28 Janeiro 2012

PSD quer que Governo esclareça isenção do IMI no centro histórico

O grupo parlamentar do PSD solicitou esclarecimentos ao Governo acerca do regime de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no centro histórico de Évora, já que o serviço de Finanças local "tem negado" este benefício fiscal.

"O serviço de Finanças de Évora tem negado o reconhecimento automático da isenção do IMI aplicável ao centro histórico da cidade de Évora", classificado Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), afirmam.

Os parlamentares do PSD "estranham" este entendimento por parte da administração fiscal, considerando-o um "paradoxo", tendo em conta a "clareza das decisões da Assembleia da República".

Os deputados social-democratas Pedro Lynce, Cristóvão Crespo e Paulo Batista Santos subscrevem a pergunta dirigida ao Governo, solicitando esclarecimentos por parte do Ministro das Finanças sobre a aplicação deste regime de isenção no centro histórico da cidade alentejana.

Nos termos do artigo 44.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), lembram, os prédios classificados como monumentos nacionais e os prédios individualmente classificados como de interesse público, de valor municipal ou património cultural, gozam de isenção de IMI.

Este regime de isenção, pode ler-se no comunicado enviado hoje à Agência Lusa, "encontra justificação" em Évora.
"A classificação de Património Mundial acarreta, para os imóveis inseridos nestes centros históricos, um conjunto de restrições regulamentares que têm por objectivo preservar as suas características particulares, como salvaguarda do interesse patrimonial que lhes está reconhecido", afirmam.

Por isso, os deputados do PSD querem que a situação na cidade alentejana seja clarificada, já que os munícipes "foram confrontados com a intenção de anular este benefício fiscal", por parte do serviço de Finanças local.
Os três parlamentares lembram ainda que esta matéria tem suscitado polémica nos últimos anos, levando mesmo à criação de um movimento de cidadãos em defesa da isenção do IMI no centro histórico.

E, acrescentam, motivou também a apresentação de uma petição que pugna pela "correta aplicação da legislação em Évora, à semelhança do que ocorre nos restantes centros classificados Patrimónios Mundial".

"Foi igualmente objecto de uma decisão da Assembleia da República, nomeadamente através da votação por unanimidade de uma proposta de alteração ao referido artigo 44.º do EBF e no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2010", pode ler-se no comunicado.

in Correio da Manhã, 27 Janeiro 2012

7 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não pode haver diferenças : paguem todos !

70% dos imóveis estão arrendados por baixo da mesa a estudantes e afins e os senhorios tem lá ainda a morada fiscal para terem abatimentos ???

as Finanças andam a cruzar dados e vão ter de pagar e pagar !!!

28 Janeiro, 2012 17:01  
Anonymous Anónimo said...

@17:01
Mas quem disse que não pagam todos?
E, se virmos bem, os proprietários de imóveis classificados como Património Nacional, ou equivalente (como é o caso do CH de Évora), ainda pagam mais que os outros.
Ou pensam que é barato cumprir as obrigações de conservação a que estão sujeitos, por força da classificação?
Ou pensam que é por acaso que o CH de Évora tem vindo a perder habitantes nas últimas décadas e a ter cada vez mais casas vazias, apesar de terem o "privilégio" de não pagar IMI?
Não acham que, se fosse coisa boa, toda a gente se quereria mudar para o CH?

28 Janeiro, 2012 18:24  
Anonymous Anónimo said...

O PSD devia pedir esclarecimento ao Governo porque razão as finanças de Évora contrataram o chefe da máfia de construtores locais, como avaliador.

28 Janeiro, 2012 18:52  
Anonymous Anónimo said...

@18:52
Correcto e afirmativo.

28 Janeiro, 2012 19:44  
Anonymous Anónimo said...

O PSD tem razão. Acho muito bem que esses palacetes sejam isentos de imi. Quem lá mora é muito mais pobrezinho do que o cavaco.

SYCHA

28 Janeiro, 2012 21:26  
Anonymous Anónimo said...

Olhem, amigos. O ano passado paguei por obras de conservação - pinturas de paredes, janelas e portas interiores - cerca de 7000 euros, com impostos. E são aqueles proprietários e residentes que fazem o esforço de manter as suas casas que mantêm as ruas bonitas para os turistas e os outros as virem visitar.

Depois, é bem sabido por todos, e por aqueles que vêm aqui dizer mal, que uma grande parte da população residente do CH é idosa e de baixos rendimentos. O que torna a realidade de conservação difícil e justifica as medidas particulares a que o CH está sujeito.

Não deve ser tratado igual o que efectivamente não é igual.

De resto, o que está em causa é o simples cumprimento da Lei em Évora, como está a ser aplicada no Porto, Guimarães, Sintra, Óbidos.

Lei que as Finanças de Évora se têm recusado a aplicar.

29 Janeiro, 2012 11:58  
Anonymous Anónimo said...

mas há uma solução viável para o IMI

NINGUÉM PAGA.

Vamos depois ver o que é que o Estado faz???

Não faz nada. Cala-se

30 Janeiro, 2012 17:19  

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