P´RA PULAR
vagabundo sem abrigo
por não ter onde se acoite
para aquecer o umbigo
esfrega a barriga na noite
Platero
in (h)ortografias
por não ter onde se acoite
para aquecer o umbigo
esfrega a barriga na noite
Platero
in (h)ortografias

1 Comments:
Por vezes ouvimos os governantes falar em "planeamento integrado", em "sinergia", e outros que tais.
Como se fosse possível fazer planeamento que não procure integrar todos os aspectos de uma realidade, ou desperdiçar os esforços e acções que são afins do planeamento.
Mas, temos que reconhecer, são meras palavras usadas para enfeitar os discursos e os sofismas.
O que assistimos, cada vez mais, é à arbitrariedade das medidas e acções, avulsas e sem a mínima noção das consequências.
Assistimos à negação do planeamento.
Em trinta anos, o planeamento deixou de ser o suporte das decisões. Instituiu-se a arbitrariedade de políticos incapazes e corruptos, apoiados por técnicos sem ética, às ordens do capital.
O arco do poder, corrompeu o país e instituiu a anarquia.
Nas infraestruturas nacionais, assistimos ao espectáculo da disputa de aeroportos, TGVs, e auto estradas, entre as hienas que nos consomem.
Assistimos à destruição da rede ferroviária, entregue à voracidade do polvo.
Assistimos às "políticas de proximidade", que fazem o contrário, que fecham e afastam os serviços públicos dos cidadãos.
Foram as Esquadras de Polícia, os Centros de Saúde, as Urgências, as Escolas, as Scuts, os transportes, os correios, o custo dos serviços básicos, a regionalização, e agora os Tribunais.
Tudo decidido e feito sectorialmente em função de alegadas poupanças, ou de criminosos negócios.
Portugal é hoje um país sem plano. Tudo se decide a par e passo. Em função do lucro privado imediato.
Destroem-se infraestruturas e serviços úteis, para construir e adquirir inútil, pior e mais caro.
Nada é estudado em função das condições locais. Adquirem-se soluções enlatadas, totalmente desajustadas da realidade.
O que hoje se faz, para lucro do capital, amanhã se desfaz para lucro do capital.
E ninguém é responsável.
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