Anónimo said...

Felizmente há gente capaz de pensar e de exprimir opiniões próprias. Felizmente há distintas visões e interpretações do mundo e da sociedade. Felizmente há a possibilidade de confrontar ideias livremente. Felizmente há diferenças nesta dialéctica, porque " da discussão nasce a luz" e assim é que "o mundo pula e avança"! Parabéns e obrigado a quem contribui para isso. Só lamento que outros que aqui vinham enriquecer o Mais Évora tenham desistido de aparecer. Sinto-lhes a falta.
José Luís

18 Julho, 2009 09:02  
Anonymous Anónimo said...

@09:02
Tem toda a razão! Felizmente, de vez em quando escrevem-se aqui textos interessantes que "apagam" o desconchavo da maioria dos "contributos". Mas por onde andam o Jota C, o Anonimusrexus, a Maria B, a Virgininha e outros que, sem terem a minha concordância permanente, animavam o Mais Évora e lhe acrescentavam qualidade? Vêm aqui com outros pseudónimos ou desapareceram mesmo?
Luís GT

18 Julho, 2009 09:37  
Anonymous Anónimo said...

@09:37
E o Manuel Menezes não? Também era interessante. Duvido que essas pessoas venham aqui com outros peseudónimos, porque não vejo o mesmo estilo de escrita nem as mesmas temáticas. A Virgininha por exemplo, é inimitável, aquilo era um humor cástico que nunca mais aqui houve. A própria Maria B, uma feminista provocadora, também deu de frosques sem deixar descendência. Quanto aos outros admito que talvez andem por aí disfarçados.
Santos Silva (outro, nada de conusões!)

18 Julho, 2009 11:22  

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